Eu Me Importo, tem um ritmo ótimo e frenético no começo, um bom segundo ato, mas um desfecho péssimo, onde nada faz sentido, com dezenas de conveniências e facilitações. Rosamund Pike que já havia feito uma personagem mais ou menos nessa mesma pegada em Garota Exemplar, está excelente novamente, só a atuação dela já vale a pena assistir a obra, ela tem um olhar fulminante, um sorriso maléfico e por aí vai. Mas realmente não dá pra sentir empatia com a personagem, acredito que esse realmente seja o objetivo do filme, e é até interessante, mas, em uma ou outra cena o roteiro quer que sentimos uma certa compaixão pela personagem, que não desce. O restante do elenco está bem, gostei da trilha sonora e da fotografia, mas o roteiro realmente é o maior problema aqui.
Não gostar do filme simplesmente pela temática é algo meio tolo, é uma ficção, é cinema, acredito que realmente o objetivo aqui é sentir asco pelas atitudes e não romantizar como em outros filmes de golpistas. Fechando, Eu Me Importo tinha potencial, mas se perde em seu último ato péssimo, com o mafioso mais inútil da história do cinema, e em como uma pessoa sozinha pode destruir a máfia russa apenas com uma arma de choque.