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Francisco Junior
1 crítica
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3,0
Enviada em 17 de maio de 2022
Acabei de assistir esse filme. Realmente prende a atenção o tempo todo pois vc espera ver o que vai sair daquela situação... é aquele tipo de filme que você tem que ir assistir sem ter pretensão de que vai ver um filmaço campeão de bilheteria, coisa simples..mas que vc se interessa e vai assistindo...o fim realmente é meio que te pega de surpresa e vc espera um pouco mais, mas... sinceramente?? Já vi filmes e finais muito piores ok? Deu pra curtir apesar do fim meio insatisfatório... Já vi outro filme da Netflix com premissa parecida: um trailer muito bom, muitos elogios, fui ver, vai prendendo atenção o tempo todo e de repente acaba e vc continua querendo mais...talvez seja tendência....fazer filmes com final não impactante ou pra concluir 100% ...o importante é mais o filme todo em si do que o fim... Daqui a pouco a gente até acostuma...quem sabe!
Não achei o filme ruim. Tem como argumento a chegada de um jovem casal num típico condomínio residencial de classe média. Não precisa ler a sinopse para prever a traição de um (ou dois) dos cônjuges. O filme segue sem grandes sobressaltos. Mas, curiosamente, é a trama intimista (para alguns, lenta) que dá certa profundidade aos personagens. Ao contrário de alguns, achei muito boa a interpretação dos atores, fazendo-nos sentir suas tensões e dissabores. A chegada do filho do casal não acrescenta muita coisa, acho que a ideia era criar uma expectativa falsa. Poderia ser um ótimo filme, fosse mais trabalhado nas últimas cenas.
melhor parte do filme ! São os tomates [spoiler]kkkk quando percebe que se dedicou tanto à vida alheia kkk que esqueceu de cuidar dos próprio tomates !!! Filme lento mas gostei da mensagem!
Seria interessante saber quem foi o “gênio” que classificou esse filme como “suspense” e traduziu o título (que em inglês é “The Neighbour”, ou seja, “O/a vizinho/a”) para “Obsessão perigosa” (!!!!). O filme não é de suspense (longe, muito longe disso) e, ao ser classificado dessa forma, cria em quem o assiste uma expectativa enganosa. O título em português só piora isso. Trata-se, na verdade, de um drama, com uma visão interessante sobre a crise de meia-idade de um homem de vida vazia. Tudo aponta nesse sentido: o casamento sem emoção, o filho que já saiu de casa, o trabalho home office sem sal, o hobby insosso (jardinagem), etc. Nesse ambiente, surge a nova vizinha mais nova, em um casamento aparentemente infeliz. É um filme sobre isso: um homem de meia-idade vivendo a crise dos 40-50 anos. Com essa proposta, é um filme razoável, com atuações boas, especialmente do William Fichtner. Ele está mal avaliado porque as pessoas começam a assisti-lo esperando suspense e de suspense ele não tem nada.
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