Coringa: Delírio a Dois
Média
1,9
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Ricardo L.
Ricardo L.

63.289 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 30 de dezembro de 2024
Todd e Joaquim Phenix trazem novamente a história de um dos maiores vilões de todos os tempos e agora com a presença de Lady Gaga que brilha e muito como arlequina. Temos aqui uma miséria de drama com musical que poderia render mais, haja vista que algumas cenas músicas poderiam ter sido descantadas, mas enfim… fica atrás do primeiro, mas sim é um bom filme.
Pitacos.cinematográficos
Pitacos.cinematográficos

28 seguidores 71 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 24 de outubro de 2024
Coringa Delírio a Dois explora com maestria a dualidade entre Arthur Fleck e o Coringa, utilizando o formato de musical para intensificar a idolatria em torno da figura caótica do vilão, enquanto expõe a negligência social enfrentada pelo homem real. As músicas desempenham um papel fundamental, trazendo uma leveza que suaviza momentos duros e intensos, criando um contraste intrigante. Joaquin Phoenix mais uma vez entrega uma atuação brilhante, utilizando seu corpo para distinguir claramente o frágil Arthur do descontrolado Coringa, reforçando as camadas psicológicas e emocionais do personagem.

Veja meu pitaco completo em vídeo em @pitacos.cinematograficos.
NerdCall
NerdCall

59 seguidores 476 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 4 de outubro de 2024
Todd Phillips deixa claro desde o início que Coringa: Delírio a Dois seria diferente, explorando uma abordagem mais experimental ao transformar a sequência em um musical, em vez de seguir o estilo sombrio do primeiro filme. Mas essa ousadia não resulta como esperado. Embora a intenção de inovar seja interessante, o filme sofre com uma execução que não consegue manter o ritmo ou entregar o impacto esperado.

O uso de números musicais para retratar a loucura de Arthur Fleck é uma decisão que poderia ter dado profundidade à narrativa, mas, na prática, as cenas quebram o andamento do filme. Phillips tenta ilustrar a mente conturbada do protagonista através dessas músicas, mas o excesso de performances musicais acaba tornando a progressão da história lenta e sem impacto emocional. Faltou uma direção musical mais robusta para guiar essa escolha criativa de forma eficiente. Embora o filme tenha momentos intrigantes, fica a sensação de que faltou coesão entre a proposta e a execução.

As atuações são outro ponto que acaba ofuscado pelo foco nas músicas. Joaquin Phoenix continua entregando um bom desempenho como Coringa, mas não atinge o mesmo nível de impacto emocional do primeiro filme. Lady Gaga, apesar de ter sido uma escolha ousada para o papel de Arlequina, não consegue trazer a profundidade que a personagem precisava, com sua performance se limitando mais ao seu talento vocal do que à atuação dramática. O roteiro, aparentemente apressado, também contribui para a falta de desenvolvimento, deixando diálogos e situações com menos força narrativa do que o esperado.

Apesar das falhas, Coringa: Delírio a Dois consegue abordar de maneira interessante a solidão de Fleck, desta vez com o apoio da música. Algumas cenas trazem uma tristeza palpável, criando momentos de introspecção que são interessantes, mas que não são suficientes para salvar o filme de suas escolhas criativas confusas.

Em suma, Coringa: Delírio a Dois é uma tentativa válida de inovar, mas que tropeça na execução. As decisões arriscadas de Phillips, que poderiam ter dado um novo fôlego à franquia, acabam prejudicando a narrativa e transformando o filme em uma experiência frustrante. A sequência, que prometia ser mais um grande sucesso, se torna uma das decepções de 2024.
Adriano Silva
Adriano Silva

1.614 seguidores 481 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 24 de dezembro de 2024
Coringa: Delírio a Dois (Joker: Folie à Deux) 2024

"Coringa 2" é dirigido por Todd Phillips a partir de um roteiro que ele coescreveu com Scott Silver. Baseado em personagens da DC Comics, o longa-metragem é uma sequência direta de "Coringa" (2019). Joaquin Phoenix repete seu papel como Arthur Fleck/Coringa, e dessa vez ele conta com a presença de Lady Gaga como Harleen "Lee" Quinzel, seu interesse amoroso. "Coringa 2" traz um Arthur Fleck que no momento está internado em Arkham, aguardando julgamento por seus crimes como o Coringa, anteriormente. Ele continua com sua guerra pessoal ao ter que lidar com sua dupla identidade, quando se depara com o amor e encontra a música que sempre esteve dentro de si.

