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Luiz Gustavo
3 críticas
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4,0
Enviada em 26 de julho de 2026
A Velha Guarda é um filme de ação e fantasia que combina elementos de super-heróis, ficção científica e drama existencial. Sua maior força reside na tentativa de utilizar a imortalidade não apenas como um recurso narrativo, mas como uma ferramenta para explorar temas relacionados à passagem do tempo, à perda e ao peso acumulado de uma existência prolongada. Sob a direção de Gina Prince-Bythewood, o filme constrói uma narrativa centrada em um grupo de guerreiros imortais cuja longevidade, longe de representar uma forma absoluta de liberdade, transforma-se gradualmente em uma fonte de desgaste físico e emocional.
Mise-en-scène desempenha um papel importante na construção visual do filme. Os diferentes espaços atravessados pelos personagens — de ambientes urbanos e instalações clandestinas a paisagens mais isoladas — estabelecem uma narrativa marcada pelo contraste entre a contemporaneidade do mundo e a antiguidade dos protagonistas. A direção de arte e a construção dos ambientes contribuem para a identidade do filme, enquanto a fotografia reforça tanto a dimensão realista das sequências de ação quanto o caráter quase mítico de seus personagens. Embora o universo visual seja eficaz na criação de uma atmosfera própria, alguns elementos de sua construção ocasionalmente se aproximam de convenções já conhecidas do cinema de ação.
A direção de Gina Prince-Bythewood demonstra um domínio consistente da linguagem do gênero. As sequências de combate são construídas com clareza espacial e valorizam a fisicalidade dos personagens, evitando, em grande parte, o excesso de cortes que frequentemente compromete a legibilidade da ação contemporânea. Ao mesmo tempo, o filme busca equilibrar a intensidade das cenas de luta com momentos de contemplação e desenvolvimento dramático. Essa abordagem cria uma experiência dinâmica, embora a narrativa ocasionalmente dependa de estruturas convencionais do gênero para conduzir sua progressão.
O roteiro estrutura a narrativa a partir da ideia da imortalidade como uma condição marcada por contradições. O conflito central funciona como um veículo para explorar temas como mortalidade, solidão, propósito e responsabilidade. A existência prolongada dos protagonistas não é apresentada simplesmente como um privilégio, mas como uma experiência atravessada pelo acúmulo de perdas, pelo afastamento das relações humanas e pela dificuldade de encontrar um sentido em uma vida que parece não possuir um fim. O filme também se interessa pela tensão entre a responsabilidade de proteger a humanidade e a crescente percepção de que os próprios imortais podem estar perdendo sua conexão com ela.
Charlize Theron entrega uma atuação contida e fisicamente rigorosa como Andy, construindo uma personagem marcada pelo cansaço acumulado de séculos de existência. Sua interpretação é fundamentada na economia de gestos e na presença silenciosa, permitindo que o desgaste emocional da personagem seja percebido mesmo nos momentos em que o roteiro não o expressa diretamente por meio do diálogo. O restante do elenco contribui para a construção de uma dinâmica baseada na lealdade, na cumplicidade e na experiência compartilhada. A relação entre os personagens constitui um dos elementos dramáticos mais importantes do filme, conferindo dimensão humana a uma narrativa sustentada por habilidades extraordinárias.
A construção visual e a coreografia das sequências de ação são igualmente decisivas. O uso de combates corpo a corpo, armas brancas e diferentes espaços físicos cria uma sensação de confronto direto e brutalidade que se distancia parcialmente da ação excessivamente espetacular de outras produções do gênero. A violência, nesse sentido, não funciona apenas como elemento de entretenimento, mas também como uma extensão da experiência dos personagens, que carregam séculos de batalha e sobrevivência. A combinação entre fisicalidade, coreografia e montagem contribui para estabelecer uma identidade própria, ainda que o filme ocasionalmente recorra a soluções visuais familiares.
