Ainda Estou Aqui
Média
4,4
1540 notas

361 Críticas do usuário

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236 críticas
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Ita J
Ita J

1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 27 de novembro de 2024
História muito bem contada, atores e produção impecável. Achei que poderia ter focado um pouco mais nas atrocidades que a rataiada fazia com os perseguidos para demonstrar a população que também tivemos nossos "campos de concentração" com milhares de mortes e centenas de desaparecidos que se voltasse contra o regime.
Cleberson Alves de Oliveira
Cleberson Alves de Oliveira

4 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 20 de novembro de 2024
Muito bom !
História interessante e bem contato por todos os envolvidos seja atores, atrizes e diretor.
Parabéns a todos !
Marçal Cavalcanti
Marçal Cavalcanti

2 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 17 de novembro de 2024
A narrativa atrai o expectador, e a história é contada de uma forma realista. Filme importante, especialmente no momento vivido atualmente no Brasil.
Diogo Maroeli Santos
Diogo Maroeli Santos

8 seguidores 168 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 16 de novembro de 2024
Superestimado por ser o filme brasileiro do Oscar. Mas está longe de ser ruim, ele te prende bem e te deixa interessado na história, mas o drama, que foi exaltado por muitos, não me pegou. Ele realmente me deixou triste, mas não chegou a me fazer chorar. Retrata bem a ditadura e o drama das famílias. Uma boa adaptação, só isso.
Taynara Silva
Taynara Silva

1 seguidor 5 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 15 de novembro de 2024
Ainda Estou Aqui tem uma impressionante precisão em recriar a cultura dos anos 70 no Brasil: as roupas, a linguagem, os objetos e a música (MPB). Fernanda Torres encarna com perfeição a elegante e forte Eunice, enquanto Selton Mello traz um calor paternal ao seu papel. A família, inicialmente feliz e unida, vai perdendo o brilho conforme o peso da ditadura se impõe. Na época, qualquer figura pública contrária ao regime era tachada de comunista, e o filme explora muito bem esse clima de paranoia e medo. Leiam minha crítica completa em: https://taycosette.wordpress.com/2024/11/12/ainda-estou-aqui-filme-2024/ ou assistam https://www.youtube.com/watch?v=jU_5QPSMHUE
DUDU SILVA
DUDU SILVA

78 seguidores 335 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 12 de novembro de 2024
Com cenas de tensão e atuações brilhantes de fernanda torres e selton melo. Ainda estou aqui mostra perfeitamente o rio de janeiro nos anos 70 e como foi dificil a epoca da ditadura
Piza
Piza

5 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 12 de novembro de 2024
O filme é uma obra marcante que explora a tristeza e a importância de lembrar um dos períodos mais sombrios de nossa história. Embora muitas obras tratem da Ditadura no Brasil, ainda parece que, como sociedade, "insistimos" em não dar a devida prioridade ou relevância ao tema. Lembro-me do impacto que senti ao visitar o "Museu da Memória e dos Direitos Humanos" em Santiago, no Chile: a forma como o povo chileno se envolve, o número de crianças visitando o espaço e o vasto acervo de material exposto. Isso me levou a questionar por que o tema não recebe o mesmo tratamento em nosso país, mesmo reconhecendo o valioso trabalho realizado pelo Museu da Resistência em São Paulo.

É um filme em duas grandes partes: uma dualidade entre períodos que, infelizmente, não se equilibram. Apesar do merecido e incontestável elogio ao trabalho de Fernanda, destaca-se também a construção feita por Selton de seu personagem, essencial para o desenvolvimento da narrativa, mesmo com tempo menor em cena. No comparativo da obra, achei que os personagens que representam os filhos (tanto na fase infantil quanto na adulta) ficaram um pouco aquém no trabalho de interpretação. Embora isso não comprometa significativamente a narrativa, parece que faltou um pouco mais de profundidade e seleção.

As transições e edições revelam uma narrativa bastante coesa e dinâmica, sem contar o ótimo trabalho de produção de época; inclusive na fotografia do filme, aquele grão todo e o uso de imagens de uma câmera Super8 intercalando as cenas. Chama atenção também a trilha - procure nos streamings e irá encontrar algumas playlists já prontas, é uma ótima curadoria de música do período (que massa foi ouvir "Jimmy, Renda-se", que música boa!).

Filmão que todo brasileiro deveria assistir: para nunca esquecer e, como cantou Gal, estar sempre atento e forte. Assista!
Murilo Henrique De Benevides
Murilo Henrique De Benevides

1 seguidor 29 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 12 de novembro de 2024
Ainda Estou Aqui é um filme que acerta em cheio na ambientação e nas atuações, levando o espectador de volta ao Rio de Janeiro dos anos 70, período de repressão e incertezas. A cenografia é impecável, trazendo um retrato autêntico da época, desde os detalhes dos cenários até o figurino, criando uma atmosfera imersiva e nostálgica.

