O Exorcista
Média
4,5
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228 Críticas do usuário

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Ricardo L.
Ricardo L.

63.292 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 7 de agosto de 2017
O melhor filme de terror de todos os tempos na minha opinião e de muitos, pra outros muitos é Psicose ou seja duas das maiores obras primas da história do cinema mundial. Fico tão emocionado pra falar desse filme que me faltam palavras pra falar. O Exorcista é simplesmente é uma secessão unica de se sentir em outra dimensão. #Sublime
cinetenisverde
cinetenisverde

29.473 seguidores 1.122 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 18 de janeiro de 2018
O Exorcista. Apesar de cercado de lendas e maldições em sua produção, podemos dizer que o resultado é um pequeno milagre. Se trata de um filme de terror que se constrói aos poucos em cima de um drama e personagens que são bem formados, e não jogados como os terrores de hoje em dia. Ao final, temos pouco mais que 15 minutos de cenas horripilantes. Mas essas cenas horripilantes só são assustadoras porque possuem todo um pano de fundo desta história. É preciso ver para crer o que o Cinema conseguiu produzir mesmo com o uso de bonecas, vômitos voadores e uma criança descendo escadas da maneira mais não-convencional possível.

cinetenisverde.com.br
Carlos Henrique S.
Carlos Henrique S.

13.791 seguidores 809 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 7 de outubro de 2019
A proesa de ser um dos maiores e melhores filmes terror de todos os tempos não é para qualquer um,temos ícones do gênero com muitos personagens que marcaram época influenciando a cultira pop,e um dos melhores filmes do gênero já feito e o melhor do sub gênero de exorcismo,O Exorcista nos dá uma aula de todos os elementos que um filme do gênero horror deve ter.No natal de 1973 os cinemas exibiam um filme pouco ideal para a ocasião,talvez propositalmente para causar agonia e chocar o espectador,o filme causou muitos burburinhos pelo seu nível chocante apresentado sendo o único do horror a concorrer ao Oscar de melhor filme,esse filme marcou como o propulsor do exorcismo sendo copiado sem sucesso exaustivamente.O filme segue uma jovem que começa a ser possuída por um demônio dando dúvidas e preocupação para sua mãe que vê como única alternativa chamar um padre para exorcizar sua filha.O longa tema direção do Willian FriedKin que faz aqui seu melhor trabalho.Ele cria uma atmosfera inconfundível,que realça o clima tenso apresentado,a progressão da possessão e a deterioração da protagonista é impressionante,o terror psicológico é importante aqui também,os efeitos práticos são impecáveis contando com cenas memoráveis e sensacionais,a maquiagem tem um valor altíssimo pois é muito realista e agonizante.O elenco é muito bom:Ellen Burstyn fazendo a mãe da garota está fantástica,uma mãe que não tem alternativas uma angústia pelo estado de sua filha,Jason Miller rouba a cena também interpretando um padre que questiona sua fé com base em acontecimentos com sua mãe com uma doença terminal,ele é um cara instável mentalmente e o grande brilho é para impecável atuação de Linda Blair,ela sofre gesticula e faz caras e bocas assustadoras,é um trabalho de gestos e uma performance de gesticulação e malevolência impecável.A trilha sonora do filme é uma das melhores já feitas com um tema tenso e que prepara algo sinistro.O exorcista é um dos melhores filmes de horror,é tenso atmosférico e cheio de cenas memoráveis.
wesleyaxe
wesleyaxe

10.962 seguidores 680 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Um clássico de verdade do cinema e que realmente funcionou até além da medida, pois foi lançado há muitos anos e é assustador até hoje, e creio que sempre será atual esse filme que serviu de fórmula para muitos outros.
Sidney
Sidney

8.996 seguidores 636 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Na minha sincera opinião, esse é o único filme de terror que realmente vale apena assistir. Terror mesmo, fiquei com o filme na cabeça algumas semanas, não consegui dormir direito. FILMAÇO!RECOMENDO.
Alexandre C.
Alexandre C.

5.235 seguidores 525 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 15 de março de 2019
É um filme assustador por se tratar de um tema real e que existe "muitos não acreditam e eu respeito" tem uma maquiagem perfeita e aterrorizante na atriz Linda Blair, um filme cheio de suspense e terror, talvez o mais assustador filme da história.
Adriano Silva
Adriano Silva

1.614 seguidores 482 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 16 de outubro de 2023
TEM SPOILERS DO LIVRO E DO FILME!