Em 2019 "Coringa" foi uma aposta da Warner, visto que o estúdio apostava em contar o princípio e o desenvolvimento de um vilão. Vilão este que geralmente sempre esteve ligado ao Batman, e aí que surge a pergunta: o Coringa pode existir sem o Batman? Dessa forma precisou de todo um estudo de personagem, contando com toda uma liberdade criativa, uma licença poética, para assim o personagem se desligar de outros personagens e criar a sua própria identidade e consequentemente o seu próprio universo. Tanto é que o longa traz uma verdadeira revolução dentro do universo cinematográfico do Coringa que já conhecemos, pois de fato o filme não tem ligações com as outras versões do personagem vistas anteriormente no cinema.

Dito isto, "Coringa" foi um verdadeiro marco na história das adaptações de HQ's para o cinema. Isso também se deu nas bilheterias, pois o orçamento do filme foi de US\$ 65 milhões e a bilheteria mundial ultrapassou US\$ 1 bilhão. Nos festivais de premiações, "Coringa" ganhou o Leão de Ouro no 76º Festival Internacional de Cinema de Veneza. No Oscar 2020, "Coringa" liderou com 11 indicações, vencendo em Melhor Ator para Joaquin Phoenix e Melhor Trilha Sonora para Hildur Guðnadóttir.

Todo o sucesso de críticas do "Coringa" se deu justamente por ser um filme fora dos padrões das adaptações de HQ's. Pois o filme é cru, seco, niilista, intrínseco, peculiar, pertinente, que nos relata como uma sociedade decadente tem o poder de causar distúrbios mentais em uma pessoa e transformá-la em um vilão, ou em uma vítima. Posso ir ainda mais além ao destacar como o longa consegue capturar o espírito daquele momento da cidade e do governo em Gotham City, o que canaliza muitas frustrações e retrata uma sociedade fria, repleta de instituições decadentes, mantidas por um fio, que empurram Arthur Fleck para a insanidade e consequentemente para a violência.

Verdadeiramente "Coringa" fez um sucesso estrondoso e teve todos os méritos possíveis para isto, se consolidando como o melhor filme da DC/Warner. Eu coloco "Coringa" na prateleira das melhores adaptações de HQ's de todos os tempos, juntamente com obras como "Homem Aranha 2", "Batman: O Cavaleiro das Trevas" e "Vingadores: Ultimato". E digo mais: "Coringa" deveria ter levado o Oscar de Melhor Filme em 2020. Eu gosto de "Parasita", é de fato excelente e traz abordagens ácidas e pertinentes como um todo, mas "Coringa" é mais imponente e se destaca como uma uma obra-prima revolucionária e categórica.

Diante de todos os fatos apresentados por "Coringa" lá em 2019, seria mais do natural que o estúdio apostasse em uma continuação, até pela bilheteria que o longa fez. Sendo assim o sarrafo subiu demais, às exceptivas do público subiram demais. Desde que foi anunciado oficialmente, "Coringa 2" causou um alvoroço se destacando como uma das sequências mais aguardadas da atualidade cinematográfica. E não era pra menos, visto que praticamente todos do filme anterior estariam de volta, isso incluindo o diretor Todd Phillips, o roteirista Scott Silver, o diretor de fotografia Lawrence Sher, o compositor Hildur Guðnadóttir, além, é claro, o monstruoso Joaquin Phoenix e a melhor e mais completa artista da atualidade, Lady Gaga. Ou seja, toda a receita para um novo sucesso estava pronta, era só fazer acontecer. Porém, não foi bem isso que aconteceu.

