O Menu
Média
3,6
451 notas

71 Críticas do usuário

5
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ASA arq
ASA arq

5 seguidores 85 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 6 de março de 2023
A trama é original. Mas logo se torna previsível o que prejudica o impacto esperado. Há algumas boas passagens e outras nem tanto, mas no fim fica a sensação de que poderia ser melhor. A reação dos clientes diante dos acontecimentos é bem forçada desde o início e acaba perdendo o drama que se esperaria diante das situações. Basta ver o final bastante bobo considerando a reação daqueles que ficaram no restaurante.
Enfim, mais um filme super valorizado que está longe de ser muito bom, apesar da boa atuação do protagonistas.
Adriano Silva
Adriano Silva

1.614 seguidores 482 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 13 de janeiro de 2023
TEM SPOILERS!

O Menu (The Menu)

"O Menu" é dirigido por Mark Mylod, escrito por Seth Reiss e Will Tracy, baseado em uma história original criada por Tracy e produzido por Adam McKay, Betsy Koch e Will Ferrell. Apresenta um elenco que inclui Ralph Fiennes como um chef famoso com Hong Chau interpretando sua assistente e Anya Taylor-Joy, Nicholas Hoult, Janet McTeer, Reed Birney, Judith Light e John Leguizamo interpretando clientes que frequentam seu excêntrico restaurante exclusivo.

O diretor britânico Mark Mylod é mais conhecido por seu trabalho nas séries de televisão "Succession", "Game of Thrones" e "Shameless". De fato ele sempre esteve mais envolvido com séries do que com longas-metragens. Dessa forma se criou uma grande dúvida e uma grande expectativa em como seria seu mais novo filme, o que ele poderia nos entregar.

Sendo bem sincero, o longa de Mark Mylod é requintado, é luxuoso, é extravagante, e muito pelo fato de estarmos falando de um tema que por si só já traz todo um requinte, uma beleza estética, um charme, que é justamente os mais variados pratos do menu do conceituado Chefe Julian Slowik (Ralph Fiennes). Também podemos considerar que o roteiro de Seth Reiss e Will Tracy nos confronta com a possibilidade de estarmos vivenciando um jantar em um local muito caro e muito conceituado, algo que funciona como uma analogia aos nossos próprios conceitos e desejos, afinal de contas, quem nunca desejou jantar em um restaurante caro, chique e com um renomado Chefe?

Partindo desse princípio, o roteiro nos confronta com o belo cenário do restaurante em uma ilha paradisíaca, onde a própria fotografia surge muito bela e com enquadramentos em diversos ângulos para nos situar e nos envolver naquele ambiente em que a trama está sendo desenrolada. Esse caminho que o roteiro decide desenvolver e percorrer durante toda sua apresentação inicial é muito sutil e funciona perfeitamente, até com o próprio desenvolvimento e apresentação dos personagens. Cria-se uma atmosfera misteriosa, estranha, sombria, intrigante, enigmática, ambígua, passamos a construir várias possibilidades do que realmente está por trás daquele local, daquelas pessoas, daquela estranha assistente e, principalmente, daquele exótico Chefe.

Mas do que realmente o filme fala? O que ele aborda? O que ele quer nos passar?
Somos jogados dentro daquele ambiente e daquela história onde inevitavelmente irá surgir inúmeras dúvidas, inúmeras possibilidades, inúmeras interpretações, inúmeras alusões, o que nos resta é tentar desvendar o que realmente está por trás de "O Menu".

"O Menu" funciona como um suspense, um drama (em alguns personagens), um terror e principalmente como uma comédia de humor negro. Temos aqui uma sátira sutil e ao mesmo tempo complexa, que de certa forma traz uma crítica ácida para os pseudo-intelectuais, ou as pessoas que se julgam mais inteligentes, mais dominantes de certos temas, algo como uma crítica para os críticos em diversas formas, até para os próprios gastronômicos. Também podemos considerar como uma crítica de forma fria, leve, porém muito seca e muito ácida para toda arte gastronômica, especificamente para a gastronomia de restaurantes mais exóticos e mais gourmetizado (em outras palavras mais frescos mesmo), onde a principal preocupação é exibir pratos como arte, como troféus, algo como "o jantar da sua vida", e não voltado para o que deveria ser o principal propósito de um restaurante, que de fato é se satisfazer com a comida.

"O Menu" é um filme nonsense, fora do habitual, fora do convencional, onde temos uma demonstração de toda fragilidade e vulnerabilidade humana de uma forma exótica, disfuncional, indigesta, catastrófica, irracional, onde seu principal tempero é a sátira. Por outro lado toda essa sátira e essa crítica pode nos soar como uma comédia, ou algo tragicômico, pois de fato o filme está nos criticando, está apontando o dedo em algo que fazemos corriqueiramente dentro do nosso cotidiano, enquanto isso está nos divertindo de uma forma fora do convencional e até bizarra - é bem loco!

