História de um Casamento
Média
4,1
741 notas

79 Críticas do usuário

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Ricardo L.
Ricardo L.

63.289 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 12 de dezembro de 2019
Espetáculo de filme! Scarlett Johansson e Adam Driver protagonizam essa história brilhante e muito bem por sinal, tendo eles suas melhores performance no cinema até então e certeza de concorrer ao óscar 2020 e com possibilidades de vencer, ainda temos Laura Dern e Ray Liotta também com chances de serem indicados ou seja o elenco é um dos melhores do ano. Destaque para o Roteiro que é ótimo do início ao fim e sem furos, levando ao telespectador o bom entendimento do filme, a trilha sonora é muito bonita. História de um casamento é um dos grandes filmes de 2019.
Letícia
Letícia

34 seguidores 22 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 7 de dezembro de 2019
Nunca tinha visto nenhum filme desse diretor, mas me ganhou!
Sensibilidade e leveza e ao mesmo tempo tensões, culpas, vidas conectadas.
As dores de uma separação e o desejo da união superam todos os obstáculos para a felicidade do que os une - um filho. A iluminação e fotografia são belos.
A dor de uma separação sempre nos desnuda e por vezes pode nos fazer conhecer o pior de nós mesmos.
Recomendo!
Alvaro Triano
Alvaro Triano

98 seguidores 97 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 23 de dezembro de 2019
Talvez seja o melhor filme que assisti em 2019 e o mais duro, tocante e comovente. Um longa que espelha a brutalidade da vida real de forma poética, já que, não é nada fácil lidar com o fim de um relacionamento, ainda mais falando do fim de um casamento de anos e, consequentemente, o fim de uma família, pois quando se trata de filhos e divisão de bens o amor se torna ódio. Isso é muito bem detalhado no terceiro ato do filme, com uma discussão entre o casal ou mesmo na cena do portão sendo fechado e de um lado temos a mãe e do outro o pai com o filho. Pesado! “História de um Casamento” (Marriage Story) é o novo filme do indie Noah Baumbach (A Lula e a Baleia, Frances Ha, Enquanto Somos Jovens) que não só dirige, mas também assina o roteiro que é excelente em seu escopo. Baumbach nos pega na primeira tomada, logo no início, ao aproximar a vida de Charles (Adam Driver) e Nicole (Scarlett Johansson) como algo romântico e encantador (todo início de relacionamento é assim), no entanto, o desgaste da relação está presente nas entrelinhas e no ponto de vista apresentado ao espectador por Nicole, que vive uma vida mais voltada aos desejos e decisões do marido do que as suas. Um casal muito crível e semelhante aquilo que vivemos ao longo de nossa jornada amorosa, onde nos deparamos com pensamentos conflituosos, fruto de duas cabeças que tentam deixar de lado as divergências (que sempre existem) para viver e se entregar ao amor. Em História de um Casamento esse amor nos pega pela mão e nos leva para uma jornada de aceitação do término e brigas em tribunais, desconstruindo toda a fantasia de gêneros do romance clássico de final feliz. É brutal! Mas é a vida em toda sua plenitude de que nada é para sempre e que o pra sempre, sempre acaba. O filme é extremamente lindo em sua narrativa textual e visual, o trabalho de fotografia de Robbie Ryan é imersivo ao ponto de nos lançar para dentro daquele caos de sentimentos dos protagonistas, tanto que ele usa recursos de close-up em praticamente todas as cenas de relato, favorecendo as atuações – dignas de oscar – de Scarlett Johansson e Adam Driver. Um baita de um filmaço em toda sua essência!
Diligências São Paulo
Diligências São Paulo

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 13 de dezembro de 2019
Gostei muito do filme, apesar de não gostar de drama. Tem um enredo bem característico de separações difíceis, retrata como as pessoas se deixam conduzir por terceiros em questões pessoais. Por vezes o filme perde o ritmo, mas em geral é um bom filme dramático, quem tiver paciência, vale a pena ver.
Renata Antunes
Renata Antunes

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 10 de dezembro de 2019
Esse filme é incrível e muito emocionante! Mexe com a alma da gente! E esse elenco.. cara, um dos melhores filmes que já assisti na vida!
Adriano Côrtes Santos
Adriano Côrtes Santos

1.008 seguidores 1.229 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 17 de fevereiro de 2025
"Roteiro envolvente, atuações brilhantes, direção sensível e equilíbrio perfeito entre drama e comédia. Uma obra comovente."
Nicole (Scarlett Johansson) e Charlie (Adam Driver) enfrentam um doloroso divórcio. Inicialmente, tentam uma separação amigável, mas a disputa se intensifica quando advogados entram em cena, transformando o processo em um campo de batalha emocional.
Noah Baumbach entrega um drama envolvente e realista sobre o fim de um casamento, equilibrando comédia e emoção sem tomar partido. O roteiro alterna entre as perspectivas do casal, expondo o desgaste da relação e a burocracia fria do divórcio, que transforma sentimentos em disputa legal. A direção reforça esse contraste com planos paralelos e diálogos afiados, criando um retrato autêntico das dores e contradições do amor que se desfaz.
História de um Casamento é um filme honesto e comovente, que transforma um drama íntimo em uma experiência universal.
Zé Luiz
Zé Luiz

