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fernandosgs_
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19 críticas
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3,5
Enviada em 10 de março de 2025
Acredito que o contexto histórico, para nós brasileiros, seja o que mais instiga nessa filme. É terrível pensar que passamos por algo assim, e que atualmente, ainda existem pessoas que pedem o retorno de tal período. As atuações são afiadas, a história bem contada e a imersão do telespectador bem capturada. Um filme que marcou a história do Brasil sobre um fato que marcou a história do Brasil.
Podemos dizer que Walter Salles é um ótimo diretor, tendo em sua filmografia desde filmes como "Central do Brasil", "Diários de motocicleta" ou até "Abril despedaçado", até tendo errinhos como "Água negra", mas podemos dizer que um quesito desse diretor é sua simplicidade sendo devidamente usada em cada um de suas obras. E não é muito diferente aqui em "Ainda estou aqui" que conta uma história de uma família classe média no Rio de Janeiro vivendo um período de ditadura militar no Brasil, mas o filme não é só isso. Walter Salles usa de uma surpreendente narrativa sendo construída do começo com a família reunida até o ponto chave do filme que desenvolve o climax. Infelizmente, para quem já leu até aqui, devo suavizar que essa parte terá Spoilers, então estejam avisados. spoiler:
Onde o filme começa a se revelar um suspense, começa a partir de uma construção da família feliz no início, até o abalo no meio da história, ao decorrer da história, após a entrada dos homens estranhos na casa que levam o pai da família "Rubens Paiva" para ser interrogado e após o seu sumiço, a mãe "Eunice Paiva" vivida pela Fernanda Torres, ter que se virar sozinha com os filhos, inclusive, a atuação de Fernanda Torres é difícil de descrever, é tão boa, que se divide em múltiplas camadas, ela é um iceberg nesse filme. Esse filme eu o comparo muito com "A vida é bela" de 1997, já que devido ao ambiente hostil com pessoas que não sabem que está acontecendo, ambos a Eunice de "Ainda Estou Aqui" e o Guido de "A vida é bela" tem que amenizar a situação para que nada se degringole, mas enquanto "A vida é bela" se passa na segunda guerra mundial e seu tom é mais cômico e melancólico, em "Ainda Estou Aqui" se passa na ditadura e toma um caminho mais dramático, ao tom dos sentimentos da Eunice ao decorrer dos fatos, e a mudança da passagem de tempo que vai mostrando o sentimento de cada personagem ao seu redor. [Fim do spoiler]. Ainda estou aqui é um filme que o seu foco não é na política em si, mas mostrar algo que realmente aconteceu com a família, sem ideologia e dando um ar de humanização para cada pessoa que aparece nessa história. Um filme tocante e ter a sua devida atenção.
Filme digno e fidedigno a realidade que este propõe a se apresentar. Super recomendo!
E não venham com essa de partido "a" ou "b", o filme trata de uma realidade, nada mais do que uma realidade e simplesmente uma realidade que existiu em algum momento da história do Brasil.
É um filme de tirar o fôlego a quem sabe o que significa a ditadura, é a vida de uma mulher guerreira retratada com grande perfeição. Existem ainda muitas histórias semelhantes por contar no brasil, em Portugal, em Espanha etc.
O filme Ainda Estou Aqui (I’m Still Here, 2010), dirigido por Casey Affleck e estrelado por Joaquin Phoenix, é uma experiência cinematográfica única que desafia os limites entre ficção e realidade. Ele acompanha a suposta queda de Phoenix, um dos atores mais talentosos de sua geração, enquanto ele abandona a atuação para seguir uma carreira no rap. O que começa como um documentário sobre uma transformação artística se torna uma jornada caótica de autodestruição, que escancara os excessos de Hollywood e a maneira como a mídia devora figuras públicas.
A maior força do filme está na entrega brutal de Joaquin Phoenix, que mergulha completamente em sua performance, confundindo o público e a crítica. O nível de comprometimento do ator é impressionante e gera desconforto, pois vemos uma celebridade talentosa se despedaçando diante das câmeras. Mas é exatamente essa visceralidade que torna Ainda Estou Aqui tão poderoso. Ele questiona a relação do público com a fama, a autenticidade no entretenimento e o culto às personalidades midiáticas.
Ao mesmo tempo, o filme também expõe o absurdo e o ridículo da indústria, mostrando como mesmo as piores decisões podem ser acompanhadas por um séquito de bajuladores. A crítica implícita à superficialidade de Hollywood e ao consumo de escândalos pela mídia é afiada e atual.
Embora tenha sido recebido com confusão e até rejeição na época, hoje Ainda Estou Aqui pode ser visto como um experimento social à frente de seu tempo. Sua coragem em borrar a linha entre realidade e ficção, somada à entrega inabalável de Phoenix, faz dele uma obra provocadora e indispensável para quem gosta de narrativas ousadas.
O Filme é bom, mas achei que focaram muito em mostrar ele sendo um bom pai no começo, sem contar que ele foi politico, que ele discursou contra o Governador Ademar, vários pontos que iriam esclarecer os fatos.... a parte em que restou presa poderia ter sido melhor abordada para mostrar o sofrimento de todos que ali estavam presos... assim como todos os problemas sofridos pela familia foram pouco abordados... mas é um dos melhores filmes nacionais recentes...
Esse filme me fez chorar litros, me deixou totalmente abismada com tamanha obra de arte. O filme te deixa totalmente imerso nisso e te faz chorar sem perceber. Eu amei demais, recomendo!
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