Prá início de conversa, eu não sei porque a mania de diretores darem um tom sépia aos filmes e peças de Nelson Rodrigues. Neste, a fotografia estava mais para cinzenta do que para sépia, horrível. Quanto ao filme em si, Nelson Rodrigues se vangloriava de ser daqueles que o público ou vaiava ou aplaudia seus filmes. Eu sou daqueles que detestei. Como todos já sabem, o filme são tres versões de um crime acontecido com o bicheiro Boca de Ouro e sua amante. Não sei se é para cada um tirar sua conclusão do que pode ter havido, eu achei uma merda, enquanto um cara que estava no cinema, ao final comentou comigo que adorou, que o Nelson é cheio das histórias misteriosas. Quem for fã do dramaturgo, vá ver, senão, fique em casa.
O bicheiro Boca de Ouro um personagem fictício, de Nelson Rodrigues escrita em 1959, em forma de peça teatral, época que o jogo do bicho alimentava o carnaval e futebol carioca… As três versões de um homem, reza lenda que depois que morre todo mundo vira santo, como se fosse pecada falar mal do defunto, aqui temos essa representação abrasileirada, uma obra gostosinha de acompanhar, curta, cativante e objetiva...
Tinha tudo pra ser ótimo: super elenco,um inicio empolgante, mas se perdeu tanto e "empacou" que foi dificil aguentar depois dos 45 minutos iniciais. Só esperei pra ver se tinha um desfecho legal e nem isso valeu a pena. Decepcionante!
A obra de Nelson Rodrigues é atemporal neste pais que nada muda, mas essa refilmagem peca pelo ritmo muito modernoso e pouco contexto, no entanto as atuações são ótimas mesmo para o roteiro sem foco.
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