Também podemos notar críticas ao consumismo, ao classicismo, a futilidade, a inveja, a arrogância, a desigualdade social e ao egocentrismo. Temos vários personagens na trama que fazem questão de demonstrar todo o seu egocentrismo...como no caso do Tyler (Nicholas Hoult), que não tem nenhuma preocupação de levar a Margot (Anya Taylor-Joy) para o que seria o seu último jantar antes de sua morte, e unicamente por endeusar o Chefe Slowik e querer ser notado por ele a qualquer custo. O próprio Chefe Slowik é uma pessoa egocêntrica, por ter seus pensamentos e suas imaginações totalmente voltadas para si próprio, onde sua própria visão e seus conceitos o impedem e o deixa completamente incapaz de se colocar no lugar de outra pessoa.

Uma jogada de mestre do roteiro foi reunir em um mesmo ambiente um grupo de pessoas distintas na sociedade porém privilegiadas para provarem o menu exótico do restaurante. Temos empresários fraudulentos, uma crítica gastronômica que perdeu o senso do que é ser uma verdadeira crítica gastronômica, um ator que perdeu o rumo de sua carreira ao optar atuar apenas em projetos para o seu próprio bem lucrativo, pessoas fúteis que não servem para nada ali a não ser para serem os piões no jogo do Chefe Slowik e um empresário arrogante, perdido e vazio de si próprio ao ponto de já ter frequentado o restaurantes várias vezes mas sequer se lembrar de um prato que saboreou. É muito interessante notar que filme reuniu todas essas personalidades distintas para fazer uma crítica social para o próprio trabalho de cada um ali presente - genial!

Dentro desse contexto temos o ponto fora da curva, o indivíduo que não pertence a um grupo determinado, o verdadeiro desprazer do Chefe Slowik. Margot era uma acompanhante de luxo que não tinha nada a ver com aquele universo, com aquele ambiente e com aquelas pessoas. Ela estava ali unicamente pela prepotência e o egocentrismo de Tyler em querer ser uns dos presentes no restaurante Hawthorne, pois as reservas só poderiam ser efetivadas para duas pessoas. Dessa forma a presença de Margot era considerada como uma ameaça para o Chefe Slowik, pois ela não estava na lista e o Chefe era todo meticuloso e minimalista no preparo dos seus pratos para cada personalidade que ele sabia que estaria presente naquele momento. Por outro lado a Margot sempre contestava o Chefe e desvalidava os seus pratos que ele chamava de artes culinárias, o que podemos notar claramente na cena em que ela diz não estar satisfeita com os pratos requintados e pedir um hambúrguer com batatas fritas. Esta cena funciona como uma arte de libertação para o próprio Chefe Slowik, pois o pedido do hambúrguer agia em sua mente como uma memória boa da época em que ele trabalhava em uma hamburgueria. Isso soou como algo simples na mente de um Chefe hoje renomado, requintado, conceituado, porém completamente fútil, raso e vazio. Essa foi a forma genial que a Margot encontrou para se libertar daquele ambiente hostil.

Anya Taylor-Joy (a dona do meu coração que recentemente esteve presente em "O Homem do Norte") é a personificação da Margot, pois essa personagem lhe caiu como uma luva e ela tem todo um charme, uma técnica, uma habilidade para atuar em personagens tensos, carregados, que lhe exige uma aura misteriosa, intrigante e ambígua (Vide a Thomasin de "A Bruxa"). Anya atua com a alma e o coração, sempre nos surpreende pela sua técnica, pela sua entrega, pela sua leveza em construir personagens que conversam com o espectador (como no caso da Sandie em "Noite Passada em Soho"), e aqui temos mais uma performance em alto nível, com uma personalidade que se demonstrava passiva e agressiva, onde até seu figurino condizia perfeitamente com todo seu universo na trama. Anya Taylor-Joy é uma atriz perfeita!

Ralph Fiennes (eterno Lord Voldemort) é um poço de mistério na pele do excêntrico Chefe Slowik. Fiennes atua com uma leveza invejável, sempre conduzindo aquela postura sisuda, misteriosa, inabalável, sempre preso dentro do seu universo, como um ser exótico, egocêntrico, inatingível, imponente, dominador, cheio de regras, de conceitos, que nunca sorri, que não expressa emoções, que não demonstra reações, verdadeiramente uma pessoa fútil, vazia, completamente morta por dentro. Uma atuação completamente impecável do mestre Ralph Fiennes!

Nicholas Hoult (recentemente esteve em "Aqueles que me Desejam a Morte") faz muito bem a figura do Tyler, como uma pessoa irritante, intragável, invejosa, que só olha para o seu próprio umbigo e só pensa em si próprio. Temos que enaltecer a atuação do Nicholas Hoult, pois ele consegue fazer o espectador pegar ranço do seu personagem instantaneamente. Eu acho o Nicholas Hoult um bom ator mas eu o considero muito subestimado no mundo hollywoodiano. Houng Chau (da série "Homecoming") é a personagem mais intragável do início da história, pois toda aquela postura de recepcionista robotizada chegava a irritar (a cena da luta dela com a personagem da Anya é uma das melhores partes do filme).