Para início de conversa, "Coringa 2" foi concebido como um filme independente, embora a própria Warner Bros. pretendesse que o filme lançasse uma nova série de filmes, algo como uma nova franquia de filmes com tons mais sombrios, que seria desenvolvido como a "DC Black". "Coringa 2" está sendo duramente criticado pelo público e pela crítica especializada, algo como uma não conexão com o público que foi algo imediato conquistado pelo filme anterior. O longa está sendo um verdadeiro fracasso nas bilheterias, já que seu orçamento esteve com custos de US$ 200 milhões e ele fez apenas US$ 40 milhões nos Estados Unidos, menos da metade do valor arrecadado em 2019 com o primeiro filme. Isso tem deixado a Warner extremante preocupada.

Como eu adoro o primeiro filme e o considero como uma verdadeira obra-prima do cinema, devo admitir que eu tinha uma grande expectativa com a realização dessa continuação. Porém: fiquei decepcionado como a grande parte do público? Sim e não (confuso? Eu sei! - rsrsrs). Para começar eu gostei do filme, não era exatamente o que eu estava esperando, mas também não é todo esse desastre que a crítica aponta. Porém, eu entendo grande parte das críticas, pois o diretor foi ousado demais em sua decisão, ele foi além do simples, além da sua zona de conforto, que seria entregar o básico que deu tanto certo no primeiro filme. Acredito que o Todd Phillips quis se desafiar e não quis jogar na segurança, que seria fazer o simples bem feito.

O primeiro "Coringa" ganhou uma enorme notoriedade e se destacou justamente pela forma como ele foi desenvolvido e entregado, sendo aquela representação de uma personalidade com uma mente deturpada e doentia que foi de certa forma corrompida pela sociedade e por traumas em seu passado, o que justamente desencadeou na transformação do Arthur Fleck no Coringa. Então, o que o público poderia de fato esperar de uma provável (ou improvável) continuação? Talvez a crítica fique pela a sequência que o roteiro decidiu seguir? Se passando grande parte com o julgamento pelos crimes cometidos pelo Arthur enquanto o Coringa. E aqui eu até acho que o roteiro força bastante nesse tema, o tribunal, e deixa grande parte do potencial do próprio Coringa de fora, Uma vez que às cenas do julgamento se torna um pouco morna demais e o Arthur transformado no Coringa fique mais à cargo da sua imaginação.

Por outro lado eu acredito que o que de fato pegou o público foi o tom empregado pelo próprio Todd Phillips em seu longa, que verdadeiramente podemos chamá-lo de suspense musical. Apesar do próprio Todd não considerar o seu filme como um musical, temos sim uma película musical no fim das contas. E nesse ponto pode entrar o preconceito do público com musicais (especificamente falando do público brasileiro). Os americanos amam musicais e não é à toa que tivemos "La La Land" (2017) ganhando o Oscar de Melhor Filme. Mas será que realmente era necessário um musical em "Coringa 2"?

Para falar dessa parte musical do filme eu preciso puxar o gancho da Lady Gaga, que pra mim é o principal estopim para despertar a faísca de Arthur Fleck para voltar ao Coringa. Gaga dá vida à Lee, uma paciente do Arkham State Hospital que fica obcecada por Arthur e forma um relacionamento romântico mortal com ele. Lee é manipuladora, persuasiva, invasiva, maquiavélica, contraditória e bastante letal. Ela é a responsável em manipular o Arthur o tempo todo, conseguindo mexer com sua mente e seu corpo, despertando seus sentimentos e desejos mais obscuros. Definitivamente Lee é um estudo de contradições, partindo do princípio que seu amor e sua obsessão pelo Arthur também são admiração e desgosto. A partir desse ponto Lee desperta a música dentro da alma do Arthur, o que de certa forma era algo que ele próprio desconhecia, ou não tinha total controle. É uma narrativa que navega diretamente no suspense, no drama, no psicológico, usando a música como uma válvula de escape para uma verdadeira loucura.

Acredito que a decisão do Todd Phillips em cenas musicais foi uma cartada justamente à loucura dos dois personagens em cena. Tanto que às partes musicais são apresentadas em um tom especificamente de delírios, alucinações, devaneios, fantasias, algo como uma fuga, um grito da alma. Por isso eu reitero que o diretor foi extremamente corajoso e ousado, em querer despertar estes sentimentos no público, indo por um caminho mais teatral e mais poético ao abordar um lado sombrio e obscuro, em mentes completamente fragmentadas.

