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judsbiz
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6 críticas
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3,0
Enviada em 23 de fevereiro de 2024
A imprensa, quando bem paga pelas produtoras, tenta transformar um filme mediano numa obra-prima.
É impressionante como tudo que envolva um assunto já esgotado cinematograficamente, como a temática trágica do Holocausto com seus mais de mil filmes já produzidos, continue tendo apelo publicitário mesmo quando num filme superestimado como esse 'Zona de Interesse'.
O filme é arrastado. Mas, não é nem isso a principal problemática. O assunto, que é sério, muitas vezes retratado com pinceladas fortes de dramaticidade num cenário pavoroso que se passa ao lado do mais famoso campo de concentração, se perde num roteiro enfadonho ao retratar uma crise conjugal de um oficial nazi com sua esposa.
Não foi necessário cenas chocantes envolvendo o holocausto. As imagens e o contraste delas já falam por si só e deixam de forma escancarada a banalização do mal e o horror ocorrido em Auschwitz.
Sutil, perturbador e reflexivo. Jonathan Glazer optou por não retratar visualmente os horrores daquela época, mas os apresentou de forma auditiva, sutil porém inquietante. A atmosfera desempenha um papel crucial nesse filme, proporcionando um marcante contraste entre a vida dos sonhos de um lado e no outro um dos maiores genocídios da história. ‘Zona de Interesse’ não busca fornecer uma lição de história, mas sim nos instiga a refletir: até onde chegamos e para onde estamos indo?
A trilha sonora de Mica Levi é realmente marcante, em relação ao enredo eu esperava que fosse mais dinâmico, porém ainda assim gostei das atuações, fotografia e o trabalho sonoro. Não assistiria novamente, mas valeu o ingresso pelo conteúdo apresentado.
É um filme interessante que expõe a banalidade do mal, lembrando de H. Arendt. Bem lento. Um filme razoável. Não veria novamente, tampouco recomendaria.
A narrativa desse filme é perfeita. Acho que na primeira meia hora ou talvez uma hora senti que estava vendo um dos melhores filmes da história. A sutileza, a agonia que cada detalhe traz, é um filme que recomendo a todos. Sei que virou um termo clichê, mas um 'filme necessário'. E forte, muito forte. Se por um momento, o considero uma obra-prima, quase soa como algo que poderia ser mais curto(mesmo só tendo 1h40) ou lidado de outra forma. Não que eu tenha alguma sugestão, só depois de um tempo perdi o interesse no filme, pois o filme de certa forma 'repetiu' a lógica por um bom tempo, mostrar a vida dessa família ao lado de Auschwitz, apostando nos detalhes para chocar. O final foi impactante também, mas pecou nesse detalhe pra mim, de não conseguir entregar algo a mais baseado no que prometia.
Sutilmente sufocante. Sob uma perspectiva completamente original, vemos um roteiro de qualidade, onde a crítica é implícita e subentendida durante todo o processo. As cenas de fundo dizem tudo.
Não sei por que as pessoas tendem a pensar que "vilões" são loucos, andam de quatro e babam na gravata...
Nada mais longe da verdade, pois eles são gente como a gente, presos em vidas entediantes e medíocres, seres humanos, enfim!
É muita ingenuidade imaginar que assassinos, ladrões, estupradores e ditadores sanguinários têm peso na consciência quando dormem à noite! Isso poderia nos "confortar", mas estes tipos asquerosos têm o sono leve e tranquilo dos anjos, certamente bem mais tranquilo do que o do dito cidadão comum.
Em ZONA DE INTERESSE, o funcionário padrão da alta burocracia, um ser humano igual a qualquer outro, quer apenas cumprir com o seu dever com o máximo de competência possível! E o fato de um desses deveres ser construir crematórios que queimem pessoas indesejáveis mais rápido e com custo menor é só um "detalhe" que não lhe diz respeito.
O que pode incomodar alguns é que em ZONA DE INTERESSE Jonathan Glazer expôs, e creio que com intenção, a banalidade do mal sendo banal. O filme só se permite sair do lugar comum e do tédio em sua primorosa edição de som e sua coragem é justamente essa: mostrar que a rotina e a mediocridade cotidiana dos carrascos e assassinos são idênticas às das autodenominadas "pessoas de bem".
Nestes tempos em que muitos se julgam retos, corretos, justos e íntegros, acima do bem e do mal e seguidores fiéis dos mandamentos de Deus, seja este Deus qual for, este filme não deixa de ser um grande soco na cara das pessoas que se julgam desta forma, porque mesmo estes seres perfeitos podem ter algumas atrocidades incluídas entre suas rotinas diárias.
Obra vencedora de melhor filme estrangeiro do Oscar de 2024, nos mostra como o comandante nazista e sua família lhe dar o dia a dia diante de um campo de concentração com os muros colados em sua casa. O filme não foca nas atrocidades do nazismo, muito menos de guerra, e sim como a família tenta construir em seu lar, um certa tranquilidade diante do terror do holocausto atrás dos seus muros. O filme, não é também uma simples obra sobre o holocausto, mas conta muito sobre como nos reagimos diante das atrocidades do mundo. O que talvez, ao nossos olhares tenha faltando é a lentidão que é mostrado ao decorrer a obra. No mais, é um excelente filme.
Filme Bom, contando sobre as famílias ricas donas de Campos de concentração na 2 guerra, uma história boa , atuação boa, boa fotografia mais em certos pontos fica com um ritmo lento deixando a história monótona.
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