O Escândalo
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3,7
270 notas

30 Críticas do usuário

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Otavio W.
Otavio W.

451 seguidores 247 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 27 de janeiro de 2020
Um filme, baseado em fatos reais, que mostra fortemente como muitas mulheres ‍♀️são tratadas como objetos, onde não podem ter voz, além de mostrar o medo institucionalizado nas grandes empresas para todos aqueles que podem vir apoiá-las. Apesar do bom assunto, o drama acaba por focar demais em poucos assuntos e exagerando em alguns momentos樂. A boa narrativa inicial também agrada, assim como a atuação das principais personagens✌️. Nota 4 de 5 no Xinguê Movie Rating: ⭐⭐⭐⭐
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#CinetecaXinguê #filme #movie #cinema #PlayArte #shopping #ShoppingCenter3 #OEscandalo #Bombshell #drama #mulheres #medo #abuso #sexual #trabalho #machismo #mentiras #processo #apresentadora #pernas #objeto
Luana O.
Luana O.

764 seguidores 557 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 26 de janeiro de 2020
Putz, final do filme, e fiquei esperando mais. As atuações estao ótimas ( mesmo achando Nicole tão caricata) , o roteiro daria uma história tão brilhante e oportuna. Mas ficou tão raso, a figura de Trump como pano de fundo, perdeu se a oportunidade de ir mais a fundo na questão do assédio, do machismo, do abuso de poder, enfim. O filme é bom, foi bem dirigido, tem seus méritos, mas ficou na superfície de uma história tão importante.
Luiz Antônio N.
Luiz Antônio N.

30.873 seguidores 1.298 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 26 de janeiro de 2020
As funcionárias da Fox News denunciam a cultura de masculinidade tóxica da empresa de mídia norte-americana, levando à queda do magnata Roger Ailes.

Eu gostei muito já tinha ouvido falar do filme e principalmente da história e é nojento saber que existem pessoas desse tipo que ainda estão protegidas por trás do Manto do poder imagina o quanto ainda não deve existir e tantas outras mulheres que ficam caladas pelo medo de perder seu emprego uma história muito interessante que deveria ser compartilhada⭐⭐⭐
Mauro A
Mauro A

16 seguidores 99 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 22 de janeiro de 2020
Esse filme parece muito a história do ator José Mayer que, depois de assediar uma camareira dentro da Rede Globo, perdeu o emprego. Mas, é sabido que esse tal teste do sofá, muitas vezes é condição sinequanon para algum profissional entrar para alguma empresa poderosa. Já fui destes que tentei uma brecha na globo e um diretor velho, feio, inclusive já morreu, queria que eu fosse quebrar o seu galho. Como também sei de tantas que se submeteram a esse teste e ficaram a ver navios. Se o filme tivesse uns vinte minutos a menos, seria menos cansativo. Mesmo porque o ponto de partida da ação aparece muito tarde. Achei este filme fraco porque estou cansado de saber que esse assédio sexual é coisa de qualquer poderosa.
Lilia Fitipaldi
Lilia Fitipaldi

