Black Mirror: Bandersnatch
Média
3,6
272 notas

36 Críticas do usuário

5
4 críticas
4
8 críticas
3
9 críticas
2
6 críticas
1
7 críticas
0
2 críticas
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
Thales A.
Thales A.

14 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 28 de dezembro de 2018
Não contei ao certo mas são mais ou menos 5 finais diferentes. Muito inovador, é um jogo interativo que brinca com a realidade. spoiler:
A história nada mais é sobre isso, um jogo interativo que é desenvolvido por um jovem de 1984 e o sucesso que o jogo vai ter depende de nós e nossas escolhas, e isso sempre vai virar um loop temporal para o personagem. spoiler:
Anderson  G.
Anderson G.

1.369 seguidores 397 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 4 de janeiro de 2019
“Black Mirror: Bandersnatch” um filme muito difícil de avaliar, pois traz consigo uma inovação, como tantas outras que o cinema já teve, Som, Cor, HD, Imax e agora interatividade. Algo que nesse filme não é aplicado com extremo louvor, porem, é muito eficiente e já nos da um gostinho do que virá a seguir, além de justificar seus probleminhas com o enredo. O fato de poder fazer escolhas no decorrer do filme complica o método de avaliação de estrutura de roteiro, pois cada um terá um experiência própria e individual, mas seu enredo é bom, funciona como uma analogia a um vídeo game até determinado momento, depois nos apresenta plots muito legais, misturando filosofia moderna a moral robótica, uma mescla de matrix, Isaac Asimov, Akira e neuromancer..., é claro que o roteiro é raso e é baseado em cenas de efeito, sem muita importância com sua ligação, mas o mesmo ajuda o telespectador a “entrar” na vibe do filme, que tem discussões enlouquecedoras que misturas as diversas obras cyberpunk´s citadas. O ritmo depende de cada um, tal qual sua trilha sonora, sua fotografia é cinza, como na serie, suas composições de cenas são tensas, um suspense paira no ar, estamos sempre com um sinal de “perigo” acesso. Seus atores são bons, com destaque a Will Poulter, que passa um ar ameaçador, carismático, enlouquecedor e de puro mistério, seu personagem é ótimo, e sua atuação também. “Black Mirror: Bandersnatch” é legal, é inovador –no cinema- seu contexto e enredo são bons, falta desenvolvimento de personagens e mais profundidades e consequências nas escolhas, talvez até uma gama maior de opções, mas é apenas o primeiro filme de uma nova tendência de mercado, vimos com otimismo o futuro e gosto do que foi apresentado.
André S.
André S.

40 seguidores 104 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 9 de janeiro de 2019
Seguindo a série antológica de grande sucesso do NETFLIX - "Black Mirror" - que trata de ficção futurística e suas implicações nas relações interpessoais. O filme, "Black Mirror: bandersnatch" é simplesmente ESPETACULAR e incrivelmente INOVADOR.

É um filme, que VOCÊ decide os caminhos que a estória irá se desenvolver, porém, o mais interessantes, é que as suas decisões darão DIVERSOS finais, ou seja, nossas decisões determinarão como acabará a estória, assim como na vida real.

Detalhe! Quando você chegar em um final, ele te dará opção de experimentar a outra opção que você não escolheu minutos ou meia hora antes, aí está a inovação incrível deste filme.

Quanto a estória em si, é uma ficção que se passa no ano de 1984, no início dos jogos de computador, bem nostálgico com uma 'fotografia' perfeita, roteiro MUITO BEM pensado e se você experimentar TODAS as opções, entenderá melhor a moral acertada desse filme, ou seja, que suas decisões, determinarão o fim, assim como na vida real.