O Exorcista (The Exorcist) 1973

"O Exorcista" foi dirigido por William Friedkin a partir de um roteiro de William Peter Blatty, baseado em seu romance de 1971 com o mesmo nome. O filme é estrelado por Ellen Burstyn, Max von Sydow, Jason Miller e Linda Blair. "O Exorcista" conta a história de Regan McNeil (Blair), uma menina que era doce e meiga até ficar possuída pelo demônio pazuzu, e a tentativa de sua mãe de resgatá-la por meio de um exorcismo realizado por dois padres católicos.

Sobre o livro:
A obra-prima de William Peter Blatty é um verdadeiro clássico apoteótico do terror com mais de 13 milhões de exemplares vendidos em todo o planeta. Uma obra que mudou a cultura pop para sempre, se tornando um verdadeiro "marco" como uma das maiores obras da história da literatura. Uma obra-prima literária que mescla o sagrado, o ceticismo, a fé, a crença, o profano, juntamente com o investigativo e um estudo das camadas do ser humano ao ser exposto ao seu limite mental e espiritual.

Uma obra categórica que impactou e assombrou com o seu poder em criar um verdadeiro embate entre a ciência e a fé. Este é exatamente o ponto-chave do livro que dita todo o contexto da sua história. Ou seja, temos aqui uma história que navega com bastante eficiência e relevância no ocultismo, no mistério, no suspense e no terror, e ainda cria todo um ambiente que desenvolve o drama, o trauma, a frustração e o sofrimento.

Sem falar que o livro vai ainda mais além ao nos imergir em um verdadeiro terror psicológico durante toda a leitura. Ou seja, a leitura é fluida e dinâmica, e tem um início até leve e natural, dada a toda proporção da história. Este é o ponto que surpreende o leitor, por teoricamente ser confrontado com uma história que não demonstra um terror visível e palpável, mas desenvolve um terror psicológico, sobrenatural, algo que mexe com a nossa crença, com a nossa fé, que nos causa um desconforto mental e espiritual, pois o livro fala muito mais de fé do que sobre o medo. Durante toda a leitura nos sentimos Como se estivéssemos presos em um labirinto psicológico criado pela nossa própria mente - é bizarro!

Os personagens são incríveis, inteligentes, bem desenvolvidos, bem trabalhados, onde naturalmente o leitor irá facilmente se apegar, criar uma empatia, começar a se importar com cada um. O próprio Padre Damien Karras carrega nas costas o peso de suas escolhas feitas no passado, e essas escolhas viraram traumas atuais que refletem em suas frustrações durante o embate com o demônio. O demônio é outro personagem muito importante da história, que obviamente não criamos empatia, mas sentimos o peso da sua maldade ao expor a sua fase mais destruidora ao corromper a alma da menina Regan.

E toda esta incrível história é vagamente baseada no real caso de "O exorcismo de Roland Doe" no final da década de 1940, nos Estados Unidos. O livro é considerado pela Igreja Católica como um dos maiores relatos sobre um exorcismo já realizado desde a Idade Média.

"O exorcista" é uma verdadeira obra-prima da literatura sombria. Aquela obra de arte literária obrigatória para todos os amantes do terror. Pois esta obra não se trata apenas de uma simples história sobre o bem contra o mal, ou sobre Deus contra o demônio, mas também sobre a renovação e o poder da fé.

Sobre o filme:
"O exorcista" é mundialmente conhecido como o maior filme de terror do século XX. E eu vou mais além: eu o considero simplesmente como "o melhor filme de terror de toda a história do cinema". Uma obra extremamente conceituada que chocou o mundo inteiro com sua metáfora do combate entre o sagrado e o profano, entre o poder da ciência e a força da fé, em um dos roteiros mais macabros já escritos em toda a história. O longa supera qualquer outra obra do gênero no quesito terror e possessão, se destacando como um filme completamente influente e revolucionário, um pioneiro que ditou novos rumos ao cinema, mudando e moldando o jeito de se fazer cinema, mais especificamente aos filmes de terror.

