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Kamila A.
7.940 seguidores
816 críticas
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3,5
Enviada em 11 de junho de 2019
O título A Mula, do filme dirigido por Clint Eastwood, é auto-explicativo. A história do longa é centrada na figura de Earl Stone (Eastwood), um horticultor e veterano da Guerra da Coréia, que, aos 90 anos, passa por uma grave crise financeira. Com um perfil que facilmente passaria longe do radar da polícia, afinal nunca sofreu uma multa na vida, Stone é recrutado para trabalhar como mula (pessoa que transporta uma determinada quantidade de drogas para os carteis), dirigindo pelas estradas dos Estados Unidos, em troca de grandes quantias de dinheiro.
Apesar deste ser o elemento principal de A Mula, a verdade é que o eixo principal do roteiro escrito por Nick Schenk (com base no artigo escrito por Sam Dolnick) está na figura de Earl e na sutileza como Clint Eastwood aborda as questões pessoais que a personagem vive. Earl é um homem solitário (por escolha própria), que trata com amor seu hobby pelo cultivo e criação de orquídeas; ao mesmo tempo em que trata com desprezo sua ex-esposa Mary (Dianne Wiest) e a filha Iris (Alison Eastwood).
O filme aborda muito além da mudança de padrão de vida que Earl passa a experimentar quando se torna uma mula do tráfico. A obra toca nas transformações pessoais pelas quais Earl vai passando no decorrer do longa.spoiler: O interessante é perceber que, mesmo ciente dos seus erros e de seus defeitos, Earl não tenta modificar a si mesmo. Ele compreende o que fez de errado e encontra, na relação com a neta Ginny (Taissa Farmiga), a chance não de reconstruir o que já está quebrado, mas sim de recuperar o tempo perdido e poder fazer diferente quando uma nova chance se apresenta a ele.
Por isso mesmo, o elemento dominante de A Mula é seu diretor e ator principal Clint Eastwood, o qual é um dos representantes mais marcantes da Hollywood à moda antiga na atualidade. O que Clint emula, a credibilidade que ele possui, é repassada para Earl Stone. E, mesmo diante de uma personagem cheia de imperfeições, passamos a admirar e a torcer por ele. O senso de justiça e de honra pessoal que Earl – e Clint, por tabela – nos passam é ainda mais digno de admiração.
Como é bom vê o mestre Clint ainda em ação e muito bem por sinal, aos 89 anos de idade tendo uma excelente atuação e uma direção boa e isso talvez seja até uma falha do filme, pois Clint foca o filme todo nele e tira o brilha de um ótimo elenco que não aparace, nomes importantes como Bradley Cooper, Michael Peña, Andy Garcia, Laurence Fishburne e Dianne Wiest apenas estão ok. Outra falha aqui é o roteiro que tem decisões equivocadas e algumas vezes sem nexo, mas enfim...Temos um dos maiores nomes da história dos cinema ainda estrelando uma obra cinematográfica e bem por sinal.
Um homem de quase 90 anos com problemas econômicos aceita trabalhar no transporte de drogas para um cartel mexicano em Illinois. Com o dinheiro fácil que consegue, ele tenta ajudar seus parentes, mas um agente da Narcóticos o acompanha.
mais uma sensacional história real com atuação e direção de Clint Eastwood só aí já dá para gente saber que não poderia sair coisa ruim, o filme é realmente muito bom gostei muito e recomendo⭐⭐⭐
Clint dá certa classe aos filmes, mas este tem pontos bem fracos. Ele faz um idoso que faz sexo com duplas de mulheres e que perde sua plantação de lírios que recebera vários prêmios. Bem sucedido com as mulheres e com o trabalho, mas um desastre como marido e pai. Após sua falência por não se atualizar com o ecommerce ele vira mula. O ridículo é que no início ele aparenta não saber o que transporta e fica perplexo ao perceber que são drogas. Há uma mensagem de que a família é o mais importante. Raso, mas funciona.
