Red: Crescer É uma Fera
Média
4,1
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22 Críticas do usuário

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Phelipe A.
Phelipe A.

63 seguidores 135 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 12 de maio de 2022
A Disney/Pixar nos presenteou com sua nova produção Red: Crescer é uma Fera (Turning Red), uma animação delicada e muito divertida que conversa diretamente com as meninas mostrando o conturbado período da puberdade e que todos seus medos podem ser superados com laços de amizade e familiares.

Em Red: Crescer É uma Fera, a adolescente Meilin “Mei” Lee se transforma em um grande panda vermelho, em uma ótima representação de todas as mudanças e transformações no corpo e mente de uma garota de 13 anos. Uma premissa muito parecida com outras animações famosas onde somos apresentados a mudanças dos personagens com animais antropomorfizados. Dessa vez o estúdio consegue nos entregar uma historia agradável e muito atemporal, com uma protagonista carismática e baseada em animações asiáticas representando a cultura de forma respeitosa.

O longa aborda o amadurecimento de Meilin mostrando suas dificuldades emocionais e o doloroso processo de transição para a vida adulta enquanto a menina precisa lidar com suas inseguranças enquanto está dividida entre os afazeres com sua mãe, em honrar as tradições familiares e superproteção materna, além de todas suas vontades de jovem adolescente que quer sair e ver sua “Boy Band” favorita (inspirada em bandas como Backstreet Boys, N’SYNC) junto com suas melhores amigas.
A animação se passa no início dos anos 2000 e muito da cultura pop da época é retratada, trazendo a nostalgia que os mais velhos adoram, enquanto consegue tratar temas infantis com delicadeza e muito humor asiático.

Uma animação bastante representativa e muito bem dirigida Domee Shi e produzida por sua equipe formada somente por mulheres, Red: Crescer é uma Fera vale ser assistido com a família toda, pois consegue nos fazer rir, chorar e ficar torcendo para que tudo de certo no final, sem forçar a barra como estava acontecendo nas ultimas animações do estúdio.
Gabriel Amorim
Gabriel Amorim

2 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 14 de março de 2022
Adotando uma nova técnica de animação com traços arredondados, somados de tons pastéis e uma dose de nostalgia para aqueles que vivenciaram os anos 2000, 'Red: Crescer é uma Fera' apresenta uma história com muito coração e encara, de forma fiel, temas presentes na fase da adolescência, como puberdade e menstruação.
FERNANDA LAIANE
FERNANDA LAIANE

9 seguidores 117 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 13 de junho de 2023
Eu amei esse filme, sei exatamente o que a personagem sentiu. Amei cada detalhe de tudoo. Filme infantil nunca decepciona (a maioria)
Luiz Felipe Spuldaro
Luiz Felipe Spuldaro

1 seguidor 8 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 12 de março de 2022
um filme bem legalzinho, com uma percepção da vida real muito boa mas é japones até dms. a parte final é a mais legal
Eduardo Viana
Eduardo Viana

1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 3 de maio de 2022
Tenha cuidado, honrar seus pais parece ótimo, mas se você for longe demais, pode esquecer de honrar a si mesmo. A diretora Domee Shi, vencedora do Oscar com o curta-metragem Bao, juntamente com a Walt Disney Pictures/Pixar, conseguiu - mais uma vez - debater sobre assuntos profundos em filmes de animação. Red: Crescer é uma Fera, ou simplesmente Turning Red, é um filme extremamente sensível, transcorrendo acerca de temas, como puberdade, pressão familiar e relacionamentos com cuidado e responsabilidade. A animação é uma convergência de pontos positivos dessa equipe, pois a experiência da diretora - que abraça assuntos delicados com sutileza - com, principalmente, a impecável capacidade de produção do estúdio, consegue criar um ambiente potencializador para mais discussões e divertido de assistir.

Red: Crescer é uma Fera retrata a história de Mei Lee, uma menina de 13 anos que precisa lidar com a pressão constante de sua mãe, Ming, cobrando-se excessivamente acerca de assuntos relacionados à escola e relacionamentos. Contudo, essa exacerbada rotina fica mais complicada quando uma maldição familiar recai sobre ela, transformando-a em um panda-vermelho-gigante todas as vezes que sente emoções fortes (positivas e/ou negativas). A animação desenrola desde pequenas particularidades da infância e adolescência, explorando as questões românticas e de interações sociais com leveza e comicidade, até as angústias mais ponderadas na fase adulta, como as questões de auto-cobrança, efeitos de relacionamentos parentais tóxicos e impactos do seu “monstro” interior.

O longa-metragem tem duração de 1h40m e pode ser consumido nas plataformas de streaming: Amazon Prime, Disney+, Apple Tv e Vudu. Vale ressaltar que a animação alcançou 94% de aprovação no “Rotten Tomatoes” - site formado por especialistas em filmes -, superando outras obras da Disney/Pixar lançadas recentemente, como: “Luca” (91%) e “Ron’s Gone Wrong” (80%).

Saúde mental e a superação do nosso monstro interior.

Assim como em 2020, com a animação “Soul” (ganhadora do Oscar 2021 de melhor animação), a Disney/Pixar decidiu abordar, novamente, assuntos relacionados à saúde mental. A decisão vem acompanhada de três concepções: 1) O grande sucesso dos filmes anteriores relacionados a esse tema (Soul e Divertida Mente); 2) A adoção de um público mais adulto, dado que, essa audiência consegue se identificar com o assunto. Expandindo o público-alvo das animações e, consequentemente, aumentando o lucro; 3) A seriedade do tema, pois, principalmente após tempos pandêmicos, onde as questões referentes aos fenômenos psíquicos tomaram dimensões extraordinárias, mostra-se de extrema importância o debate e a comunicação sobre essa temática.

Logo, Red nos dá lições valiosas sobre as aflições do dia-a-dia, como lidamos com isso e, especialmente, de que modo esses anseios afetam as outras pessoas. Dessa forma, a presença de Miriam, Priya e Abby - melhores amigas de Lee - denotam tanta importância para a trama, mostrando que uma rede de apoio, tanto em momentos ruins como em bons, auxilia o psicológico e cria espaço para crescimento pessoal. Além disso, o apoio familiar, construído ao passar da história, contribui para a protagonista chegar em um dos pontos centrais da animação: os nossos “monstros internos” são partes de nós e não precisamos acabar com eles, mas, com calma e entendimento pessoal, aprender nossos limites, assumir o controle e se auto-conhecer.

Turning Red: um longa acolhedor e fascinante.

O longa-metragem é fascinante. A história é repleta de personagens encantadores cativando o público com sua leveza e graciosidade, sobretudo, a personagem “Abby”, cujo a aparência e personalidade nos transbordam de alegria. Além disso, o cenário ambientado no começo dos anos 2000, juntamente com a trilha sonora, transformam o filme em algo adorável. Portanto, apenas assistam.
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