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    First Cow - A Primeira Vaca da América
    Média
    3,5
    13 notas e 2 críticas
    distribuição de 2 críticas por nota
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    4,5
    Enviada em 1 de setembro de 2020
    A melhor produtora dos últimos 5 anos, a A24 chega mais uma vez com uma consistente e belíssima produção após o sucesso de Moonlight, Hereditário, Lady Bird, Midsommar, entre outros.

    O que é importante em um filme nem sempre é o que contamos, mas como contamos. Em First Cow temos uma trama simples, onde um um cozinheiro habilidoso viaja para o oeste e se junta a um grupo de caçadores de peles no Oregon, embora ele só encontre uma conexão verdadeira com um imigrante chinês que também está em busca de sua fortuna, logo os dois colaboram em um negócio de sucesso. E para nos contar isso, contamos com um roteiro muito seguro e de uma direção fantástica.

    O arco dos personagens é simples, sem nada muito complexo o que ajuda no ritmo do filme. Os diálogos são bem ricos de informação e acabam não deixando nenhuma ponta solta na origem das personagens, fazendo com que em 20 minutos de filme já conhecêssemos muito bem nossos protagonistas.

    A direção de Kelly Reichardt é simplesmente fantástica, se utilizando muito bem dos travelings laterais (quando acompanhamos o objeto principal em cena paralelamente) e de planos abertos ela consegue nos contar a história de um jeito simples, delicado e bem único.
    As atuações de Orion Lee e John Magaro são muito boas e acabam ajudando em trazer mais realismo à produção. Já a fotografia e a montagem são de altíssima qualidade também auxiliando em uma maior e mais realista ambientação e em um ritmo muito bom.

    First Cow é mais uma ótima produção da A24 que continua nos surpreendendo cada vez mais.
    @cinemacrica
    @cinemacrica

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    4,0
    Enviada em 13 de junho de 2021
    (Insta: @cinemacrica): A ave constrói o ninho; a aranha, a teia; o homem, a amizade - William Blake
    A citação que introduz o filme exprime com precisão o prisma pelo qual se observará as relações humanas. A perspectiva sobre a nossa espécie, sobretudo no retrato artístico, não precisa seguir uma cartilha prévia, mas certamente, ao adotar uma inclinação, é preciso embasá-la. A diretora Kelly Reichardt apresenta uma obra notável, que promove o olhar positivo sobre o homem, enaltecendo em primeiro plano a amizade.
    O título não deixa de carregar um teor irônico, pois não se trata da jornada de nenhum animal, nem de uma vaca especial. O bovino apenas integra uma trama que se subjuga ao objeto principal que é o laço fraterno. Essa relação é protagonizada por Cookie, o cozinheiro de uma expedição durante o período colonial norte-americano. Em meio à empreitada, ele conhece um chinês que fugira de outros exploradores, nasce daí, uma bela narrativa de cumplicidade.
    O longa poderia ser vítima fácil do assédio de uma infinidade de clichês, o esboço narrativo proposto é magnético para esse fim. Mas, Reichardt consegue ser inventiva para um tema suscetível à banalização. O primeiro passo em direção ao sucesso é abraçar a perspectiva positiva sobre as relações humanas, nem tudo sobre nós é uma tragédia. Segue-se, então, a execução primorosa de recursos cinematográficos criativos que contribuem para a defesa dessa proposição.
    Pode-se levar algum tempo para se adaptar à cadência contemplativa e espaçada do desenvolvimento da trama e caracterização dos personagens. Tons pálidos e decupagens estáticas reforçam o olhar que preza pela calma. Até mesmo o tom de voz manso de Cookie é harmônico. O estilo, portanto, alinha-se com a serenidade de uma amizade orgânica. Um exemplo é a briga no bar: ao invés de privilegiar enquadramentos das trocas de socos, a lente recai sobre o diálogo de Cookie e seu amigo. Mais que isso, quando a conversa migra do escopo inicial e incorpora elementos do ambiente, o assunto não é a contenda, mas o cesto com um bebê sobre o balcão do bar. A mecânica se alonga com outros bons exemplos, mas sempre priorizando a interação positiva e serena em detrimento da violência e frenesi.
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