Ainda Estou Aqui
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4,4
1538 notas

361 Críticas do usuário

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236 críticas
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Ricardo L.
Ricardo L.

63.294 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 30 de dezembro de 2024
Um dia melhores filmes do ano! Fernanda Torres está magnífica e deverá ser indicada ao Oscar, assim como filme internacional e filme, ainda sendo agraciada em mais indicações como trilha sonora e roteiro! Já entrou na história do cinema nacional.
Nelson J
Nelson J

51.035 seguidores 1.978 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 3 de março de 2025
Uma produção bem cuidada e que nos remete a 1970. Um Rio calmo em que se podia caminhar livremente pelas ruas e praias, em contraposição ao Regime Militar aparentemente sobrecarregado atrás de pessoas e ações consideradas subversivas. O Regime extrapolou, pois as pessoas investigadas não eram levadas para interrogatórios nas delegacias, mas sim "empilhadas" em lugares clandestinos. Intencionalmente, ou não, muitas mortes e desvios. Muito estranho que ao levarem o Rubens, não revistaram a sua casa, que parece a ação mais óbvia. Fernanda Torres em grande forma e ainda com a mãe Fernanda Montenegro, nossa maior figura, participando no mesmo filme. Que presença! Oscar mais do que merecido de melhor filme internacional, mas para Fernanda não deu, pois Mikey Madison foi um arraso em Anora. Orgulho do Brasil cinematográfico.
Adriano Côrtes Santos
Adriano Côrtes Santos

1.008 seguidores 1.229 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 29 de dezembro de 2024
O filme Ainda Estou Aqui de Walter Salles é uma poderosa recriação da experiência de Eunice Paiva, esposa de Rubens Paiva, desaparecido durante a ditadura militar brasileira de 1971. A narrativa começa mostrando uma vida familiar relativamente tranquila, mas rapidamente é devastada pela repressão, quando Rubens é preso e desaparece. O filme se foca na transformação de Eunice, que, ao lidar com o desaparecimento do marido, se torna uma defensora incansável pelos direitos humanos.

A atuação de Fernanda Torres é destacada como sensível e intensa, revelando a dor e a resiliência de uma mãe que tenta manter a normalidade para os filhos enquanto luta pela verdade. A reconstrução do Brasil da década de 1970, especialmente no Rio de Janeiro, é admirável, e a direção de Salles evita os exageros, mantendo um tom realista sem cair na exploração gratuita das cenas de tortura​.

O filme também enfatiza a luta pela memória e justiça, uma vez que a impunidade dos torturadores brasileiros permanece, alimentando um legado de violência ainda visível na política atual​.

A obra vai além de uma simples denúncia histórica, tornando-se um grito de resistência e uma reflexão sobre as feridas que o regime militar deixou, que ainda ressoam na sociedade brasileira contemporânea​.










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Rodrigo Gomes
Rodrigo Gomes

6.171 seguidores 974 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 27 de novembro de 2024
Uau! Precisamos respirar um pouco antes de refletir sobre o tapa na cara que esse filme é. Foi roteirizado de forma sensacional a história dessa família que marcou esse período tão triste. Fernanda Torres está impecável e digna de toda a glória sobre seu trabalho com a personagem, ela transmite tanto, está carregada, mas de maneira delicada e simples. É uma obra prima do nosso cinema e digo, que orgulho de ser nacional. Chega a ser poético. A trilha sonora merece um destaque a parte, literalmente música para nossos ouvidos! Tudo perfeito... caracterização, cenografia, direção... Parabéns!
Daniel Novaes
Daniel Novaes

7.774 seguidores 873 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de janeiro de 2025
Que história, que mulher guerreira, que família bonita... e pensar que o caçula ficou tetraplegico aos 20 anos. Filme gigante, lições nele idem.
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