10 seguidores 30 críticas Seguir usuário

1,5
Enviada em 21 de janeiro de 2020
Nunca fiquei tão indignada com um filme na vida como eu to com ele.
Fui assistir pensando que era um filme que seria genial, porém me decepcionei completamente.
Bombshell acabou sendo aquilo que estamos cansadas de ver, mais uma opinião de homens sobre como mulheres devem se sentir a respeito sobre assédio sexual.
Não tem como você fazer um filme sobre mulheres sendo assediadas e dar o roteiro e a direção dele nas mãos de um homem, porque eles não vão conseguir representar como mulheres se sentem sobre isso.
Se fosse um filme sobre homens sendo assediados dirigido e roteirizado por homens, a história seria outra. Porque eles estaria em seu lugar de fala, mas não é o caso aqui.
Do mesmo jeito que Green Book, um filme contando a história de um negro, produzido, dirigido e escrito por brancos causou revolta por eles não estarem em seu lugar de fala, é a mesma coisa com Bombshell.
O roteiro do filme não tem nenhuma profundidade. a personagem de Nicole Kidman surge como a primeira que deu sua cara a tapa e teve coragem de denunciar o chefão da Fox, mas não fica claro o que a motivou a tal ato. Da mesma forma pintam Megyn Kelly (Charlize Theron) como a peça principal para a queda de Roger Ailes (John Lithgow) mas também sem se preocupar em aprofundá-la. A personagem fictícia de Margot Robbie tinha tudo pra ser o plot twist do filme porém é simplesmente jogada para escanteio, no fim ela acaba sendo só mais uma.
Bombshell tinha tudo pra ser um filme que representasse completamente o #MeToo mas no fim foi só mais uma decepção.
Uma pena porque o trio de protagonistas dele (Margot, Charlize & Nicole) é perfeito, elas acabam sendo a única coisa boa do filme. Esperava muito mais das atuações delas, porém nesse caso eu dou um desconto porque o roteiro é completamente vago e não deu muitas chances delas "brilharem".
Espero que ele seja um exemplo do que Hollywood não deve fazer daqui pra frente. Porque algumas histórias realmente precisam do ponto de vista feminino não só para darem certo, mas também para dar voz a tantas outras que se calaram, ou foram caladas.
Marcelo S
Marcelo S

172 seguidores 139 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 20 de janeiro de 2020
Jay Roach dirigiu 'O Escândalo' (Bombshell) história real sobre a queda do grande magnata da Fox News Roger Alies, com roteiro de Charles Randolph nas mãos e com um elenco mais do que estrelado com Charlize Theron, Nicole Kidman, John Lightow, Margot Robbie, tinha tudo para ser um arrasta quarteirão nesta temporada de premiações... o que em minha opinião acabou não acontecendo e não funcionando.

Jay Roach tentou se achar com seu filme, mas acabou ficando um tanto quanto confuso, já no começo ele nos adverte que a história é baseada em fatos reais, que todo mundo sabe, porém nem todos os acontecimentos no filme são reais, e foram criados para dar uma carga dramática, e que alguns nomes foram alterados, começa com um falso documentário até com a personagem de Nicole Kidman narrando alguns fatos e nos situando do local de trabalho e das pessoas envolvidas. Muito junto e misturado pro meu gosto.

O filme que se trata das acusações de assédio sexual sofridas pelas funcionárias da Fox News pelo presidente Roger Alies, movida primeiramente por Gretchen Carlson (Kidman) e logo em seguida tendo as demais funcionárias e ex-funcionárias também processando Roger... leva um tempo para tais acontecimentos aparecerem em tela, Roach e Charles Randolph introduzem todas as personagens e toda rotina da Fox News, ao cobrir a então recente candidatura de Donald Trump a presidência dos EUA, com a personagem de Charlize Theron, Megyn Kelly, sendo a principal figura jornalística americana a ir contra a candidatura de Trump.
Apesar de começar muito confuso e com um ar de falso documentário, ainda é interessante ver tudo o que permeia os bastidores da emissora e onde estão posicionadas as personagens principais e como elas estão lidando com a situação atual americana ás vésperas de uma futura eleição presidencial, e o ambiente interno onde muitas são ambiciosas e o então presidente da Fox News Roger Alies tira proveito desta situação. Mas é no meio do filme quando Gretchen Carlson, ao ser demitida da Fox News, resolve processar Roger por assédio sexual é o filme começa a ter momentos onde você é fisgado na tela, onde muitas das passagens se tornam super interessantes de se acompanhar e onde o filme ganha um bom respiro...porém, paralelamente, grande parte do filme é enfadonho, muitas cenas e acontecimentos desnecessários que não servem para movimentar a trama ou que tenha uma certa relevância para o personagem. Começa a cansar ver o quão lento é o ritmo do filme e o quão desinteressante é alguns arcos das protagonistas.

Nicole Kidman, que faz Gretchen Carlson, começa narrando o filme e depois que é demitida da um sumida do filme para voltar no filme com um destaque que já não lhe cabe, apesar de sua personagem ser a que começa todo o processo de derrocada de Roger Alies, não um grande protagonismo por parte dela. Igualmente sua atuação é bem normal, não há nada a se ressaltar sobre a forma como ela retrata Gretchen... claro que não é um trabalho ruim, muito pelo contrário, é uma ótima performance com todo o talento que Kidman já tem de anos de cinema... porém não entendi sua indicação no Globo de Ouro e acho que foi justo a não indicação tanto no Oscar como no BAFTA, é apenas uma atuação normal.

