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Um visitante
4,0
Enviada em 4 de março de 2020
A definição da expressão ''filme difícil''...Definitivamente, não é pra todo mundo. Mas com um pouco de paciência e mente aberta para reflexão, você até que pode tirar algo positivo da experiência. Embora se passe majoritariamente na Suécia, o longa de Ari Aster carrega fortemente o fatalismo cruel arraigado na sociedade americana em sua abordagem do trauma. As perdas humanas, o abandono emocional, ilusão, desilusões, etc...Midsommar pode ser lido como uma alegoria aos relacionamentos destrutivos, a irônica solidão da vida conjunta e as coisas que nos afundam emocionalmente. Aster em seu segundo longa já se mostra um jovem talento muito interessante, com domínio técnico e narrativo de seu projeto, mérito da A24, dando liberdade criativa para realizadores autorais, investindo em filmes desafiadores. Não há nenhum outro longa recente com tamanha atmosfera nauseante e emocionalmente desolador como este. Meticulosamente filmado e com um clima constante de inquietação, qualidades em um suspense que podem também ser suas maiores fraquezas. É um filme feito para dividir : Imagens grotescas por vezes postas para simples valor de choque, personagens tateantes, perspectiva cênica insistentemente incômoda, estrutura maçante, seita pagã perturbadora...Enfim, é aquele caso de tentar deixar o público o mais desconfortável possível com a experiência, porque quanto mais você está fisicamente incomodado com o que vê, mais as ambíguas mensagens do longa te intrigam. E bota ambíguas nisso, porque o filme não faz a menor questão de explicar nada, e esse é o seu maior diferencial de outros longas de suspense com a mesma temática, qualidade que revigora mas também aliena o público, pois a maior parte das pessoas vai assistir este longa achando ser mais um terror de jump-scares, mais um filminho de terror acéfalo com sustinhos toscos, o subtítulo nacional também ajuda a desinformação. O elenco inteiro está ótimo, apesar de eu só ter me importado com a protagonista, vivida pela cada vez melhor Florence Pugh, que tira leite de pedra do roteiro ao deixar uma personagem irritantemente passiva bem empática e de fácil identificação. Jack Raynor não tem muito o que fazer além do ''namorado preso na relação que não está mais nem aí pra namorada'', mas ele é um bom ator e entrega o que é exigido. Will Poulter faz o papel do amigo idiota pra alívio cômico, e faz bem embora seu personagem pareça deslocado demais dos outros. Midsommar é um suspense psicológico que será discutido, apreciado, odiado, e divisivo por muito tempo exatamente como foi feito para ser. Eu achei um filme maravilhosamente bem produzido e interpretado com certos erros de cálculo que o impedem de ser exatamente memorável. Em geral, o saldo é positivo. NOTA : 7.5 / 10
Talvez o único grande defeito do filme esteja no péssimo título dado a ele no Brasil, tanto pela distorção do espírito do filme (não há maldade nos atos, ainda que violentos) quanto por fazer a audiência esperar algo que ele não pretende entregar.
É um filme tenso, lento, graficamente violento e extremamente recompensador para quem mantiver uma mente aberta. Esqueça o "MAL" do título e deixe-se levar por uma viagem hippie-psicodélica com algum sangue e bastante tensão.
Eu e minha esposa assistimo ao filme... ESPETACULAR! Saímos da sessão super reflexivos. sobre tudo o como a protagonista era tratada pelo namorado e seus amigos e como a sua superação acontece ao mesmo passo que ela inicia um relacionamento com os participantes do culto. É como se a relação dela com todos do antigo grupo, do qual o namorado faz parte a impedisse de ser quem ela realmente era. Achamos isto extremamente alegórico. E de cara relacionamos a representação feminina na sociedade cristã que vivemos que desfavorece a mulher e a destrata em diversos aspectos. Em alguma culturas pagãs, a mulher é responsáveis pela origem da vida e por isso são cultuadas, o que acontece com a protagonista no filme.
Está certo que representar os sentimentos pulsantes de uma jovem no estado em que estava a protagonista, pode ser excitante, mas a técnica e o excesso de simbolismo falam muito mais alto do que o miolo da história. É, sem dúvidas, uma experiência interessante por ser uma proposta diferente, mas não tão envolvente e satisfatório quanto deveria.
Excelente. É um filme que te faz pensar bastante eu tive que pesquisar para entender algumas mensagens. Certamente Midsommar é ouro em comparação a média de filmes nesse mesmo gênero. Não posso deixar de mencionar a estética desse filme que é certamente uma das mais lindas que eu já vi!
Mais um filmão de Ari Aster e do estúdio A24, um pouco abaixo de Hereditário, mas Midsommar consegue nos prender do início ao fim, numa trama estranha e que ganha força a medida que avança. As atuações são ótimas também. Ótimo filme.
As tomadas sai espetaculares, muita tensão do começo ao fim do filme, melhor de 2019 na minha opinião. Muito insano, para quem gosta do genero eh imperdível este filme.
Filme do diretor em acessão Ari Áster, que tem em Hereditário seu único filme e que já lhe rendeu bons frutos o colocando no mapa de diretores promissores. Aqui temos uma história com a pegada um tanto que exótica, levando o público a refletir e criar possibilidades e isso eleva bem esse roteiro duro e eficaz. Muito bom
Remete aos clássicos filmes de terror/suspense nos quais a aflição do telespectador se dava pela música, cortes de cena, enredo, atores e não apenas pelas opções gráficas. O filme não é original, mas está longe de ser um clichê. Vale a pena assisti-lo.
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