Parabéns ao NETFLIX por essa obra inovadora, EM QUE, só se pode rodar nos aparelhos mais modernos (tablet, celulares e TV's mais atuais) para poder o espectador, interagir.
Birovisky
Birovisky

229 seguidores 196 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 31 de dezembro de 2018
Sem espaços e várias alternativas: h t t p s : / / rezenhando . wordpress . com /2018/12/31/black-mirror-bandersnatch-e-seus-varios-finais/

Mais uma das peripécias do Netflix, como dizem por aí não existe almoço de graça, ou você acha que dar o poder de escolha ao usuário definir o desenvolvimento e final de um filme seria só por hobbie? Lógico que não, cada escolha sua (ou minha) é uma estatística para o algorítimo entregar ao Netflix o tipo de usuário que ele presta serviço e assim criar conteúdos específicos para essa grande massa. Mas fora isso, quantos finais ou situações vocês conseguiram descobrir do novo filme Black Mirror? E venhamos e convenhamos este pioneirismo de interatividade só poderia vir com a franquia Black Mirror para que possamos soltar aquela já conhecida frase pela cultura Nerd: — Isso é muito Black Mirror!

A história em si é bastante envolvente e que atrai vários curiosos para esse meio da programação. Uma forma didática de mostrar que aquilo que 99% das pessoas veem através da tela não é nada fácil de se fazer, seja em 1984 ou até mesmo em nosso século 21.

O filme traz interpretações bastante convincentes e com várias mensagens subliminares e conteúdo que valem a pena após o fim da sessão pesquisarmos. Jerome F. Davies, autor do pseudo livro que dá nome ao filme, Bandersnatch , não existe com esse nome, mas um detalhe no filme me faz ter 99% de certeza que esteja se tratando de Philip K. Dick, afinal um poster com seu nome aparece em várias cenas no quarto de Stefan onde ele passa a maior parte do tempo. Obras que foram adaptadas ao cinema como por exemplo Blade Runner e O Vingador do Futuro falam por si só, além de claro, a maioria de sua esquizofrênica e lisérgica bibliografia.

Finais
Não sei vocês eu consegui chegar no final onde Stefan mata o pai, o corta em pedaços e seu game faz um sucesso momentâneo até descobrirem o terrível assassinato. Anos depois uma consultora da Netflix consegue recuperar o game e o transforma no que é o filme, uma história com múltiplas formas de escolhas e finais.

Também um final rápido quando eu escolho que Stefan trabalhe em equipe na empresa de games. Seu jogo é lançado no prazo porém é arrasado pela crítica, o filme acaba ali. Outro final mais Overpower é quando ele está no quarto e decido que apareça um símbolo da Netflix ao invés dos que surgem nos livros de Jerome F. Davies. Stefan pira, vai até a pscológica e lá travam uma insana luta, tanto com ela quanto seu pai.

A seguir, contamos como são os cinco finais e como fazer para chegar até eles. Atenção: não continue lendo se não quiser spoilers do filme.

Vale lembrar que dos cinco finais do filme há ainda outras pequenas variações sobre eles.

Cadeia:
Stefan está paranoico e quer matar seu pai.

Momento-chave: Stefan grita e implora para saber o que está acontecendo ou quem está controlando ele.

Opções: “Programa e Controle (PAC)” ou “símbolo” (as vezes aparece a logo da Netflix).

Escolha: “Programa e Controle (PAC)”.

Ação: O pai de Stefan entrará no recinto e ele vai confrontá-lo sobre o programa e controle. Então ele o matará automaticamente na cozinha. Poderá aparecer ainda outras duas subescolhas: “Matar o pai” ou “Recuar”. Escolha “Matar o pai” e aparecerá outras duas escolhas: “Enterrar” ou “Cortá-lo. Escolha “Enterrar”. Os detalhes a seguir variam, mas o resultado principal é o mesmo. Stefan é preso e você pode escolher assistir os créditos finais.

Final Netflix:
Momento-chave: Stefan grita e implora para saber o que está acontecendo ou quem está controlando ele.