Charlize Theron que fez Megyn Kelly, principal rosto da Fox News, fez uma ótima interpretação, sua personagem é o carro chefe do filme todo, onde boa parte dos acontecimentos giram em torno dela, e se faz presente mesmo quando alguma cena do filme não envolve sua personagem diretamente. Charlize interpretou muito bem, esteve perfeita em cena, todo um trabalho de corpo, trejeitos, modo de falar, volume de voz, e domínio de cena onde se percebia que quando ela estava em cena, por mais que fosse uma cena mais enfadonha, Charlize conseguia fazer com que dessemos a devida atenção ao que se passava, dada sua capacidade de dominar uma cena. Justamente indicada a Atriz em todas as premiações, deu azar de ter trabalhos bem mais interessantes concorrendo com ela, fazendo com que ela seja apenas lembrada este ano.

Margot Robbie faz uma personagem fictícia, Kayla Pospisil, um amalgama de ex funcionárias da Fox News que por contrato não puderam ser citadas no filme e nem falar oficialmente sobre os assédios que sofreram na empresa. Houve todo um processo de coletar informações da produção do filme, e as histórias colhidas acabaram sendo aproveitadas em uma só personagem que representa basicamente todas elas presas por contrato.
Margot está ótima no filme, incrível com esta mulher tem uma facilidade de atuar e uma capacidade fantástica para cenas dramáticas, tendo muita liberdade uma vez que sua personagem realmente não existe, Margot pôde colocar sua originalidade e toda sua experiência em filmes passados, para fazer uma caricatura decente de sua personagem. Margot foi indicada em todas as premiações para Atriz Coadjuvante e foi justíssimo, e muito disso se deve a duas cenas específicas, sendo uma em que ela é assediada por Roger quando ele a manda subir o seu vestido para ver suas 'pernas' e a melhor do filme todo, quando ela liga para sua amiga Jess Carr (Kate McKinnon - Caça Fantasmas) e confessa que irá processar Roger porque ela foi assediada pelo mesmo e cai no choro por ter feito algo que não devia... essa cena é uma das melhores do filme, senão a melhor.

Porém o meu destaque mesmo fica para John Lightow, ator de que gosto muito e que sofreu uma grande transformação de maquiagem para viver Roger Alies...além de ter ficado irreconhecível em cena (ou reconhecível, se parecendo muito com Alies), Lightow teve para mim, a melhor interpretação do filme, sua atuação é soberba, no mesmo estilo de Charlize só que amplificado, com trejeitos, estilo de voz, postura física e todo o trabalho de pesquisa para fazer o ex homem forte da Fox News. Pessoalmente, só por isso, daria fácil uma indicação para Lightow a Ator Coadjuvante, merecia muito, o problema é quem sairia para Lightow entrar, eu que não teria coragem de tirar os monstros Pacino, Pesci ou Hopkins.
O filme ainda conta com Mark Moses (Mad Men e Desperate Housewives) e Mark Duplass (The Morning Show e Tully)

Em termos técnicos o filme é competente, se falta em fotografia, ganha muito em cenografia, sua direção de arte interna representando a Fox News é bem competente e muito bem criada, assim com os figurinos do filme que são muito bem feitos e se destacam em cena, como também a maquiagem e cabelo que está de excelente qualidade, e isto é bem perceptível não só nas três protagonistas, como em todas mulheres retratadas no filme.

