---
"Coringa: Delírio a Dois" – um delírio mesmo... mas de RUINDADES
Mano, sério mesmo… Coringa: Delírio a Dois é a maior decepção que eu já vi em continuação de filme! Sabe quando você espera um negócio sinistro, impactante, no nível do primeiro Coringa de 2019? Então, esquece. Isso aqui é praticamente um musical genérico com crise de identidade, tentando pagar de profundo, mas se afundando numa lama de pretensão e tédio.
Primeiro de tudo: QUE DIABOS ACONTECEU COM O CORINGA? O cara era um símbolo do caos, do sofrimento transformado em violência crua, um retrato sombrio da sociedade quebrada… e agora virou um cara cantando no manicômio como se tivesse no especial de Natal da Lady Gaga. Isso aqui parece mais um show mal dirigido da Broadway do que um filme do Coringa. A atmosfera pesada e perturbadora sumiu, evaporou, foi substituída por luzinhas coloridas e dancinhas sem noção.
E falando nela... a Arlequina, interpretada pela Lady Gaga, tá completamente fora do tom. Ela tenta bancar a psicótica intensa, mas parece mais uma mistura de fã obcecada com diva pop que caiu de paraquedas no filme errado. Em vez de tensão e loucura, a gente ganha um romance artificial, sem química nenhuma, com umas cenas tão constrangedoras que você não sabe se ri ou se chora. O relacionamento dos dois é um desfile de exagero, melodrama barato e musical que NINGUÉM pediu.
O roteiro então… meu amigo. É um festival de nada com coisa nenhuma. Uma tentativa desesperada de fazer arte, de pagar de cult, cheio de simbolismo vazio, que no fim das contas não leva a lugar nenhum. Você assiste uma cena, pensa “ok, talvez agora engrene”... e toma mais 5 minutos de música do nada, com câmera girando e os dois olhando pro além. É insuportável!
E o pior: o filme se leva a sério demais, como se fosse um estudo psicológico complexo e inovador. Mas, na real, é só uma sequência desconectada, inflada de ego, sem alma, que estraga tudo que o primeiro construiu. O Coringa virou um personagem caricato, quase uma caricatura de si mesmo, e o drama virou circo.
E pra fechar com chave de papelão, o final é tão aberto, tão sem impacto, que parece que o diretor largou a câmera e foi embora. Você fica sentado esperando alguma revelação, alguma virada marcante, algo que justifique o tempo perdido… mas não. Só termina, frio, sem peso, sem emoção. Um final que te deixa olhando pra tela e dizendo: “É SÓ ISSO MESMO???”
Nota: 1/10. O único delírio aqui foi achar que esse filme ia ser bom.
-