24 seguidores 896 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 19 de março de 2026
Ainda estou aqui contou com a direção de Walter Salles e roteiro de Murilo Hauser e Heitor Lorega. O filme foi baseado na obra de Marcelo Rubens Paiva, lançado em 2015. Vale lembrar que o filme foi indicado a 3 categorias do oscar de 2025: melhor atriz (Fernanda Torres), melhor filme e melhor filme internacional. Fernanda Torres ainda ganhou o globo de ouro. A trama é ambientada em 1970, quando o Brasil enfrentava os momentos mais críticos e violentos da ditadura militar. Assim, o filme segue a família Rubens Paiva, Rubens (Selton Mello), sua esposa Eunice (Fernanda Torres) e os seus 5 filhos. Um certo dia, Rubens acaba sendo levados pelos militares e desaparece. Eunice busca de todas as formas encontrar o marido vivo ou simplesmente notícias do seu paradeiro. Sem tantos apelos emocionais, a direção segue mostrando os bastidores de uma família que foi marcada pela ditatura. Salles acaba se distanciando demais das teias emocionais, mas entrega uma atmosfera densa por conta do medo imposto pelos militares e o seu regime em si e em certo aspecto melancólico. O filme ganha esse contorno a partir do seu segundo ato, quando o personagem de Selton acaba saindo de cena e Fernanda acaba brilhando mais forte. Algo aqui a ser muito louvado é a qualidade do elenco que entrega um perfeito trabalho com personagens reais. A química de Selton (possui uma incrível semelhança com Rubens) e Fernanda foi algo extraordinário. Por falar na Fernanda, aqui soube tomar para si a dor de forma sutil, com um gesto ou simples olhar. O terceiro ato faz o filme perder o folego, e a ideia de colocar a Fernanda Montenegro no papel de Eunice idosa, se faz jus apenas para a história da dramaturgia brasileira e não para o filme em si. Salles utiliza saltos temporárias para mostrar o principal acontecimento narrativo, e fecha tentando usar o que não usou no filme todo: o lado emotivo, com Eunice já idosa, reunida com toda a sua família. O filme em si tem a sua importância e relevância ao mostrar aspecto de um período político tenebroso no Brasil. Espera-se que inspire outras obras e mostre não apenas o lado da burguesia que sofreu com a ditadura e sim o lado pobre da classe trabalhadora e estudantil.
Kamila A.
Kamila A.

7.941 seguidores 816 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 19 de novembro de 2024
“Ainda Estou Aqui”, filme dirigido por Walter Salles, é uma obra sobre a ditadura militar brasileira, sobre as vítimas desse regime e sobre o impacto da perda dessas pessoas sobre as suas famílias. Porém, acima de tudo, é um longa sobre uma mulher que descobre a sua força em meio ao maior revés que sofreu em vida.

Baseado no livro homônimo escrito por Marcelo Rubens Paiva, “Ainda Estou Aqui” conta a história de Eunice Paiva (Fernanda Torres), que foi alçada ao posto de arrimo de família quando, em 1971, o seu marido, o engenheiro civil e ex-deputado Rubens Paiva (Selton Mello) foi levado de dentro da residência da família para nunca mais retornar.

Chama a atenção durante o filme o fato de que Eunice (ela própria também levada para os porões da ditadura, onde permaneceu por 11 dias) não se vitimiza. Numa época em que as famílias e as pessoas eram obrigadas a se silenciar diante dos acontecimentos, ela tomou a sua dor e a utilizou como força para sua transformação pessoal. Eunice se mudou com a família para uma nova cidade, se formou em Direito aos 48 anos, se tornou uma referência no Direito Indígena e na luta dos familiares das vítimas da ditadura, e conseguiu obter, na justiça, o reconhecimento do destino de seu marido.

A história de Eunice nos é contada pelo diretor Walter Salles num filme repleto de sutilezas. Do contraste entre a alegria do início do longa, com a presença da música, da festa e dos sorrisos; para o vazio do silêncio que se segue após o desaparecimento e assassinato de Rubens Paiva. Discrição essa que é adotada pela família Paiva, que não pode comentar e nem vivenciar seu luto. Eles resistem. A imagem de uma Eunice, já idosa (interpretada por Fernanda Montenegro), serena, presa em seus próprios pensamentos, com um olhar que grita a dor de quem nunca pôde vivenciá-la em público é a imagem que fica em mim e que eu carrego comigo desde que assisti a “Ainda Estou Aqui”.

Dentre as inúmeras funções que o cinema pode desempenhar está a do resgate da memória, por meio das representações que pode fazer. Daí a importância de “Ainda Estou Aqui”. Num paralelo com o título do filme, as Eunices que resistem ainda estão aqui; os Marcelos que revisitam suas próprias histórias ainda estão aqui; aqueles que defendem o indefensável ainda estão aqui; aqueles que fizeram atos crueis e criminosos ainda estão aqui. É preciso lembrar sempre, tocar na ferida. Ao lembrarmos, somos rememorados daquilo que não devemos repetir.
Ravi Oliveira
Ravi Oliveira

24 seguidores 509 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 18 de novembro de 2024
Sinopse:
No início da década de 1970, o Brasil enfrenta o endurecimento da ditadura militar. No Rio de Janeiro, a família Paiva - Rubens, Eunice e seus cinco filhos - vive à beira da praia em uma casa de portas abertas para os amigos. Um dia, Rubens Paiva é levado por militares à paisana e desaparece. Eunice - cuja busca pela verdade sobre o destino de seu marido se estenderia por décadas - é obrigada a se reinventar e traçar um novo futuro para si e seus filhos.

