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Rodrigo Gomes
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969 críticas
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5,0
Enviada em 16 de novembro de 2021
Poderosa! A personagem, a história e o filme, todos poderosos! Um enredo forte e completamente bem estruturado que passa por cada parte da vida dessa mulher que foi uma lenda. Não precisamos nem mencionar o elenco e a trilha sonora, esta última seria uma redundância tecer elogios. Vale assistir, incrível.
Neste filme se chora muito, e por muitos motivos diferentes, todos eles ligado à nossa própria humanidade. spoiler: Choramos pelas situações vividas pela pequena Aretha, oprimida e usada pelo pai pastor, que perde a mãe aos 10 anos, é abusada e engravida aos 12 anos e aos 14 anos... Choramos pelas situações vividas pela jovem Aretha, que continua a ser usada e explorada pelo pai, a ser igualmente abusada e explorada pelo marido cafetão... Choramos pela batalha de Martin Luther King, que o levou à morte, sendo velado pela sublime voz de Aretha... Mas, acima de tudo, choramos impactados, subjugados pela sublime beleza e força da música de Aretha! Várias vezes durante o filme ela nos diz que "anda no Espírito". Sempre AMEI a música negra estadunidense, e sempre adorei assistir os filmes biográficos sobre seus maiores expoentes, como Billie Holiday e Whitney Houston, MAS, foi só o filme sobre Aretha Franklin que finalmente me desvelou, colocou a nu o porque de tanta admiração, e até identificação. Em primeiro lugar, não é despropositado que a música negra estadunidense comece com os "Spiritual" (ou seja, a música que vem ou que é inspirada pelo Espirito), que siga a sua evolução através do "Soul" (literalmente, "alma"), passando pelo "Blues" (triste, tristeza). A música nos traz todo o contexto histórico dos negros estadunidenses, desde que foram escravizados e souberam evocar o Espírito para, não apenas resistir, mas transcender a sua situação, empoderando-se, criando e reforçando a sua identidade, infinitamente mais coesa e estruturada que a dos estadunidenses brancos. Também enxerguei, de uma maneira definitiva que a música negra tem um conteúdo, uma bagagem, carrega uma mensagem, que a música branca "comportadinha", oca e vazia, não tem! No caso dos EUA, interessantes foram apenas os músicos brancos que subverteram a ordem e se aproximaram da negritude, "brancos de alma negra", como Elvis Presley e Janis Joplin!
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