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DESEJO DE JUSTIÇA (2018) — QUANDO A FERA ACORDA, OS CRIMINOSOS DESCOBREM O QUE É MEDO!
Gêneros: Ação, comédia, crime e suspense
Duração: 1h56min
Direção: Kim Min-ho
Título original: Seongnan Hwangso (Unstoppable)
Elenco principal:
Ma Dong-seok (Don Lee) — Dong-chul
Song Ji-hyo — Ji-soo
Kim Sung-oh — Ki-tae
Kim Min-jae — Detetive Kwon
Park Ji-hwan — Choon-sik
Estória
Dong-chul é um comerciante de frutos do mar que sonha em enriquecer rapidamente, mas suas decisões financeiras duvidosas acabam provocando frustrações e conflitos no casamento. Sua esposa, Ji-soo, está cansada das mancadas do marido e da instabilidade que acompanha suas escolhas. Apesar dos problemas, os dois mantêm uma relação que será colocada à prova de maneira brutal.
Tudo muda quando Dong-chul se envolve indiretamente com Ki-tae, um criminoso violento e imprevisível. Depois de um incidente de trânsito, o gangster passa a agir de maneira cada vez mais ameaçadora e acaba sequestrando Ji-soo, revelando que por trás daquela situação existe uma rede criminosa muito mais perigosa.
O que os sequestradores não imaginam é que Dong-chul possui um passado que vai muito além de sua aparência de comerciante atrapalhado. Quando descobre que sua esposa desapareceu, ele abandona qualquer hesitação e parte em uma busca desesperada para resgatá-la. A partir daí, a investigação transforma-se em uma jornada de violência, vingança e confrontos nos quais os criminosos descobrem que escolheram a pessoa errada para provocar.
Crítica cinematográfica
Desejo de Justiça é um filme sul-coreano que aposta em uma fórmula conhecida, mas que depende muito do carisma de seu protagonista. Ma Dong-seok interpreta um homem que, à primeira vista, parece um sujeito desajeitado, ingênuo e até um pouco bobalhão, sempre tentando encontrar uma oportunidade para melhorar de vida. Porém, por trás dessa aparência existe alguém com uma força física impressionante e um passado que explica sua capacidade de enfrentar os piores criminosos.
O contraste entre o Dong-chul do cotidiano e o homem que surge quando sua esposa é sequestrada é o principal motor do filme. A história não apresenta um herói perfeito: ele comete erros, toma decisões questionáveis e não parece ter grande talento para administrar a própria vida. Mas, quando a situação exige, sua determinação muda completamente. O homem que antes parecia perdido encontra um propósito claro: recuperar a mulher que ama.
E é nesse ponto que Ma Dong-seok mostra por que se tornou uma presença tão reconhecível no cinema de ação. Sua força física, combinada com expressões sérias e momentos de humor involuntário, cria um protagonista que diverte justamente por não precisar de grandes discursos. Quando ele decide agir, a mensagem é simples: os problemas acabaram para ele, mas estão apenas começando para seus adversários.
As cenas de luta remetem àquela tradição de filmes de ação em que o herói grandalhão enfrenta grupos inteiros de inimigos praticamente sem perder o ritmo. A comparação com Bud Spencer e Trinity faz sentido pelo prazer quase cômico de ver um protagonista fisicamente dominante distribuir golpes e desmontar a confiança dos adversários. Só que aqui temos uma versão sul-coreana, com uma violência mais contemporânea e um ritmo de ação próprio.
O vilão Ki-tae, interpretado por Kim Sung-oh, representa o lado mais perturbador da história. Impulsivo, cruel e imprevisível, ele transforma o sequestro em uma disputa pessoal e subestima completamente a reação de Dong-chul. O conflito entre os dois oferece ao filme seus momentos mais intensos, embora o antagonista por vezes pareça exagerado, como se sua maldade precisasse estar sempre no limite para manter a ameaça.
Song Ji-hyo, como Ji-soo, também é importante para o desenvolvimento da trama. Ela não é apenas o motivo que coloca o protagonista em movimento: sua presença dá dimensão emocional à história. Ainda assim, o roteiro poderia explorar melhor a personagem, seus sentimentos e sua perspectiva, já que boa parte da narrativa se concentra na jornada de resgate do marido.
