Através de seus smartphones, dois adolescentes retratam o violento e complexo mundo que os rodeia nos subúrbios da Itália. Desde abuso da força policial até sombras dos dias de máfia que ainda influenciam parte dos habitantes, o local permanece como uma construção social do que um dia o dominou.
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4,0
Muito bom
Selfie
Aos olhos de quem está realmente ali
por Barbara Demerov
Se, em sua definição, o documentário é "a apresentação de uma visão da realidade por meio da tela", é curioso notar que Selfie supera essa ideia. Como isso é possível? Através do método utilizado pelo diretor Agostino Ferrente, que entrega sua câmera a dois adolescentes, Alessandro e Pietro, a fim de garantir autenticidade. Os jovens são o reflexo de uma geração que convive com a violência no dia a dia em um distrito de Nápoles, na Itália. E o que a câmera capta - não a de Ferrente, mas a dos dois meninos - é o processo de representação de um cenário complexo.O trabalho do diretor soa mais como uma companhia distante aos jovens personagens, não exatamente um guia. Ferrente apenas dá as coordenadas de como usar a câmera - e o resto é com Alessandro e Pietro, no sentido de contarem suas vivências e de explorarem a cidade juntos. O olhar da câmera já não é mais do diretor. Já a montagem, fe
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Festival de Berlim
Selecionado para a Mostra Panorama do 69º Festival de Berlim.
Nacionalidades
Itália,
França
Distribuidor
-
Ano de produção
2019
Tipo de filme
longa-metragem
Curiosidades
1 curiosidade
Orçamento
-
Idiomas
Italiano
Formato de produção
-
Cor
Colorido
Formato de áudio
-
Formato de projeção
-
Número Visa
-