Não Fale o Mal
Média
4,0
317 notas

73 Críticas do usuário

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Adriano Côrtes Santos
Adriano Côrtes Santos

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3,5
Enviada em 5 de dezembro de 2024
"Não Fale o Mal" é um remake norte-americano do suspense dinamarquês homônimo de 2022. A trama acompanha uma família americana que, durante uma viagem, faz amizade com um casal britânico charmoso e, posteriormente, aceita o convite para passar um fim de semana na fazenda do novo casal de amigos. O que começa como uma viagem idílica rapidamente se transforma em um pesadelo psicológico, marcado por tensões sociais e atos perturbadores.
Dirigido por James Watkins, o filme tenta adaptar a premissa sombria do original, mas escolhe caminhos mais acessíveis para o público geral, o que resulta em uma experiência menos impactante. Apesar das atuações sólidas, especialmente de James McAvoy e Mackenzie Davis, a narrativa segue previsível, repleta de clichês do gênero e sem o peso psicológico que definia o original dinamarquês. No entanto, o longa consegue sustentar o interesse do público até os momentos finais, ainda que não atinja o mesmo nível de profundidade e desconforto do filme que o inspirou.
NerdCall
NerdCall

59 seguidores 476 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 16 de setembro de 2024
O remake de Não Fale o Mal (2024), produzido pela Blumhouse, tenta recontar a perturbadora história original de 2022 sob uma nova ótica, mais americanizada e com foco em um público diferente. O filme aposta na presença de James McAvoy, que, em contraste com o longa dinamarquês original, assume aqui um papel central, embora no primeiro ele fosse um personagem secundário. A escolha de elevar McAvoy a protagonista já traz mudanças significativas à estrutura narrativa, e o diretor James Watkins usa isso para tentar se distanciar do material original.

A narrativa do remake segue em grande parte o formato do filme dinamarquês, mas Watkins adiciona pequenas variações para criar uma sensação de novidade. No entanto, ao priorizar McAvoy e seu personagem, o filme acaba desviando do tom perturbador e desconfortável que definiu o longa de 2022. O original destacava-se por escalar gradualmente a sensação de mal-estar, com uma brutalidade implícita que amplificava o desconforto. Já o remake opta por suavizar esses elementos e adotar uma abordagem mais tradicional, focando na construção de uma narrativa heróica, onde o protagonista enfrenta os antagonistas em uma batalha mais direta e previsível.

Esse enfoque mais convencional enfraquece o impacto do filme. Enquanto o original deixava o espectador com dúvidas e reflexões sobre temas como liberdade, controle e as armadilhas da conformidade social, o remake busca um desfecho mais satisfatório e "feliz", uma escolha que vai contra o espírito desafiador da obra original. Watkins tenta expandir o escopo do filme, introduzindo novos elementos para dar mais profundidade à trama, mas, em vez de enriquecer a narrativa, essas adições acabam diluindo o impacto emocional e psicológico da história.

O verdadeiro ponto de inflexão entre os dois filmes é a maneira como abordam o final. Enquanto o longa de 2022 cria um clima de angústia e incerteza, que perdura muito além dos créditos finais, o remake de 2024 entrega uma conclusão mais convencional, eliminando parte da ambiguidade que fazia o original ressoar de maneira tão visceral com o público. A sensação de desconforto e impotência, tão bem trabalhada no filme original, é substituída por uma fórmula mais previsível, o que compromete a força da narrativa.

Apesar da sólida performance de McAvoy e das tentativas de Watkins de adicionar novos ângulos à história, *Não Fale o Mal* (2024) não alcança o mesmo nível de brilhantismo de seu predecessor. O remake, embora eficiente em alguns aspectos, perde parte da essência do desconforto original ao optar por um caminho mais fácil e menos provocador, entregando uma experiência menos impactante e memorável.

Em resumo, o remake de *Não Fale o Mal* tem seus méritos, principalmente pelo desempenho de McAvoy, mas acaba se perdendo ao tentar adaptar a narrativa para um público mais amplo e menos disposto a confrontar as duras realidades e provocações que tornaram o filme de 2022 tão perturbador e eficaz.
Ravi Oliveira
Ravi Oliveira

24 seguidores 501 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 24 de outubro de 2024
Sinopse:
Uma família anseia em passar suas férias no campo. Contudo, o que era pra ser um sonho em família para relaxarem e descontraírem, acaba virando um terrível pesadelo.

