Aves de Rapina - Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa
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3,3
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164 Críticas do usuário

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Adam William
Adam William

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4,0
Enviada em 22 de março de 2020
Algum personagem do cinema já apontou que a loucura é como a gravidade, bastando apenas um empurrãozinho. No caso de Harley Quinn (Margot Robbie), pode-se dizer que a frase foi literal: após se apaixonar pelo Coringa, o vilão a joga nos mesmos produtos químicos que o transformaram no palhaço-do-crime que conhecemos. E isso basta para que o público entenda a origem da personagem, ao menos na opinião dela própria, responsável por contextualizar sua história através de uma simpática animação que abre Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa (Birds of Prey: and the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn).

Pode parecer estranho, mas o fato é que a diretora Cathy Yan faz de Aves de Rapina uma viagem pelo caos orquestrado que é a mente da protagonista. Através de uma montagem esperta que permite que o filme trafegue entre vários estilos diferentes entre si, o público embarca na história de Harley logo após seu término com o palhaço-do-crime. Quando a notícia se espalha por Gotham, todos que a garota já havia irritado acabam surgindo para se vingar, incluindo Roman Sionis (Ewan McGregor) – também conhecido como Máscara Negra –, um dos chefões do crime na cidade. A partir dessa premissa, as outras personagens vão sendo agregadas à trama conforme seus caminhos se cruzam com o dela enquanto ela busca uma forma de se livrar de Roman.

Por sua vez a dupla Robbie e McGregor roubam a cena, com a protagonista entregando uma performance magistral – impossível imaginar outra atriz no papel – equilibrando o carisma, a loucura e a meiguice de Harley. Já McGregor constrói um Máscara Negra afetado, com uma insanidade à flor da pele que nunca vem à tona verdadeiramente, causando tensão por sua simples imprevisibilidade, mas não destoando de seu personagem – Roman Sionis nunca lembra o Coringa, por exemplo, pois sua loucura é diferente. Fora a dupla, Jurnee Smollett-Bell é quem mais se destaca como Dinah Lance/Canário Negro. A atriz é das poucas que tem a chance de aprofundar mais sua atuação ao explorar conflitos internos da personagem, além de ter momentos ao lado de Robbie e de McGregor que lhe permite explorar facetas diferentes de Dinah, ora vulnerável, ora obstinada.

Ao permitir-se manter simples, a roteirista Christina Hodson faz com que sua obra ganhe ritmo e coesão através de outro elemento: suas personagens. A união de Harley com Cassandra Cain (Ella Jay Basco), Dinah Lance (Jurnee Smollett-Bell), Helena (Mary Elizabeth Winstead) e Renée Montoya (Rosie Perez) ocorre de forma gradual e orgânica, sem a necessidade de um personagem extra para justificar a união – como um Nick Fury de Samuel L. Jackson nos filmes da Marvel –, mas sim através uma sequência funcional de acontecimentos. Com Roman – e seu exército masculino de lacaios – sendo uma ameaça constante, representando perfeitamente uma sociedade predatória com as mulheres, não se faz necessário diálogos para que o público entenda que a única forma desse grupo sobreviver é se unindo.


Ao mesmo tempo, Hodson também tem liberdade para trabalhar assuntos mais sérios através de um inteligente subtexto no roteiro. Temas como assédio, relacionamentos abusivos – não necessariamente amorosos – e estupro, por exemplo, surgem de diversas formas ao longo da trama, por vezes de forma implícita, mas nem por isso pouco desconfortáveis. A cena em que Harley alucina com um número musical como Marilyn Monroe demonstra como funciona a mente da garota ante aos abusos psicológicos sofridos, que servem como um gatilho para que ela siga alucinando. São sequências como essa que realçam as sombras do mundo colorido que a protagonista vive – ou aparenta viver. A sutileza do roteiro ao retratar esses temas aproxima o espectador que está disposto a absorver esse subtexto, mas não afasta quem busca apenas o entretenimento de um filme de ação baseado em quadrinhos.

Tal característica é um dos pontos altos de Aves de Rapina, pois mostra como Cathy Yan e Christina Hodson compreenderam o material que tinham em mãos. Desde sua origem, Harley é uma personagem cujas histórias são um prato cheio para abordar temas como esses – seu relacionamento com o Coringa, afinal, é abusivo por natureza – e o modo como o fazem no filme não apenas funciona como narrativa, mas é louvável para os cinemas, pois atesta que a Warner/DC está disposta a trazer obras com tons diferentes do “sombrio realista“, mesmo com o imprevisível sucesso de Coringa. Sem tentar reinventar-se, Aves de Rapina acaba por se tornar ainda mais maduro que a obra de Todd Phillips, ao trazer para si uma relevância – através dos temas propostos – sem abrir mão do que é, ou seja, uma genuína adaptação dos quadrinhos.


Outro aspecto de Aves que contribui para a sensação de assistir a um quadrinho são as sequências de ação, como a cena da prisão ou o confronto com a gangue do Máscara Negra. Diversificadas entre si, tais momentos são pontos altos da obra e soam retirados diretamente das páginas. Por sua vez, o filme encontra sua vertente mais quadrinesca justamente em seu clímax, onde temos a consolidação do grupo de fato. É esta sequência também que evidencia o ótimo trabalho de Chad Stalhelski (diretor da trilogia John Wick) – como coordenador das cenas de ação – e de design de produção da trinca K.K. Barrett, Rich Romig e Julien Pougnier, responsáveis por criar um cenário digno para a luta final. Juntos à direção de Cathy Yan, a equipe constrói lutas realmente divertidas e bem filmadas, com uma ação complexa – são três ou mais personagens lutando ao mesmo tempo –, mas que não fica confusa de acompanhar, além de pontuadas pela ótima química entre as garotas.

Momentos que surgem desse entrosamento – como a cena do elástico durante o clímax – são os que mostram o tamanho acerto que é Aves de Rapina para um público que, majoritariamente, não teria como se encontrar nesse subgênero. Isso porque, para os meninos que leem quadrinhos, é fácil se identificar e escolher seu personagem favorito em qualquer um dos inúmeros Batmans ou Homem-Aranhas, mas o cinema de super-heróis (e os próprios quadrinhos de super-heróis, até pouco tempo atrás) nunca olhou com muito carinho para o público feminino. Talvez por questões mercadológicas, as personagens femininas sempre foram relegadas ao papel de coadjuvantes/namoradas dos personagens principais. Felizmente, há uma mudança visível no status quo do entretenimento, que percebeu que boas histórias serão bem aceitas pelo público feminino, principalmente quando personagens como Harley Quinn, Mulher-Maravilha e tantas outras são bem escritas, sem necessidade de apelar pelo viés sexual – a diferença do figurino da Harley aqui e em Esquadrão Suicida é evidente – e apresentando para uma geração de garotas personagens com as quais elas possam se identificar.

Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa é uma resposta à altura para um subgênero que constantemente flerta com a saturação. Uma resposta cheia de cores, luzes e glitter, com personagens cativantes e que entrega um bom entretenimento sem deixar de tocar em pautas relevantes. Ao respeitar as origens de sua protagonista, Cathy Yan e Margot Robbie – que além de protagonizar, produz a obra – criam um filme com protagonistas possíveis, que não precisam de super-heróis ou super-poderes, pois são suficientes para se salvarem ao final. Protagonistas que uma nova geração de espectadores e leitores pode se apegar. Tudo isso sem precisar reinventar a roda, apenas optando por uma perspectiva um pouco menos comum. Digno de uma Harley Quinn.
Hériton S
Hériton S

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0,5
Enviada em 20 de março de 2020
Forçado demais a mensagem que tenta passar, faltou história, conseguiu ser pior que o esquadrão suicida
rosineide jorge
rosineide jorge

1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 18 de março de 2020
Por mais que o filme tenha uma linha cronológica diferente de outros filmes (e até difícil de entender), o filme é muito bom, garante muitos momentos engraçados e cenas incriveis de ação. A Margot Robbie fez um trabalho incrível como Arlequina conseguindo se destacar das demas personagens. Só não coloquei todas as estrelas pelo titulo que não tem muito a ver com o filme.
Paul Simon
Paul Simon

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0,5
Enviada em 14 de março de 2020
Um dos piores filmes da minha vida. Desprezível sob todos os aspectos. Muito fraco. A história cheia de clichês em torno de uma personagem irrelevante. Que tem vínculo com o principal vilão da DC. E isso incomoda as mulheres homossexuais. O filme é basicamente para agradar lésbicas. É um filme chato.
Breno Rossini C.
Breno Rossini C.

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5,0
Enviada em 13 de março de 2020
Cara eu vi muito depois do lançamento e ri demais, filme divertido e bem diferenciado dos outros filmes de heróis, eu assistiria de novo, adorei e recomendo caso queira ver algo engraçado e descontraído, lembra uma vibe meio shazam e deadpool.
Tirando isso eu adorei a forma que as personagens são introduzidas na história e as atuações e cenas de ação estão massa
Sidney
Sidney

5 seguidores 30 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 12 de março de 2020
"Aves De Rapina" é um filme que,na falta de uma expressão melhor,é simplesmente menos legal do que se esperava.
É como se o fã fosse esperando um "BOOM!" e ao final da projeção se desse conta que assistiu apenas um "POP!".
Mas é graças a Margot Robbie, encantadora, talentosa, dona de um carisma gigante e simpatia infinita que o filme é perfeitamente apreciável e divertido,embora exagere na violência e estruturalmente não seja nada que não vimos antes.
Mas,tudo vale a pena quando se tem a oportunidade de ter ao alcance de nossos olhos por 110 minutos essa arrebatadora estrela e força da natureza que é a sra. Robbie.
Thales Von Arnt
Thales Von Arnt

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3,0
Enviada em 17 de maio de 2020
O filme é bom. Não espere nem uma obra de arte, longe disso.
A DC poderia ter usado um pouco melhor a história em quadrinhos das Aves de Rapina entretanto foi uma boa releitura, com personagens carismáticos e bem engraçados, com certeza você irá dar boas risadas.
Em relação a trama do filme, não deixa a desejar em nenhum momento, foi uma história bem montada com início, meio e fim em ritmos sincronizados o que acaba te prendendo bastante a atenção. Poderia ser um pouco melhor em minha opinião, mas com certeza valeu o ingresso.
Fabricio W.
Fabricio W.

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2,0
Enviada em 9 de março de 2020
O que posso dizer é que o filme deixou muito a desejar. Algumas cenas de luta são extremamente infantilizadas, lembrando bastante aquele seriado do Batman da década de 60, quando a "dupla dinâmica" enfrentava dezenas de inimigos, todos eles de "mãos limpas" ou armados apenas com porretes e coisas do tipo. Só faltaram os sons onomatopeicos surgindo na tela ("Bam!!!", Poww!!!, Crash!!!). Por fim, não pude deixar de notar que a protagonista trocou seu shortinho sexy de "Esquadrão Suicida" por algo bastante folgado, parecendo muitas vezes estar usando uma fralda geriátrica por baixo.
Breno Antonio Antonio
Breno Antonio Antonio

4 seguidores 9 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 8 de março de 2020
Filme péssimo, as personagens não são bem desenvolvidas a história é boba e chata, a personagem Harley Quinn era ser louca tipo Melaine Martinez, mas em vez disso ficou boba que nem uma criança de 5 anos que assisti Luccas Neto, spoiler:
pega o vilão Máscara Negra e transformarão ele em Lgbt só porque o filme é feminista, ridiculo, o Victor Zsaaz outro vilão do filme não é fiel aos quadrinhos, fico triste pois quase nenhuma versão dele foi fiel mostrando um serial killer nilista e doente que mata as vitimas e se corta, a unica versão dele que eu gostei foi da série Gotham, fico mais triste porque a Dc tava indo bem com seus últimos filmes Coringa, Shazam, Aquaman e Mulher Maravilha e se rebaixa a esse.
Lucas E
Lucas E

3 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 7 de março de 2020
Um filme sem nada que contar, história ruim, atrizes ruins, uma exageração do feminismo. Não precisava tanto. Teriam que regressar o dinheiro a todas as pessoas que pagaram para assistir no cinema.
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