Laranja Mecânica
Média
4,4
3505 notas

307 Críticas do usuário

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Weverton S.
Weverton S.

8 seguidores 20 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 28 de dezembro de 2014
simplesmente me apaixonei pelo filme desde a primeira vez que o vi e desde então sempre que tenho a oportunidade eu o re vejo...
MaH  S.
MaH S.

5 seguidores 25 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 18 de junho de 2014
Um clássico que infelizmente sempre será atual, Alex nada mais é do que um reflexo de uma sociedade baseada em sexo, dinheiro e corporativismo onde sempre se destaca o mais forte. A ultraviolência apresentada no filme também não deixa de ser atual num mundo onde jovens valorizam a aquisição de bens matérias e autoafirmação.
O filme levanta inúmeras discussões cientificas e filosóficas, a maioria delas ao sistema adotado para tentativa de recuperação de Alex na prisão através de um método baseado na atuação de estímulos condicionados e incondicionados (que pode ser visto na psicologia em Pavlov, embora este não seja mencionado no filme em momento algum). O personagem acaba constatando que violência gera violência, e isso nos remete mais reflexões sobre o estado e as relações interpessoais
Elizeu P.
Elizeu P.

1 seguidor 3 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 17 de maio de 2014
Numa escala de 0 a 10, dou nota 8,6. Embora discorde da crítica central do filme, e espero não ser confundido com nenhum nazista por isso (e por acreditar em ALGUMAS soluções técnicas para problemas populacionais de massa, como a violência, sem muitas delongas), considero-o um filme extremamente bem-acabado, "teatral" em alguns momentos, com as suas interpretações meio histriônicas e cenários perceptivelmente criados (ou seja, não "ignoráveis", o que mostraria mais naturalidade). Mas acho que grande parte das características do filme se deve ao estilo do diretor, que, segundo li em algum lugar, era muito perfeccionista, e uma das consequências do perfeccionnismo são resultados artificialmente perfeitos, eh, eh, eh... Como o filme é uma crítica ao behaviorismo, ele precisou de algumas facilidades, que talvez já estivessem no livro (não li), pra tornar o objeto de sua contrariedade mais facilmente visto com antipatia pelo público. Mas esses são pormenores de somenos importância. Um filme, para ser muito bom, não precisa necessariamente estar de acordo com as minhas crenças.
Bruno M.
Bruno M.

19 seguidores 16 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 2 de outubro de 2013
sse filme é exceldente mais não chega aus pés dou livro que é uma incrível obra de arte uma linda literatura subversiva. Alex é incrível cruel, inteligente, educado, novo e bonito sem falar de sua maravilhosa opinião musical. Recomendo a todo mundo o filme é rechiado de violência noites horrorshow e muita alucinação. Kubrick pediu ao Pink Floyd para usar "Atom Heart Mother", faixa que abre o álbum hômonimo da banda, na trilha sonora. Porém, como o diretor queria uso ilimitado da composição, a banda rejeitou a proposta. Quando Alex visita a loja de discos, é possível ver nas prateleiras a trilha de2001 - Uma Odisseia no Espaço e Atom Heart Mother. A língua falada por Alex e seus droogs é o Nadsat, uma mistura de inglês, russo e gírias londrinas. O médico que acompanha Alex enquanto ele é forçado a assistir filmes violentos é um médico de verdade, presente para assegurar que os olhos de McDowell não secassem. Seus olhos foram anestesiados para que as cenas de tortura fossem filmadas sem tanto desconforto. Ainda sim, suas córneas foram arranhadas pelos grampos de metal. No livro que deu origem ao filme é possível encontrar um dicionário com todos os significados das palavras estranhas que compõem o vocabulário da gangue. - Stanley Kubrick declarou que se não pudesse contar com Malcolm McDowell provavelmente não teria feito o filme “Laranja Mecânica"; - A cobra utilizada nas filmagens, só foi colocada após o diretor Stanley Kubrick descobrir que Malcolm McDowell tinha medo delas; Seis anos antes da versão de Kubrick, o livro já havia sido adaptado para o cinema por Andy Warhol, no filme “Vinyl (1965)” Em 1972, foi indicado em 4 categorias no Oscar: Direção, Edição, Melhor Filme e Roteiro Adaptado;- Em 1972, foi indicado em 3 categorias no Globo de Ouro: Direção, Melhor Filme – Drama e Ator – Drama (Malcolm McDowell).- Em 1973, foi indicado em 7 categorias no BAFTA: Melhor Filme, Direção, Roteiro, Fotografia, Direção de Arte, Edição e Trilha Sonora.
Gabriel M.
Gabriel M.