Crítica:
"Não Fale o Mal" de James Watkins é uma obra que combina o terror psicológico com elementos de thriller, trazendo à tona as dinâmicas familiares em um cenário aparentemente idílico, mas que logo se transforma em um pesadelo perturbador. O filme nos apresenta uma narrativa intrigante sobre uma família que busca um refúgio no campo, apenas para descobrir que o que deveria ser um tempo de descanso se converte em uma experiência aterrorizante.

A cinematografia é um dos pontos fortes do longa. Watkins utiliza a paisagem rural para criar uma atmosfera opressiva e inquietante, onde cada som e sombra pode indicar uma nova ameaça. A transição do cotidiano familiar para o horror é habilmente feita, e o diretor explora os medos mais profundos relacionados à vulnerabilidade e à confiança. As performances dos atores são competentes, destacando-se a dinâmica entre os membros da família, que oscila entre momentos de ternura e de crescente tensão.

Entretanto, o filme sofre com algumas escolhas narrativas que podem frustrar os espectadores. Há momentos em que a trama parece se arrastar, e algumas decisões dos personagens, embora compreensíveis em um contexto de stress, podem parecer forçadas ou pouco realistas. Isso gera uma quebra na imersão, fazendo o público passar a questionar a lógica da narrativa.

Além disso, "Não Fale o Mal" toca em temas relevantes, como a fragilidade das relações familiares e o impacto do medo nas interações humanas. Contudo, a profundidade desses temas nem sempre é explorada de forma satisfatória. A mensagem que se pretende passar pode se perder em meio a reviravoltas que, em vez de agregar, afastam o espectador da conexão emocional com os personagens.

No geral, "Não Fale o Mal" é um filme que, embora tenha seus altos e baixos, entrega um entretenimento eficaz e provoca reflexões sobre a natureza do medo e o que está por trás das aparências. Se você é fã de terror psicológico e não se importa com algumas falhas de ritmo, a película pode ser uma experiência interessante.
Louis
Louis

10 seguidores 129 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 27 de novembro de 2024
É um bom filme, mais tem muitas incorrencias e clichês para o filme andar, tem boas atuações e o final do filme é bem tenso.
Jackson A L
Jackson A L

13.703 seguidores 1.243 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 8 de abril de 2025
Apesar de ser um remake do "longínquo" ano de 2022, é um filme interessante, porém temos que relevar algumas situações descabidas. Considerei o filme previsível, logo de início, já da pra "sacar" do que se trata e o que irá ocorrer (sem saber do filme original) James McAvoy foi um grande acerto para o papel. Se pudesse, eu trocaria Mackenzie Davis para viver o papel de Ciara.

spoiler: - O menino já tem idade suficiente para se comunicar de outras formas, já que não consegue falar. - O casal voltar pra pegar a pelúcia foi um desmerecimento com quem assiste. PQP!!
Anderson  G.
Anderson G.

1.369 seguidores 397 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 24 de dezembro de 2024
“Não Fale o Mal” é a prova de que falta de noção e frouxidão podem ser mortais no cinema... literalmente. O protagonista aqui é, sem sombra de dúvida, um dos personagens mais irritantemente covardes que já vi na tela. Dá vontade de gritar: "Meu amigo, cresce!"

Mas olha, vou ser honesto: esse filme tinha tudo pra dar errado. Reboot de uma obra europeia, elenco que não empolga e um diretor desconhecido, embora experiente. Só que, talvez pela expectativa lá no chão, o filme acabou me ganhando. E me ganhou rápido. Os primeiros cinco minutos já definem o tom: um clima tenso, cheio de desconforto, que te prende desde o começo.

James McAvoy entrega bem como o clássico personagem sem noção. Ele é bom em interpretar malucos, e aqui ele está no ponto certo. Mackenzie Davis, por outro lado, rouba a cena. Ela é aquela final girl clássica, esperta, durona, e segura a onda com tranquilidade.

A direção é bem simples, mas funciona. Aquele terror psicológico misturado com drama e paranoia que, mesmo sem reinventar a roda, cumpre o papel. A trama é direta: uma casa, uma família sendo perseguida, um psicopata. Ok, já vimos isso umas mil vezes, mas sabe o que salva? A execução. O diretor tem um controle preciso do ritmo, esticando cenas só o suficiente pra te deixar desconfortável. É aquele tipo de incômodo que mistura vergonha alheia e tensão.

Agora, vou ser sincero: faltou brutalidade. Queria que o filme fosse mais gráfico, mais visceral. Não que isso o estrague, mas dava pra ter subido a barra. A raiva crescente que você sente do “Ben Dalton” é mérito do Scoot McNairy, que manda bem. Ele consegue ser tão irritante que, se você quiser socá-lo mentalmente, parabéns, é sinal de que ele fez o trabalho direito.

