The Ballad of Buster Scruggs
Média
3,8
258 notas

32 Críticas do usuário

5
9 críticas
4
12 críticas
3
8 críticas
2
1 crítica
1
1 crítica
0
1 crítica
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
Carlos Henrique S.
Carlos Henrique S.

13.791 seguidores 809 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de maio de 2020
Em The Ballad Of Buster Scruggs,Ethan e Joel Coen nos contam 6 histórias que se passam no velho Oeste,e para variar saem bastante sucedidos ao retratar diversas situações com um fato em comum:A Morte.

O filme começa com "The Ballad Of Buster Scruggs" e segue um hilário assassino que cruza o velho Oeste fugindo da polícia e deixando rastros de corpos por onde passa.Talvez seja meu segmento favorito,o protagonista interpretado por Tim Blake Nelson é muito engraçado e tem um jeito alegre e sarcástico,se acha invencível acima de tudo.E esse seguimento certamente é o mais para cima,muita música e como dito antes um humor afiado.É também bastante violento,os Coen mostram o que mais tem sangue nesse daqui.Tecnicamente perfeito e com um trabalho impressionante de cinematografia e musica,esta primeira antologia é talvez minha preferida.

O segundo estrelado por James Franco acompanha um ladrão e bancos que tenta fugir da lei e principalmente da morte.É uma dose de humor negro alta e que funciona perfeitamente e conta mais uma vez com atuações incríveis.Na terceira parte os Coen já partem para algo melancólico o mais triste por sinal,pois nele vemos a história de um empresário(Liam Neeson) e Harrison que é muito bem interpretado por Harry Melling.Aqui podemos olhar para a solidão de dois homens que andar em busca de trocados,há uma atmosfera sem vida e desconvidativa que fazem deste o mais melancólicos de todos.

A quarta parte o filme é a mais contemplativa digamos assim,pois vemos um homem (Tom Waits) na caçada incessante ao ouro.A obsessão desse homem no entanto pode ser ameaçada por outras pessoas.Aqui se trata de uma história de ganância de todas as partes,o lado mais traiçoeiro do melhor Oeste à prova e revestido a isso temos uma paisagem deslumbrante e uma fotografia esplêndida de Bruno Delbonnel.Agora na próxima antologia,uma mulher em meio a uma caravana o lado do irmão pensa em seu futuro ao mesmo tempo que conhece um vaqueiro,é uma história triste mas com pitadas de humor,essa inquietação sobre o futuro é muito bem retratada pelos Coen que criam uma história desesperançosa que conta com ótimas atuações de Zoe Kazan e Bill Heck.

Sua última parte é que certamente vai mais a fundo na questão morte,há aqui uma névoa sombria poderosa que chega quase um terror,onde 5 pessoas falam sobre a vida e a morte,são diálogos tão intensos e bem escritos e a atmosfera desenvolvida m volta desse seguimento que eu adorei,além de mais boas atuações com destaque para Jonjo O'Neill e Brendan Gleeson.Mais uma vez os diretores mostraram estar evoluindo em estica nos seus filmes,Bruno Delbonnel dá um show de cinematografia aqui.

The Ballad Of Buster Scruggs mostra ainda mais o quão bom são os Coen,seis histórias que sempre tem algo a contar e acima de tudo são bem escritas.Humor,Melancolia,Ganância,e debates existencialista estão presentes no filme que consegue conciliar o mesmo tema em diferentes tons.
Daniel Novaes
Daniel Novaes

7.774 seguidores 873 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 15 de dezembro de 2018
Muito bacana. Sistema leve de contos independentes, com humor negro e um tom meio absurdo... mas muito cativante. Como em todos filmes assim, uns contos melhores que outros... mas no final muito bom.
Ricardo L.
Ricardo L.

63.291 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 12 de novembro de 2024
Os irmãos Coen entrega aqui um ótimo trabalho, com um elenco muito bom, direção ótima e uma trilha sonora a moda antiga de western! Vale muito a pena conferir.
Carlos P.
Carlos P.