Porém, foi uma decisão ousada e corajosa do diretor mas extremamente perigosa com a recepção do público. Pois grande parte das pessoas estavam esperando uma continuação mais objetiva do que superficial. Eu já tive muito preconceito com musicais, já virei a cara para vários filmes musicais, mas este foi um erro que eu concertei e hoje eu adoro musicais, claro que filtro alguns casos. Dessa forma eu não tenho nenhuma dificuldade com musicais, pelo contrário, é muito satisfatório assistir um belo musical - que é o caso de "Coringa 2", por que não? Mas o grande público não compactua da mesma opinião que a minha, sendo assim é normal que o público julgue o filme como monótono, arrastado e até superficial. Pode parecer uma ótima ideia a construção de um musical sombrio com o Coringa e a Harleen com um pano de fundo de violência, fantasia, alucinações e delírios. Porém, o sentimento que fica é de que tudo foi subaproveitado como um todo, uma vez que grande parte da trama se passa em um tribunal. Dessa forma é normal sentir a falta daquela energia carregada, perigosa e do caos do primeiro filme.

Outro ponto que pode gerar discursão é justamente o ponto que o roteiro levanta ao tentar desmistificar a ideia de que o Coringa é um personagem divertido, indo até naquela linha dos policiais sempre pedirem para o Arthur contar uma nova piada, que foi algo que ficou no ar durante todo o filme até a última cena exatamente na prisão - por sinal uma cena impactante! A própria Lee representa a imagem do pior dos fãs, que é caracterizado como aquele que quer que seu ídolo nunca saia do personagem, e finge desesperadamente ser algo que não é, como se isso fosse realmente bom ou necessário. Tradicionalmente podemos considerar que o Coringa que seduz a Harley Quinn para que ela se torne parte dele, já aqui este papel é invertido, uma vez que a Lee usa a própria mente do Coringa contra ele próprio.

Outro ponto bastante questionável é o fato do filme querer pregar uma desconstrução e descaracterização do Coringa. Como se desmontasse o mito de que o Coringa representa algo além da violência crua e desenfreada. Grande parte do roteiro tenta desesperadamente abordar o fato de que o Coringa é uma identidade/personalidade diferente do Arthur, como o próprio discurso de defesa apresentado no tribunal durante seu julgamento. Até dá pra considerar uma ideia sobre a possível desconstrução do personagem, mas a execução deixa muito a desejar.

Joaquin Phoenix novamente em uma atuação excelente, com uma entrega no personagem absurda. Tanto que na primeira cena você imediatamente já nota o quanto ele está magro, chega a ser pavoroso. Phoenix novamente nos entrega o seu Coringa sombrio, obscuro e mórbido em um nível de facetas impressionante.
Já a Gaga é o contraponto ideal de Phoenix na trama, algo como um complemento ao seu personagem, e devo dizer que ela entrega uma atuação bastante condizente com a proposta da sua personagem. Gaga consegue passar aquela personalidade manipuladora, dominante e letal. Ela realmente tem essa veia para personagens mais desafiadores. Porém, eu acho que faltou um algo a mais em sua personagem, não sei se foi o tempo dela, talvez o desenvolvimento, talvez as suas canções que não foram tão memoráveis, mas eu fiquei com a sensação de um baita talento em até certo ponto desperdiçado.
Harry Lawtey foi uma figura bastante interessante e intrigante com o seu promotor público assistente que planeja levar Arthur à justiça por seus crimes. Eu diria que foi uma participação bastante curiosa do Harvey Dent.

Tecnicamente temos vários pontos que merecem um destaque.
Novamente a direção do Todd Phillips é acertada e condiz perfeitamente com toda sua ousadia e coragem. A trilha sonora de Hildur Guðnadóttir é excelente, assim como já havia sido no primeiro filme. Curioso que a trilha sonora do filme inclui 16 números musicais, a maioria deles covers de músicas pré-existentes, com uma música original escrita por Lady Gaga. Ela lançou um "álbum complementar", Harlequin, em 27 de setembro de 2024. A fotografia navega na mesma temática de decadência do filme anterior, o que transcende cada cena do filme, seja ela no tribunal, na penitenciária, ou até mesmo nas ruas. A direção de arte é um show à parte. É impressionante como a direção de arte consegue se encaixar perfeitamente dentro do padrão e da proposta do filme. Sem falar na montagem, edição, mixagem, figurinos e maquiagens, tudo minunciosamente muito bem estruturado. Tecnicamente e artisticamente o longa de Todd Phillips é novamente uma obra-prima!

