Noite Passada em Soho
Média
3,8
193 notas

32 Críticas do usuário

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DUDU SILVA
DUDU SILVA

78 seguidores 335 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 20 de novembro de 2021
Filme muito bom, que mostra muito bem tanto o passado quanto o presente, um suspense bem gostoso de se assistir
Anderson  G.
Anderson G.

1.369 seguidores 397 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 29 de novembro de 2021
Noite passada em Soro" é um filme muito interessante que expõe muito das referências de Edgar Wright, diretor inglês extremamente autoral e com uma veia cômica muito forte em sua cinematografia, porém, agora vimos um outro lado do seu gosto pela 7 arte, vimos uma influência forte de filmes como "Suspiria" e "Repulsa ao sexo" esse ultimo dirigido por Roman Polanski, cujo sentimentos claras influencias.


Agora falando um pouco do filme, o roteiro é bom, diferente, surpreendente, apesar de ser um pouco repetitivo, principalmente em seu segundo ato, o texto funciona bem, engana o telespectador, constrói críticas dentro de criticas, cria vilões e justificativas, não é nada brilhante ou super profundo, essas construções são rasas, mas funcionam, o terror social e psicológico incomoda, porém o suspense deixa a desejar, Edgar Wright, por não ser um diretor comum, não usa artifícios simples de terror, porém seus artifícios sobrenaturais escolhidos não funcionam tão bem.
A direção é muito boa, ao estilo Gaspar Noé, Tom Ford, Dario Agento, entre outros. temos cores fortes para marcar a violência, o vermelho e o contraste com o azul, as luzes são magistralmente bem usadas, tal qual sua câmera que sempre busca um centrismo pontual, a trilha sonora, como sempre nos trabalhos do Edgar Wright é um show a parte, figurinos e maquiagem estão ótimos também, as duas atrizes principais funcionam muito bem, não só em termos de atuação, mas também em termos fisiológicos, como Darren Aronofsky fez em cisne negro, Edgar Wright formou um cast que faz diversas contraposições entre a inocência, o angelical e o maldoso, vulgar.
."Noite passada em Soro" é sobretudo, um filme a onde Edgar Wright testa, muda seu gênero, seu estilo, mas continua com sua pegada autoral, referenciando clássicos filmes de terror dos anos 60 e 70 com uma temática que mescla as épocas em uma trama envolvente e um direção bem construída. 
Adriano Silva
Adriano Silva

1.614 seguidores 481 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 13 de agosto de 2022
Noite Passada em Soho (Last Night in Soho)

"Noite Passada em Soho" é um filme britânico de 2021 dirigido por Edgar Wright e co-escrito por Wright e Krysty Wilson-Cairns (roteirista em 1917). A trama acompanha Eloise (Thomasin McKenzie), uma jovem apaixonada por design de moda que muda para Londres para estudar. No entanto, a jovem inocente apaixonada pela década de 1960 começa a ter visões com Sandie (Anya Taylor‑Joy), uma jovem que tenta ser cantora em uma Inglaterra de 60 anos atrás.

Edgar Wright, que em 2017 foi o responsável em nos trazer o excelente "Baby Driver", dessa vez nos surpreende com "Noite Passada em Soho", um longa que marca a junção de duas belíssimas atrizes - Thomasin McKenzie e Anya Taylor-Joy, que além de lindas são muito talentosas (adoro as duas).

O longa de Wright mistura terror e drama em uma narrativa angustiante e crescente, pois realmente temos aqui um suspense, um mistério, um terror psicológico, um thriller que acompanha uma história que envolve muito glamour, sonho, alucinações, desejos e ambições. Ainda temos uma mistura de viagem no tempo que conta com elementos sobrenaturais que contrasta entre uma Londres moderna com uma Londres dos anos 60. É um drama construído aos poucos e feito para nos levar pela fantasia, pela fábula, por um conto, por um teatro e, principalmente, pelo medo.

"Noite Passada em Soho" é um drama labiríntico que confronta um diálogo entre ilusão e realidade, pois temos uma protagonista que se vê em tramas paralelas que, apesar de distintas, cada vez mais se enroscam entre o tempo, o sonho, em uma crescente desilusão a respeito da tão sonhada e almejada Londres. O mais interessante da trama é observar que as personagens se entrelaçam em um jogo de percepções, sonhos, decadência e desespero, pois a narrativa costura um enigma inteligente acerca do passado de Sandie (Anya Taylor-Joy) e dos desdobramentos da vida atual da jovem Eloise (Thomasin McKenzie).

"Noite Passada em Soho" surpreende e se sobressai por nos trazer um resgate do suspense psicológico, uma história contundente que mescla passado e presente em uma realidade insana, cuja narrativa labiríntica nos mergulha em uma confusão proposital que se mistura à uma realidade complexa. O longa de Wright vai ainda mais além ao abordar e estabelecer uma narrativa sobre a violência sistemática contra a mulher - toda aquela intimidação proposital, o bullying, os atos de violência física que causava danos emocionais e prejuízos à sua saúde psicológica. Wright ainda abre espaço para um debate sobre essas consequências dessa realidade brutal, ou a busca e a sede por vingança, a violência sendo respondida com violência.