Apesar de falhar, na minha opinião, na construção de como se contar a história, e ter um roteiro que mistura muito os acontecimentos e demora demais para tratar do assunto principal, com algumas passagens desnecessárias, 'O Escândalo' consegue ser um bom filme em boa parte de suas quase duas horas de duração, entrete, diverte, te solta umas gargalhadas, mas infelizmente é muito enfadonho em sua grande parte e possui um ritmo bem desinteressante. Serve mais para conhecimento de como se deu, possivelmente, todo o processo de assédio sofrido por Roger de suas funcionárias e também como elas reagiam a todo este processo que não é algo fácil e envolve muitas questões e egos. No fim, o saldo não é tão positivo e o filme deixa a desejar, quando tinha potencial para ser bem mais do que foi mostrado.
Sua indicação a Filme Comédia/Musical no Globo de Ouro é até válida, mas justamente não foi indicado ao Oscar...não é para tanto também.
Anderson  G.
Anderson G.

1.369 seguidores 397 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 18 de janeiro de 2020
"O escândalo" é um filme muito corajoso, que fala sobre um tema relevante e que mexe com importantes pessoas do entretenimento, porém sua execução apresenta diversos problemas que acabam sendo amenizados pelo corajoso desfecho e ótimas atuações.  

O roteiro de "O Escândalo" é seu primeiro problema, uma falta de definição narrativa incomoda, diversos aspectos desnecessários e que pouco contribuem para a drama em si são exploradas aos exagero, vide 80% do seu primeiro ato que é esticado em 40 minutos poderia ter sido resolvido em 10, otimizando a drama e dando tempo para expor questões mais importantes, como o próprio assedio sexual.

Toda a discussão entre Megyn e Trump parece ser algo muito de produtor e diretor, pois sua função narrativa não é condizendo com o tempo que o arco demora, e diversos outros plots são narrados em paralelo tirando o telespectador do incomodo plot principal do filme.

A direção de Jay Roach é muito parecida com a direção de Adam Mackay, porém menos plastica e com qualidade inferior, além de que seu estilo narrativo escolhido  não é codizante com a historia contada, é uma direção que causa estranheza e não conversa com seu próprio roteiro, com problemas de ritmo e edição. 

As atuações do trio principal por outro lado estão muito boas, com destaque para Charlize Theron e Margot Robbie, cada um com um drama particular que deslancha no mesmo climax narrativos, personagens diferentes, que transparecem poder e respeito através de suas diferentes e carismáticas atuações. 

"O Escândalo"  tinha um potencial inimaginável, porém sua execução é problemática, talvez o trabalho deveria ter parado na mão de outro diretor, ai teríamos um filme mais imponente e visceral, porém, sua conclusão é tudo que o longa todo não foi, forte e poderoso, desmascaradora e fulminante, pena que o restante é um amontoado de narrativas. NOTA: 6,5/10
Gerson R.
Gerson R.

83 seguidores 101 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 16 de janeiro de 2020
É interessante o fato de O Escândalo chegar aos nossos cinemas justamente agora. Em meio aos protestos contra o Oscar, pelas não indicações de obras dirigidas por mulheres, é curioso constatarmos que esse não é o caso deste longa, afinal, ele não é dirigido por uma mulher – enfim, seria um pouco de presunção da minha parte dizer que parte dos problemas deste filme de Jay Roach viriam pelo fato de não ter uma mulher sob seu comando – mas podemos supor que a visão feminina aqui realmente poderia ter feito alguma diferença – e diferença é uma palavra que O Escândalo pouco faz, mesmo sendo um filme corajoso em sua proposta, acaba sendo lamentavelmente comum e convencional em sua realização.

O drama, baseado em fatos reais, se passa em 2016, contando a polêmica história de Roger Ailes (Lithgow), ex-diretor da rede de noticias televisiva norte-americana, Fox News, que foi acusado de assedio sexual por várias de suas ancoras dos jornais – inicialmente por Gretchen Carlson (Kidman), que deseja que outras mulheres “despertem” e também denunciem o idoso diretor da emissora – algo que começa deixar a experiente Megyn Kelly (Theron) e a novata Kayla (Robbie) apreensivas – além da tirania do influente chefe, as três precisarão enfrentar o ambiente conservador tanto da empresa, quanto da sociedade norte-americana.

