Delicioso de assistir. Destaque para o diálogo das duas irmãs: "eu aprendi a escutar, por não ter nada a dizer". Emocionante demais! Marcelia Cartaxo assume um lugar destaque, que deveria ocupar mais vezes.
Um filme potente que me fez refletir sobre muitas coisas. Pacarrete com certeza é um personagem cheio de camadas, trás uma forte reflexão sobre a importância de ser quem se é, de ter coragem em fazer o que ama, sonhar com firmeza e seguir mesmo quando todos desacreditar! Amei!
Curti como o filme conta o envelhecimento e a necessidade de reconhecimento a através de uma mulher tão excêntrica como profundamente comovente. A obstinação dela a querer apresentar um balé pode no início ridículo, mas o filme nos faz progressivamente entender que a dança representa bem mais do que um simples lazer, ela constitui uma parte essencial da identidade dela. Acho legal o contraste entre o universo artístico dela e as expectativas da cidadezinha onde ela mora, sem reduzir no entanto o Nordeste a um simples decoração folclórica. O filme mostra que uma idosa não para de ter desejos e ambições e uma história simplesmente porque os demais consideram que o tempo dela é passado. O filme me comove pela capacidade dele a transformar um personagem que a gente poderia facilmente julgar ou tornar em derisão em uma figura de dignidade e de resistência.
Pacarrete é um drama de muitos artistas e professores de arte incompreendidos, que só desejavam mostrar a sua arte e serem reconhecidos. O que se torna bem mais difícil na terceira idade. História inspiradora, excelente atuação de Marcélia Cartaxo, primorosa direção de Allan Deberton. Vale muito assistir e se emocionar!
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