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Isabelli Calzoni
1 seguidor
2 críticas
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5,0
Enviada em 1 de novembro de 2025
Acabei de assistir Enfeitiçados e sério… quem diz que as animações infantis de hoje em dia são todas horríveis e vazias precisa assistir esse filme!
O que mais me conquistou foi a história. spoiler: Ao invés de entregar o típico “final feliz padrão de família 100% unida”, o filme aborda os conflitos familiares de forma metafórica, de um jeito que crianças e adolescentes conseguem compreender sem dificuldade. spoiler: Ele mostra que, mesmo com pais separados, o amor deles pela filha permanece intacto, e que o verdadeiro conflito estava entre eles, não com a criança .
O desenvolvimento dos personagens é sensível e profundo: spoiler: os pais, transformados em monstros, passam por uma jornada de autodescoberta e lembranças, enfrentando desafios juntos. A resolução é emocionante e realista, eles não voltam a ser exatamente como antes, mas encontram uma nova forma de amar e se reconectar com a filha. A cena em que a protagonista encontra sua versão pequena e a consola… meu coração quase não aguentou! É um abraço literal para quem assiste.
Visualmente, o filme é um deleite, e a forma como trata temas complexos com delicadeza e clareza é rara em produções infantis. Netflix acertou em cheio ao apostar em uma história com alma, que ensina e emociona sem precisar recorrer a fórmulas vazias ou finais artificiais.
Enfeitiçados prova que animação não é só entretenimento: é emoção, é reflexão e, acima de tudo, é arte.
Netflix não sabe fazer animação, isso é fato ! Música a cada 5 minutos , que bagulho clichê e vergonhante chega a ser massivo . Mandem embora esse diretor e esse roteirista, até eu faço um trabalho melhor!
Um filme adorável! Os gráficos são simplesmente magníficos, sem falar das músicas! Admito que algumas são chatinhas, e a forma que acabam sendo tocadas logo após a outra é chato. A única que eu mais gostei foi "meus pais não são monstros". A história é meio simples, mas é maravilhosa e aborda um tema sensível de uma ótima forma. Não tenho nada para reclamar, apenas assistam!
"Enfeitiçados" é mais uma parceria entre a Skydance Animation e a Netflix, e sua estreia chegou sem muito alarde. Com um marketing discreto e um visual que parece um tanto ultrapassado, especialmente quando comparado ao padrão elevado por obras como Homem-Aranha no Aranhaverso, o filme tinha tudo para ser mais uma animação esquecível do catálogo. Contudo, ao mergulhar na trama, é impossível ignorar seu charme, principalmente pela narrativa sensível e por algumas músicas que conseguem captar momentos emocionantes, mesmo que de maneira inconsistente.
A história, à primeira vista, parece seguir uma fórmula simples: uma garota precisa enfrentar desafios em uma floresta mágica para ajudar seus pais, que foram transformados em monstros. No entanto, a profundidade do roteiro vai além do básico. Enfeitiçados aborda com delicadeza os impactos de uma separação na vida de um filho, explorando os sentimentos de abandono e reconciliação. A transformação dos pais em monstros simboliza como o término de um relacionamento pode afetar as percepções de uma criança, uma metáfora eficaz que enriquece a narrativa. Conforme a protagonista avança pelas provações mágicas, o filme constrói um caminho emocional que pode cativar o público, embora careça de maior intensidade em seu desfecho.
Um ponto que pode pegar o espectador de surpresa é o fato de se tratar de uma animação musical. A presença de Rachel Zegler, conhecida por sua atuação em Amor, Sublime Amor, já indicava um uso significativo de músicas, mas a execução é irregular. Algumas canções são vibrantes e conseguem transmitir emoções, enquanto outras soam deslocadas e pouco memoráveis, funcionando mais como preenchimento narrativo do que como momentos de impacto. A trilha, portanto, não alcança o brilho esperado, mas cumpre seu papel de maneira funcional.
O destaque maior talvez fique por conta da dublagem brasileira, que, como em diversas animações, eleva a experiência de Enfeitiçados. O humor e a leveza dos personagens ganham vida através das vozes nacionais, que ajudam a criar uma conexão mais forte com o público. Apesar disso, o universo mágico apresentado no filme, embora visualmente atraente, não atinge o nível de grandiosidade necessário para torná-lo inesquecível. Existe uma tentativa de se afastar da mesmice, mas o filme nunca parece ousar o suficiente. Mesmo tratando de temas relevantes e subestimados, como o impacto emocional do divórcio na perspectiva infantil, o roteiro hesita em dar o salto necessário para criar uma obra verdadeiramente marcante.
No fim, Enfeitiçados é uma animação que entrega mais do que aparenta em um primeiro momento, mas fica aquém de seu potencial. Sua história comovente e personagens simpáticos conseguem entreter e, em alguns momentos, emocionar, mas falta a ousadia necessária para que se destaque como algo mais do que "mais uma animação no catálogo da Netflix". É uma aposta segura, que acerta em alguns pontos, mas que também deixa um gosto amargo de que poderia ter sido muito mais.
As minhas unicas palavras são: simplesmente incrível. Eu me senti muito representa por causa de toda a questão da metáfora do divórcio e problemas no casamento, meus pais mesmo estão passando por um divórcio, mas do mesmo jeito eles tentam ter uma relação amigável e amistosa para o meu bem, assim como na animação. As músicas são muito boas, o gráfico é bom, a história é boa.
Meu único conselho é: assista, e de preferência em família.
eu adorei o filme. e achei muito interessante e me pegou muito o fato deles sempre discutirem e cair em si que não tava bom e não dava pra voltar ao que era antes, os dois tomaram uma decisão um tanto quanto SURPREENDENTE e dando uma reviravolta no final. e me identifiquei muito com a Ellian…
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