Por fim: "Coringa 2" se encaixa perfeitamente naquele padrão do ame ou odeie. Infelizmente eu tenho que admitir que o filme não agrega em nada na história já traçada, não consegue caminhar com as próprias pernas e vive o tempo todo na sombra do anterior. Sendo assim eu também considero esta continuação como desnecessária, já que o primeiro filme é efetivamente autossuficiente em tudo que se propôs.

Eu confesso que tinha uma outra ideia sobre o filme, e de fato ele fugiu bastante das minhas expectativas. Porém, no entanto e todavia, eu reitero que gostei do filme, não o considero como esta bomba toda que todos estão considerando. Pelo contrário, eu ainda consigo enxergar uma abordagem sobre uma mente fragmentada, deturpada, distorcida, uma manifestação de uma doença mental em seu estado mais alterado e doentio. "Coringa 2" é ousado, corajoso, meticuloso, diferente, que entrega o discurso que ele quer contar e não necessariamente o que o público idealiza e almeja, mesmo que pra isso soe como uma obra que se apegue mais ao excêntrico, ao extravagante, exibindo o seu lado mais teatral e poético.

- 23/12/2024
Thiago Petherson
Thiago Petherson

168 seguidores 257 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 5 de outubro de 2024
Em primeiro lugar, é importante tratar esse filme como um musical. Apesar de ser uma sequência direta do primeiro, ele segue uma abordagem e condução completamente diferente. Se no primeiro filme a mente perturbada de Arthur Fleck nos é revelada no clímax, nesta sequência, estamos quase 100% imersos em sua mente, com essa imersão sendo apresentada através de números musicais.

O que pode frustrar muitos fãs é o uso excessivo desse recurso. A expectativa era que o filme focasse mais na transição do personagem Coringa para um possível universo onde sua conexão com a Gotham do Batman seria mais evidente. Porém, o que vemos é uma nova construção do Coringa, com mergulhos constantes em sua mente doente e "delirante."

Quanto às atuações, a participação de Lady Gaga foi uma decepção. Embora ela tenha destaque nas sequências musicais, sua atuação fora delas não convence. Joaquin Phoenix, por outro lado, brilha novamente, mas sua performance está aquém da do primeiro filme, mas não sendo sua culpa, muito por conta do roteiro.

Apesar das ressalvas em relação ao roteiro, a fotografia e a trilha sonora são excepcionais (afinal, é um musical, então pelo menos isso). As canções foram muito bem escolhidas.

Não é que eu tenha odiado o filme, mas ele ficou bem longe das minhas expectativas. O final foi particularmente decepcionante, e não sei se essa direção tomada faz sentido em qualquer universo DC.

O lado triste é ver que um Coringa tão bem interpretado por Joaquin Phoenix, que para muitos superou até o lendário Coringa de Heath Ledger, agora corre o risco de ser esquecido. E pior, graças ao insucesso do filme, ele pode ser comparado ao Coringa de Jared Leto por alguns, não por falha do personagem, mas pela recepção da obra.

spoiler: PS: Até agora não sei se aquela cena de sexo na cela foi real ou foi pura fantasia da mente do Arthur. Como a Harleen conseguiu tão fácil acesso ?
MAGRAOBL
MAGRAOBL

29 seguidores 402 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 29 de dezembro de 2024
[29/12/2024 Max]

Que final ruim.
Até a parte musical do filme é ruim.
Tirando o musical que é inútil de desnecessário pq não conta uma história e nem avança o filme, o filme estava até que caminhando bem até o último ato.
Aí desandou tudo e entregou um final broxante demais.
A Margot Robbie é de longe uma Arlequina MUITO melhor do que a Lady Gaga e veja, aqui não estou desmerecendo a Gaga como atriz e ela brilho no musical desse filme.
Que decepção...
Ravi Oliveira
Ravi Oliveira

24 seguidores 501 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 9 de outubro de 2024
Sinopse:
Em "Joker Loucura a Dois" encontramos Arthur Fleck institucionalizado em Arkham, à espera de ser julgado pelos seus crimes como Joker. Enquando luta contra a sua dupla personalidade, Arhtur não só encontra o amor verdadeiro, mas também a música que sempre esteve dentro dele.