As intenções de Roach são boas para expor esse lastimável caso de abusos contra mulheres. Mas sua mão pesa pela maneira obvia e expositiva com que apresenta tudo – há um detalhismo de situações que soa cansativo muitas vezes – enquanto ele acerta em nos apresentar de um jeito até obvio como é a composição do prédio da Fox, para vermos onde ficam os andares de chefia e empregados, ele erra em insistir em inserir na tela legendas mostrando o nome de personagens que, em sua maioria, nem sequer aparecem por mais de 10 segundos – o que, evidentemente, conduz tudo para uma confusão narrativa.

Algo que se estende para o roteiro, que parece não saber situar bem o protagonismo do filme – tentando dividi-lo entre Gretchen e Megyn – algo que torna, mais uma vez, alguns momentos em confusões – sem falar de decisões estéticas enfadonhas – como querer movimentar a câmera o tempo todo, como se isso servisse para tornar ágil passagens com diálogos longos – e, convenhamos, muito repetitivos e sem inspiração – creio eu que a ideia de fidelidade a história real não foi bem transposta para as telas, soando didática demais.

Entretanto, Roach se sobressai ao dar uma atenção ao psicológico de suas personagens femininas – e admito que achei respeitoso o fato dele jamais mostrar as cenas de abuso – preferindo apenas descreve-las (usando, inclusive, depoimentos reais, em uma certa passagem), ou quando uma personagem desaba quando confessa o abuso que sofreu a outra – o diretor tem, evidentemente, uma sorte grande em contar com três atrizes estelares: representando o lado mais ingênuo e novato das repórteres, Margot Robbie faz sua Keyla com um olhar de quem está descobrindo novas coisas na vida, demonstrando uma ingenuidade que provem de sua criação religiosa e conservadora; já Nicole Kidman tem a oportunidade de expor as pressões de beleza impostas as mulheres, além da objetificação delas na tv – o fato de serem obrigadas a usarem vestidos curtos, para exibir as pernas durante os programas – além da frustração em se sentir trocada, simplesmente por estar envelhecendo – escancarando estes injustos requisitos para ser aceita na empresa; e temos Charlize Theron, como sempre, brilhando na sua composição de Megyn, uma mulher obstinada com o trabalho, inconformada por dentro com os casos de abuso, mas ainda precisando forçar uma lealdade à Roger – vivido pelo veterano John Lithgow, expressando bem o lado falso e paranoico do ex-chefão da Fox News.


Ainda sobre os coadjuvantes, também temos a boa participação de Alisson Janney como a advogada de Roger – algo que provoca uma estranha sensação, afinal, temos um homem acusado de assediar mulheres sendo defendido por uma mulher – creio que isso foi algo que Roach deixou no filme de forma proposital, tendo em vista que a advogada parece estar mais interessada em saber se o cliente está mentindo ou não – e ainda a personagem da eficiente Kate McKinnon, que tem um rápido romance com Keyla – e serve para mostrar a dificuldade de uma pessoa homossexual em conviver em um ambiente conservador e preconceituoso – inclusive, o filme tem sua parte politica, em demonstrar como a eleição de Donald Trump (e, com o uso de uma edição, ele acaba sendo um personagem aqui) ajudou a estimular um discurso de ódio contra minorias – algo que a própria Fox News também estimulou.

Apesar de ser atrapalhado por decisões estéticas e narrativas convencionais, consegue ainda passar a indignação de inúmeras mulheres humilhadas por homens nefastos, todos os dias no mundo. E o filme deixa bem claro que isto é algo que não acabou, infelizmente – afinal, enquanto homens sem escrúpulos como Roger Ailes forem apenas substituídos por outros homens sem escrúpulos – podem não ser assediadores, mas tentam justificar coisas assim – as lutas de mulheres como Gretchen, Megyn e Kayla ainda não estão longe de acabarem.
DUDU SILVA
DUDU SILVA

78 seguidores 335 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 16 de janeiro de 2020
Filme bom com um tema pesado, so não precisa no meio do filme parar de falar do tema do filme pra focar em outras coisas
Rodrigo Gomes
Rodrigo Gomes

6.171 seguidores 973 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 3 de janeiro de 2020
Um bom filme, mas o roteiro se apresenta muito raso em um assunto tão delicado e que poderia ser explorado com mais veemência. O elenco é incrível...e o trio, apesar de só se comunicar por contato visual, é perfeito.
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