Sem dúvida um dos pontos mais positivos do longa de Wright está em suas qualidades técnicas.
Como a própria trilha sonora de Steven Price (de Baby Driver e Gravidade), que está simplesmente fenomenal, perfeita, somada em um misto de angustiante e encantador. A fotografia é totalmente deslumbrante, nos maravilha e nos encanta em praticamente 100% das cenas. Realmente impressiona o trabalho de fotografia, pois esteticamente e artisticamente é surreal, entre aquele misto de cores vibrantes e luzes. Os figurinos são completamente emblemáticos que situa o filme em uma obra pensada em totalidade, assim como a própria maquiagem e cabelos. A direção de arte é esplêndida, nos traz cenários e técnicas de filmagens (como as diversas ferramentas de perspectiva e reflexo nas cenas) que conseguem retratar com maestria o arco das duas personagens. Temos aqui uma direção de arte muito competente, muito caprichada, que soube trabalhar com soberania cada detalhe dos cenários que contrastava entre uma Londres atual e uma Londres dos anos 60 - nota 10 pra direção de arte do filme!

A bela Thomasin McKenzie (recentemente esteve em Ataque dos Cães) impressiona com sua ótima atuação. A jovem Eloise é sonhadora, é encantadora, é fascinante, é carismática e ao mesmo tempo assustada, nos passa uma singularidade, nos cativa e nos simpatiza. Este é o ponto de maior destaque na atuação da Thomasin, a sua mudança de chave e de comportamento durante o desenrolar da trama, pois incialmente ela nos passava uma jovem assustada, amedrontada e ao final ela muda totalmente a sua personalidade, se mostrando voraz, destemida, completamente alucinada em busca do seu desejo de vingança - atuação perfeita da Thomasin McKenzie!
Anya Taylor‑Joy (que brilhou e me encantou em O Gambito da Rainha) está fascinante, envolvente, soberana, majestosa, triunfal, sem sobra de dúvida é mais um grande trabalho em sua bela carreira. Anya é uma atriz que sempre dá o melhor de si em todas as suas personagens e aqui não é diferente - pois temos uma Sandie que é aspirante à cantora, que se envolve em um submundo cruel e perigoso, que aflora cada vez mais o seu desejo ambicioso. Anya Taylor‑Joy está leve, está solta, está feliz, está completamente absoluta em sua atuação, nos encanta em 100% da trama, principalmente por contrastar uma face angelical ao início e uma face demoníaca ao final - pra mim completamente perfeita!
E aquela cena final com aquela piscada destruidora de corações? Eu morri ali - kkkkkkkk

Matt Smith (da série The Crown) traz um personagem bastante interessante e bastante importante para o contexto da história. Jack realmente foi o contraponto inicial de Sandie, o seu verdadeiro estopim para toda explosão que viria a seguir. Diana Rigg (falecida em 2020) traz uma personagem completamente surpreendente, que me deixou bastante intrigado com o desenrolar da sua história. Assim como o próprio Terence Stamp (fenomenal em Operação Valquíria), que a princípio eu pensava uma coisa do seu personagem e depois fomos confrontados com um inverso. Completando o elenco com Rita Tushingham (My Name Is Lenny), a amável e adorável avó de Eloise, que sempre mantinha um amor e um certo cuidado com o dom herdado pela neta.

Apesar de todos os pontos positivos já destacados, o defeito maior do longa de Edgar Wright está em seu desfecho final. Se no começo tínhamos uma excelente costura entre ilusão e realidade, no final Wright perde a mão, força demais em cima do místico, nos enfiando goela abaixo um terror bem genérico. Realmente o longa começa muito bem, tem uma ótima premissa, porém, a resolução dos mistérios e enigmas do filme decepciona com elementos fantasiosos que extrapolam o cabível nos últimos minutos. Temos aqui uma clara indecisão do Wright, por viajar demais na conclusão do filme com uma atmosfera investigativa superficial e falha, o que nos dá uma certeza que ele não soube escolher bem qual caminho percorrer e acabou decidindo, de fato, o pior.

O longa foi indicado a dois BAFTA Film Awards, incluindo Melhor Filme Britânico e Melhor Som.