Crítica:
"Coringa: Delírio a Dois" traz uma perspectiva intrigante sobre a mente complexa do icônico vilão da DC, mas não escapa de algumas armadilhas. A atuação de Joaquin Phoenix continua a brilhar, oferecendo nuances à sua interpretação já aclamada. A dinâmica entre o Coringa e a parceira, interpretada por Lady Gaga, acrescenta uma nova camada à narrativa, explorando tanto a loucura quanto a vulnerabilidade dos personagens.

Visualmente, o filme é impressionante, mantendo a estética sombria que caracteriza o universo do Coringa. A direção consegue capturar a intensidade emocional e a caoticidade presente nas relações dos protagonistas. A trilha sonora, especialmente as canções interpretadas por Gaga, oferece momentos de impacto que elevam as cenas emocionais.

No entanto, a história, em alguns momentos, parece se perder em sua própria complexidade. A trama pode ser excessivamente ambiciosa, tentando equilibrar temas de amor, loucura e violência, resultando em uma narrativa por vezes confusa. Alguns espectadores podem sentir que a abordagem se dispersa, diluindo a profundidade de ambos os personagens.

Além disso, o filme depende bastante da interpretação de seus protagonistas, e ao mesmo tempo que isso é uma força, pode ser uma fraqueza se o enredo não sustentar adequadamente essa carga dramática. Algumas escolhas de roteiro parecem forçadas, deixando certos arcos de personagens inexplorados, o que poderia ter agregado ainda mais à história.

Em suma, "Coringa: Delírio a Dois" é uma experiência visualmente poderosa e emocionalmente intensa, com atuações de destaque que certamente deixarão uma marca. No entanto, a ambição narrativa pode resultar em uma sensação de descompasso. É um filme que provoca reflexão, mas que também pode frustrar aqueles que buscam uma trama mais coesa. Para os fãs do Coringa e de narrativas psicológicas, ainda é uma jornada que vale a pena explorar, apesar de suas imperfeições.
Diogo Maroeli Santos
Diogo Maroeli Santos

8 seguidores 168 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 12 de outubro de 2024
O filme é ruim? Sim. Mas me divertiu. As melhores cenas são as alucinações, mas são alucinações, então não é um grande ponto positivo. O final não me decepcionou porque eu não esperava nada mesmo. Fui com as expectativas baixas e talvez isso tenha contribuído. Não me deu sono, mas também não me deu muita alegria. That's life! Que música kkk, não sai da minha cabeça.
anônimo
Um visitante
3,5
Enviada em 5 de julho de 2025
"Coringa: Delírio a Dois" é um filme que acabou dividindo bastante opiniões, e eu entendo o porquê. Embora não seja o desastre que muitos falam, é bem longe de ser um grande sucesso. A verdade é que a história não gira tanto em torno do Coringa como a gente esperaria, mas sim do Arthur, o protagonista, e suas complexas e conturbadas questões psicológicas. Isso deixa o filme com um tom bem diferente do que imaginávamos para uma história do Coringa. O foco no relacionamento dele com a personagem de Lady Gaga é interessante, mas fica claro que o filme se distancia do que estamos acostumados a ver com o vilão.

Falando na Lady Gaga, ela está simplesmente fantástica! Sua performance é um dos maiores pontos altos do filme, arrasando nas cenas com sua intensidade e talento. As músicas também são um destaque, com trilha sonora que realmente se encaixa na atmosfera do filme e ainda traz aquele toque especial que ela sempre entrega.

No geral, "Coringa: Delírio a Dois" não é tão ruim quanto dizem, mas também não vai conquistar os fãs que esperavam algo mais focado no vilão. É um filme com falhas, mas tem bons momentos, especialmente pelas músicas e pela presença de Lady Gaga.
Douglas S.
Douglas S.

5 seguidores 17 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 1 de janeiro de 2025
Não tão ruim como dizem , mas faltou um tempero.
Achei a personagem da Gaga bem mediana, sem muita relevância no desenrolar do filme.
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