Opções: “Programa e Controle (PAC)” ou “símbolo” (as vezes aparece a logo da Netflix).

Escolha: “Netflix” (observação: opção Netflix às vezes não aparece de primeira para todos. Pode ser necessário executar antes a opção “Programa e Controle”).

Ação: Será explicado para Stefan o que é Netflix. Ele vai acordar e ver a terapeuta que o guiará pelo cenário. O Dra. Haynes vai convidá-lo para atuar. Escolha “Sim” ou “Dane-se, sim”. O resultado é o mesmo. Em seguida aparece outra opção: “Pule da Janela” ou “Lute com o Dra. Haynes”. Escolha a luta. Neste ponto, o desdobramento é nonsense e as escolhas não importam. Stefan será engolido pela Netflix enquanto grita e você terá a opção de ver os créditos finais.

Filmagem
Para chegar a este final, você seguirá as mesmas etapas da ação da Netflix, mas escolherá a opção: “Pule da Janela”.

Alguém vai gritar: “Corta!” e Stefan aparece um set de filmagem. Então entra a opção de assistir aos créditos finais.

Morte
Para chegar neste final, Stefan volta à infância para encontrar o seu coelho e focar na sua mãe/família.

Momentos-chave: Stefan precisa ter conversado sobre sua mãe, usado drogas com Collin, ter deixado Colin se matar, jogado fora a medicação, digitado o código PAC no cofre, olhado para a foto da família e assistido os finais acima.

Quando os créditos subirem nos outros finais, você terá, então, a possibilidade de voltar para o cofre do pai. Escolha a opção TOY no cofre. De repente, você se tornará uma criança de 5 anos e reviverá o dia em que sua mãe morreu. Mas, desta vez, você encontrará o coelho só que é tarde demais.

Escolha: Sua mãe perguntará “Sim” ou “Não” se você está pronto para ir com ela. Escolha: “Sim”.

Ação: Stefan vai morrer inesperadamente, sentado bem em frente de sua terapeuta durante a primeira sessão. Aparentemente ele apenas fechou os olhos e morreu. Em seguida sobem os créditos.

A história se repete:
Momentos-chave: Quando aparecer a opção de digitar PAC ou PAX no cofre, escolha PAX. Isso fará com que você veja o monstro de Bandersnatch. Depois, quando Stefan grita e implorar para saber o que está acontecendo e quem está controlando ele, você fará o seguinte:

Escolha: Clique no símbolo. Escolha “Matar o pai”. Escolha “Cortá-lo”.

Ação: Stefan vai terminar de fazer o Bandersnatch. As pessoas descobrirão sobre o assassinato. A história se repetirá. Bandersnatch fará um sucesso e receberá 5/5 estrelas. Quando descobrem que Stefan é o assassino, o jogo é retirado do mercado. Nos dias atuais, uma mulher decide trazer o projeto do Bandersnatch de volta à vida na forma de um filme interativo. Nós a vemos trabalhando em “Black Mirror” e conseguimos controlá-la em seguida, escolhendo entre derramar chá no computador ou destruí-lo.

O Que é Bandersnatch?
O termo foi orginalmente cunhado em 1872 por Lewis Carroll no livro Through the Looking-Glass, que descrevia Bandersnatch como uma criatura mística e sedenta por sangue. No entanto ele ganhou um novo significado na década de 1980, fazendo referência a um jogo chamado The Psyclapse & Bandersnatch Commodore 64, lançado em 1984. O jogo foi citado em um Easter Egg durante a terceira temporada da série Black Mirror.
Cenário da Década de 80
As filmagens do filme aconteceram em abril deste ano, no Reino Unido. Fãs avistaram alguns cenários sendo montados, que lembravam ambientações da década de 1980 londrina.
Curiosidades
Como jogar Nohzdyve no Windows, macOS e Linux
Siga este link e clique em Baixar para fazer o download de Nohzdyve. É preciso usar um emulador de ZX Spectrum: eu recomendo o Qaop, que roda direto no navegador. Há também o Fuse para Windows, macOS, Linux e Android. (Eu testei o Speccy, mas o jogo não rodou nas configurações padrão.

