O Menu
Média
3,6
454 notas

72 Críticas do usuário

5
9 críticas
4
24 críticas
3
14 críticas
2
6 críticas
1
12 críticas
0
7 críticas
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
Juliasilvamendes2212
Juliasilvamendes2212

13 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 3 de junho de 2026
O Menu (2022) é um prato cheio para quem gosta de cinema que incomoda e faz pensar. À primeira vista, parece apenas mais uma sátira sobre como a elite é fútil, mas o roteiro vai muito além do clichê. O filme não critica os ricos apenas pela sua arrogância financeira; ele faz uma autópsia de como a obsessão, o ego e o esvaziamento da arte podem destruir o ser humano. E faz isso sem precisar de metáforas excessivamente difíceis ou de um vocabulário rebuscado.
O coração do filme pulsa no embate entre o Chef Slowik (Ralph Fiennes) e Margot, vivida pela espetacular Anya Taylor-Joy. Sou fã de carteirinha da Anya (para mim, a atuação dela em O Gambito da Rainha é uma das melhores coisas já feitas na história das minisséries). Embora ela tenha começado a carreira em A Bruxa (um filme que, particularmente, acho bem fraquinho e arrastado, muito por ser o início de sua trajetória), em O Menu ela mostra uma maturidade artística gigante. Margot é a única ali que não pertence àquele mundo de aparências. Enquanto os ricaços tentam decifrar o "conceito intelectual" de pratos sem comida de verdade, Margot está com fome. Ela exige o básico que a gastronomia gourmet esqueceu: o afeto de alimentar alguém. A cena final do x-burger é o ápice disso; é a simplicidade e a honestidade derrotando a pretensão.
Mas o que realmente me fascinou e traz uma camada única ao filme é o personagem Taylor. Ele é a representação perfeita do "fã tóxico" ou do consumidor obcecado, flertando claramente com características do espectro autista através de um hiperfoco violento. O hiperfoco de Taylor na culinária é tão absoluto que ele perde totalmente a empatia. Ele não quer tratar as pessoas mal por maldade; ele simplesmente entra em seu próprio mundinho e se desliga da realidade ao redor. Ele sabe o nome de cada técnica, decora cada detalhe, mas não enxerga o óbvio: que as pessoas estão morrendo ao seu lado. Para ele, o Chef não é um humano, é um deus. Quando Slowik o força a ir para a cozinha e expõe que Taylor é apenas um teórico medíocre que não sabe cozinhar de verdade, o mundo dele desaba. A perda de sua identidade e a humilhação o levam ao suicídio.
Do outro lado da moeda, temos o Chef Slowik, o artista que virou monstro. Ele começou na cozinha por amor, fritando hambúrgueres felizes na juventude. Porém, a busca obsessiva pela perfeição e a obrigação de agradar uma elite insaciável (que não consome arte, mas consome status) secaram sua alma. O menu de morte que ele cria é sua obra-prima final, a única forma que ele encontrou de recuperar a paixão que o mercado roubou dele.
Claro que o filme não é perfeito. Como ponto fraco, sinto que alguns convidados secundários, como o ator decadente e sua assistente, ganham pouco desenvolvimento para justificar o destino trágico que recebem. Além disso, o roteiro exige que aceitemos uma passividade extrema dos personagens ricos, que aceitam a morte sem esboçar uma reação física real contra os cozinheiros, o que pode quebrar um pouco a imersão de quem assiste.
Ainda assim, os pontos fortes esmagam qualquer defeito. O ritmo é impecável, transformando um jantar chic em um thriller psicológico sem que a gente perceba a virada de chave. O Menu nos serve uma verdade que não dá pra digerir: quando a nossa paixão vira uma obsessão cega, nós deixamos de viver para virar apenas mais um prato no banquete da autodestruição.
Vitor Marques
Vitor Marques

Seguir usuário

4,0
Enviada em 7 de maio de 2026
Filmaco! Foge muito dos padrões. Otima narrativa, suspense com um toque de horror. Essa atriz sempre atuando muito bem
Marlon Frescurato
Marlon Frescurato

6 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 26 de abril de 2026
Experiência ímpar! Equilibrio perfeito entre suspense e acidez. O desenrolar dos acontecimentos te prendem de tal forma, que não conseguimos parar de pensar no que está por vir. A narrativa não entrega tudo de mão beijada, portanto é importante assistir com certa atenção, pois muitas coisas aqui se escondem em detalhes que não são repetidos, se pegar pegou, se não, já era! Mas isso não atralhada em nada a experiência, pelo contrário, faz o espectador pensar e elaborar suas próprias teorias enquanto avança. Ademais, o filme é uma crítica á várias publicos da arte/cultura como um todo, e faz isso com maestria e pertinencia. Anya Taylor Joy está sensacional aqui!
Mafalda White
Mafalda White

7 seguidores 127 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 15 de junho de 2025
Suspense bem realizado, ótimas interpretações, e a cada prato servido, ficamos hipnotizados pelo que há de vir. As críticas sociais são claras, os toques cômicos ao mostrar a receita de cada prato, a esperteza da Margot em entender o que faria o Chef ainda humano e feliz, os funcionários absurdamente submissos, tudo isso faz do Menu um excelente filme.
Ailson J.
Ailson J.

2 seguidores 51 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 8 de junho de 2025
O Menu, dirigido por Mark Mylod, é um filme carregado de simbolismo, com uma proposta clara: criticar a arte elitizada e a forma como os muito ricos se apropriam dela sem compreendê-la ou valorizá-la de verdade. Desde os primeiros minutos, essa crítica é colocada no prato, de forma direta, elegante e irônica.