O longa-metragem traz uma adaptação completamente fiel com sua obra literária. Ou seja, temos uma abordagem fiel e relevante em como o mal assume várias formas, várias faces, em como ele é responsável em mexer com o nosso psicológico, em quebrar a nossa barreira mental e espiritual nos provocando um certo desconforto, um certo incômodo, ao representar essa essência do nosso lado mais reprovável que reproduz um verdadeiro labirinto psicológico criado por nossa própria mente enquanto somos mergulhados nesse submundo sombrio e macabro. Esta obra é tão grandiosa, tão imponente, tão impactante, tão visceral, que vai além dos nossos medos visíveis. Ou seja, aqui o ponto-chave não é você sentir medo, se assustar, é algo mais palatável, mais sombrio, mais misterioso, mais soturno, um terror sobrenatural criado a partir do nosso medo psicológico em representações com figuras tais como monstros, fantasmas ou demônios, e principalmente com reação às profanações.

Outro ponto que surpreende e se sobressai na obra é toda a abordagem referente ao drama que cada personagem apresenta na trama, e isso especificamente falando de um filme de terror. Temos todo o drama de Chris MacNeil (Ellen Burstyn) referente à sua filha e os problemas que ela passa a apresentar, pois quando todos os esforços da ciência para descobrir o que há de errado com a menina falham uma personalidade demoníaca parece vir à tona. Por outro lado a própria Chris sofre o drama da frustração de ter sido abandonada pelo marido e não poder contar com ele nessas horas. O Padre Karras (Jason Miller) carrega toda suas frustrações e traumas, e cabe a ele salvar a alma de Regan e ao mesmo tempo tentar restabelecer a própria fé, abalada desde a morte de sua mãe.

O grande e notável escritor William Peter Blatty (falecido em 2017), que também era cineasta, é o grande nome por trás do longa-metragem. Além de ser o escritor do livro, ele foi o roteirista e produtor do filme, e partiu dele a escolha pelo diretor que dirigiria a sua adaptação. O diretor escolhido foi o saudoso mestre William Friedkin (falecido recentemente, no dia 7 de agosto de 2023). Ambos tiveram dificuldades para escalar o elenco para o filme. A escolha dos relativamente desconhecidos Ellen Burstyn, Linda Blair e Jason Miller, em vez de grandes estrelas do cinema, atraiu oposição dos executivos da produtora Warner Bros. Porém, eles se mantiveram firmes em suas escolhas sobre o elenco, tanto que a produção demorou o dobro do programado e custou quase três vezes o orçamento inicial.

Devo afirmar que o diretor William Friedkin faz um trabalho completamente impecável por trás das câmeras. Como os seus takes mais próximos dos rostos dos personagens, que aumentava ainda mais o nosso desconforto, principalmente em ângulos fechados diretamente no rosto possuído da Regan. Todos os seus movimentos com a câmera nos causava um certo incômodo, principalmente com aqueles cortes e avanços nas retomadas das cenas, onde parecia que sua câmera desfilava pelos cenários, como se ela tivesse vida própria. Friedkin dominava com muita maestria todo o seu elenco, tinha todos nas mãos, onde ele conseguia tirar o melhor e máximo de cada ator em cena.

Sobre a produção:
Além de ser mundialmente cultuado e respeitado, "O exorcista" causou um grande impacto cultural por desafiar as regras cinematográficas da época. O longa carrega o peso de ser o maior filme de terror de todos os tempos, e também carrega o título das polêmicas e das histórias mais bizarras e absurdas que aconteceram na produção nos sets de filmagens. Temos várias histórias de bastidores sobre as histórias que a produção carrega, como as condições precárias e desumanas em que os atores foram colocados para filmar e também os acidentes que aconteceram ao longo de sua produção. Às filmagens ocorreram tanto em desertos quentes quanto em cenários refrigerados. Muitos elenco e equipe ficaram feridos, alguns morreram e acidentes incomuns atrasaram as filmagens. Os muitos contratempos levaram à crença de que o filme teria sido amaldiçoado.