Sobre a versão europeia? Não vi, mas conhecendo o cinema do velho continente, aposto que ela é mais pesada e impactante. Ainda assim, a adaptação americana não decepciona. Não é um filme que vai entrar na sua lista de favoritos, nem ser lembrado daqui a alguns anos, mas funciona no agora.

No final das contas, é um thriller honesto. Tem falhas, mas entrega o que promete. Nota: 7/10.
Andrei Andrade
Andrei Andrade

10 seguidores 59 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 17 de março de 2025
Quando assisti a versão dinamarquesa confesso que fiquei puto com a reação ou a falta dela, no tocante aos personagens centrais, por mais que digam e tentem relativizar dizendo que é coisa cultural e tals, é impossível não ficar extremamente nervoso no decorrer do filme e principalmente em seu final. Por conta disso, prorroguei um bom tempo para ver esse remake agora com um toque Hollywoodiano para não correr o risco de passar outro stress novamente. Para quem não conhece a história, nesta versão, um casal americano com uma filha pequena conhecem na Toscana, um casal britânico que tem um filho com problemas de fala (dinamarqueses e holandeses na película original) que após as férias, recebem o convite para passar uns dias em um local bucólico, que é a residência dos britânicos. Porém com a chegada desses, situações deveras incovenientes por parte dos anfitriões começam a ocorrer, e a tensão e o suspense psicológico começam a desenrolar e segue aumentando na medida em que o filme avança. Dito isso, o roteiro vai seguindo fiel à versão dinamarquesa até diríamos, uns 3/4 do filme, porém o final é totalmente diferente e digamos, mais otimista em relação ao original, porém sem perder em nenhum momento a eletrizante tensão na eficiente direção de James Watkins. Mas ao contrário da obra original, está versão acaba sendo um entretenimento mais esquecível, quem já assistiu aos dois saberá do que estou falando. Então minhas considerações finais é de que: essa versão é um BOM filme e a versão dinamarquesa é um filme MUITO BOM ! Recomendo assistir aos dois, começando pela versão dinamarquesa.
Carlos P.
Carlos P.

266 seguidores 431 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 29 de junho de 2025
É um filme bom. O chamado terror psicológico, onde não vemos o tempo todo crimes e brutalidade, mas onde vemos um ambiente em que sabemos tem algo errado e ficamos apreensivos. A partir daí, apesar de McAvoy sempre garantir um bom papel, é um filme comum que não difere muito de outros do gênero.
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

24 seguidores 883 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 30 de janeiro de 2025
Não fale o mal é um remake hollywoodiano de um filme dinamarquês lançado em 2022. O filme contou com a direção e o roteiro de James Watkins. A história gira em torno de uma família norte-americana composta pelo casal Louise (Mackenzie Davis) e Bem (Scoot McNairy) e sua filha Agnes (Alix West Lefler) que conhecem uma família dinamarquesa composta pelo casal Paddy (James McAvoy) e Ciara (Aisling Franciosi) e seu filho que possui uma deficiência na língua que impede de falar, Ant (Dan Hough). A família norte-americana que mora em Paris, é convidada pelos dinamarqueses a visitar a sua casa localizada numa área rural. Após aceitar o convite e ir até onde a família mora, começa a problemática do filme. Percebe-se a diferença entre as famílias. O filme segue as mesmas premissas do original, modificando apenas que no lugar da família norte-americana era a dinamarquesa, e no lugar da família dinamarquesa (neste filme) era uma holandesa. Além disso, o terceiro ato foi modificado. Podemos dizer que a grande diferença, na qual deixou essa versão melhor do que a original foi a conversão da passividade vista no original, usada como desculpa da boa educação da família que era a vítima, para um suspense com algumas importantes reviravoltas. Em outras palavras, a versão do remake reconstruiu uma história que o público gostaria de ter visto no original (um suspense mais pipoca, mas melhor do que o original). Se paramos para pensar da necessidade de realiza um remake de um filme após 2 anos, é apenas aproveitar o hype. Neste filme também encontramos um tipo de terapia de casais, na qual as ações e decisões eram feitas mais em dupla do que individual.
Jerffson B.
Jerffson B.

8 seguidores 80 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 20 de novembro de 2024
Filme de suspense com boas atuações. Traz até um certo mistério, do casal que tem um filho com a língua cortada. Vale a pena assistir, pra conferir.
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