O maior problema de Desejo de Justiça é justamente a previsibilidade. A premissa do homem aparentemente comum que revela um passado violento para salvar alguém amado já foi explorada inúmeras vezes no cinema. O filme não tenta reinventar essa estrutura, preferindo entregar confrontos, perseguições e situações de humor para manter o espectador entretido.
Além disso, a mistura de comédia e violência nem sempre funciona com a mesma eficiência. Em alguns momentos, o humor deixa a história mais leve; em outros, diminui o peso dramático de uma situação que poderia gerar muito mais tensão. O roteiro também poderia aprofundar a investigação e os mecanismos criminosos por trás do sequestro, em vez de concentrar tanta atenção na sequência de confrontos.
A fotografia e a montagem cumprem sua função ao acompanhar a movimentação do protagonista e manter a narrativa acessível. A ação é o grande atrativo, mas não há uma construção dramática tão sofisticada quanto a premissa permitiria. O filme sabe o que quer oferecer: um herói carismático, um vilão detestável e uma sucessão de situações em que a força física fala mais alto.
No fim, a produção funciona melhor como entretenimento descomplicado do que como um grande thriller policial. A jornada de Dong-chul é fácil de acompanhar, e Ma Dong-seok sustenta boa parte do interesse com sua presença marcante. Porém, quem espera um roteiro cheio de surpresas, personagens complexos e uma abordagem mais profunda da criminalidade poderá sentir falta de algo além da pancadaria.
Vale a pena assistir?
Para quem gosta de Ma Dong-seok e de filmes em que um protagonista aparentemente tranquilo se transforma em uma força imparável, Desejo de Justiça oferece bons momentos de diversão. É uma produção que mistura ação, humor e vingança, com um personagem central capaz de segurar a narrativa mesmo quando o roteiro não apresenta grandes novidades.
Entretanto, a história é previsível, alguns personagens poderiam ser mais desenvolvidos e o equilíbrio entre drama e comédia nem sempre funciona. O filme entrega o que promete, mas não vai muito além disso.
Minha nota: 4/10. Apesar do carisma de Ma Dong-seok e de algumas boas cenas de luta, Desejo de Justiça fica devendo em originalidade, profundidade e construção narrativa. É aquele tipo de filme em que a pancadaria diverte por alguns momentos, mas não consegue compensar todas as limitações do roteiro.
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Gêneros: Ação, comédia, crime e suspense
Duração: 1h56min
Direção: Kim Min-ho
Título original: Seongnan Hwangso (Unstoppable)
Elenco principal:
Ma Dong-seok (Don Lee) — Dong-chul
Song Ji-hyo — Ji-soo
Kim Sung-oh — Ki-tae
Kim Min-jae — Detetive Kwon
Park Ji-hwan — Choon-sik
Estória
Dong-chul é um comerciante de frutos do mar que sonha em enriquecer rapidamente, mas suas decisões financeiras duvidosas acabam provocando frustrações e conflitos no casamento. Sua esposa, Ji-soo, está cansada das mancadas do marido e da instabilidade que acompanha suas escolhas. Apesar dos problemas, os dois mantêm uma relação que será colocada à prova de maneira brutal.
Tudo muda quando Dong-chul se envolve indiretamente com Ki-tae, um criminoso violento e imprevisível. Depois de um incidente de trânsito, o gangster passa a agir de maneira cada vez mais ameaçadora e acaba sequestrando Ji-soo, revelando que por trás daquela situação existe uma rede criminosa muito mais perigosa.
O que os sequestradores não imaginam é que Dong-chul possui um passado que vai muito além de sua aparência de comerciante atrapalhado. Quando descobre que sua esposa desapareceu, ele abandona qualquer hesitação e parte em uma busca desesperada para resgatá-la. A partir daí, a investigação transforma-se em uma jornada de violência, vingança e confrontos nos quais os criminosos descobrem que escolheram a pessoa errada para provocar.
Crítica cinematográfica
Desejo de Justiça é um filme sul-coreano que aposta em uma fórmula conhecida, mas que depende muito do carisma de seu protagonista. Ma Dong-seok interpreta um homem que, à primeira vista, parece um sujeito desajeitado, ingênuo e até um pouco bobalhão, sempre tentando encontrar uma oportunidade para melhorar de vida. Porém, por trás dessa aparência existe alguém com uma força física impressionante e um passado que explica sua capacidade de enfrentar os piores criminosos.