Fernanda Torres e o elenco trazem uma interpretação intensa e sensível, que evoca empatia e respeito pela história de Eunice Paiva. A representação dos sentimentos de perda e desespero que Eunice vive após o desaparecimento de Rubens é comovente e bem construída, assim como a escolha de "proteger" os filhos da dor e da verdade, o que traz à tona discussões profundas sobre o impacto do silêncio e do luto reprimido na família.

Contudo, o filme deixa a desejar ao tratar os acontecimentos históricos de forma um tanto simplista, sem aprofundar nas complexidades da ditadura e das vidas de quem orbitava em torno de Rubens. Eunice decide esconder a verdade dos filhos, mas o filme poderia ter explorado mais as consequências dessa escolha, mostrando como eles também foram privados do direito ao luto e à busca pela verdade.

Além disso, senti falta de cenas mais impactantes, que nos fizessem refletir intensamente sobre o peso e o horror do contexto político e humano que os personagens viviam. Faltaram também desfechos mais claros para personagens secundários, como os amigos de Rubens e a empregada da casa, cujas histórias ficam em aberto e poderiam ter contribuído para uma visão mais completa da situação.

Ainda Estou Aqui é, sem dúvidas, uma obra poderosa que valoriza a memória e a emoção. No entanto, com um pouco mais de profundidade histórica e cenas mais duras, ele poderia ter se tornado uma reflexão ainda mais marcante sobre a ditadura e os fantasmas do passado.
Roberto P.
Roberto P.

43 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 11 de novembro de 2024
Um belo filme!! Mas não considero uma grande obra prima como a maioria das críticas diz… É um filme potente, importante é que retrata uma época sombria do Brasil!!! Fundamental para os mais jovens entenderem o que foi a ditadura…
NerdCall
NerdCall

60 seguidores 487 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 9 de novembro de 2024
Ainda Estou Aqui é um dos filmes mais marcantes de 2024, trazendo uma poderosa combinação de narrativa, direção e atuações memoráveis que transformam a experiência do espectador. Dirigido por Walter Salles e escrito por Murilo Hauser e Heitor Lorega, o longa explora a complexidade da ditadura no Brasil com uma sutileza que amplifica a sensação de medo e insegurança, fazendo o público mergulhar na atmosfera hostil e imprevisível que os personagens enfrentam.

O roteiro, aliado à direção sensível de Salles, não só retrata o ambiente político opressor da época como também constrói com precisão a intimidade e os laços familiares dos personagens. A escolha de Selton Mello para o papel de Rubens é especialmente assertiva, pois sua atuação carismática e envolvente faz com que seu desaparecimento cause um impacto profundo na narrativa e no público. Com uma presença curta mas marcante, Fernanda Montenegro também consegue transmitir, em poucos minutos e sem falas, uma carga emocional imensa, reforçando a sensação de desespero silencioso que permeia o filme.

Mas o grande destaque fica com Fernanda Torres, que assume o protagonismo de forma impecável, cuja performance conduz a narrativa com intensidade e uma sutileza notável. Sua personagem, Eunice, passa por um sofrimento que vai da resistência interna até o colapso emocional, e Torres captura essas nuances de forma brilhante, sem precisar de exageros. Ela sustenta o filme com uma atuação silenciosa, mas devastadora, onde um simples olhar expressa toda a dor e a coragem de uma mãe em meio ao horror da ditadura.

A escolha de Walter Salles pela sutileza transforma *Ainda Estou Aqui* em uma experiência que transcende a tela, deixando o impacto do filme gravado na memória do público de forma duradoura. Em vez de recorrer a cenas explícitas para retratar os horrores da ditadura, Salles opta por uma abordagem que valoriza o implícito e o não dito, o que coloca o espectador em uma posição ativa. Cada cena é construída de maneira a sugerir as tensões e os perigos da época, deixando espaço para que a imaginação do público preencha as lacunas e amplifique a angústia.

Essa escolha narrativa eleva a profundidade emocional do filme. A sensação de insegurança e opressão permeia a história, mas o terror é apresentado de forma quase invisível, sutilmente nas expressões, silêncios e olhares dos personagens. Esse tratamento sutil e cuidadoso intensifica a experiência, pois o espectador não apenas observa, mas sente a atmosfera sufocante e se conecta intimamente com as emoções dos personagens, em especial com Eunice, vivida por Fernanda Torres.

Ao optar pelo implícito, Salles cria uma obra que reverbera internamente e que permanece conosco muito depois de o filme terminar. Essa sutileza exige que o público explore suas próprias emoções e memória para processar os horrores daquela época, transformando o longa em uma experiência emocional e reflexiva, onde a ausência de respostas concretas gera um impacto psicológico profundo e duradouro.

Ao final, Ainda Estou Aqui se firma como uma das melhores produções brasileiras recentes, com um potencial de destaque em prêmios internacionais, incluindo o Oscar. A força das atuações e a precisão na abordagem dos temas históricos fazem dele um filme memorável, capaz de reverberar por muito tempo após os créditos finais.
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