A Mula é um filme que tem um objetivo claro que é a jornada de um senhor de noventa anos que aproveita a chance de ganhar algo físico, só que na verdade está em busca de algo para seu interior, trás uma narrativa simpática e ajudada pela atuação solta e leve de Clint Eastwood. Peca em abrir portas demais que não às fecham quando não servem mais para desenvolver o protagonista, só que no geral entrega algo tranquilo, ancorado da simpatia de Eastwood e sem muitas ambições que não seja demonstrar que o ator ainda consegue atuar e que o personagem era mais que perfeito para ele interpretar. Ficou bom.
Para ler a crítica completa no ParsaGeeks, link a seguir: http://www.parsageeks.com.br/2019/02/critica-cinema-mula.html#more
Com idade avançada e colhendo os louros do descaso com a família, Earl Stone (Clint Eastwood) tem como único mérito reconhecido o fato de ser um excelente horticultor. Como tal feito não produz renda, Stone é visto como potencial funcionário para traficantes de drogas do estado de Illinois, levando-o a ser responsável pelo transporte de pequenas, mas importantes quantidades de entorpecentes para localidades distintas. Embora tenha sucesso nas obras do cartel, o idoso se torna alvo do agente Colin Bates (Bradley Cooper) e serve como chave para desbaratar um forte comércio ilegal em território norte-americano.
Enquanto diretor, é comum que Clint Eastwood vise um olhar menos romântico sobre problemas de seus personagens e mais pontual para que o público compre certas ideias. Nesta produção, que também protagoniza, o lendário astro constrói um personagem que falha em fugir dos problemas que cria para se flagelar em situações ainda piores, quase sempre usando artifícios omissos (e implícitos) como desculpa para suas escolhas. A própria decisão de transportar drogas, esquivando habilmente das autoridades e conhecidos, mostra a índole do sujeito que já vinha de longa data. Não que isso represente problema efetivo para o filme, mas a proposta fica mais difícil de ser encarada como drama (mérito?!).
O bom elenco que tem na lista os excelentes Dianne Wiest, Laurence Fishburne, Michael Peña, Andy Garcia e Bradley Cooper servem como ótimos atrativos para a produção, mesmo que seus papéis sejam pouco explorados para ter realmente grande relevância.
É fato que Eastwood acumula em seu currículo cinematográfico grandes participações em obras da 7ª arte. Independente da função, o cara às vezes oscila no resultado final mais pela sujeição ao sucesso do que pela falta de competência. No caso deste A MULA, há um clássico estado de exacerbo ao tratar temas diversos deixados em segundo plano, algo que nem sempre fica evidente diante da temática social deixada às sombras. A percepção de tal elemento poderá representar a satisfação ou descontentamento com a obra, portanto, o resultado final está mais condicionado à bagagem de quem assiste.
Está longe de ser um filme ruim, mas pode ser desacreditado pelos motivos errados.
Um bom roteiro, uma história bem contada e muito bem dirigida e protagonizada pelo monstro Clint Eastwood , que é o maior patrimônio do filme , ele leva o filme nos ombros, só por isso já vale a pena! ,está longe dos melhores filmes dele, mas é uma história interessante e real , bela fotografia , elenco de peso , mas pouco utilizado.., um filme que fala sobre afeto ,culpa e responsabilidade .., tudo isso com um velho homem acariciando suas flores.
