Réquiem para um Sonho
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4,4
1438 notas

100 Críticas do usuário

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anti herói
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3,5
Enviada em 19 de setembro de 2020
Darren Aronofsky migra de Pi para Requiem For a Dream se aproveitando da popularidade do primeiro filme. Ao invés da abordagem individual de apenas um personagem, agora teremos o acompanhamento de quatro, todos feitos com um forte teor crítico e social e não niilista, abstrato e metafórico como feito em Mother!, o trabalho mais recente do diretor. Ao contrário do filme de 2015, onde os personagens são apenas metáforas que giram em torno de si mesmos, Requiem For a Dream tem personagens que fazem parte de um sistema maior do que eles mesmos, onde eles sentem na pele as piores conseqüências que esse mundo pode gerar.

Requiem For a Dream é um filme muito mais fácil de interpretar comparado com outras obras de Aronofsky, como Noé e Fonte da Vida que abordam misticismo, religiosidade e espiritualismo, cuja linguagem poética dos elementos e das ações cria uma barreira entre o telespectador e o real significado desses elementos. Nesse caso, Aronofsky tenta tornar a interpretação do filme algo o mais acessível possível, mas não de forma óbvia e mastigada, mas através do espanto e da perturbação, seja com o objetivo de expor a importância do tema do filme (abuso das drogas), seja como oposição à linguagem metafórica usada no primeiro trabalho.

Darren Aronofsky é conhecido pelo seu ativismo ambientalista, algo que não é escondido em trabalhos como Noé, história da bíblia que já aborda a relação entre Deus, o homem e a natureza, Mother! e The Fountain. Nessas obras, há a preferência aos planos abertos e longos minutos de filmagem para retratar o meio ambiente e todos os seus elementos, em oposição ao plano detalhe com o foco maior no ser humano, onde esse estilo de plano é utilizado para representar a pupila dos olhos dos personagens se contraindo ao usar a droga e ao mostrar a própria substância entrando nas veias. Apenas comparando o tipo de plano utilizado em cada situação, é possível perceber a oposição que existe entre a vida natural no meio ambiente, em contato com a criação de Deus, com a vida urbana na cidade com o consumo de drogas e produtos farmacêuticos.

A crítica a mídia televisiva e a indústria farmacêutica não são apenas postas como oposição ao meio natural, mas como formar de ligação entre as gerações de Harry e Sara, mesmo que ambas estejam distantes. A geração de jovens e adultos, pais e filhos, está distantes uma da outra na sociedade moderna. A única coisa que rompe o isolamento entre pais e filhos, jovens e adultos é o abuso das drogas e dos remédios. Harry pouco visita sua mãe (são poucas as cenas onde ambos estão juntos), Marion tem problemas com os pais e Tyrone tem lembranças curtas e apagadas da própria mãe. O jovem não é mais a figura de transformação da sociedade, que contesta os valores dos pais, avós e da sociedade, de modo geral, mas apenas uma figura solitária que vivencia os mesmo problemas, os mesmos traumas em um mesmo sistema, estando expostas as mesmas conseqüências trágicas.

O indivíduo é um ser sozinho no mundo moderno. Isso é um fato que se estendeu nos últimos anos, mas que no filme de 2000 já era algo previsto, isso por que o sofrimento de cada personagem é contado de forma individual, de forma que, no ápice do tormento psicológico, Harry, Sara, Marion e Tyrone estão em lugares distintos e em situações distintas, mesmo que havendo fatores em comum que ligam a trajetória de cada um. O movimento de câmera transitando entre o ápice de cada personagem de forma ritmado, com uma música tenebrosa de fundo, cria um efeito de perturbação no telespectador que só é possível através da união de cada cena, algo que, se mostrado de forma individual, teria um efeito bem menor.
Homem e tempo são partes de uma coisa única. A transição entre verão, outono e inverno flui em conjunto com a decadência dos personagens, dando a idéia que de o ser humano é fraco e vulnerável aos fatores externos e ao tempo. A simbologia das estações do ano como o ciclo de vida do ser humano remete a uma pequena esperança sabendo que, depois do inverno, vem a primavera, porém a idéia do filme é se encerrar no inverno para acompanhar a obscuridade e o lado sombrio da trama.

O sonho americano, que prometeu qualidade de vida, bons empregos e saúde para os americanos durante o século XX, é tratado do ponto de vista niilista de Darren Aronofsky. A prosperidade dá lugar a falta de estrutura, como foi dito por Sara quando ela estava delirando com a imagem do Tappy zombando de sua casa. A saúde dá lugar ao vício aos remédios, um dos principais pilares da sociedade moderna capitalista, onde o consumo de farmacêuticos para problemas e doenças como depressão e ansiedade é cada vez mais comum. No fim de tudo, o sonho americano não passa de um sonho.
Jameszareth
Jameszareth

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3,0
Enviada em 11 de janeiro de 2023
Não é o tipo de filme que considero "bom" ou "ruim", mas é um filme "necessário". Tem momentos chatos? Sim. Prende a atenção e entretem do início ao fim? Não. Mas não me arrependi de ter assistido. Quando o filme terminou entendi que não podia ter ficado sem assistir Requiem para um sonho. Aliás todo bom cinéfilo deveria assistir. Talvez vc não ache bom, mas é um filme necessário. Pode crer, não será perda de tempo
Igor Durden
Igor Durden

52 seguidores 96 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Um otimo filme!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Sufocante até o final e consegui mostrar perfeitamente o que as drogas faz!!!!!!!!!!!

Não seria as cenas fortes que estragaria esse filme!!!!!!!!


Recomedo
Mafalda White
Mafalda White

7 seguidores 122 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 15 de setembro de 2025
Tem filmes que se tornam queridinhos dos críticos e parece que viraliza. Nada de novo no front. Não fosse pelo conteúdo sexual, poderia ser educativo em escolas. Nada que Christiane F. já não tenha contado em seu livro, com detalhes mais profundos.
Roberto D.
Roberto D.

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3,0
Enviada em 3 de agosto de 2013
História mostra a solidão humana. Filme bem feito.
SR SINCERO
SR SINCERO

3 seguidores 71 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 12 de junho de 2024
Um filme bem fraco eu diria , não é ruim . Muitas cenas +18 desnecessária que quebra a experiência, os últimos 20 minutos é bem perturbado e triste .
Victor Hugo Garcia
Victor Hugo Garcia

1 seguidor 75 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 20 de setembro de 2025
Tecnicamente excelente, trilha sonora muito presente, muitos efeitos de imagem e uma história que não é agradável mas necessária. É um tema que não me prende muito, mas é muito pertinente, o vício. A história mostra de diversas formas como o vício as drogas pode te destruir. Não é um filme fácil de se assistir, é delicado e perturbador, porém, cumpre com sua proposta muito bem. As atuações dos atores e os efeitos de maquiagem estão excelentes, passou uma grande realidade ao meu ver. Dito tudo isso, não é um filme que eu recomendaria pra alguém, a não ser que o mesmo use drogas, serve de conscientização.
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