266 seguidores 431 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 9 de novembro de 2024
O filme conta seis histórias diferentes no formato de contos. Uma espécie de Relatos Selvagens da época dos faroestes.
A nota podia ser maior, mas há um desequilíbrio. Alguns contos são meio chatos. Outros bem mais divertidos e com finais impactantes. Um desses momentos divertidos virou meme. O "first time?" De James Franco foi um momento genial desse filme.
No balanço geral fica entre médio e bom. Mas eu gostei, porque me dá uma sensação de estar lendo um livro com vários contos pequenos.
CinefiLov❤️
CinefiLov❤️

20 seguidores 186 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 25 de janeiro de 2019
gosto muito de filmes de contos, principalmente de varios generos, gostei do humor negro, eleva a trama e deixa um tom obscuro, é um filme excelente cativante tem otima direcao, otima fotografias e claro um impecavel figurino que foi indicado ao oscar2019. pra mim é o melhor figurino dos indicados.
nota 4.0/5.0
Nabokova
Nabokova

16 seguidores 112 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 2 de julho de 2020
Os filmes dos irmãos Coen são todos recomendáveis. Esse não é dos melhores, pode até decepcionar um pouco quem já conhece os outros filmes deles, por conta da alta expectativa, mas com certeza, quem não conhece vai gostar. São vários contos independentes no caso desse. A dupla de diretores é uma otima contadora de histórias, com desenlaces muito interessantes,
e uma característica inerente a esses irmãos é o inesperado. As certezas do espectador sobre a sequência do roteiro ou o fim, são sempre quebradas. Os Coen sempre surpreendem. Geralmente com muito tragi-sarcasmo. Recomendo.
Matheus A
Matheus A

3 seguidores 27 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 22 de novembro de 2018
Filme muito bom com ótimas histórias, na mesma qualodade do filme argentino relatos selvagens ou até maior. Grande atuação por parte de todos atores, fotógrafia são de tirar o queixo e o figurino incrível. Histórias de todos os tipos com aquela pintada de tensão para o que vai acontecer. Minha visão sobre filmes dividos com histórias não é totalmente boa pois não segue o propósito de concentrarmos e entrarmos em somente uma história, é bom de ver mas não tem ligação alguma.
marcospenajr
marcospenajr