Você usa a tecla Espaço para iniciar uma nova partida, e as teclas O e P para se mover à esquerda ou à direita. Esta é sua descrição: “você está despencando rápido do céu! Colecione olhos e evite os prédios e outros perigos. Perfeição é a chave. Este foi um jogo cinco estrelas de ninguém menos que Colin Ritman”.

Existem duas versões do site da Tuckersoft. Em uma delas — que você acessa neste link(com “www” no endereço) — o jogo Bandersnatch foi lançado e se tornou um sucesso. O protagonista, Stefan Butler, ficou mais famoso que Colin Ritman, criador de jogos contratado pela empresa. O botão Jogar leva você à Netflix.

Essa é a descrição:

Este jogo revolucionário de Stefan Butler é baseado no livro de aventuras sombrio de Jerome F. Davies. Siga a jornada de um agente navegando por uma série de caminhos. Bandersnatch apresentou um número recorde de caminhos a serem descobertos – um labirinto maravilhoso e sem fim.

Na outra versão — que você acessa neste link (sem “www” no endereço) — a Tuckersoft nunca lançou o jogo Bandersnatch devido a um incidente trágico.

O site diz:

Um acontecimento mórbido levou a empresa a fechar as portas antes do lançamento antecipado de Bandersnatch, um título ambicioso em desenvolvimento pelo agora infame Stefan Butler.

Muitos dizem que o episódio/filme não foi bom, opiniões são opiniões e devemos respeitá-las, mas devemos reconhecer que essas iniciativas, referências e a metalinguagem são estupendas!

Iria assistir de novo? Sim!

Minha nota é 4,5/5.
Rodrigo o que?
Rodrigo o que?

118 seguidores 211 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 26 de junho de 2020
Um pouco decepcionante pra quem já jogou jogos interativos por exemplo: Detroit Become Human.
Ainda assim cumpre sua proposta de entretenimento
arthinkabtit
arthinkabtit

10 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de julho de 2023
Como eu já vi esse filme a uns 2 anos ou 3 eu vou dar uma "análise" rápida sobre o que eu me lembro

| • Esse filme até onde eu sei, foi um dos primeiros a introduzir a função de interação na Netflix.

• Sendo uma vertente de Black Mirror, é de esperar que vá ter situações onde a tecnologia vai estar mais avançada e com a função interativa cativando o foco do espectador a se divertir e "interagir" com essa tecnologia,
se divertir ou ficar irritado a depender do final que você vai ter.

| • Opinião •

É realmente um filme divertido por trazer esse algo inovador na plataforma Netflix, sendo utilizado em outros filmes na plataforma como Minecraft: Story Mode
Na minha visão, não tem nada que me recorde que tenha estragado a minha experiência assistindo o filme.
|
Na realidade, de novo, dependendo do seu final você pode ter diversas opiniões diferentes mas às vezes você não sabe se é um filme pra ser levado a sério com um pouco de comédia, mesmo consigo se manter sério em muitos momentos, em alguns momentos ele parece se perder nisso, no total é um filme engraçado e divertido.

• Metáforas e referências

O filme também traz referências e uma metáfora interessante que seria a metáfora do pac-man, que se relaciona com a história e mecânica de Bandersnatch,
onde seria que pac-man sempre aparece conquistando pelo mapa do jogo, mas no caso, na realidade ele está sempre correndo em loop que querendo ou não ele nunca vai conseguir sair dali porque nunca tem fim, mostrando como o pac-man estivesse quase em um esquema aprisionado a viver ali tendo que fazer escolhas mas sempre ficar preso ali até chegar no final e começar tudo de novo.