Ao todo, nove pessoas ligadas a produção do filme morreram de forma misteriosa, entre elas os atores Jack MacGowran e Vasiliki Maliaros, o avô de Linda Blair, um segurança do estúdio e um dos especialistas em efeitos especiais. Durante as gravações, o set de filmagem pegou fogo de forma misteriosa. No entanto, apenas o quarto da Regan não foi atingido, de acordo com os relatos da época. Devido às mortes e acidentes inesperados, o diretor William Friedkin consultou o Reverendo Thomas Birmingham sobre a possibilidade de exorcizar o set de filmagens. Em todas as vezes, o reverendo recusou o pedido, dizendo que isto causaria ainda mais ansiedade no elenco. Mas por diversas vezes ele visitou os sets para benzê-los e tranquilizar o elenco. Assim, após os eventos misteriosos envolvendo a equipe, o reverendo passou a acompanhar as gravações.

De acordo com as investigações da época, o ator Paul Bateson fez uma breve participação no filme. No entanto, anos mais tarde, foi condenado pelo assassinato de Addison Verrill. Sem provas, Bateson ainda foi ligado a um serial killer responsável pela morte de outras pessoas, todas encontradas dentro do rio Hudson. Considerado muito assustador, o trailer original foi removido, pois mostrava partes do filme em preto e branco, em que as imagens se misturavam com as dos demônios. Além disso, apresentava Regan MacNeil possuída.

Sobre o elenco:
Com apenas 13 anos na época das gravações, a pequena Linda Blair é o grande nome e o principal destaque por trás de "O exorcista". Blair já era uma garota prodígio na época, com 12 anos ela já tinha aparecido em 75 comerciais e centenas de capas de revistas. "O exorcista" é seu filme de estreia nos cinemas, e devo afirmar que ela foi complemente fantástica, impecável e assustadora em sua atuação. A sua caracterização é impecavelmente bizarra, e isso se deve as várias sessões de maquiagem que levavam de duas a cinco horas para serem finalizadas.
Blair virou uma das principais crianças em filmes de terror, sendo referência e influência para todas as atuações cinematográficas mirins em filmes de terror a partir dela. Ela é reconhecida e carrega este título até hoje, 50 anos depois.
Porém, na época a Linda Blair sofreu muito com o peso dessa personagem, tanto no set de filmagem quanto fora dele. Durante a produção, Blair foi exposta a diversas dificuldades, como o quarto onde ela ficava, que teve que ser constantemente refrigerado, para que se pudesse capturar com exatidão a respiração gélida dos atores. Para tanto, foram usados quatro aparelhos de ar condicionado, todos ligados simultaneamente. Blair recebeu várias ameaças de morte e foi perseguida após o lançamento de "O exorcista", o que fez com que a Warner Bros. contratasse seguranças para viver com sua família durante 6 meses. Mesmo com todo o sucesso conquistado em "O exorcista", a carreira de Linda Blair não decolou, não teve o sucesso que todos esperavam, de certa forma ela ficou marcada pela produção, algo como uma maldição em toda a sua carreira.

Ellen Burstyn é o segundo grande destaque do filme, que também ficou estigmatizada pelo seu papel de Chris MacNeil, a mãe de Regan. Ellen fez um trabalho gigantesco e fantástico ao personificar a figura de uma mãe que ama a sua filha, que sempre se preocupa com o seu bem estar, que sempre se mostra presente em sua vida, demonstrando muito carinho e amor. E sua personagem é marcada pela virada em sua vida, por ter que lidar com novos problemas relacionados à saúde de sua filha, o que logo põe à prova a sua crença entre a ciência e a religião (e logo ela que dizia não ter uma religião).
Ellen Burstyn também ficou marcada por eventos misteriosos durante a produção do filme. O principal foi o trauma que ela enfrentou em uma determinada cena, onde sua personagem é arremessada para longe por sua filha possuída e ela bate violentamente com o coccix contra a cama e cai no chão. A verdade é que seu grito de dor foi real nessa cena. Esta cena foi filmada e mantida no filme. Ellen também estabeleceu uma condição durante as filmagens: que sua personagem não dissesse a frase "I believe in the devil!" ("Eu acredito no demônio!"), contida no roteiro original. Os produtores atenderam o pedido e esta frase foi retirada da história. As atrizes Jane Fonda e Shirley MacLaine chegaram a ser sondadas sobre a possibilidade de interpretarem a personagem Chris MacNeil. Mas ainda bem que a personagem ficou com a Ellen Burstyn.