1 seguidor 4 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 26 de novembro de 2018
Os irmãos Coen (conhecidos, dentre outros, por “Fargo: Uma Comédia de Erros”, “Matadores de Velhinha”, “Onde os Fracos Não Têm Vez” e “Queime Depois de Ler”) assinam o roteiro e são responsáveis pela direção de “The Ballad of Buster Scruggs”. Não à toa, o filme parece um coleção de contos. Aliás, essa é a maneira pela qual se apresenta a obra, é algo como se o espectador estivesse lendo um livro de contos (assim mesmo, em primeira pessoa). Resumindo e antecipando: o filme é muito, muito bom.
Inicia com a história do criminoso Buster Scruggs, um animado pistoleiro do antigo oeste americano, que anda trajado de branco, e está praticamente sempre sorridente e cantando. Essa primeira história inicia numa locação deslumbrante, um deserto cheio de formações rochosas. Embora haja, aparentemente, algum tratamento digital para as imagens, já há aí uma grande entrega da obra. Scruggs se mete em uma disputa ao chegar num típico saloon do oeste americano. Ao tentar recusar assumir uma mão numa disputa de poker, seu adversário lhe diz: “You see’em, you play’em!” (Algo como: “Você viu as cartas, então você joga com elas). Esse é o momento em que Scruggs deixa a todos atônitos com sua ação e sua habilidade. “Eu não tenho uma natureza má, mas quando se está desarmado suas táticas precisam ser de Arquimedes”. O que exatamente Scruggs quis dizer com táticas de Arquimedes é um ponto a ser pesquisado. O filme é repleto de referências como essa.
Apenas 12’45” de filme já são suficientes para achá-lo sensacional!!! Cinco balas, cinco dedos, e a última de cabeça para baixo, de costas e pelo espelho!!! É mais que sarro e criatividade, é pura animação para qualquer tarde!! Mas “não se pode ser o melhor para sempre”, e o para sempre dura menos que um oitavo do total de todas as histórias a serem contadas. Excepcional! Matadores-cantores no velho faroeste. O mais forte, o melhor sobrevive, vai em frente … até encontrar o próximo “mais forte e melhor”.
James Franco entrando num banco no meio do nada e disputando a existência com um velhinho baixinho e meio louco. Uma atuação para ser lembrada, embora curta. A vontade de ver essa história num longa com o Franco atuando dessa forma se torna enorme. Sacos de dinheiro aos irmãos Coen!! Fazem por merecer. Quatro julgamentos! Quatro! “First time”??? Ironia fina, hilário, comicidade no meio da selvageria sem lei. Joel e Ethan Coen não precisam pensar em assaltar um banco, merecem receber sacos de dinheiro.
Toda a tragédia, todo o drama, toda humilhação e dor pode ser concentrada numa única vida? Liam Neeson é incapaz de ser um personagem diferente? Um ser humano pode ter menos valor que uma galinha? Alguns homens se sentem satisfeitos em usar outros como instrumentos. Se sua moralidade os permitirem, são capazes de usar outra vida como um meio para o alcance de um pequeno objetivo. Da mesma forma, são capazes de se desfazerem de tal vida, facilmente, sem que lhes custe muito. “… government of the people, by the people, for the people, shall not perish from the earth” (… governo do povo, pelo povo, para o povo, não perecerá na terra); a mensagem dos irmãos Coen nessa citação direta do Discurso de Gettysburg – do então Presidente dos EUA, Abraham Lincoln, que o proferiu durante a Guerra Civil Americana em 19 de novembro de 1863 (está completando 155 anos nesse dia 19) – não poderia ser mais clara.
Pode o homem ser uma força que assusta toda a natureza? Parece certo que a força que impulsiona o homem à conquista, à vontade de ter, o leva a superar o que precisar passar por cima. Tom Waits tem uma excelente atuação, faz saltar da tela a mensagem do quanto a impulsão do homem ao trabalho como meio para o ganho é forte, e tão mais forte quanto maior a possibilidade do ganho. O trabalho pode ser suado, penoso e moral ou amoral, sujo e traiçoeiro (em verdade, o não-trabalho). Muitas vezes, “Só as pegadas no campo e a terra mexida restaram da vida turbulenta que havia interrompido a paz do local e seguido em frente”. O que verdadeiramente importa se o potencial de ganho é alto?!
E a vida pode dar uma pirueta ou piruetas, e fazer tudo que parecia sólido e certo se transformar em areia movediça. Só o desespero sobra. Só falta e ausência. E mesmo em ausência é a cooperação que nos move à frente. A história do homem não é uma história de bravos, fortes, inteligentes, astutos conquistadores solitários. Os solitários, por mais corajosos e fortes, morreram sem disseminar seus genes. Os seres humanos que cooperaram entre si foram mais longe, viveram mais, construíram mais, superaram mais desafios, lograram mais prole, deixaram para a história a disseminação dos seus genes.
E aonde chega o ser humano, por fim? Tentar entender o que somos? Entender o que, no limite, faz diferir um de outro… Cada um de nós aparenta acreditar ter as respostas, não importa o quão amplas ou estreitas são nossas experiências, cada indivíduo teima em ter (e em ser) a medida correta. É possível observar isso na mais populosa multidão em uma grande “arena” ou no mais estrito grupo no menor dos cubículos. Cada indivíduo vai levando sua vida, julgando os outros, sendo repulsivo, afastando-se pouco a pouco por motivos fúteis uns dos outros, entretidos com bobagens, deixando de fazer, de ser, desperdiçando grande parte da vida. Quando a viagem acaba, quando chega o fim da linha, não é incomum o viajante ter jogado fora a oportunidade de aproveitar a viagem, sem ter nunca entendido de fato o que passou e o que está acontecendo ao seu redor.
Aos irmãos Coen, resta agradecer pelas excelentes doses de comicidade, drama, tragédia, suspense e motivos para refletir. As seis histórias do filme têm uma sequência e lógica entre elas incrível, ainda que sejam sutis e difícil de perceber – não estão no “campo do roteiro em si”, mas no da natureza humana. Joel e Ethan merecem todo sucesso que já alcançaram. Sucesso que deve ainda aumentar em suas vidas e ao qual “The Ballad of Buster Scruggs” já os está levando. O filme tem conquistando muito reconhecimento, recebeu indicações nos festivais de Veneza, de Adelaide e Camerimage, tendo conquistado o prêmio de melhor roteiro no primeiro. É certo que o nome do filme será lido algumas vezes na próxima cerimônia do Oscar.

* Crítica originalmente publicada no Vórtex Cultural: http://www.vortexcultural.com.br/cinema/critica-the-ballad-of-buster-scrugs/ & também disponível no meu site: http://marcospenajr.com/the-ballad-of-buster-scruggs/
Rafael F
Rafael F

1 seguidor 2 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 22 de novembro de 2018
Um dos melhores filmes dos Irmãos Cohen! Muito bem escrito, dirigido, atuado e fotografado. Tem uma trilha sonora que amarra todo o sentimento que reveste o longa. Sente-se claramente, os diretores trabalhando com liberdade e colocando em foco as histórias que hoje já não estão mais em alta com todo o conservadorismo que os filmes de Oeste carregavam. Excelente Filme!
anônimo
Um visitante
4,5
Enviada em 20 de dezembro de 2018
Muito Bom!! Uma narrativa fora do comum, em forma de contos, com seis histórias fascinantes. Algumas com suspense, outras com uma pegada dramática e outras com até uma certa comédia, os irmãos Coen novamente fazem um filme de Western com uma fotografia de tirar o fôlego e um roteiro sensacional.
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa