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Diogo Codiceira
24 seguidores
879 críticas
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5,0
Enviada em 6 de janeiro de 2026
Dançando no escuro é um filme de drama/musical da Dinamarca, que contou com a direção e roteiro de Lars von Trier. Recebeu 1 indicação ao Oscar de 2001: melhor canção original. A trama é ambientada nos EUA, na década de 1960, e acompanhamos Selva (Björk), uma imigrante Checa e mãe solteira que trabalha em uma fábrica. Selva está perdendo a visão e o seu filho sofre do mesmo problema. Para que o seu filho não tenha o mesmo destino, Selva possui algumas economias guardadas para uma cirurgia na criança. Porém, um problema surge e Selva pode não conseguir a tão sonhada cirurgia do seu filho. O filme marca a saída de Trier do Dogma 95 e se lança num musical ao lado da cantora islandesa Björk. O musical embora estranho, é bastante competente para o filme e a artista islandesa fez um trabalho primoroso ao compor cada canção. As suas letras mostram o avesso aos musicais de Hollywood, onde tudo termina bem, mas sim um mergulho no seu real. É um musical que ninguém quer dançar, não é hora para se dançar. O som é colocado de forma sensorial mais forte e ele que insere os números de dança. Aqui Trier trabalha novamente em seu roteiro a questão da renúncia, pois Selva abre mão do seu corpo para manter a visão do seu filho. A cena simbólica que causa o desfecho do personagem policial de David Morse, mostra a dor de selva pela escolha e pelo seu destino selado. O filme é uma obra-prima, pois consegue ser eficiente ao juntar todas as camadas do drama, com dança/música, pois a vida, o caminha da sua protagonista também era irregular (literalmente).
Filme maravilhoso uma visão crua e pesada sobre a bondade humana e as injustiças que podem acontecer a forma como filme se entrelaça e vai construindo algo que ao mesmo tempo nos incomoda faz se apaixonarmos pela história além de conseguir sentir um pouco da dor da protagonista acreditando mais no ser humano no final do filme.
Este musical, em grande parte inspirado no manifesto Dogma 95 de Lars von Trier, utiliza uma câmera instável e atuações que remetem à improvisação. Essa abordagem cria uma atmosfera crua e realista, enquanto os números musicais, imaginados pela protagonista Selma em seus devaneios, oferecem momentos de fuga emocional e contraste com o peso da narrativa.
A história se passa nos anos 1960, numa América reimaginada por Von Trier (apesar do diretor ser europeu e rodar o filme na Europa). Selma, uma operária imigrante interpretada por Björk, trabalha incansavelmente para juntar dinheiro e pagar uma cirurgia que pode evitar que seu filho perca a visão – uma condição hereditária que já a afeta. Selma encontra alegria em sonhar com o cinema e com os musicais, que ela descreve como "a vida mais vibrante". Seu cotidiano, no entanto, é marcado por dificuldades, incluindo a relação com Jeff (Peter Stormare), um amigo que a admira sem ser correspondido, e sua interação com Bill (David Morse), cujo desespero financeiro desencadeia uma tragédia irreversível.
A performance de Björk é visceral e emocionante, transmitindo a inocência e o sofrimento de Selma de maneira devastadora. A direção de Von Trier transforma o filme em uma experiência única: o estilo documental colide com a teatralidade dos números musicais, reforçando a dualidade entre os sonhos de Selma e a dureza da realidade. A narrativa é brutalmente honesta, culminando em um desfecho que desafia o espectador a refletir sobre justiça, sacrifício e compaixão.
Com cenas impactantes e uma trilha sonora marcante, Dançando no Escuro é um musical como nenhum outro – uma obra de arte que mistura realismo e fantasia para criar uma experiência cinematográfica inesquecível. É difícil assistir sem ser transformado pela experiência.
Uma verdadeira obra-prima do cinema. O que o Lars von Trier e a Björk fazem aqui é uma coisa de outro mundo. Facilmente um dos filmes mais lindos e tristes da história do cinema.
Um filme fraco e absurdamente expositivo. As falas são demasiadamente forçadas e previsíveis. Quando o filme surpreende, é em cenas que só ocorrem porque não há uma construção narrativa coerente com os personagens e as situações. Infelizmente, parece que, devido a alguns momentos impactantes, as pessoas acabam desconsiderando as duas horas de cenas mal filmadas, ferramentas narrativas fracas, falas expositivas e desenvolvimento precário de personagens secundários. Os maiores pontos positivos do filme vão para a protagonista e as músicas. Se você busca um filme para ficar triste, este é para você, mas não espere encontrar uma fonte de reflexão ou algo que acrescente à sua visão da vida. Vale ressaltar que em alguns momentos, ao observar as situações com um olhar crítico, o filme se desintegra e acaba provocando o efeito cômico, que é oposto ao pretendido.
Só conhecia Bjork de nome e foi bom dar uma cara para ela. Esperava um filmão (não de duração), mas me deparei com um filme monótono em um musical irritante que não tem nem como saber o que é dito nas letras por não saber inglês. spoiler: Final triste como todo o filme e decepcionante .
Uma vida dura pode ser representada de muitas formas e uma delas é mostrada aqui em dançando no escuro que mostra uma comovente história de uma mãe em busca de salvar seu filho.Selma é mãe solteira e vai da República Tcheca para os EUA em busca de uma cirurgia que seu filho irá poder fazer e o livrará de uma doença de família que ela tem que vai cegando-á aos poucos,ela tem seu dinheiro ganhado com muito esforço guardado mas seu vizinho que precisa de dinheiro pega o dinheiro acarretando em sérios problemas a ela.A direção é do polêmico Lar Von Trier que estrega um de seus melhores trabalhos,em um triste filme.O elenco do filme é uma das coisas que mais impressiona,a Björk é a protagonista e dá uma inocência tão grande e uma honestidade tocante que faz você torcer por ela,e o David Morse é o "antagonista" que funciona,todo o desenvolvimento das situações ruins vem dele e são bem executadas.O roteiro faz uma mistura de musical com drama que é bom,apesar das canções serem fracas o que vale é a alma do longa que possui um tom de amadorismo quase documental que dá uma credibilidade ao enredo que parece real e o terceiro ato triste e comovente que brinda um belo final.
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