Jason Miller completa o trio de ouro de "O exorcista". Jason faz uma interpretação muito fina e muito competente do Padre Damien Karras. O interessante de seu personagem é o fato que inicialmente ele não faz parte daquela história, ele vai chegando com uma certa modéstia e aos poucos vai se estabelecendo dentro daquele universo. Além do que, Jason entrega uma atuação na medida certa, que mescla seus traumas do passado envolvendo sua mãe, com a atual situação envolvendo Chris e sua filha possuída.
O mesmo vale para o Max von Sydow, o experiente Padre Lankester Merrin. Max entra com seu personagem mais na parte final da história e rapidamente já nos conquista. O Padre Merrin tem uma participação fundamental na história e um grande peso na parte final.

Sobre as qualidades técnicas:
"O exorcista" trouxe todo um trabalho técnico e artístico muito à frente do seu tempo. Como posso destacar os efeitos especiais, que era uma novidade naquela época. O trabalho de maquiagem e representação artística foi um avanço tecnológico, ou seja, um trabalho impecável. A trilha sonora de Krzysztof Penderecki e George Crumb é uma coisa do outro mundo. Incrível como a trilha sonora de "O exorcista" é maravilhosa, é penetrante, é estridente, é incômoda, principalmente pela clássica composição instrumental de "Tubular bells de Mike Oldfield" (que está completando 50 anos). Este instrumental tocará no meu casamento e no meu velório. A cinematografia é magnífica, e traz uma fotografia de Owen Roizman completamente colossal. A direção de arte é minunciosamente bem detalhada, onde nos apresenta cenários com bastante fidelidade com a obra. A edição é outro grande acerto, assim como a própria mixagem e efeitos sonoros, que nos dava uma dimensão exata acerca de todos os acontecimentos que permeava o quarto da Regan possuída.

Curiosidades sobre a produção:
"O Exorcista" foi lançado nos Estados Unidos em 26 de dezembro de 1973, um dia depois do Natal. O público esperou em longas filas durante o tempo frio; os shows esgotados foram ainda mais lucrativos para a Warner, uma vez que eles os reservaram para esses cinemas sob quatro contratos de aluguel de distribuição de parede, a primeira vez que um grande estúdio fez isso.

Alguns espectadores sofreram reações físicas adversas, desmaios ou vômitos em cenas chocantes, como uma angiografia cerebral realista. Muitas crianças foram autorizadas a assisti-lo, o que levou a acusações de que o conselho de classificação da MPAA havia acomodado a Warner, dando ao filme uma classificação R em vez da classificação X para garantir a produção problemática e seu sucesso comercial. Várias cidades tentaram proibi-lo totalmente ou impedir a participação de crianças. No final de sua exibição teatral original, o filme arrecadou US$ 193 milhões e teve um faturamento bruto vitalício de US$ 441 milhões com relançamentos subsequentes.

"O Exorcista" foi banido no Reino Unido durante 11 anos. Foi alegado desde grupos religiosos denunciando seu conteúdo como supostamente imoral, até espectadores desmaiando e vomitando durante sua exibição nos cinemas, tudo isso ajudou a construir a mística de "o filme mais assustador já feito". E não foi só no Reino Unido: durante algum tempo, inúmeras tentativas de censurá-lo ocorreram também nos Estados Unidos, mas foram mal-sucedidas.

As filmagens do longa envolveram dezenas de profissionais e também exigiram soluções criativas da equipe, como por exemplo o uso da sopa de ervilha para simular o vômito.

Os gritos sobrenaturais foram feitos a partir de efeitos sonoros insólitos de mixagens de gritos de porcos quando são enviados para o abate. Inicialmente, a voz do demônio seria da própria Linda Blair. Entretanto, após 150 horas de trabalho em cima do som do filme, o diretor resolveu substituí-la pela voz de Mercedes McCambridge que, para fazer a voz do demônio, comeu ovos crus, tomou muito álcool e fumou diversos cigarros. A atriz McCambridge chegou a processar a Warner Bros., para que seu nome como a dona da voz do demônio entrasse nos créditos do filme.

Além da história de "O exorcista" ter sido baseada no real caso de "O exorcismo de Roland Doe", existem teorias que por sua vez, que a história é também baseado em relatos curiosos de um ex-engenheiro da NASA.

Diferenças entre livro e filme:
Eu pude notar que a principal diferença entre ambos está no quesito de que no livro a possibilidade do problema da menina Regan ser psiquiátrico é sempre mantido e questionado até o fim. Já no filme fica mais evidente que o problema da Regan sempre foi possessão, por mais que inicialmente temos as cenas da mãe levando ela para fazer alguns exames médicos. Isso eu nem considero como uma falha de adaptação, eu considero como uma escolha de roteiro por uma liberdade criativa na narrativa do longa-metragem.

Um ponto que foi deixado de lado no filme: é o fato que em nenhum momento é mencionado sobre a filha do casal de empregados Karl e Willi (Rudolf Schündler e Gina Petrushka). Esta é uma parte evidente e importante no livro. Temos aqui outra escolha criativa do roteiro.

Cenas clássicas:
"O exorcista" é composto por inúmeras cenas clássicas que sempre foram inesquecíveis e serão lembradas e cultuadas até o fim dos tempos.
Temos a clássica cena da Regan descendo de seu quarto no meio da festa e fazendo xixi no tapete na frente dos convidados.
A Regan descendo pelas escadas de costas com a boca cheia de sangue.
A clássica cena que virou pôster, quadros e papel de parede: o Padre Merrin chegando de táxi à noite na casa da Chris e logo após se pondo de pé em frente ao local.
Regan levitando na cama durante a sessão de exorcismo.
Regan possuída girando completamente a sua cabeça.
E todas essas cenas são lembradas também por ter virado paródias, memes, por ser de alguma forma imitadas e nunca esquecidas.

Um versão estendida de "O exorcista" foi relançado nos cinemas americanos em 2000, com uma nova cópia, som digital e 12 minutos de cenas extras inseridas ao longo do filme.

Premiações:
"O Exorcista" é o verdadeiro "Pioneiro do Terror", pois ele foi o primeiro e único filme de terror a ser indicado ao Oscar de melhor filme. Tal revolução foi impulsionada pelo sucesso do filme, que o levou a vencer a resistência das grandes premiações aos filmes de gênero e conquistou dez indicações ao Oscar de 1974: Som, Edição, Direção de Arte, Fotografia, Roteiro Adaptado, Atriz Coadjuvante (Linda Blair), Ator Coadjuvante (Jason Miller), Atriz (Ellen Burstyn), Direção e Melhor Filme. Saindo vencedor em duas estatuetas, de Roteiro adaptado e Som.
Ganhou quatro Globos de Ouro nas categorias de Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor, Melhor Roteiro e Melhor Atriz Coadjuvante (Linda Blair). Recebeu ainda outras três indicações: Melhor Atriz - Drama (Ellen Burstyn), Melhor Ator coadjuvante (Max von Sydow) e Melhor Revelação Feminina (Linda Blair).
Foi indicado ao BAFTA na categoria de Melhor Som. Ao Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films - ganhou nas categorias de Melhor Filme de Terror, Melhor Maquiagem, Melhores Efeitos Especiais e Melhor Roteiro.

Continuações:
"O Exorcista" foi o primeiro de uma série de quatro filmes baseados nos personagens. Os demais foram "O Exorcista II - O Herege" (1977), "O Exorcista III" (1990) e "O Exorcista - O Início" (2004). Além de "Dominion: Prequel to the Exorcist" (2005) e "O Exorcista - O Devoto", lançado no Brasil no dia 12 de outubro de 2023.

"O Exorcista" teve uma influência significativa na cultura pop e diversas publicações o consideram um dos maiores filmes de terror já feitos. Em 2010, a Biblioteca do Congresso selecionou o filme para preservação no Registro Nacional de Filmes dos Estados Unidos como sendo "cultural, histórico ou esteticamente significativo".

Por fim: "O Exorcista" é um dos maiores filmes de todos os tempos, que chocou e traumatizou o mundo em sua estreia, e hoje, com quase 50 anos de lançamento, continua a impactar o público com uma história pesada, macabra, soturna, misteriosa, sombria, onde temos uma narrativa tensa e incômoda, com cenas perturbadoras, atuações primorosas, diálogos tenebrosos e um terror sobrenatural e psicológico que mexe com o nosso estado mental e espiritual.

