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Ewerthon França
3 críticas
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4,5
Enviada em 14 de abril de 2020
Não tenho muito interesse por automobilismo e sequer conhecia o contexto histórico em que a obra se inspirou. Porém, foram 2 horas e meia de filme que, à 7000 RPM, aceleraram e desapareceram. O que sobrou nos rastros dos pneus? Muita diversão.
O decorrer da obra em alguns momentos, é previsível e com alguns eventos clichês do gênero. Alguns personagens você não entende o motivo de estarem alí e são totalmente descartáveis. No entanto, Bale e Damon estão fenomenais. Assim como a fotografia, que é tão boa que qualquer pause vira um wallpaper.
Fiquei com medo de ser apenas mais um filme chato sobre corrida de carros, onde o protagonista sempre ganha todas corridas e blá blá blá. Porém nesse filme encontramos uma ótima história resumida de duas das maiores fabricantes de carros de uma maneira divertida e emocionante.
posso dizer que esse homem chega bem próximo de ser uma obra prima. a relação entre o "baseado em fatos reais" e a "ficção" são muito bem trabalhados em tela. Shelby e Miles são bem desenvolvidos e interpretados. É uma viagem envolvente, que prende dentro de 15 a 20 minutos. O carisma empregado aqui aos dois é magnífico de se ver em tela e em momento algum se torna cansativo. Depois de finalizado prepare-se para o desejo de retornar a ver o filme. esse pode não ser o melhor filme para alguns, mas para mim ele é um dos melhores filmes da atualidade. Uma obra de arte!
Quem esperar assistir um filme do nível de Rush, em termos de apresentação de personagens da história do automobilismo, vai se decepcionar. Quem esperar assistir um filme com cenas de corrida realistas e bem produzidas, como em Le Mans ou Grand Prix, vai se decepcionar. É difícil não traçar um paralelo com Rush, onde Chris Hemsworth encarnou James Hunt com muita fidelidade e Daniel Brühl praticamente se tornou o próprio Lauda. Em Ford vs Ferrari, Christian Bale era Ken Miles em todos os momentos, exceto dentro do carro, onde parecia que ele não tinha noção nem de como se esterça um carro de rua, imagine então um de corrida. Os outros personagens pareciam saídos de uma revista em quadrinhos, em especial o Lorenzo Bandini, que parecia mafioso de filme B do final dos 70. A única cena de corrida que pareceu, de fato, uma cena de corrida, foi Ken Miles ultrapassando um Porsche 906 retardatário. De resto, carros se comportando de forma absurda pra, acredito, tentar deixar as cenas de corrida mais excitantes.
Muito bom. Não tenho palavras para descrevê-lo. Foi uma experiência incrível e impactante, não sei o porquê esperei tanto para assistir esse filme. O final é decepcionante, mas não porque o filme foi mal escrito, e sim porque a vida real não é uma ficção feliz, ela é cruel. Emocionante.
Na verdade o assunto sobre o início desse confronto se dá quando a Ford, por meio do seu presidente Edsel Ford, negocia com o Comendador Enzo Ferrari a compra de sua empresa de carros esportivos. Edsel quria visualização de sua marca atravé sde competições esportivas e Enzo queria fabricar carros de rua. Tanto que o Enzo deu a Edsel um modelo por conta das conversas. No dia de fechar o negócio, o Comendador Enzo cancelou o negócio, e, disse aos executivos " A Ferrari continuará italiana", por conta de um acordo, em vigor até hoje com a Fiat. A partir disso se dá o pedido de Edsel para seus engenheiros que fabriquem um carro de competição campeão, que se realizou na forma do GT40.
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