8 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 27 de setembro de 2013
Excêntrico, é tudo que posso dizer sem deixar pistas sobre a história, que te prende de uma maneira extraordinária. Além de claro, atuações de primeira, tendo o nível aparente aos filmes de hoje, com todas suas tecnologias.
Cinemauniversal
Cinemauniversal

37 seguidores 5 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 8 de agosto de 2013
O filme que criou e estabeleceu uma cultura cinematográfica, e definiu a obra-prima de um gênio.

Parece uma espécie de Déjà vu a filosofia que Laranja Mecânica (A Clockwork Orange) quer contar sobre a violência dos seres humanos. Apesar de ser uma adaptação do livro homônimo de Anthony Burgess (infilmável), foi somente com o filme de Stanley Kubrick, o qual ele adaptou, que o tema ganhou repercussão no mercado cultural. Na época do lançamento a obra assustou distribuidoras, foi proibida de ser exibida em muitos países e foi elogiada pelos críticos, assim como definhada por outros. Kubrick sabia o que estava fazendo quando resolveu dirigir a incrível e difícil literatura de Burgess. O resultado? A obra-prima de um diretor, e uma das maiores obras representativas da cultura cinematográfica.

A questão da violência naturalizada no filme é interpretada tanto de forma social quanto psicológica. Adentra-se na mente do sujeito sociopata, irado com tudo e cínico com as razões que o levam a espancar, estuprar e colidir com as regras sociais. O Alex de Malcolm McDowell é um ser amoral, que não respeita e desconhece as mínimas e convenientes regras da sociedade. Seu personagem é uma disposição para o que seria hoje o tema de intensas e calorosas discussões sobre juventude, violência e quebra de regras morais, sociais e individuais. Por isso o filme é tão utilizado quando o assunto é violência, aprofundando ainda mais a esfera de sua filosofia, o indivíduo criado pelo âmbito influenciável.

Alex é um jovem infrator que sai com sua gangue nas noites para aterrorizar mendigos, estuprar mulheres casadas e espancar seus maridos; nos intervalos dessas orgias sociopatas, o grupo descansa em um bar tomando leite drogado emergindo dos seios de uma boneca metamórfica. Após as atividades, o jovem líder da gangue volta para casa para escutar Beethoven, cuidar de sua cobra de estimação e se deleitar com as mentiras a fim de faltar à escola, enganar o seu guardião criminal e novamente se preparar para novas aventuras sexuais com quaisquer mulheres que ele sentir necessidade de possuir. No caso, duas!

No entanto, em uma dessas aventuras, Alex, traído por seus companheiros da conceitual ultraviolência, é preso numa casa na qual invadiu, e prazerosamente assassina a dona da casa. É pego fugindo pela polícia. Na prisão, converte-se à religião, e transforma-se numa espécie de aprendiz dos bons e respeitosos costumes, pela influência do padre/pastor/bispo (forever) local. Quando tem a oportunidade de participar de um teste que traz de volta os conceitos morais e saúde mental dos pacientes infectados pela doença social da revolta e da "consciência defeituosa" (o Método Ludovico), agarra a chance de se curar e poder sair daquela teia de repressão psicológica. No entanto, o tratamento que ele passa é bem mais violento que qualquer um de seus atos cometidos anteriormente, que o levaram a estar naquela situação. As sequências do "cinema moral" é fantástica, e a proposta de evidenciar essa cura, no "teatro de tentações", é extraordinariamente eficiente no que concerne identificar, através dos significados da pessoa doente, a devolução, ou reestruturação dos seus conceitos como pessoa pronta a residir no meio social.

