Colin é um ex-presidiario que está em liberdade condicional, ele está fazendo todo o possível para se manter longe de confusão até conseguir sua liberdade definitiva, mas o que acontece é que o melhor amigo de Colin adora se meter em confusão.
Um filme regado a um pouco de humor e muito drama Ponto Cega retrata um história, que poderia ser muito bem real. Quem nunca legal a culpa por um amigo que atire a primeira pedra, quem nunca foi cego em relação a pessoas próximas que atire a primeira pedra. É exatamente isso que o filme nos mostra, que vemos aquilo que queremos ver e ficamos cegos com aquilo que não queremos ver. Acredito que todos aqui já assistiram ao filme O Amor é Cego, é exatamente daquele jeito, o protagonista via a mocinha da forma que ele queria que ver, não via sua verdadeira aparência e é basicamente isso que temos em Ponto Cego.
Collin sempre foi amigo de Milles desde pequeno, ele é seu melhor amigo, um companheiro para todas as horas, mas uma coisa separa os dois, a cor. Enquanto Collin é um negro de tranças, Milles é um branquelo loiro, mas que adoraria se sentir como um negro. Ele faz as piores escolhas e na cabeça dele, ele está agindo como um negro, pois ele se vê assim. Já Collin passa na pele, o que a maioria dos negros sofrem, com a perseguição da polícia por causa da sua cor de pele.
O filme mostra tudo isso de uma forma bem interessante, dois amigos que se consideram irmãos, mas um deles se aproveita do outro para curtir e ser livre.
Eu não gostei do fim do filme, achei que o Collin ainda continua cego em relação ao Milles, ele ainda não enxergou quem realmente seu amigo é, e isso de certa forma é bem triste, pois retrata a verdade de muitas pessoas.