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Lembra de certo ponto a premissa de "Rien que les heures" que propunha também mostrar o dia de uma cidade, mas "Um Homem Com Uma Câmera" se diferencia daquele filme, pois aqui Dziga Vertov impõe suas experimentações em busca de propor sua visão de cinema, o cinema para ele é mostrar o natural, a beleza do cotidiano.
Vertov usa sua câmera como se fosse nossos olhos, uma Câmera que percorre livremente as ruas da sociedade soviética e seus contrastes situacionais. Do nascimento de uma criança, até um homem à beira da morte e a intenção de transmitir o real, nada de encenação, Vertov acreditava num cinema que hoje podemos chamar de documentário.
Documentar o dia a dia na visão dele era apresentar o verdadeiro cinema, a beleza da arte cinematográfica estaria na naturalidade das coisas. É muito interessante perceber um fascínio que ele tinha no seu "Cine-olho" e em mostrar até mesmo a realidade de quem está filmando aquilo, afinal, tudo está no intrínseco do mundo.
Vertov usa sua câmera como se fosse nossos olhos, uma Câmera que percorre livremente as ruas da sociedade soviética e seus contrastes situacionais. Do nascimento de uma criança, até um homem à beira da morte e a intenção de transmitir o real, nada de encenação, Vertov acreditava num cinema que hoje podemos chamar de documentário.
Documentar o dia a dia na visão dele era apresentar o verdadeiro cinema, a beleza da arte cinematográfica estaria na naturalidade das coisas. É muito interessante perceber um fascínio que ele tinha no seu "Cine-olho" e em mostrar até mesmo a realidade de quem está filmando aquilo, afinal, tudo está no intrínseco do mundo.
Vertov não conseguiu se adaptar ao mundo socialista e jamais obteve o mesmo feito que ele adquiriu através desse filme. No entanto, com "O Homem da Câmera" ele conseguiu o seu maior objetivo, em potencializar ao máximo na tela todo o poder que pode proporcionar a arte cinematográfica. Veja a minha analise completa sobre o clássico no meu blog https://cinemacemanosluz.blogspot.com/2019/07/cine-especial-clube-de-cinema-de-porto.html
O filme tem o ritmo de sua época, um ritmo acompanhado por uma música marcante (adoro aquela música). Se queremos pesquisar como viviam as pessoas dos anos 29~30, assistir a esse documentário é mais que suficiente. Mostra tudo: trabalho, lazer, nascimento, vida, esporte, transporte... A verdade sendo "pega desprevenida".
O fato é que não há muita história a ser contada, mas muita história dentro do que a câmera mostra. Se você for assistir hoje ela com certeza trará uma visão diferente de quando as pessoas assistiram à época (e sua conclusão dentro da sala de cinema é de uma recursão deliciosamente humana e artística ao mesmo tempo), e talvez ao assistir daqui a algumas década isso mude novamente. De certa forma, “Man With a Movie Camera” extrapola o que todo filme indiretamente é: um registro documental de uma era.
Filme interessante, principalmente pensando na época que foi feito! Um filme cheio de nuances e que fugiu a regra dos filmes feito até aquele momento, um filme bom e revolucionário!
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