Claro, tudo torna-se mais interessante vendo essas sequências acima minimamente relatadas. Os diálogos construídos, a destreza dos ângulos (belamente fotografados), os cortes, a trilha e a magnífica interpretação de McDowell são primordiais para sustentar a proposta do filme. Laranja Mecânica como nenhum outro filme, até então deleta a contribuição do homem como o simples e corrigível culpado de seus atos. Declarar a cura desses indivíduos por um tratamento dão doloroso quanto, é bem amargurante do que aceitar as disposições que assolam a sociedade de crime e porventura o castigo de suas colaborações em dignificar essas relações de culpabilidade. Muitos outros filmes tentam compreender, como este aqui, essas relações entre crime, culpa e cura (A Outra História Americana (1998), Violência Gratuita (1997), Drive (2011) ?, Clube da Luta (1999)), mas nenhum outro é tão poderoso na forma e na classe de refletir o que a sociedade se tornara diante dos olhos dos próprios espectadores (o Outro). Um filme que faz um belo tratamento das falidas instituições da família, da política, da ciência, da religião e do próprio homem corroborado pelos sentimentos e prazeres passageiros. O mesmo prazer que leva à desconstrução de seu próprio Eu.
anônimo
Um visitante
4,0
Enviada em 5 de agosto de 2013
Não diria que é o melhor filme do mundo apenas para posar de cult. Sim, o filme é um marco e bastante complexo. Mostra cenas de violência absurdas sem que essas sejam totalmente repulsivas. O protagonista é um tremendo FDP mas no final de uma maneira o de outra acabamos torcendo por ele. Justamente por isso, não curti o final. É claro, como estava na lista de clássicos não poderia deixar de assisti-lo e aceitar as críticas alheias (geralmente de perfeição). Assistiria de novo apesar das cenas cansativas. Mas concordo quando dizem que é superestimado. Atenção, isso não quer dizer que ele não seja um ótimo filme.
Shy Boy
Shy Boy

44 seguidores 107 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 2 de julho de 2013
Laranja Mecânica não é uma obra superestimada, ao contrário, é uma trama de vanguarda que continua atual, mesmo já se passando mais de 40 anos. Trilha sonora fantástica, arte refinada e violência simbólica, ou seja, uma violência não explícita. Explicar Laranja Mecânica, ou melhor, interpretá-la não é uma tarefa fácil, mas seria basicamente, a exploração de um fato inusitado ou uma experiência médica questionável para fins políticos, lavagem cerebral e assemelhados. A obra-prima de Kubrick chama a atenção, porque é um filme que atiça a curiosidade do expectador sobre o que vai acontecer com o ator principal e sobretudo carrega fortes tons de crítica sem ser panfletária. Oba-prima de Stanley, que Deus o tenha.
anônimo
Um visitante
4,5
Enviada em 25 de junho de 2013
"Ao invés de prisões, os que cometeram algum delito deveriam ter uma "re-educação" (mesmo por meio de tortura), para aprenderem que seus erros afetam permanentemente a vida das pessoas, ainda que isso interfira em seu livre-arbítrio?"
Eduardo Muniz
Eduardo Muniz

18 seguidores 7 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de fevereiro de 2013
Adaptação fiel ao livro e muito bem feita. Apesar de feitos alguns cortes, não senti falta de nada. Adorei o visual futurista do Kubrick e o modo como o diretor foi apegado aos detalhes - não só de estética, é claro. A construção do personagem do Alex foi bem retrada e a atuação do Malcolm, excepcional! Uma ótima crítica ao sistema carcerário e penal e aos rumos que a sociedade vem tomando. Merece o status de clássico.
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