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Ccine10
"Ex-Pajé" é mais do que um documentário, é um grito de socorro de uma população que já foi dizimada em números e agora esta sendo morta da pior forma: em sua essência. Um retrato duro, inconveniente e necessário sobre aqueles que vivem em nossas terras.
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Nesta situação de crise, a memória da sabedoria ancestral é resgatada, num sinal de resistência. A mesma resistência que persiste apesar de 500 anos de genocídio/etnocídio indígena e foi expressa no Manifesto de Povos e Lideranças Indígenas do Brasil.
Carmattos
Bolognesi fez um filme de grande e sutil eficácia. Seus planos fixos, bem compostos e bem iluminados (fotografia de Pedro J. Márquez) informam sobre a adulteração do cotidiano indígena enquanto também sugerem uma temporalidade e uma organização do mundo que seriam próprias de sua condição original.
O Globo
O primeiro sentimento diante de "Ex-Pajé", de Luiz Bolognesi, é de perplexidade. De fato, como sentir-se indiferente diante do que é mostrado, o antigo pajé Perpera, dos Paiter Suruí, na Amazônia, “destituído” de suas funções com a chegada à região de uma igreja evangélica?
O Globo
Uma situação complexa captada com notável simplicidade. Assim, Luiz Bolognesi registrou o drama da tribo Paiter Suruí na fronteira entre Rondônia e Mato Grosso.
Papo de Cinema
"Ex-Pajé" é visualmente bonito. A composição é delineada pela alternância entre planos plasticamente elaborados, que dão conta da natureza soberana, e flagrantes marcados pela coloquialidade.
Cinema com Rapadura
Assim, por maior que seja o engajamento do diretor para vocalizar a luta dos Suruí, inserindo, inclusive, imagens históricas do contato, falta uma espontaneidade que deixe mais acessível esse retrato de um povo que no próprio nome se classifica como “gente de verdade”.
Veja
"Ex-Pajé" se apresenta como um documentário [...] Com câmera estática, planos simétricos e belas imagens, dá-se a impressão de um filme composto de fotos em movimentos e com situações planejadas.