A protagonista, interpretada por Anya Taylor-Joy, se destaca como uma representação do espectador comum — alguém fora da bolha da alta classe, que observa aquele mundo sem fazer parte dele. Sua atuação é excelente, com uma presença que contrasta com todos os outros personagens. Ela nos faz enxergar a artificialidade daquele ambiente e nos lembra o que realmente importa. A personagem dela é, claramente, o fio condutor emocional do filme.

O chef, vivido brilhantemente por Ralph Fiennes, é outro ponto altíssimo do longa. Sua presença é hipnótica e tensa do começo ao fim. Ele domina cada cena com calma e ameaça, e a cada novo passo, ficamos na expectativa — ou melhor, a cada novo prato kkkkk.

A direção de Mark Mylod merece muitos elogios. A estrutura do filme, dividida em mini-arcos que acompanham os pratos servidos, é inteligente e eficaz. Cada “curso” revela camadas dos personagens, e a forma como isso é apresentado torna fácil entender quem são, o que estão fazendo ali e o que representam na crítica maior do filme. A direção consegue esse equilíbrio entre tensão, sátira e narrativa fluida com muita habilidade.

Apesar disso, vale mencionar um ponto de questionamento: a acompanhante do ator decadente, interpretada por Aimee Carrero, é uma personagem que me parece deslocada dentro do contexto. Assim como a protagonista, ela não deveria estar ali na minha opinião, mas diferente da protagonista, sua presença não é explorada da mesma forma. Fica a sensação de que faltou algo nesse arco específico.

O final pode ou não agradar a todos, mas a simbologia do hambúrguer é clara e potente. Representa o momento em que o chef ainda sentia amor pelo que fazia, um retorno à simplicidade, ao prazer genuíno da arte culinária — antes dela ser engolida pelo ego e pela expectativa da elite.

O Menu é um filme que mistura crítica social, suspense e um toque de humor ácido com muita competência. Pode não ser do gosto de todos, mas serve um prato cheio pra quem curte cinema com camadas e significado. Vale a experiência — desde o aperitivo até a sobremesa.
#BRUNO #
#BRUNO #

6 seguidores 356 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 9 de maio de 2025
Um suspense/terror com toques de comédia em alguns momentos. Destaque para atuação do Ralph Fiennes e da Anya Taylor Joy que conseguiram passar a mensagem metafórica.
Adriano Côrtes Santos
Adriano Côrtes Santos

1.008 seguidores 1.229 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de janeiro de 2025
" Atuações fortes e crítica mordaz, mas ritmo vacila em momentos-chave."
Um restaurante de luxo, comandado por um chef excêntrico, oferece uma experiência gastronômica peculiar que expõe as falhas, arrogâncias e hipocrisias de seus abastados clientes.
Com direção precisa de Mark Mylod, O Menu mistura sátira e suspense ao explorar o elitismo e a desconexão de classes. Ralph Fiennes entrega uma performance magnética como o chef Slowik, enquanto Anya Taylor-Joy é o contraponto que conecta o espectador à trama. A crítica social, embora contundente, por vezes é ofuscada pelo ritmo irregular.
ElaineG
ElaineG

8 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 21 de julho de 2024
Um filme muito bem explorado com uma crítica social maravilhosa.
A mistura de suspense e horror vem na medida certa para prender nossa atenção e nos surpreender.
Viviane P
Viviane P

3 seguidores 49 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 11 de março de 2024
Não é um filme simples, então se você gosta de assistir um filme sem ter que pensar muito nele, esqueça o Menu. Um mestre da gastronomia, um chef de cozinha renomado, conturbado e que foi ao limite da excentricidade. Ele alfineta várias segmentos da sociedade: os críticos que se acham acima do bem e do mal, os bilionários que são incapazes de ter tempo para apreciar qualquer coisa, um fã carente e problemático e uma "acompanhante" que enxerga além de todo luxo por trás do delírio do grande chef. A busca pela perfeição fugiu do controle, virou loucura.
Jameszareth
Jameszareth

7 seguidores 81 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 13 de janeiro de 2026
O Menu é um filme necessário porque coloca o dedo na ferida de uma forma que poucos correm o risco de fazer. Ele expõe uma verdade que muita gente percebe no dia a dia, mas que raramente ganha importância: a ideia de que o óbvio e o simples só passam a ter valor quando são validados por quem detém o poder. É frustrante notar que, quando uma pessoa comum aponta o vazio de certas vaidades e desse consumo de aparências, ela é prontamente ignorada ou tratada como alguém sem instrução. O filme inverte essa lógica e dá autoridade a quem não se deixa levar pelo teatro da elite, o que gera uma sensação de justiça muito genuína.

Adorei a obra, mas é preciso destacar que a atuação de Anya Taylor-Joy foi o que realmente elevou o nível do projeto. O roteiro é muito bem escrito, mas sem a presença dela, ele correria o risco de se tornar apenas uma crítica social abstrata ou um exercício de estilo. Anya trouxe uma sobriedade e uma firmeza que ancoram a história na realidade. Ela representa o espectador que não aceita ser alimentado por conceitos ocos e exige substância. Foi essa entrega que tornou o filme completo, transformando uma boa premissa em um embate real de valores onde, finalmente, a lucidez de quem é simples prevalece.
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa