Não recomendado para menos de 12 anos
Um acompanhamento preciso dos casos de homicídios cometidos pela Polícia Militar do Rio de Janeiro classificados como "autos de resistência", isto é, legítima defesa. Durante a tramitação dessas ocorrências na justiça, fica evidente o padrão de imprudência da corporação em relação à elas: investigações esdrúxulas e perícias defeituosas, nas quais 98% dos inquéritos são arquivados.
4,5
Ótimo
Auto de Resistência
O massacre da justiça
por Bruno Carmelo
O noticiário sensacionalista popularizou o imaginário dos confrontos armados nas favelas como algo indispensável ao estabelecimento da ordem. “Após intensa troca de tiros, policiais matam três traficantes na favela da Maré”, “Criminosos são detidos por forças policias em Manguinhos” e manchetes semelhantes sugerem a existência de duas forças opostas, uma da legalidade, outra da ilegalidade, enfrentando-se de igual para igual nos bairros pobres das grandes cidades - porque bairros ricos jamais vivem as mesmas circunstâncias.Este documentário sugere que a imagem de bandidos armados diante de policiais armados é, em muitos casos, falsa. Pior do que isso, ela leva à criação de uma cultura de depreciação da juventude negra favelada, considerada suspeita até que se prove o contrário. Em Auto de Resistência, os diretores Natasha Neri e Lula Carvalho se debruçam sobre diversos casos em que joven
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6 Notícias e Matérias Especiais
Obra maravilhosa, forte, necessária e extremamente atual.
Todo mundo que morre na favela (em decorrência de operação policial), a sociedade logo acha que a pessoa é envolvida com o crime, e é esse pensamento que a polícia reproduz no seu dia a dia.
Todo mundo que morre na favela (em decorrência de operação policial), a sociedade logo acha que a pessoa é envolvida com o crime, e é esse pensamento que a polícia reproduz no seu dia a dia.
Obra extremamente necessária nos tempos políticos contemporâneos, revelando imensa sensibilidade e grande capacidade de revelar os detalhes mais minuciosos da ação policial cotidiana no Rio de Janeiro e do genocídio promovido pelo estado.
Melhor documentário de 2018. Toda pessoa que defende a matança de inocentes pela polícia e corre pra compartilhar fotos falsas de bandidos genéricos dizendo que era a vítima deveria assistir esse filme é se colocar no lugar dessas famílias que perdem seus entes de forma brutal por agentes do Estado que deveriam os proteger a ainda assistem gente nefasta caluniando quem não está mais aqui pra se defender. Pra família é um duplo ...
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Além de um excelente documentário, é uma obra necessária para nossos tempos de violência e barbárie.
É Tudo Verdade
A obra faz parte da seleção oficial do Festival É Tudo Verdade (2018).
Nacionalidade
Brasil
Distribuidor
ArtHouse
Ano de produção
2018
Tipo de filme
longa-metragem
Curiosidades
1 curiosidade
Orçamento
-
Idiomas
Português
Formato de produção
-
Cor
Colorido
Formato de áudio
-
Formato de projeção
-
Número Visa
-