Ainda Estou Aqui
Média
4,4
1537 notas

361 Críticas do usuário

5
236 críticas
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Lucas Campos
Lucas Campos

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0,5
Enviada em 7 de janeiro de 2025
Lixo, retrata ficção e não uma realidade.
Muito partidário e mal feito.
Mal gravado, falta qualidade, historia mal construída, desatores com uma atuação horrível, contradiz valores brasileiros!
Ravi Oliveira
Ravi Oliveira

24 seguidores 509 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 18 de novembro de 2024
Sinopse:
No início da década de 1970, o Brasil enfrenta o endurecimento da ditadura militar. No Rio de Janeiro, a família Paiva - Rubens, Eunice e seus cinco filhos - vive à beira da praia em uma casa de portas abertas para os amigos. Um dia, Rubens Paiva é levado por militares à paisana e desaparece. Eunice - cuja busca pela verdade sobre o destino de seu marido se estenderia por décadas - é obrigada a se reinventar e traçar um novo futuro para si e seus filhos.

Crítica:
O filme "Ainda Estou Aqui", dirigido por Walter Salles, é uma obra-prima que transcende o simples relato histórico e mergulha nas profundezas humanas da dor, da esperança e da resiliência. Ambientado no Brasil da década de 1970, em meio ao clima opressivo da ditadura militar, a narrativa é centrada na família Paiva, que se vê brutalmente transformada pela ausência trágica de Rubens, interpretado com maestria.

A direção de Salles é magistral; ele consegue capturar a atmosfera de uma época sombria e repleta de incertezas, enquanto nos apresenta personagens profundamente humanos e complexos. A performance de Eunice, interpretada com grande sensibilidade, cria uma conexão emocional intensa com o espectador. Sua busca incansável por respostas e justiça torna-se um símbolo de resistência não apenas para ela, mas para todos os que vivem sob a sombra da opressão. A forma como ela se reinventa e busca um novo futuro para si e seus filhos é uma poderosa afirmação da capacidade humana de adaptação e luta.

Os elementos visuais são deslumbrantes, com a cinematografia de Salles capturando tanto a beleza do Rio de Janeiro como a claustrofobia da repressão. As portas abertas da casa da família Paiva, um símbolo de acolhimento e liberdade, contrastam poderosamente com os horrores que se desenrolam fora de sua visão.

Além disso, a trilha sonora do filme, que entrelaça elementos da cultura brasileira, adiciona uma camada emocional que ressoa com a luta da família e com todo um povo em busca de liberdade. A riqueza dos detalhes narrativos e a universalidade da experiência de perda e superação fazem de "Ainda Estou Aqui" uma obra que não só lembra a história, mas também inspira esperança.

Em resumo, "Ainda Estou Aqui" é uma experiência cinematográfica essencial que nos convida a refletir sobre a memória, a resistência e o amor incondicional. Walter Salles, mais uma vez, demonstra seu talento singular ao contar histórias que ecoam longe após os créditos finais, solidificando ainda mais sua posição como um dos grandes mestres do cinema contemporâneo.
Diogo Maroeli Santos
Diogo Maroeli Santos

8 seguidores 168 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 16 de novembro de 2024
Superestimado por ser o filme brasileiro do Oscar. Mas está longe de ser ruim, ele te prende bem e te deixa interessado na história, mas o drama, que foi exaltado por muitos, não me pegou. Ele realmente me deixou triste, mas não chegou a me fazer chorar. Retrata bem a ditadura e o drama das famílias. Uma boa adaptação, só isso.
Ester Pereira
Ester Pereira

2 seguidores 15 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 28 de dezembro de 2024
Assisti o filme, amei e me emocionei muito. O filme te prende do início ao fim, as atuações são muito boas. Estou torcendo pra Fernanda Montenegro ganhar o Oscar de melhor atriz ano que vem.
Auria M.
Auria M.

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 2 de janeiro de 2025
Um dos melhores filmes que vi nos últimos anos, é para aqueles que ainda sentem saudades do tempo da ditadura, espero que entendam que o que houve em nosso país foi trágico. Eu senti tudo ao mesmo tempo, raiva e amor, e como vi no cinema do shopping tive que dar um tempo na saída para não chorar. Os atores e direção do Walter Salles, impecáveis.
Nosso cinema com esse filme ganhou 5 estrelas.
Kamila A.
Kamila A.

7.941 seguidores 816 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 19 de novembro de 2024
“Ainda Estou Aqui”, filme dirigido por Walter Salles, é uma obra sobre a ditadura militar brasileira, sobre as vítimas desse regime e sobre o impacto da perda dessas pessoas sobre as suas famílias. Porém, acima de tudo, é um longa sobre uma mulher que descobre a sua força em meio ao maior revés que sofreu em vida.

Baseado no livro homônimo escrito por Marcelo Rubens Paiva, “Ainda Estou Aqui” conta a história de Eunice Paiva (Fernanda Torres), que foi alçada ao posto de arrimo de família quando, em 1971, o seu marido, o engenheiro civil e ex-deputado Rubens Paiva (Selton Mello) foi levado de dentro da residência da família para nunca mais retornar.

Chama a atenção durante o filme o fato de que Eunice (ela própria também levada para os porões da ditadura, onde permaneceu por 11 dias) não se vitimiza. Numa época em que as famílias e as pessoas eram obrigadas a se silenciar diante dos acontecimentos, ela tomou a sua dor e a utilizou como força para sua transformação pessoal. Eunice se mudou com a família para uma nova cidade, se formou em Direito aos 48 anos, se tornou uma referência no Direito Indígena e na luta dos familiares das vítimas da ditadura, e conseguiu obter, na justiça, o reconhecimento do destino de seu marido.

A história de Eunice nos é contada pelo diretor Walter Salles num filme repleto de sutilezas. Do contraste entre a alegria do início do longa, com a presença da música, da festa e dos sorrisos; para o vazio do silêncio que se segue após o desaparecimento e assassinato de Rubens Paiva. Discrição essa que é adotada pela família Paiva, que não pode comentar e nem vivenciar seu luto. Eles resistem. A imagem de uma Eunice, já idosa (interpretada por Fernanda Montenegro), serena, presa em seus próprios pensamentos, com um olhar que grita a dor de quem nunca pôde vivenciá-la em público é a imagem que fica em mim e que eu carrego comigo desde que assisti a “Ainda Estou Aqui”.

Dentre as inúmeras funções que o cinema pode desempenhar está a do resgate da memória, por meio das representações que pode fazer. Daí a importância de “Ainda Estou Aqui”. Num paralelo com o título do filme, as Eunices que resistem ainda estão aqui; os Marcelos que revisitam suas próprias histórias ainda estão aqui; aqueles que defendem o indefensável ainda estão aqui; aqueles que fizeram atos crueis e criminosos ainda estão aqui. É preciso lembrar sempre, tocar na ferida. Ao lembrarmos, somos rememorados daquilo que não devemos repetir.
Mayara Borges
Mayara Borges

2 seguidores 29 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 4 de janeiro de 2025
Acredito que quem não gostou foi só porque não acredita nas coisas que aconteceram durante o período da ditadura, porque não encontrei nenhum defeito nesse filme. Atores excelentes, fotografia perfeita, tudo de acordo com a época (anos 70)... Merece mesmo o Oscar! 
Adriano Souto
Adriano Souto

1 crítica Seguir usuário

2,0
Enviada em 12 de fevereiro de 2025
Nada demais. Filme raso, não se apega ao roteiro, não narra uma história com clímax. Um documentário da vida de Eunice seria muito mais eficaz em contar a história da vida dela. Enfim... Não indico.
Bruno G
Bruno G

1 crítica Seguir usuário

1,0
Enviada em 12 de novembro de 2024
Qualidade de filme brasileiro, sem roteiro, atuação da patrogonista muito abaixo do que foi anunciado.
Nelson J
Nelson J

51.035 seguidores 1.978 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 3 de março de 2025
Uma produção bem cuidada e que nos remete a 1970. Um Rio calmo em que se podia caminhar livremente pelas ruas e praias, em contraposição ao Regime Militar aparentemente sobrecarregado atrás de pessoas e ações consideradas subversivas. O Regime extrapolou, pois as pessoas investigadas não eram levadas para interrogatórios nas delegacias, mas sim "empilhadas" em lugares clandestinos. Intencionalmente, ou não, muitas mortes e desvios. Muito estranho que ao levarem o Rubens, não revistaram a sua casa, que parece a ação mais óbvia. Fernanda Torres em grande forma e ainda com a mãe Fernanda Montenegro, nossa maior figura, participando no mesmo filme. Que presença! Oscar mais do que merecido de melhor filme internacional, mas para Fernanda não deu, pois Mikey Madison foi um arraso em Anora. Orgulho do Brasil cinematográfico.
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