The Ballad of Buster Scruggs
Média
3,8
258 notas

32 Críticas do usuário

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Victor Hugo Garcia
Victor Hugo Garcia

1 seguidor 75 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 26 de dezembro de 2023
O filme é dividido por 6 "capítulos", onde cada capítulo é uma história diferente, com personagens diferentes, sem ter nenhuma relação ou conexão entre elas. Os primeiros dois capítulos são ótimos, porém depois começa a ficar um pouco maçante, já que quando você está se acostumando com uma história, ela termina e começa outra, tornando o filme num ritmo irregular e inconsistente, lento e por horas sem sentido.... Termina sem nenhuma conclusão, sem nenhum ponto de conexão entre os 6 capítulos, nada com nada. Porém algumas histórias são divertidas, para mim, as melhores foram a 1°, a 2° e a 5°, as outras são maçantes. Numa visão geral, começa muito bom, mas perde o ritmo muito rápido.
marcospenajr
marcospenajr

1 seguidor 4 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 26 de novembro de 2018
Os irmãos Coen (conhecidos, dentre outros, por “Fargo: Uma Comédia de Erros”, “Matadores de Velhinha”, “Onde os Fracos Não Têm Vez” e “Queime Depois de Ler”) assinam o roteiro e são responsáveis pela direção de “The Ballad of Buster Scruggs”. Não à toa, o filme parece um coleção de contos. Aliás, essa é a maneira pela qual se apresenta a obra, é algo como se o espectador estivesse lendo um livro de contos (assim mesmo, em primeira pessoa). Resumindo e antecipando: o filme é muito, muito bom.
Inicia com a história do criminoso Buster Scruggs, um animado pistoleiro do antigo oeste americano, que anda trajado de branco, e está praticamente sempre sorridente e cantando. Essa primeira história inicia numa locação deslumbrante, um deserto cheio de formações rochosas. Embora haja, aparentemente, algum tratamento digital para as imagens, já há aí uma grande entrega da obra. Scruggs se mete em uma disputa ao chegar num típico saloon do oeste americano. Ao tentar recusar assumir uma mão numa disputa de poker, seu adversário lhe diz: “You see’em, you play’em!” (Algo como: “Você viu as cartas, então você joga com elas). Esse é o momento em que Scruggs deixa a todos atônitos com sua ação e sua habilidade. “Eu não tenho uma natureza má, mas quando se está desarmado suas táticas precisam ser de Arquimedes”. O que exatamente Scruggs quis dizer com táticas de Arquimedes é um ponto a ser pesquisado. O filme é repleto de referências como essa.
Apenas 12’45” de filme já são suficientes para achá-lo sensacional!!! Cinco balas, cinco dedos, e a última de cabeça para baixo, de costas e pelo espelho!!! É mais que sarro e criatividade, é pura animação para qualquer tarde!! Mas “não se pode ser o melhor para sempre”, e o para sempre dura menos que um oitavo do total de todas as histórias a serem contadas. Excepcional! Matadores-cantores no velho faroeste. O mais forte, o melhor sobrevive, vai em frente … até encontrar o próximo “mais forte e melhor”.
James Franco entrando num banco no meio do nada e disputando a existência com um velhinho baixinho e meio louco. Uma atuação para ser lembrada, embora curta. A vontade de ver essa história num longa com o Franco atuando dessa forma se torna enorme. Sacos de dinheiro aos irmãos Coen!! Fazem por merecer. Quatro julgamentos! Quatro! “First time”??? Ironia fina, hilário, comicidade no meio da selvageria sem lei. Joel e Ethan Coen não precisam pensar em assaltar um banco, merecem receber sacos de dinheiro.