Crítica:
O filme "Ainda Estou Aqui", dirigido por Walter Salles, é uma obra-prima que transcende o simples relato histórico e mergulha nas profundezas humanas da dor, da esperança e da resiliência. Ambientado no Brasil da década de 1970, em meio ao clima opressivo da ditadura militar, a narrativa é centrada na família Paiva, que se vê brutalmente transformada pela ausência trágica de Rubens, interpretado com maestria.

A direção de Salles é magistral; ele consegue capturar a atmosfera de uma época sombria e repleta de incertezas, enquanto nos apresenta personagens profundamente humanos e complexos. A performance de Eunice, interpretada com grande sensibilidade, cria uma conexão emocional intensa com o espectador. Sua busca incansável por respostas e justiça torna-se um símbolo de resistência não apenas para ela, mas para todos os que vivem sob a sombra da opressão. A forma como ela se reinventa e busca um novo futuro para si e seus filhos é uma poderosa afirmação da capacidade humana de adaptação e luta.

Os elementos visuais são deslumbrantes, com a cinematografia de Salles capturando tanto a beleza do Rio de Janeiro como a claustrofobia da repressão. As portas abertas da casa da família Paiva, um símbolo de acolhimento e liberdade, contrastam poderosamente com os horrores que se desenrolam fora de sua visão.

Além disso, a trilha sonora do filme, que entrelaça elementos da cultura brasileira, adiciona uma camada emocional que ressoa com a luta da família e com todo um povo em busca de liberdade. A riqueza dos detalhes narrativos e a universalidade da experiência de perda e superação fazem de "Ainda Estou Aqui" uma obra que não só lembra a história, mas também inspira esperança.

Em resumo, "Ainda Estou Aqui" é uma experiência cinematográfica essencial que nos convida a refletir sobre a memória, a resistência e o amor incondicional. Walter Salles, mais uma vez, demonstra seu talento singular ao contar histórias que ecoam longe após os créditos finais, solidificando ainda mais sua posição como um dos grandes mestres do cinema contemporâneo.
Carlos P.
Carlos P.

266 seguidores 431 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 2 de dezembro de 2024
Brilhante, de se aplaudir de pé. Esse filme é tudo isso que estão falando sim. A atuação da Fernanda Torres é tudo isso também.
O que mais me impacta é que é um filme que nos conecta com o lado emocional o tempo todo, mas sem apelar pra esse lado, é tudo muito "natural".
E o importante é que apesar de ser um filme político, também não apela pra esse lado.
Sobre a história e o roteiro, o que parece um inicio comum acaba fazendo todo sentido, pois acaba sendo uma lembrança de um tempo onde não eram assolados pelos problemas - muitos filmes fazem isso como um flashback, mas Ainda Estou Aqui faz você viver isso, o que é magnífico.
A narrativa é simplesmente perfeita, e você sai do cinema de uma forma que talvez não seja emocionado ou triste, mas impactado com certeza. Obra brilhante.
MAGRAOBL
MAGRAOBL

29 seguidores 402 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 11 de março de 2025
[11/03/2025 Download / Torrent]

Eu queria entender mais de cinema.
Dei o play no filme com uma baita de uma expectativa de ser um puta filme na mesmo qualidade de Tropa de Elite e de Cidade de Deus e confesso que ao terminar o filme achei meio broxante.
Não é um filme ruim, nada disso, mas, com toda repercussão e ter ganhado o Oscar eu esperava muito mais do filme.
Estou triste por não ter gostado o quando eu acho que deveria ter gostado.
Acho que o que me tirou um pouco da imersão, foi a falta de noção da passagem do tempo até eles spoiler: se mudarem para São Paulo
.

Dito tudo isso, é um filme importantíssimo que resgata o passado da nossa história que não deve ser esquecido nunca.
Um passado marcado por uma ditadura militar que matou muitos sem prova, sem julgamento, por simplesmente não concordarem viver abaixo de uma ditadura...
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