"Noite Passada em Soho" é um bom filme, que mescla muito bem uma mistura de ilusão e realidade com ares de noir, nos trazendo um thriller psicológico bem performado no suspense, no drama, no mistério e no terror, e que acompanha a protagonista em sua crescente desilusão a respeito do passado. Mas por outro lado o plot twist é bem mediano e o diretor perde completamente a mão em seu desfecho final, pecando exatamente em uma incongruência em relação à tudo que já havia construído desde o início do filme - uma pena! [12/08/2022]
Luiz Cappellano
Luiz Cappellano

62 seguidores 103 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 27 de agosto de 2022
Nonsense absoluto, até para quem, como eu, acredita na doutrina de Allan Kardec e nos pressupostos da relatividade de Einstein, os quais, na sua radicalidade, implicariam na equação espaço/tempo como sendo uma estrada com múltiplos acessos e direções possíveis (tornando possível, na teoria, a viagem no tempo, por exemplo). Partindo da doutrina espírita, é completamente impossível o espírito de uma pessoa ainda encarnada "conviver" no mesmo plano com espíritos de já desencarnados spoiler: , como acontece em relação a Sandie
. É igualmente impossível espíritos desencarnados interagirem tão livremente no nosso plano, inclusive tocando pessoas vivas spoiler: , como acontece no filme
. Para se divertir e deixar envolver, como vemos, é necessário esquecer a razão, desligar o raciocínio, deixar fruir, e focar nas imagens deslumbrantes que nos são oferecidas, nos cenários londrinos da década de 1960 e figurinos riquíssimos (afinal, é a história de uma estudante de moda!), na trilha musical impecável (onde, estranhamente, faltaram exatamente os "Beatles'!), no clima de conto de fadas (gênero ideal para classificar o filme porque, afinal de contas, contos de fadas não tem lógica nenhuma) e tentar desvendar a historinha de detetive, que corre subliminarmente ao enredo principal. Quanto a este último tópico, a historinha de detetive, o filme nos vai dando pistas sutis que muito poucos saberão juntar spoiler: (o alerta da senhoria sobre o mau cheiro no verão, a real identidade do velhinho de Soho, etc)
. Muito bom! Diverte, distrai e amplia nossa visão de mundo.
Arthur
Arthur

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4,0
Enviada em 6 de janeiro de 2022
Edgar Wright traz o resgate do suspense psicológico, arte. Esse filme me arremete aos mestres do suspense Hitchcock e Brian de Palma. brindando-nos com o melhor suspense psicológico de 2021. Uma história contundente que mescla passado e presente em uma realidade insana vivida pela excepcional atriz 'Anya Taylor', um novo expoente no cinema. Não esquecendo também da maravilhosa 'Thomasin McKenzie' que faz uma dupla a altura de Anya Taylor Finalmente podemos assistir um filme bom, de qualidade; aos amantes da sétima arte, do cinema bem feito, bem construido, com roteiro, história, e com um desfecho maravilhoso, surpreendente. Um filme inteligente que consegue subverter suas expectativas, colocando uma narrativa de amadurecimento muito mais Inesperada e crua que o presencial de seus outros longas, embora seja um filme bem menos afetado que os seus longas anteriores, ainda é refrescante ver um filme que use uma linguagem cinematográfica menos literal sem perder a coerência.
Rosana Botafogo
Rosana Botafogo

8 seguidores 189 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 12 de outubro de 2024
Que duplinha delícia de acompanhar Thomasin McKenziee e Anya Taylor-Joy, e Diana Rigg, maquiavelicamente angelical, além do fofo Michael Ajao, nesse filme de terror psicológico adorável e sangrento… O filme em si é uma viagem muito louca, terror, terror mesmo, quase não existiu, mas um clima de tensão e os efeitos sombrios e sanguinários deram esse ar terrorismo, contrastando com o ar e a personalidade angelical da protagonista… Produção bem gostosinha que nos remete com glamour aos anos 60...
Ari Willians
Ari Willians

8 seguidores 137 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 16 de setembro de 2022
Belíssimo filme de suspense em que uma jovem estudante de modas em Londres tem visões que a levam aos anos 60 acompanhando a vida dramática de outra jovem com a qual se identifica. O filme é muito bem construído, misturando imagens de tempos atuais e antigos assim como as imagens das duas protagonistas. Embora não seja nostálgico, o filme tem uma excelente trilha sonora com hits daquela época.
ASA arq
ASA arq

5 seguidores 85 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 4 de abril de 2024
Bom filme, boas atuações e um roteiro fora do comum. Inicia um pouco moroso, mas a história cresce até finalmente apresentar o enredo a que se proõe, ou seja, um suspense com toques de terror. Diante de tantos filmes ruins (e ainda assim bem avaliados), esse sem dúvida é acima da média. Vale sim conferir.
Andrey Arruda
Andrey Arruda

1 seguidor 15 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 27 de novembro de 2023
Roteiro, atuação e plot twist ótimos. Não dou 10, porque acredito que o início poderia ser mais adiantado. Mas, acredito que foi necessário para ganhar empatia e entender sobre a vida do personagem principal.
callme gih
callme gih

3 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 14 de março de 2022
A atuação de Anya Taylor Joy continua exelente como sempre,o filme é sensacional,plot interessante,trama intrigante. Otimo para alguem que esta cansado de filmes de adaptações,é algo novo,refrescante. Tem suas irregularidades,como todo bom filme,do meio pro final a qualidade decai um pouco por conta de efeitos especiais mas nada extremamente distrator.
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