Toda a tragédia, todo o drama, toda humilhação e dor pode ser concentrada numa única vida? Liam Neeson é incapaz de ser um personagem diferente? Um ser humano pode ter menos valor que uma galinha? Alguns homens se sentem satisfeitos em usar outros como instrumentos. Se sua moralidade os permitirem, são capazes de usar outra vida como um meio para o alcance de um pequeno objetivo. Da mesma forma, são capazes de se desfazerem de tal vida, facilmente, sem que lhes custe muito. “… government of the people, by the people, for the people, shall not perish from the earth” (… governo do povo, pelo povo, para o povo, não perecerá na terra); a mensagem dos irmãos Coen nessa citação direta do Discurso de Gettysburg – do então Presidente dos EUA, Abraham Lincoln, que o proferiu durante a Guerra Civil Americana em 19 de novembro de 1863 (está completando 155 anos nesse dia 19) – não poderia ser mais clara.
Pode o homem ser uma força que assusta toda a natureza? Parece certo que a força que impulsiona o homem à conquista, à vontade de ter, o leva a superar o que precisar passar por cima. Tom Waits tem uma excelente atuação, faz saltar da tela a mensagem do quanto a impulsão do homem ao trabalho como meio para o ganho é forte, e tão mais forte quanto maior a possibilidade do ganho. O trabalho pode ser suado, penoso e moral ou amoral, sujo e traiçoeiro (em verdade, o não-trabalho). Muitas vezes, “Só as pegadas no campo e a terra mexida restaram da vida turbulenta que havia interrompido a paz do local e seguido em frente”. O que verdadeiramente importa se o potencial de ganho é alto?!
E a vida pode dar uma pirueta ou piruetas, e fazer tudo que parecia sólido e certo se transformar em areia movediça. Só o desespero sobra. Só falta e ausência. E mesmo em ausência é a cooperação que nos move à frente. A história do homem não é uma história de bravos, fortes, inteligentes, astutos conquistadores solitários. Os solitários, por mais corajosos e fortes, morreram sem disseminar seus genes. Os seres humanos que cooperaram entre si foram mais longe, viveram mais, construíram mais, superaram mais desafios, lograram mais prole, deixaram para a história a disseminação dos seus genes.
E aonde chega o ser humano, por fim? Tentar entender o que somos? Entender o que, no limite, faz diferir um de outro… Cada um de nós aparenta acreditar ter as respostas, não importa o quão amplas ou estreitas são nossas experiências, cada indivíduo teima em ter (e em ser) a medida correta. É possível observar isso na mais populosa multidão em uma grande “arena” ou no mais estrito grupo no menor dos cubículos. Cada indivíduo vai levando sua vida, julgando os outros, sendo repulsivo, afastando-se pouco a pouco por motivos fúteis uns dos outros, entretidos com bobagens, deixando de fazer, de ser, desperdiçando grande parte da vida. Quando a viagem acaba, quando chega o fim da linha, não é incomum o viajante ter jogado fora a oportunidade de aproveitar a viagem, sem ter nunca entendido de fato o que passou e o que está acontecendo ao seu redor.
Aos irmãos Coen, resta agradecer pelas excelentes doses de comicidade, drama, tragédia, suspense e motivos para refletir. As seis histórias do filme têm uma sequência e lógica entre elas incrível, ainda que sejam sutis e difícil de perceber – não estão no “campo do roteiro em si”, mas no da natureza humana. Joel e Ethan merecem todo sucesso que já alcançaram. Sucesso que deve ainda aumentar em suas vidas e ao qual “The Ballad of Buster Scruggs” já os está levando. O filme tem conquistando muito reconhecimento, recebeu indicações nos festivais de Veneza, de Adelaide e Camerimage, tendo conquistado o prêmio de melhor roteiro no primeiro. É certo que o nome do filme será lido algumas vezes na próxima cerimônia do Oscar.

* Crítica originalmente publicada no Vórtex Cultural: http://www.vortexcultural.com.br/cinema/critica-the-ballad-of-buster-scrugs/ & também disponível no meu site: http://marcospenajr.com/the-ballad-of-buster-scruggs/
Fillipe M
Fillipe M

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5,0
Enviada em 26 de fevereiro de 2024
O filme é muito divertido e temos algo em comum nos episódios: a morte! As três primeiras partes são sensacionais.
Lucas F.
Lucas F.

6 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 18 de novembro de 2018
Dessecando o filme para quem não entender, ultra spoiler

spoiler: O filme tem a grande pegada do simbolismo judaico maçônico, as histórias se pautam na indiferença das pessoas para com os outros. Os dois primeiros contos focam no ego humano, tanto cegando o pistoleiro que se acha o melhor e perde a percepção quando é morto, quanto no assaltante que se deixa levar pela a frágil aparência do banqueiro, seus egos levam os dois ao seu destino final, a morte. A terceira tem diversas simbologias, a primeira é a inteligência sofrendo o golpe da ignorância, a cultura do deficiente é trocado por uma simples galinha e suas firulas, o ópio do povo. A segunda seria a versão malvada da história espiritualista da vaca e o penhasco, onde é necessário se desfazer de uma antiga provedora para evoluir. A quarta, o homem do ouro, faz uma referência a história mítica de platão, aquele que trabalha em prol de um objetivo, com seus próprios defeitos humanos, é subjugado e colocado a provação por aquele que deseja o mesmo resultado, lembrando que o próprio já havia se corrompido quando se aproveitou dos ovos da coruja, mesmo sendo observado e sabendo que era errado. No fim, passado a provação, consegue o seu grande objetivo, o bolsão de ouro que se encontrava no topo da pirâmide.Google isto e clique em imagens :P -> owl and pyramid A quinta, a moça retirante das carruagens, os eventos finais são explicados no diálogo que tem sobre seu irmão, onde a indecisão pode ser um sinal de sabedoria, filosoficamente as pessoas tendem a aceitar a primeira situação e tomá-la como verdade, mesmo sendo explicada que isto seria o caminho fácil e nem sempre o caminho da verdade, tal lição não foi aprendida, logo ao ver que o senhorio fora derrubado pelo índio, comete o suicidio precipitadamente. Existe também a versão do antigo desbravador, era possível a fuga, mas como ele perderia a companhia de seu ajudante, escolhe ficar e lutar até a morte, numa clara demonstração de egoísmo, acaba fadando o futuro de seu companheiro como o da jovem dama. A sexta e última é sobre a vida, a carruagem simboliza a vida, que não para até chegar ao seu final, a morte, o foco centra-se na senhora, o francês representa o lado refinado da vida, o caçador o lado bruto, ambos tentam expor as verdades que são suprimidas pelas próprias percepções da velha, a negação em aceitar a verdade e a ilusão que isto acarreta na apunhalada surpresa no final pela morte, representada pelos caçadores de recompensa. Ao fundo vemos a escada iluminada, representando a própria escada de Jacob que apareceu no dialogo anterior, Onde o lado refinado e inteligente, francês, aceita o final como parte da jornada. Enfim, um dos melhores filmes dos últimos tempos e extremamente complexo para a grande massa.
Fircavazza C
Fircavazza C

13 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 20 de setembro de 2020
Filme bem acima da média ! Genial , linda fotografia , direção impecável, atores , imperdível ! O filme termina mas não sai de vc .
Lucas A.
Lucas A.

4 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 30 de abril de 2023
6 contos que nos mostram um pouco de como eram as coisas nos anos 1860 a 1890, e também refletir na vida.
Rafael F
Rafael F

1 seguidor 2 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 22 de novembro de 2018
Um dos melhores filmes dos Irmãos Cohen! Muito bem escrito, dirigido, atuado e fotografado. Tem uma trilha sonora que amarra todo o sentimento que reveste o longa. Sente-se claramente, os diretores trabalhando com liberdade e colocando em foco as histórias que hoje já não estão mais em alta com todo o conservadorismo que os filmes de Oeste carregavam. Excelente Filme!
anônimo
Um visitante
4,5
Enviada em 20 de dezembro de 2018
Muito Bom!! Uma narrativa fora do comum, em forma de contos, com seis histórias fascinantes. Algumas com suspense, outras com uma pegada dramática e outras com até uma certa comédia, os irmãos Coen novamente fazem um filme de Western com uma fotografia de tirar o fôlego e um roteiro sensacional.
Viviane M
Viviane M

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 17 de novembro de 2018
Eu gostei muito, e apesar de uma crítica negativa que li em um site, posso afirmar (apesar de eu não ser uma crítica profissional) que o filme cumpre o que propõe sendo contos curtos exatamente como seria em um livro, sem a exigência de ter finais espetaculares, eu amei e recomendo.
Pedro P
Pedro P

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 28 de novembro de 2018
Um ótimo filme, com uma ótima direção de arte e é magnífica a forma como são contadas as histórias, de uma forma descontraída que consegue relativizar absurdos e acontecimentos bizarros
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