No Globo de Ouro "O Menu" foi indicado em duas categorias: Melhor Ator em Filme de Comédia ou Musical (Ralph Fiennes) e Melhor Atriz em Filme de Comédia ou Musical (Anya Taylor-Joy).

"O Menu" é filme que surpreende pela sua ousadia em navegar pelo suspense, pelo terror, pela tragicomédia, nos elucidando com sátiras, com críticas ácidas e pertinentes, com críticas sociais enraizadas nas entrelinhas do roteiro. Uma obra extravagante, protuberante, analítica, que mostra uma verdadeira quebra de estereótipos em um thriller gastronômico com tempero satírico e indigesto. Um verdadeiro deleite! Um verdadeiro show! [12/01/2023]
Jeancarlos.jr
Jeancarlos.jr

8 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 6 de dezembro de 2022
spoiler: Desde o começo já da pra ver que tem algo errado com a "experiência gastronômica". O mistério fica por descobrir o porquê eram aqueles clientes
. Tem um humor bem interessante.
Neto Gomes
Neto Gomes

3 seguidores 33 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 23 de janeiro de 2023
Um filme com uma proposta apetitosa, uma belíssima apresentação, ingredientes de primeiríssima qualidade e perfeitamente harmonizados, aquele trabalho que satisfaz nossas expectativas, servido no tempo correto e que deixa um gostinho de quero mais!

O filme possui diversas criticas embutidas em si, desde as mais recorrentes e simples como a excentricidade e futilidade das classes mais abastardas, até as de maior profundidade como o conceito dos 3 Desejos segundo Epicuro.

A direção é excepcional ao adotar uma montagem semelhante ao que vemos corriqueiramente em reality's shows de culinária, mesclando a sensação de estranheza e familiaridade.

As atuações são excepcionais, com destaque para Anya Taylor-Joy que entrega o trabalho excepcional de sempre e Ralph Fiennes que dá vida (ou a falta dela) para o enigmático chef Slowik.

Não irei me estender mais, pois não quero estragar a experiência de quem for deliciar-se nesta primorosa obra. Recomendo piamente!
Daniel Novaes
Daniel Novaes

7.774 seguidores 873 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 12 de fevereiro de 2023
Um filme conceito, acima de tudo... buscar muita lógica o tempo todo só irá te tirar dele. Um restaurante, uma seita, uma critica social extremamente.
Artur V.
Artur V.

32 seguidores 166 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 26 de fevereiro de 2023
O que o filme quis expressar não me levou à reflexão, logo, não há crítica construtiva a se fazer. Esperei um filme de suspense, recebi um filme nota três.
Rehonaiser
Rehonaiser

2 seguidores 42 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 9 de abril de 2023
Patetico!
Nem perca seu tempo assistindo isso, chato, lento, quer dar um ar de conceitual mas não. É somente ridiculo e sobre o final?

spoiler:
Todos morrem menos a garota de programa, que ve todos morrendo e ainda esta comendo um hambúrguer
Talytapadraoe
Talytapadraoe

3 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 3 de fevereiro de 2023
Eu não vejo um filme antes de pesquisar a nota no adorocinema e que a nota seja abaixo de 3,5. Dito isso, criei até um perfil aqui pra comentar que esse filme foi um dos piores que já vi na minha vida. Não é possível que as pessoas chamem isso de arte. Filme sem pé nem cabeça, sem sentido, sem graça, sem história, enfim, perdi 2 horas da minha vida e espero salvar 2 horas da vida de alguém que leia essa crítica pq não vale a pena ver para crer, acreditem em mim, é UMA DROGA.
Filtrando Filmes
Filtrando Filmes

1 seguidor 15 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 4 de fevereiro de 2023
O Menu é um filme de suspense com um pouco de terror que conta a história de um grupo de pessoas que vão comer num restaurante de um chef super famoso até que o clima muda e se instaura o medo.

Esse é um filme inteligente e vai te fazer refletir sobre suas atitudes em relação ao seu trabalho. Além disso, o suspense funciona e você fica cada vez mais intrigado com o que vai acontecer.

Apesar de o final diferente do que estamos acostumados a ver, achei que o filme bastante motivador. Super vale a pena.

Recomento.
@cineinstadicas
@cineinstadicas

5 seguidores 68 críticas Seguir usuário

1,5
Enviada em 25 de março de 2023
Como pontos positivos temos um bom elenco e uma ideia original mas muito mal realizada. O filme não tem ritmo ,a trama tem furos grotescos e se perde em meio a tantas situações grotescas e ridículas. Quem ainda consegue se destacar é Any Taylor Joy, que consegue imprimir veracidade ao seu pape. A arte final é sofrível , não desperta emoções nobres é juvenil e desnecessário ; mais uma obra que promete muito mas entrega muito muito pouco ,por conta da incapacidade dos seus idealizadores , realmente não foi dessa vez que deu certo.
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