O contraste entre o Dong-chul do cotidiano e o homem que surge quando sua esposa é sequestrada é o principal motor do filme. A história não apresenta um herói perfeito: ele comete erros, toma decisões questionáveis e não parece ter grande talento para administrar a própria vida. Mas, quando a situação exige, sua determinação muda completamente. O homem que antes parecia perdido encontra um propósito claro: recuperar a mulher que ama.
E é nesse ponto que Ma Dong-seok mostra por que se tornou uma presença tão reconhecível no cinema de ação. Sua força física, combinada com expressões sérias e momentos de humor involuntário, cria um protagonista que diverte justamente por não precisar de grandes discursos. Quando ele decide agir, a mensagem é simples: os problemas acabaram para ele, mas estão apenas começando para seus adversários.
As cenas de luta remetem àquela tradição de filmes de ação em que o herói grandalhão enfrenta grupos inteiros de inimigos praticamente sem perder o ritmo. A comparação com Bud Spencer e Trinity faz sentido pelo prazer quase cômico de ver um protagonista fisicamente dominante distribuir golpes e desmontar a confiança dos adversários. Só que aqui temos uma versão sul-coreana, com uma violência mais contemporânea e um ritmo de ação próprio.
O vilão Ki-tae, interpretado por Kim Sung-oh, representa o lado mais perturbador da história. Impulsivo, cruel e imprevisível, ele transforma o sequestro em uma disputa pessoal e subestima completamente a reação de Dong-chul. O conflito entre os dois oferece ao filme seus momentos mais intensos, embora o antagonista por vezes pareça exagerado, como se sua maldade precisasse estar sempre no limite para manter a ameaça.
Song Ji-hyo, como Ji-soo, também é importante para o desenvolvimento da trama. Ela não é apenas o motivo que coloca o protagonista em movimento: sua presença dá dimensão emocional à história. Ainda assim, o roteiro poderia explorar melhor a personagem, seus sentimentos e sua perspectiva, já que boa parte da narrativa se concentra na jornada de resgate do marido.
O maior problema de Desejo de Justiça é justamente a previsibilidade. A premissa do homem aparentemente comum que revela um passado violento para salvar alguém amado já foi explorada inúmeras vezes no cinema. O filme não tenta reinventar essa estrutura, preferindo entregar confrontos, perseguições e situações de humor para manter o espectador entretido.
Além disso, a mistura de comédia e violência nem sempre funciona com a mesma eficiência. Em alguns momentos, o humor deixa a história mais leve; em outros, diminui o peso dramático de uma situação que poderia gerar muito mais tensão. O roteiro também poderia aprofundar a investigação e os mecanismos criminosos por trás do sequestro, em vez de concentrar tanta atenção na sequência de confrontos.
A fotografia e a montagem cumprem sua função ao acompanhar a movimentação do protagonista e manter a narrativa acessível. A ação é o grande atrativo, mas não há uma construção dramática tão sofisticada quanto a premissa permitiria. O filme sabe o que quer oferecer: um herói carismático, um vilão detestável e uma sucessão de situações em que a força física fala mais alto.
No fim, a produção funciona melhor como entretenimento descomplicado do que como um grande thriller policial. A jornada de Dong-chul é fácil de acompanhar, e Ma Dong-seok sustenta boa parte do interesse com sua presença marcante. Porém, quem espera um roteiro cheio de surpresas, personagens complexos e uma abordagem mais profunda da criminalidade poderá sentir falta de algo além da pancadaria.
Vale a pena assistir?
Para quem gosta de Ma Dong-seok e de filmes em que um protagonista aparentemente tranquilo se transforma em uma força imparável, Desejo de Justiça oferece bons momentos de diversão. É uma produção que mistura ação, humor e vingança, com um personagem central capaz de segurar a narrativa mesmo quando o roteiro não apresenta grandes novidades.
Entretanto, a história é previsível, alguns personagens poderiam ser mais desenvolvidos e o equilíbrio entre drama e comédia nem sempre funciona. O filme entrega o que promete, mas não vai muito além disso.
Minha nota: 4/10. Apesar do carisma de Ma Dong-seok e de algumas boas cenas de luta, Desejo de Justiça fica devendo em originalidade, profundidade e construção narrativa. É aquele tipo de filme em que a pancadaria diverte por alguns momentos, mas não consegue compensar todas as limitações do roteiro.
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