Apesar de sua premissa interessante e de momentos de grande eficiência, A Velha Guarda apresenta algumas limitações em sua execução. O filme desenvolve conceitos com potencial temático significativo, mas nem sempre os explora com a profundidade que poderiam alcançar. Além disso, determinados aspectos da narrativa parecem claramente construídos para estabelecer uma mitologia mais ampla, o que pode fazer com que algumas questões permaneçam parcialmente desenvolvidas. Ainda assim, a combinação entre ação, drama e fantasia, somada à construção de personagens com conflitos emocionais reconhecíveis, permite que o filme mantenha uma identidade consistente.
O resultado é um filme de ação e fantasia competente e visualmente eficaz, sustentado por uma protagonista carismática, sequências de combate bem construídas e uma premissa capaz de articular entretenimento e reflexão sobre a passagem do tempo. Embora não desenvolva completamente todo o potencial de seus temas e recorra ocasionalmente a convenções familiares do gênero, A Velha Guarda consegue transformar a ideia da imortalidade em uma narrativa sobre perda, propósito, responsabilidade e o peso de continuar existindo. Suas qualidades são suficientes para conferir ao filme uma identidade própria, ainda que sua execução permaneça irregular em determinados aspectos.
Premissa do filme é bacana, mas falará melhor desenvolvimento dos personagens, não dá pra se “apegar” a eles. As coreografias de lutas e batalhas são mt bem feitas, os atores mandaram bem e a fotografia dessas partes tbm foi mt boa; agora roteiro… soluções clichês, previsíveis e muitas vezes soam como preguiça de fazer algo melhor, sério, chat GPT faria um roteiro em algumas partes melhor. Direção do filme bem fraca, edição pior ainda (pra que diabos colocar músicas aleatórias em momentos aleatórios? Muito anticlimático, além de soar brega). Assim como notas dadas antes, o filme se propõe a ser apenas mais um filme de ação para passa o tempo, mas tinha “história” para um filme muito mais interessante. Para pessoas em dias comuns é um filme ok.
Gostei do filme! Cumpri as obrigações .. não é um mega filmes de super sucesso.. é um filme para você assistir e passar um tempo! As cenas de ações são boas, Charlize theron está muito boa! Vale a pena!
Filme: The Old Guard @theoldguardmovie #theoldguard Assistido: 3/7/25 Elenco: @charlizeafrica @kikilayne @lucamarinellipage @_zenith__ @marwankenzari @@chiwetelejiofor_ @harrym3l Modelo: #ação #ficção Duração: 2h 5m Ano: 2020 Minha opinião: Temos este filme da Netflix com Charlize, que esta nas franquias mais quentes do momento. Nesta ficção que é uma triologia, temos um grupo de “Imortais” liderados por Andy (Charlize) a 1ª “Imortal”, Sebastian (Matthias), Nick (Luca), Joe (Kenzari) e a mais nova integrante Nile (Layne). O filme começa com a adaptação da nova integrante que não compreende ao certo oque esta acontecendo ou de que é uma “Imortal”. E a equipe de Andy foi emboscada por James (Ejiofor) e seu chefe Merrick (Melling) um bilionário louco que quer o segredo da “imortalidade”. assim temos várias cenas de ação lutas e tiros. Não são os melhores, mas também não dos piores. Um filme que tem enredo para explicar sem explicar de onde vem como adquiriram, como são escolhidos,.... E ao final temos Sebastian virando a casaca e James virando a casaca. Ao final vencem os inimigos e Andy perde seus poderes de imortalidade e Sebastian não fará parte da equipe por 100 anos. E depois decidirem oque será feito. Nile agora faz parte do grupo. Vale apena assistir? Um filme mediano, tudo mediano. Momentos forçado da mudança de casaca. Nota: 6,5
Excelente filme. História divertida e interessante. Personagens bem desenvolvidos. Cenas de ação bem construídas e encaixadas na trama. Sem falar que Charlize Theron está mais uma vez excelente e como sempre dá uma alma ao filmes. Recomendo!
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