Assistindo ao novo lançamento da Disney, não pude deixar de sentir que estava vendo algo saído direto do Disney Channel. Não tenho mais vontade de ir ao cinema para ver produções da Disney — elas têm me parecido obras feitas puramente com o objetivo de lucrar, como é o caso de Moana 2 e Divertidamente 2, dois filmes decepcionantes.
Infelizmente, essa nova produção é mais uma bomba. Os primeiros quinze minutos lembram um teaser mal feito, com um desenvolvimento fraco e um final sem impacto. Ainda há algumas piadas engraçadas ao longo do filme, mas não são suficientes para justificar uma ida ao cinema.
O filme do Little Stitch é, na minha opinião, uma prova clara de que a Disney está maisinteressada em faturar do que em oferecer conteúdo de qualidade e originalidade. Cada vez mais, falta alma, criatividade e o encantamento que costumava definir os filmes da empresa.
Lilo e Stitch ou Lilo e Nani? Como tudo na indústria de cinema é um grande caça níquel é desnecessário falar que o live action de Lilo faz jus a esse mote, entretanto, nada justifica a sanha dos roteiristas em estraçalhar a animação e a sua história. O filme desenvolve-se em um ritmo frenético e perde muito da delicadeza da animação,
O live-action de Stitch é, sem dúvida, uma joia rara no mar de adaptações da Disney. Com um equilíbrio quase mágico entre nostalgia e renovação, o filme honra profundamente o espírito original de Lilo & Stitch, ao mesmo tempo em que o transporta para um novo patamar de emoção, estética e representatividade.
A direção é sensível e cuidadosa, respeitando a alma havaiana da história. Cada cena parece banhada pela luz do pôr do sol de Kauai – cálida, acolhedora e cheia de sentimento. A ambientação não é apenas bonita: ela pulsa vida. O Havaí não é um cenário, é um personagem.
A escolha de elenco foi um acerto emocionante. Lilo é tão real, tão viva, que parece ter saído diretamente dos nossos corações. Sua conexão com Stitch é a verdadeira força gravitacional do filme. E que trabalho incrível com o próprio Stitch! A tecnologia usada conseguiu trazer à vida toda sua expressividade, carisma e caos adorável sem que ele perdesse a essência cartunesca que tanto amamos.
A trilha sonora – com toques de Elvis, músicas tradicionais havaianas e composições novas – embala a história com doçura e respeito à cultura. É impossível não se emocionar em momentos-chave que falam de perda, pertencimento e o verdadeiro significado de ohana.
Se havia algum medo de que a adaptação tirasse a alma do original, ele se dissolve completamente nos primeiros minutos. O live-action não apenas respeita, ele amplia. É um filme que fala com o adulto que viu Lilo & Stitch na infância e também com a nova geração que vai se encantar pela primeira vez.
"Stitch" é um lembrete poderoso de que o amor pode nascer nas formas mais caóticas e inesperadas – e que a família, mesmo desajustada, é o nosso lar mais verdadeiro.
Gostei muito, pois é fiel ao desenho que todos amamos. As mudanças não foram significativas e algumas cenas achei até mais emocionantes que no original. Repete as nossas falas favoritas com perfeição, o que me fez ir ao cinema duas vezes! amei! Não achei que o final desqualificou a lição que o desenho quer nos dar, mas sim o filme foi mais realista ao nosso dia a dia humano, afinal todos temos vida e direito de vivê-la e buscar ser alguém melhor.
Deturpador e capitalista, apenas. Não há arte, não há profundidade, apenas uma grande propaganda tanto nacionalista quanto para promover produtos e serviços.
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