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Adriano Côrtes Santos
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3,5
Enviada em 8 de dezembro de 2024
O Exorcismo (2024), dirigido por Joshua John Miller, é uma mistura de drama psicológico e terror, mas falha em entregar a tensão esperada do gênero. O filme segue Anthony Miller (Russell Crowe), um ator em decadência, que, após a morte da esposa, aceita o papel de um padre exorcista em um filme de terror. À medida que a produção avança, ele começa a vivenciar experiências estranhas, levando sua filha Lee (Ryan Simpkins) a acreditar que ele está sendo possuído por uma entidade maligna. No entanto, o filme foca mais nos conflitos internos de Anthony, simbolizando seus traumas e vícios como uma forma de possessão, o que tira a ênfase do horror clássico.
Apesar de explorar temas como o abuso da religião e o trauma pessoal, o filme é mais um drama psicológico do que um thriller de terror. A crítica ao falso clericalismo e à luta com o passado de Anthony são pontos centrais, mas a falta de um ritmo mais tenso e cenas de terror convincentes pode frustrar quem busca o tipo de suspense mais tradicional. O filme pode agradar a quem busca um estudo de personagem mais profundo, mas decepciona os fãs de terror mais puro, gore.
O filme tem uma história interessante em torno do personagem principal, que tenta voltar ao trabalho como ator após passar por anos lutando contra drogas e alcool. Ele também tenta restabelecer a sua relação com a sua filha. No set de filmagem ele começa a sofrer por algo pertubando a sua sanidade e também transformando a sua personalidade. O filme consegue te prender em um mistério mesmo não tendo cenas de susto e conta com uma excelente particpaçao do Russel Crowe. Faltou para mim relacionar melhor a interação da entidade demôniaca com o set de filmagem e também com o personagem. O que mostrou no início é que para gravar esse filme algo estranho rondava u set, mas ficou um pouco vago.
Houve uma quebra de expectativa da minha parte em relação ao filme, porque eu estava esperando um filme padrão sobre exorcismo (cheio de sustos, com imagens impressionantes e extremamente amedrontador). Entretanto, é um filme muito pé no chão e achei muito coerente a representação da obra como um todo... Em relação à demonologia notei que o filme faz boas referências aos estudos dos Warren, porque Tony é um personagem vulnerável e suscetível a possessão, além de a manifestação demoníaca ocorrer similarmente às descrições de Ed. Agora em relação ao catolicismo do filme, foi trazido de uma maneira diferente, pois é nítido o despreparo do Padre para fazer o exorcismo e é isso que desenrola para a parte crucial do filme quando o protagonista consegue superar suas inseguranças e descrenças enquanto entrega a essência de seu papel como Padre Arlington. Não é apenas um filme de terror que busca entregar sustos e medo, mas sim uma reflexão profunda sobre relações pessoais e relações com a fé cristã.
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