|

O que não se diferencia de Bandersnatch, que ao você fazer uma escolha, se algumas das escolhas que você fazer pelo caminho, for errada, você vai ficar preso ali até conseguir chegar no final e começar tudo de novo se quiser, a única diferença é que você tem a "escolha" de querer voltar a fazer tudo de novo, mas o pac-man não.

|

Tendo também tem como a referência sobre as teórias que muitos pensam até hoje e tem diversos assuntos e vertentes sobre o mesmo, que é, será que tudo isso que você está vendo, sentindo e cheirando é real?

|

Partimos com essa teoria desde o primeiro filme da trilogia Matrix, onde resumidamente, tudo que você pode estar vendo agora pode ser uma simulação ou algo formulado pra você acreditar que isso é real.

|

Podemos tomar como exemplo o show de Truman, onde tudo é manipulado para fazer Truman se sentir em casa, tendo sua privacidade e quando se dá de conta que toda sua vida era uma mentira, uma simulação inventada para entretenimento.
Até onde nossa capacidade vai, para conseguirmos um dia, se existir, descobrirmos que estamos vivendo em uma espécie de simulação.
Essa, é uma das visões e interpretações sobre Bandersnatch, onde os personagens acham que estão no controle sobre suas vidas, mas na realidade temos nós que também achamos que estamos no controle de nossas vidas mas esse poderia ser um controle falso? Uma falsa sensação de confiança a nossa própria realidade?

Provavelmente, um dia saberemos.

• Notas sobre o filme:

• História 08/10 (a depender do final, mas na maioria dos diferentes finais são divertidos)

• Cinematográfia 07/10 (um filme bonito visualmente, em algumas cenas lembrando até uma estética Cyberpunk e retro)

• Protagonista 10/10 (bem desenvolvido nos outros finais, não tem muito o que dizer)

• Elenco 09/10 (will poulter)

• Plot -/10 (tendo em soma com todos os finais, acho que é difícil decidir uma nota pra um plot considerando que existem outros finais pra dar a uma nota só, mas levando a tona o melhor pra mim seria o final Netflix onde quebramos a quarta parede e conseguimos se comunicar com o protagonista)



Essa e minha opinião e visão sobre o filme, vale.
Uila T.
Uila T.

3 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 5 de janeiro de 2019
gostei foi difícil parar de assistir, teve um ponto alto que amei spoiler: quando stefan olha pra cima e pergunta para darem um sinal e o filme me deu a escolha de eu dar o sinal, ou seja, eu era o "eles" que ele se referia
senti muita conexão nessa hora. muito bom.
guimaraesvitor
guimaraesvitor

1 seguidor 2 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 1 de janeiro de 2019
O meu maior interesse em assistir esse filme da Netflix foi a tecnologia. Quando vi o primeiro post sobre esse conteúdo me interessei pela tônica que move os roteiros da série (Black Mirror) e também pela surpreendente estratégia de marketing da empresa, que divulgou de maneira oficial o lançamento poucos dias antes (menos de uma semana), sem propaganda, inclusive para alguns que logo com as primeiras notícias já buscaram adicionar o conteúdo em suas listas de interesses no serviço de streaming se depararam com somente uma imagem de tumbnailcom no centro os pontilhados formando um circulo que gira e vai se completando, comum nos primeiros segundos dos episódios (e nada mais). Alguns gatilhos mentais dos fãs foram ativados, e a ansiedade já tomou conta de imediato (tudo que o time de inbound marketing da empresa desejou).