A mula foi dirigido por Clint Eastwood e roteiro de Nick Schenk e Dave Holstein. Na trama acompanhamos um senho de quase 90 anos Earl (Clint Eastwood) com problemas econômicos e familiares, por conta de sua ausência diante do trabalho, aceita transportar drogas para um cartel mexicano em Illinois. Com o dinheiro fácil, Earl continua realizando suas entregas, mas desperta o interesse de agentes da Narcóticos Colin (Bradley Cooper) e Trevino (Michael Peña). Dirigindo e atuando de forma brilhante, o filme tem o espírito de Eastwood. Mostrando a sua mensagem de forma sincera e ao seu modo, o filme procura mostrar que os valores familiares estão acima de qualquer coisa. Seria um “epitáfio” do personagem principal (deveria ter amado mais). Além disso, a trama mostra o que é ultrapassado para o senhor de 90 anos, a critica com a geração atual que prefere ficar na praticidade do celular do que viver a vida ou saber se virar sozinho. A tecnologia é mostrada no filme como prejudicial. O roteiro do filme tem suas falhas como o núcleo dos detetives que não convence e só temos uma conexão plausível no final do filme. Algumas falas de Earl também podem ser vistas como problemáticas, pois fere as minorias, embora der para passar pano, pois isso serviu para existir esse choque de gerações diferentes. No mais, o elenco é bom, além dos já citados ainda temos a participação de Taissa Farmiga como neta de Earl, Alisson Eastwood como filha (vale lembrar que a atriz é filha de Eastwood) e a breve participação de Laurence Fishburne como um detetive chefe da operaçã lembrar que o filme foi baseado em fatos, inspirado num veterano da Segunda Guerra, Leo Sharp, que se tornou um grande entregador de drogas para o Cartel de Sinaloa na década de 1980.
O filme é uma reflexão de Eastwood sobre o período em que passa: sua velhice. Como se quisesse dizer ao mundo todo como se sente em relação à sociedade, modernidade e moralidade. Enquanto o mundo está a todo vapor, ele observa com um cuidado maior o que acontece ao seu redor. E isso está refletido no filme. Tanto os personagens quanto o espectador são reféns do ritmo gradativo do personagem principal. Esse é um ponto positivo para o roteiro. O desenvolvimento da trama, por sua vez, tem um excesso de situações óbvias e os diálogos são expositivos. Percebe-se a importância que o diretor quer dar ao tema Tempo, mas ele perde tempo tentando guiar o que o espectador deve sentir. Isso contribui para que sua direção seja inefetiva, já que o filme carece de grandes momentos. Apesar disso, é interessante acompanhar a inusitada história e a reflexão sobre tempo, família e trabalho é valida.
Não é dúvida para ninguém que Clint Eastwood é um cara importantíssimo na história do cinema,ele tem muitos filmes conhecidos em seu currículo uns até níveis de obra prima,outros nem tanto,mas ele tem um grande nome tanto atuando quanto dirigindo e em 2019 eis que temos uma "Biografia" de um ex guerrilheiro de segunda guerra que começa a trabalhar para um cartel de drogas mexicano,mesmo sem a mesma mão na massa ainda é um filme eficiente.O filme é baseado em fatos,e narra a peculiar história de um ex guerrilheiro cheio de problemas pessoais que acaba começando a trabalhar como contrabandeador de drogas interestadual.Narrativamente o filme segue uma linha comum do gênero apresentando e impondo dificuldades que façam com que o ponto central do filme aconteça,quando ocorrido ele fica com um tom meio forçado mas que ainda dá pra engolir.O roteiro trabalha muitas situações superficiais demais e comprometem a narrativa de certo ponto como é o caso da relação com a filha e a neta dele que estão no filme apenas por estar,aliás,um dos problemas é a mal distribuição de tempo entre os personagens como é o caso da Taissa Farmiga,Michael Peña e Laurence Fishburne.Outros grandes nomes são muito mal utilizados como é o caso do Bradley Cooper e o Andy Garcia que estão pouco operantes.Quem realmente tem um bom arco é o próprio protagonista que tem seus momentos e a relação com a Dianne Wiest que tem boas atuações e se tornam a principal fonte emotiva do filme.O andamento é muito bom de inicio mas vai caindo no mais do mesmo e a falta de algo novo colocado a trama fica nítido e assim o ritmo é bem vagaroso na metade mas dá uma pequena subida no terceiro ato que é ok.A Mula é um filme que fala de valores e o sentimento de aceitação de seus erros e o quando importante é a família.
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