39 seguidores 48 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 29 de janeiro de 2020
Assista com um lenço na mão ou um escudo para se proteger das verdades ditas nesse drama. A sinergia entre os atores é perceptível e notória, a entrega na atuação deles aos personagens é de arrepiar. A narrativa é lenta, mas entendo o plano do diretor de não entregar o prato pronto para o telespectador, mas desde que você saiba mastigar. Muito bem trabalhado a etapa da separação e principalmente o desabafo que só é dito em atos de brigas quando o nó da garganta se desata. Fiquei super tenso diante da discussão do casal e de como a vida é exposta diante de um tribunal. É um arauto a maturidade emocional: saber que se ama, saber que o amor quando não é regado, vivido e recíproco, ele acaba; e saber que a vida continua mesmo depois de finais, quer eles sejam trágicos ou não. O final é arrebatador ao qual terminei em lágrimas, pois me vi muitas vezes vivendo esses dilemas que é comum de quem é ser humano. Filme ímpar, aplaudo e ovaciono a atuação dos protagonistas.
Gerson R.
Gerson R.

83 seguidores 101 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 23 de dezembro de 2019
Explicar o que significa conviver com alguém em algum relacionamento é algo que nunca foi fácil de explicar. Você pode dizer, falar de outras maneiras o que sente ou deixou de sentir, gesticular – enfim, fazer tudo em termos de comunicação, mas jamais o outro entenderá a dor que você está sentindo ou sentiu. Podemos nos colocar no lugar do outro, obviamente – mas, mesmo assim, não saberemos a exata sensação – ou seja, cada relacionamento, cada convivência é algo único para seus participantes – algo tão profundo que às vezes somente a arte consegue nos consolar – música, cultura, filmes – ou pelo menos remediar ou refletir sobre a dor de romper algo que significa uma união – uma união que, direta ou indiretamente, faz parte da pessoa – errado ou não, o individuo que está conosco é uma parte nossa – ou, pelo menos, essa é a sensação.

O mestre Ingmar Bergman expressou essa dor no clássico Cenas de Um Casamento de 1973 – e, agora, é a vez de Hollywood dar sua “versão”, digamos assim. Escrito e dirigido pelo promissor Noam Baumbach (de Os Meyerowitz), História de Um Casamento conta como foi o processo de separação do casal Nicole (Johansson) e Charlie (Driver) – ela uma atriz e ele diretor de teatro, sempre trabalhando juntos nos palcos de Nova York – mais do que mostrar um desgaste na relação, o filme nos passa exatamente o que cada um sente pelo outro – em meio as diferenças e as afinidades, além do cuidado para não machucar o filho Henry (Robertson), de 10 anos. Tentando não levar a separação para os tribunais a principio, Nicole acaba decidindo pedir a ajuda da famosa advogada Nora Fanshaw (Dern) – o que faz com que Charlie precise de outro – na figura do advogado Bert Spitz (Alda). Durante um processo doloroso, tanto Nicole quanto Charlie refletem sobre as coisas boas e ruins que tiveram durante o tempo de casados.

Poderíamos pensar, logo de inicio, que Baumbach abusaria de recursos óbvios – como tolos flashbacks para ilustrar os “dias de glória” do casal – mas não: o foco aqui é se concentrar em como o processo do divórcio realmente corrói as almas dos dois protagonistas – o que significa que a câmera do cineasta está disposta a deixar os dois atuarem quase que livremente – para ser mais preciso, livremente para poderem expressar o máximo possível de toda a mágoa e sentimento de sufocamento pelo doloroso processo – abrindo o filme com a leitura de uma carta que cada um fez para o outro, a pedido de um mediador (que tenta de um jeito bastante ingênuo tentar segurar o casamento), o diretor já deixa bem claro que a sinceridade dos dois para um com o outro é autêntica – por mais defeitos que tenham, eles se perdoam – a amizade e a cumplicidade estão sempre ali juntas – mas há defeitos que não podem ser escondidos e esquecidos.

Tudo isso parece simplório de se falar, mas com o potencial de atuação de Scarlett Johansson e Adam Driver tudo se torna realmente sublime e real – é impossível não se emocionar junto Nicole no momento em que a advogada de Laura Dern simplesmente lhe pergunta se ela está bem – o choro da atriz é tão real que fica claro como se entrega a personagem – da mesma forma que Driver é autêntico e profundo quando finalmente “estoura” e diz coisas horríveis e se arrepende em seguida de um jeito tão frágil que acaba sendo assustador e ao mesmo tempo tocante – como disse, a câmera e os enquadramentos de Baumbach estão ali para deixar os dois fluírem suas interpretações – o que faz com que todos os sub temas de História de Um Casamento funcionem perfeitamente.

Através da Nicole de Scarlett fica claro o sentimento de ter sido relegada como apenas “o apoio” de seu marido – seja no trabalho, em casa ou na criação do filho – afetando, inclusive até mesmo suas oportunidades de subir na carreira como atriz – algo que o britânico A Esposa (com Glenn Close) também tinha abordado, mas de uma maneira um pouco mais “novelesca” – aqui, o realismo impressiona – afinal, mesmo tendo sentido essa repressão (indiretamente) do marido, Nicole não o odeia ou o demoniza – essa abordagem ajuda Adam Driver a compor seu Charlie como um homem falho, mas que está longe de ser um monstro – o que deixa o filme livre de qualquer clichê de “bonzinho versus malvado” na relação amorosa – inclusive a abordagem de Baumbach é versátil o suficiente para não querer “ditar” sentimentos para o espectador, que pode sentir a sua maneira as cenas – algo que se estende para a sútil trilha-sonora de Randy Newman, aparecendo em momentos adequados, sem forçar sensações melancólicas com seus acordes e tons.

Nicole e Charlie acabam sendo reflexos perfeitos da realidade – mas não são pessoas do tipo que poderiam se dizer “tóxicas” – apenas são humanos errantes – e apaixonados – mas, como sempre dizem por aí, um relacionamento não vive somente de amor – embora eu não seja casado – e creio que quem já teve qualquer tipo de relacionamento amoroso conseguirá se identificar com o longa – sabemos que construir uma vida juntos na mundo atual é algo complicado – criar filhos, conduzir a carreira sendo mãe/pai não é algo que nem imaginando seria simples – e o roteiro é preciso em inserir a Nora de Laura Dern – a ótima atriz (como sempre) serve como um alicerce para Nicole – e o momento em que ensaiam o que devem dizer na frente do juiz mostra bem como a vida das mulheres é muito mais complicada que a dos homens diante de aceitação na sociedade – “para eles, você tem que ser perfeita” – diz Nora, já que do contrário, qualquer defeito, poderia diminui-la ou dar a aparente sensação que não é apta a ter a guarda do filho – ao passo que, na cena em que é visitado por uma assistente social, Charlie não tem nem noções básicas de como arrumar os móveis da casa ou de brincar mais naturalmente com o filho – o pequeno acidente com a faca no final da cena mostra como ele é um homem que precisa fingir muitas coisas para demonstrar ser o que não é, de fato – embora queira realmente a guarda do filho – algo que justifica ele perder a paciência durante o processo, quando nota que o advogado de bom coração Bert do veterano Alan Alda não seria o suficiente para o vencer o caso – precisando do linha dura Jay (na composição perfeitamente arrogante de Ray Liotta) – algo que entra até em contraste com o otimismo em ainda achar que a relação dos dois teria como continuar por parte da mãe de Nicole, vivida de forma muito simpática pela já veterana Julie Hagerty (a Elaine de Apertem os Cintos, O Piloto Sumiu).

Em tempos de muita “plasticidade” e relações descartáveis em nossas vidas, assistir um filme tão verdadeiro quanto História de Um Casamento é um presente maravilhoso – o mais próximo que a arte nos leva a entender o que realmente significa desapegar de coisas (e pessoas) que fazem parte do nosso dia a dia – mesmo que, no fundo, não seja exatamente o que desejamos.
Marcia Santana
Marcia Santana

4 seguidores 88 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 26 de fevereiro de 2024
O filme é sensacional, é um pouco arrastado com diálogos longos mas é importante que hajam esses diálogos, muitas mulheres e homens casados se sentiram representados. Nitidamente o casamento deles foi algo que ficou em segundo plano devido a questão do trabalho, mas era algo *consertavel". Os dois se amavam, uma pena que o marido chegou ao ponto de traí-la o que acredito ser algo mais difícil de arrumar, mas antes de chegar a esse ponto o casamento deles já estava entrando em falência se ambos tivessem maturidade conseguiriam resolver antes do pior.
Mas como normalmente o escape da mulher é ir pra casa da mãe ficar triste em outro lugar, o escape do homem é arrumar uma mulher pra satisfazer seus desejos. Uma pena!
Filme incrível, chorei e curtir cada conversa/discussão.
Lilian M
Lilian M

11 seguidores 76 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 20 de fevereiro de 2020
é um filme imperdível, um oportunidade de tentar se colocar no lugar das pessoas que têm filhos e sentem vontade de se separar. não deve ser fácil aprender a conviver com o (a) ex, em nome do amor aos filhos.
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