O filme é muito bem filmado, contando com algumas cenas com closes pouco habituais, além de cortes que, intencionalmente te deixa confuso. Tudo bem até aqui não há muita novidade, além de logo de cara, por alguns segundos você perde o controle da sua TV (isso mesmo, nada funciona, se me recordo bem, nem mesmo o volume, enquanto uma TV da década de 80 aparece e lhe dá instruções básicas de como interagir com o conteúdo, e na sequência, um sinal de estática, e então vinheta padrão da Netflix). Só percebi esse momento porque por costume nos primeiros segundos eu sempre confiro se o áudio escolhido é o original na opção 5.1 e a legenda está em português (em casa sempre mudamos os idiomas de acordo com o gênero que assistimos, então já virou rotina essa checagem). Essa “perda do controle” me deixou ainda mais curioso para iniciar logo a experiência de interatividade.

Por aqui, combinamos de assistir em grupo (isso mesmo, nós admitimos, sentimos saudades da nossa infância assistindo Você decide), e logo na primeira escolha me maravilhei com os 10 segundos de decisão binária (ou seja, são apresentadas somente duas opções) e o quanto é difícil a enquete para mais de uma pessoa em 10 segundos. Além disso, independente da decisão, tudo ocorre de maneira muito fluída, ou seja, depois dos 10 segundos, não há cortes e nem nenhum tipo de quebra na sequência das cenas, o que realmente ficou muito bom. Nesse momento eu estava muito divido entre analisar conscientemente tudo que estava acontecendo, atento há possíveis Easter Eggs das temporadas, citações da época (década de 80), tecnologias que os produtores aplicaram e etc. e aproveitar a trama, me deixar envolver como os demais presentes, pois, mesmo o roteiro sendo mórbido como prometido, a curiosidade para compreender a história, motivações e o fio da meada é realmente magnetizador .

A mensagem do episódio é bem impactante, porém, em alguns momentos que se chega mediante as escolhas, você passa por uma quebra no ritmo, o que rapidamente lhe confere mais interesse (uma vez que o cérebro humano não trabalha muito bem com “tarefas incompletas” - neurociência aplicada mode on). Dessa maneira, era unânime a pequena frustração quando chegávamos em algum ponto sem saída (o que faz o espectador voltar em um determinado ponto de escolha previamente visto), porém as cenas mudam ligeiramente, e é importante ficar atento a essas mínimas mas importantes mudanças. Além da frustração, a nossa alegria ao encontrar alguma informação “escondida” ou link entre um fato e outro foi também outro ponto forte da experiência.

Ao assistir todos os possíveis finais (ao menos descobertos até agora) tivemos a preferência por um deles (que para mim ainda tem algumas informações extras que não conseguimos identificar), e acredito que cada pessoa terá o seu predileto (ou acontecerá o mesmo efeito que o final do filme Inception cujo o nome em português do Brasil ficou A Origem, que normalmente se interpreta o final de maneira distinta de acordo com a quantidade de vezes que se assiste o filme, ao menos comigo e uns amigos isso ocorre). O interessante é todo o ecossistema criado pela Netflixpara o filme. Já descobriram que o código sonoro em um dos finais nada mais é do que linhas de programação, que, ao serem convertidas formam um código QR Code que lido por um smartphone direciona para um site retrô da empresa de tecnologia do filme, com os seus conteúdos (os jogos produzidos pela empresa) e até mesmo vagas de emprego (que são reais na própria Netflix, por falar nisso, tem vaga para mais um por aí??). Além disso tem banner para o famoso aplicativo de um dos episódios da série que lhe informa o seu nível de notoriedade. No momento que esse artigo estava sendo escrito, fui dar mais uma espiada no site, e “estranhamente” não estava apresentando todo o conteúdo (somente o redirecionamento para as vagas de emprego), o que pode ser por conta da demanda de acessos ou mesmo parte da estratégia da empresa.

Se você já se questionou com relação a destino, livre arbítrio, o que é politicamente correto ou não, consciência e demais temas, irá gostar das mensagens desse filme, e com certeza fará parte de várias das rodas de conversa daqui para frente. Muito além de tecnologia, bom roteiro e boas atuações, Black Mirror cumpre mais uma vez com a proposta aplicar um choque de realidade para quem tem sensibilidade e coragem.
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa