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Anderson
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3,0
Enviada em 6 de março de 2023
Jodie Turner-Smith, exuberante, e Daniel Kaluuya, o queridinho de Jordan Peele, personificam um casal negro que, logo depois de um primeiro encontro, são parados por um policial branco por causa de uma bobagem. Ela, intempestiva, e ele, cauteloso, devido a uma abordagem com extremo preconceito por parte do policial, que é morto por ele, tornam-se fugitivos. A diretora Melina Matsoukas, que dirigiu os clipes “Just Dance”, de Lady Gaga, “Losing You”, de Solange Knowles, e “We Found Love”, de Rihanna, não abriu mão dessas experiências e transformou o que poderia ser um filme interessante em um imenso videoclipe. A própria morte do policial, que se pretendia um ato de legítima defesa e acidental, mostra-se como fútil e praticamente intencional. A única foto que registra os dois personagens em sua jornada e a iluminação poderiam pertencer a qualquer videoclipe de algum cantor de RAP. Tudo muito romântico e na maioria das vezes inconsistente poderia, caso fosse desmembrado em morosos episódios, constituir uma série de sucesso. Melina Matsoukas pode continuar se dedicando ao que já fazia.
Queen & Slim: Os Perseguidos é um filme que mistura romance e crítica social, com um foco poderoso na resistência contra o racismo sistêmico. A direção de Melina Matsoukas é visualmente impactante, e as performances de Daniel Kaluuya e Jodie Turner-Smith são excepcionais, dando profundidade aos personagens de Queen e Slim. A cinematografia de Matsoukas, com planos longos e sensoriais, transforma momentos íntimos em declarações de identidade e resistência. No entanto, o filme se perde em alguns desvios narrativos, que diminuem o ritmo e a urgência da história, fazendo com que o romance central se enfraqueça.
Apesar de algumas falhas no desenvolvimento da trama, como a inclusão de cenas de protesto e sexo que, em vez de contribuir, acabam desconcertando, a obra mantém uma mensagem poderosa sobre a luta por liberdade e a importância da autoafirmação. O filme questiona os estereótipos e nos dá uma representação da comunidade negra que é rara no cinema. No entanto, sua tentativa de nuance e equilíbrio de personagens “bons brancos” ou “bons policiais” enfraquece a crítica política que deveria ser mais incisiva. Em sua essência, Queen & Slim é uma busca poética pela liberdade, mas deixa a desejar em sua conclusão, tomando um caminho mais seguro do que seria esperado para uma história tão impactante.
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