Temos aqui a obra-prima do terror, a obra de arte do horror, o suprassumo da possessão e a quinta-essência do medo. O verdadeiro masterpiece do incômodo, do desconforto, do perturbador e do assustador.

Senhoras e senhores: o medo revela a sua face no maior filme de terror da história do cinema - "O Exorcista".

"Mas se todo o mal do mundo faz você pensar que pode existir um diabo, como explica todo o bem do mundo?"

[Sexta-Feira, 13 de outubro de 2023)
⭐⭐⭐⭐⭐

Vinícius d
Vinícius d

614 seguidores 676 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 13 de agosto de 2023
Um clássico do terror, algumas cenas nojentas ainda mais para quem é cristão. As cenas do crucifixo são as mais repugnantes, vômitos em toda a parte, enfim, é um filme cult classico dos anos 70. E apesar dos exageros é levado na esportiva pela propria igreja que vê uma propaganda positiva para a prática do exorcismo, pelo que parece das críticas na internet, com ressalvas. A foto da menina Regan possuida virou meme de susto nos tempos modernos (para quem sabe do que estou falando), foi um viral na internet. O terror não chega a ser apavorante, apesar do linguajar bem pesado na obra da garota possuída. Para os anos 70 foi bem ousado até. spoiler: Os padres pagam o pato no fim, que coisa!
anônimo
Um visitante
5,0
Enviada em 3 de janeiro de 2016
-Filme revisto em 03 de Janeiro de 2016
-Nota 10/10

Não há como assistir,ou simplesmente em falar sobre "O Exorcista" e não lembrar dos curiosos fatos que aconteceram em volta das filmagens.A grande peça chave dessa atração.talvez seja o diretor William Friedkin.O diretor soube aproveitar ao máximo de cada um no elenco,e trouxe atuações memoráveis.Reza a lenda que ele mesmo chegava 'elétrico' nos sets,e cobrava muito empenho de todo o elenco.Dizem que ainda chegou a estapear Jason Miller.Sem contar que o estúdio era diariamente abençoado por um padre,e misteriosamente,oito profissionais envolvidos na filmagem morreram.Por esses casos,esse filme pode ser considerado um dos melhores filmes de terror já produzidos.

A história pode ser dividida em duas partes totalmente diferentes.A primeira,podemos frisar a vida de mãe e filha.Onde são vistas diariamente muito felizes,mesmo sendo abandonadas pelo pai e marido.Chris (Eller Burstyn) é um conhecida atriz,que está em plena atividade,gravando mais um filme para a carreira.Regan (Linda Blair) uma amável garota,que ainda vive o espírito juvenil,daquelas que ainda sonha com principe encantado e o que vai ser quando crescer.Outro personagem interessante e fundamental é o de Jason Miller,que vive o Padre Karras,que começa a enfrentar problemas com sua mãe,que acaba tendo sonhos surreais a cada dia.

A partir desses pontos e personagens,podemos apreciar a obra com muito medo e aflição na cena seguinte.Friedkin prepara o filme com perfeição de acordo com que a história vai se passando.O maior exemplo disso,são quando os problemas da jovem Regan vão se agravando.A cada nova maquiagem sobre Linda Blair,muda-se também a saturação do quarto onde são vividas as melhores cenas.Podemos ver também um ambiente mais escuro,que daí podemos ver alguns objetos escondidos no canto da tela,o que nos deixa abismado,se realmente aquilo é mostrado,ou se é coisa de nossa imaginação.

Mesmo depois de tantos anos,"O Exorcista" é um filme para ser respeitado.Um dos pioneiros no gênero,e que agradou muito na época de lançamento.
marcelo
marcelo

188 seguidores 181 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Clássico absoluto doterror. Um filme que assusta até hoje, com efeitos impressionantes. Mas o melhor nestefilme é o roteiro inspirado, teve também a excelente direção de William Friedkin e,com um elenco perfeito, este filme tem cenas que não dá pra esquecer. Mas a cena quemais me assustou neste filme não usaram efeitos especias, e é a cena em que estãofazendo testes com a personagem da Linda Blair, e enfiam um injeção no pescoço dela. Maisum dos excelentes filmes dos anos 70."
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