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Guilherme M.
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154 críticas
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5,0
Enviada em 4 de janeiro de 2020
Um filme com cenas fortes, porém mostra a dura realidade do Brasil. Apesar de pequenas falhas na atuação pela falta de experiência do atores! Ótimo Filme!!!
Narrativa forte e crua de um Brasil cruel e intimidador. Triste perceber que, mesmo o filme tendo sido lançado nos anos 80, ainda se faz tão atual. Causa um verdadeiro soco no estômago e provoca um real incômodo ao assistir diversas cenas. Uma pena saber o que houve com o ator que interpretou Pixote e que muitos jovens como ele têm o mesmo "destino" todos os dias... abandonados pela sociedade e entregues à criminalidade.
O filme te prende do início ao fim devido a realidade exposta sobre a criminalidade infantil. Deixa a questão da maioridade penal, visto que, os menores entram no mundo do crime por fatos decorrentes da vida, porém abusam do direito dado aos menores, pois logo ao atingirem a maioridade sua ficha criminal será limpa. Destaca-se pela exploração do menor no mundo do crime, a realidade nua e crua sobre os problemas enfrentados dentro o fora da penitenciária infantil. Não deixando de comentar sobre o elenco marcante que se destaca pelas atrizes: Marília Pera e Elke Maravilha.
Tudo de ruim que se pode imaginar na sociedade tá nesse filme. Incrivelmente me traumatizou de várias formas, mas ainda recomendo para todos... p ver como a vida pode ser cruel. Tem um filme brasileiro que já vi também que relata sobre a experiência de um adolescente dentro de um manicômio por ser viciado em drogas, mas nada se compara ao terror que foi Pixote. A cada minuto eu clicava na tela para ver quando iria acabar essa coisa. Sem desmerecer esse claramente, o trabalho árduo para deixar tudo realista merece conhecimento sim!! Eu acho que só poderei falar isso, até porque eu iria dar spolier. Enfim, vejam... mas plmds, preparem seus psicólogos.
Em se tratando de grandes realizadores da sétima arte, podemos dizer que o Brasil possui ótimos nomes e, sem medo de errar, pelo menos uma dezena deles não faria feio em qualquer outra parte do mundo em que ousassem desbravar. Um caso em especial chama a atenção, pois apesar de ser argentino de nascimento, escolheu o Brasil como sua pátria, e vem desde o seu primeiro trabalho enriquecendo ainda mais o acervo cinematográfico de nosso país. Falo de Hector Babenco, que produziu desde trabalhos grandiosos como “Carandiru” e “Brincando nos Campos Do Senhor” a outros de cunho mais intimistas como “Coração Iluminado” e “O Beijo da Mulher Aranha”. Entre os trabalhos de Babenco, um que possui enorme destaque, inclusive internacional é “Pixote – A Lei Do Mais Fraco”, que aborda uma realidade tida como crônica em nosso país até os dias de hoje. O filme é cheio de cenas antológicas e não poupa o espectador de momentos fortes - e muitos desses momentos, são vividos de forma peculiar por Fernando Ramos da Silva, que dá vida ao personagem do título. Curiosidade que vale frisar é que Babenco se utilizou de vários atores não profissionais (Fernando é um deles), misturados a outros já com muito prestígio e reconhecimento na TV, cinema e teatro (Jardel Filho, Marilia Pera e Toni Tornado). O diretor já evidência de início o que nos espera, em uma espécie de “prefácio realista e contestador”, onde faz um rápido discurso utilizando de pano de fundo a própria realidade (nua e crua!), onde vivem os personagens retratados no filme. Naquela época ainda vivíamos em regime autoritário em que as expressões artísticas eram pautadas por uma censura escancarada. Mas Podemos afirmar com toda certeza que hoje a maioria das cenas apresentadas no filme, seriam sumariamente “limadas” em nome de uma moral sustentada por uma hipocrisia sem precedentes (mesmo não havendo uma censura declarada). E são exatamente essas cenas, contidas em abundância na película, que enriquecem a fita e dão o tom poético necessário para se atingir o “status” de obra de arte. A “liberdade” nesse processo é tida como o grande condutor, pois uma das mais emblemáticas cenas, onde Sueli (Marília Pera), amamenta Pixote e depois o rejeita, é uma das mais fortes e belas expressões artísticas já vista no cinema. Na realidade o que o diretor fez, foi pegar a difícil realidade vivida por aqueles garotos, e dar cores cinematográficas, não com o intuito de deixá-la mais aceitável, mas para evidenciar ainda mais a sensação de impotência/ indiferença por parte de nossa sociedade.
A crítica Pauline Kael ficou impressionada com o filme pela sua qualidade como documentário da vida real com uma dose de realismo poético. Ela escreveu, "As imagens de Babenco são realistas, mas o seu ponto de vista é chocantemente lírico. Escritores sul-americanos como Gabriel Garcia Marquez, parecem ter um perfeito e poético controle da loucura, e Babenco também tem este dom. Artistas Sul-americanos tem que tê-lo, para poderem expressar a textura da loucura cotidiana. "
Sobre a personagem de Marília Pêra que foi eleita a melhor Atriz do Mundo em 1981, pela Associação dos Críticos de New York. A personagem de Pêra é “A prostituta mais prostituta que se possa imaginar. Morena e com um rosto aquilino, tem uma presença que lembra a de Ana Magnani – horripilante e sensacional. A paixão que ela exibe elimina os garotos não-atores da tela. É a prostituta gerada pelas fantasias masculinas mais tenebrosas, e nas suas cenas o filme atinge um esplendor de brilhante crueza”.
Impecável! Simplesmente um dos melhores filmes do cinema nacional. O filme desenvolve ao longo do seu decorrer um tom extremamente realista e brutal. Confesso que é preciso ser forte para ver esses filme. Com uma linguagem bruta, seca, cética, irônica, incomodante, Babenco constrói um verdadeiro panorama da realidade brasileira e trata de um tema muito antigo e atual ao mesmo tempo: a criminalização na infância e adolescência. Um filme perfeito, os atores são ótimos (fica a destaque a atuação da Marília Pêra), os diálogos são bem colocados, a crítica social é descascada de forma magistral, a linguagem do filme é perfeita, enfim... vejam esse tesouro nacional.
Um clássico do cinema nacional! História impactante retratada pelo personagem Fernando Ramos, que infelizmente imita a realidade. Excelente obra de Hector Babenco! Imperdível!!!
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