Críticas mais úteisCríticas mais recentesPor usuários que mais publicaram críticasPor usuários com mais seguidores
Filtrar por:
Tudo
Luiz Antônio N.
30.873 seguidores
1.298 críticas
Seguir usuário
3,0
Enviada em 22 de julho de 2020
Palm Springs acompanha dois jovens que se conhecem durante um casamento; porém, quando decidem ter um tempo juntos, são atacados por um homem misterioso. Ao acordar, descobrem que estão revivendo o mesmo dia. Quando percebem que estão na mesma situação, os dois decidem aproveitar o mesmo dia repetidamente.
filme com tema de loop temporal é tão manjado que nem chama mais minha atenção, mas como esse filme estava sendo bem cotado resolvi dar uma oportunidade, e querendo ou não achei uma versão da mesma coisa só que com um jeito divertido e que fez me dar algumas risadas
Um filme divertido e nada mais. A criatividade da ideia nao se mantém tanto no roteiro. É válido para isso, como diversão e tem um ponto extra muito bom: os dois protagonistas são incrivelmente carismáticos, o que ajuda a manter o interesse.
Parte de um princípio bastante convencional atualmente,o loop temporal é mais um apetrecho do que parte fundamental da narrativa do filme do Max Barbakow.
A alma do filme é a relação entre os despojados personagens centrais,o humor e a vida de ambos complementam bem um ao outro.O humor bastante funcional atende muito bem ao que o filme quer,a encenação atende bem ao clima desleixado principalmente do Nyles.E no fim Palm Springs quer falar sobre um limbo que muitos vivem,uma vida sem muito à aproveitar onde parece que somos isolados do restante das pessoas à nossa volta.
Acho que cabe perfeitamente à sensação que todos que estão/estavam em quarentena sentiram:De que nossas vidas que pareciam ter parado no tempo,uma monotonia sem fim.Ainda assim,é um filme que apesar de fazer muito bem a sua idéia,acaba por transformar aquilo mais como algo operante do que propriamente motivadora,toda essa cartilha que o filme segue não é ultrapassada em momento algum por exemplo.
O que acontece quando uma roteirista pra lá de inspirada (talvez depois de algumas doses generosas de uísque ou quem sabe depois de algo mais psicodélico) decide fundir uma história divertida com noções artísticas de loop temporal? A roteirista estava de fato querendo despontar, revolucionar até, mas a história é mesmo tudo isso? Primeiro, a recepção da crítica é positiva, o que é um bom começo. No entanto, o filme se macula dando atenção excessiva ao casal protagonista e como a relação deles é construída com a finalidade de ressaltar a brevidade dos momentos e a importância do presente. É inteligente? Talvez um pouco, com diálogos extremamente fluidos, mas uma história que parece muito destinada a te entreter, e para isso, convenientemente, certos aspectos da trama são sacrificados (talvez o uísque era bem velho e do bom). Se a inteligência é questionável aqui, a ousadia não é, porque compor uma arte é se arriscar, e ela definitivamente não tem medo disso. Mas mereceria uma nota alta? O loop temporal é nitidamente um artifício para reforçar a história, podemos notar, e nada nela, inclusive o loop, é levado a sério (ponto positivo para a droga psicodélica). Tudo é feito para que haja dinamismo. Mas dinamismo demais, nos deixando tontos, inebriados e tornando o loop secundário (ficção científica? Nem a pau!) Mas somos conduzidos muito bem pela história e a proximidade entre os dois é cativante. Razoável. Decente. Consistente. Inteligente? Somente uma boa rodada de uísque poderá nos dizer.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade