O filme é baseado em narrativas da extrema esquerda que insiste na mentira que terroristas que queriam implantar uma ditadura de esquerda lutavam por democracia.
Walter Salles consegue transformar a sanguinolência da ditadura militar em um mero drama familiar, pois nele a ditadura é apenas e somente um pano de fundo, e o que importa de fato é a procura da esposa pelo marido desaparecido. No fim não faria muita diferença se Paiva tivesse sido abduzido por extraterrestres porque segundo AINDA ESTOU AQUI tudo daria no mesmo. Não que eu esperasse a contundência suicida de um PRA FRENTE, BRASIL do filme, por exemplo, mas um pouco de coragem para nomear certos bois seria benvinda, mesmo que improvável para um filho de banqueiro bilionário. E como Salles gosta de uma sacarina, já sabíamos de antemão o que iria sair disso, não é mesmo? Tenho certeza de que a Globo, que estava junta e misturada com a ditadura causadora da tragédia retratada, e a Sony só encaparam o projeto por sua lisura escorregadia e contemporizadora, contemporização que parece estar enraizada na cultura desse país! No Brasil as coisas nunca são encaradas de frente e algozes e vítimas sempre têm de acabar abraçados, chorando emocionados e varrendo para debaixo do tapete, com anistia e tudo, a barbárie do passado. O complexo de vira-lata e a cordeirice do brasileiro me irritam demais!
Nota 6 de 10. Talvez o filme nacional mais superestimado dos últimos tempos, e isso é triste pois o viés político se sobressaiu à qualidade do filme. E o que falar da atuação da grande atriz Fernanda Torres? Muito boa, sem dúvidas, mas outrora ela fez papéis melhores e sem o mesmo reconhecimento da tual mídia progressista mundial.
Relutei para tecer uma crítica a este filme, que tem notória e exagerada impulsão da mídia militante para que conquiste algo, e ajude a denunciar ao mundo os horrores cometidos pelos militares. Encorajei-me ao ler o comentário trazido pela Variety, cujo crítico teve a mesma impressão que eu, ou seja, a trama consta de tres partes cuja tonicidade vai decrescendo progressivamente até o final. A primeira parte é de fato instigante, principalmente para aqueles que ainda não têm familiaridade com o caso. Porem, quando o filme passa a tratar do objeto real da obra, ou seja, a vida de Eunice, a sensação de "thriller" acarretada pelo terço inicial se perde ao narrar a saga que, embora edificante, não traz nenhuma emoção, muito menos na última parte que mostra Eunice acometida pela demência. Tecnicamente não há o que falar da direção de Salles, seguro e experiente, assim como a atuação de Fernanda Torres. O roteiro, no entanto, está mais preocupado na ênfase da luta do bem contra o mal, algo difícil de se depreender da história de Rubens Paiva, eivada de mistério, inclusive quanto às causas que levaram a seu destino trágico, uma vez que ao contrário de muitos ativistas da época ele não parecia ser ou constituir alguma ameaça à segurança pública. Mas a excitação que toma conta de certa ala artística e midiática, sedenta por expor as mazelas do regime de então, talvez se frustre pois consta que a expectativa em ver o filme no pódio parece se arrefecer diante de candidatos muito mais potentes, inclusive uma fortíssima Demi Moore a quem nossa atriz não deverá fazer sombra
Claramente mais uma manobra midiatica em favorecer filmes contra a ditadura. A matéria é importante mas o filme é cansativo e fracassou até mesmo no que seria mais fácil: tornar o filme emocionante. Só como um meio de comparação, a série da globo Os dias eram assim aborda o mesmo tema e conseguiu com maestria emocionar os telespectadores mostrando todo o sofrimento e abusos da época. O filme é chato.
Nada demais. Filme raso, não se apega ao roteiro, não narra uma história com clímax. Um documentário da vida de Eunice seria muito mais eficaz em contar a história da vida dela. Enfim... Não indico.
Filme normal a fraco, nada digno de Oscar. Como sempre os filmes brasileiros envolvendo política nas suas histórias, e com isso acabam fugindo da real história e da intenção do filme!
Parece que Ainda Estou Aqui gerou reações mistas, especialmente no que diz respeito ao equilíbrio entre o drama familiar e a representação do contexto histórico.
A atuação de Fernanda Torres foi amplamente elogiada, destacando-se como o ponto alto do filme. No entanto, críticas à superficialidade do roteiro e ao ritmo arrastado da história são recorrentes.
A trama negligencia detalhes essenciais, omitindo aspectos fundamentais da trajetória das personagens, como a circunstância que levou um dos protagonistas a se tornar cadeirante.
Além disso, alguns críticos apontam que o filme evita um exame mais profundo da luta de Eunice Paiva por justiça, tornando sua abordagem excessivamente suavizada.
Ao assistir ao filme, senti falta de mais informações sobre as filhas, especialmente sobre a depressão que Eunice e sua filha enfrentaram após serem presas. Esse aspecto poderia ter sido mais aprofundado para dar maior impacto emocional à narrativa.
Além disso, o som me pareceu desagradável, com certos ruídos – como o barulho dos escapamentos dos carros – excessivamente enaltecidos. A filmagem também me soou estranha, especialmente em algumas cenas.
Ainda estamos muito distantes do padrão dos filmes norte-americanos, tanto na parte técnica quanto na forma como as histórias são contadas.
Ao optar por dar mais ênfase à jornada emocional da protagonista e menos ao impacto político e histórico da ditadura, Walter Salles transformou a violência do regime militar em um mero drama familiar, no qual a busca da esposa pelo marido desaparecido se torna o foco central. Isso pode ter limitado a força da obra para quem esperava um drama mais contundente e informativo.
Além disso, críticas ao ritmo lento e à qualidade técnica sugerem que o filme pode não ter sido tão envolvente quanto poderia. Há cenas que parecem desnecessárias e diálogos que soam fracos e pouco inspirados. No geral, trata-se de uma obra mediana, que entrega uma experiência apenas razoável. (Daniel Bastos)
Em relação aos aspectos técnicos, como som e filmagem, algumas críticas mencionam problemas na qualidade do áudio e no estilo de filmagem. No entanto, essa percepção pode variar entre os espectadores. Pelo que foi comentado, Ainda Estou Aqui se sustenta na atuação brilhante de sua protagonista, mas peca ao não explorar de forma mais profunda o contexto histórico e as consequências da ditadura.
Isso pode torná-lo frustrante para quem busca uma experiência mais densa e impactante.
Acho que ela – Fernanda Torres – deveria ganhar o Oscar, mas não o filme!
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