Laranja Mecânica
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4,4
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307 Críticas do usuário

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Alex D.
Alex D.

3 seguidores 9 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 30 de agosto de 2013
Simplesmente um dos melhor filmes de todos os tempos! Bem fiel ao livro, e lida com vários temas como: psicologia social, religião, ciência, livre arbítrio, politica é um filme que via te fazer refletir. O elenco é otimo(embora McDowell ofusque todo mundo) aquela fotografia linda que só o Kubrick consegue fazer, e a trilha....meu deus a trilha é excelente, foi por causa desse filme e 2001 uma odisseia no espaço que comecei a gostar de música erudita. Um filme perfeito!
Cinemauniversal
Cinemauniversal

37 seguidores 5 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 8 de agosto de 2013
O filme que criou e estabeleceu uma cultura cinematográfica, e definiu a obra-prima de um gênio.

Parece uma espécie de Déjà vu a filosofia que Laranja Mecânica (A Clockwork Orange) quer contar sobre a violência dos seres humanos. Apesar de ser uma adaptação do livro homônimo de Anthony Burgess (infilmável), foi somente com o filme de Stanley Kubrick, o qual ele adaptou, que o tema ganhou repercussão no mercado cultural. Na época do lançamento a obra assustou distribuidoras, foi proibida de ser exibida em muitos países e foi elogiada pelos críticos, assim como definhada por outros. Kubrick sabia o que estava fazendo quando resolveu dirigir a incrível e difícil literatura de Burgess. O resultado? A obra-prima de um diretor, e uma das maiores obras representativas da cultura cinematográfica.

A questão da violência naturalizada no filme é interpretada tanto de forma social quanto psicológica. Adentra-se na mente do sujeito sociopata, irado com tudo e cínico com as razões que o levam a espancar, estuprar e colidir com as regras sociais. O Alex de Malcolm McDowell é um ser amoral, que não respeita e desconhece as mínimas e convenientes regras da sociedade. Seu personagem é uma disposição para o que seria hoje o tema de intensas e calorosas discussões sobre juventude, violência e quebra de regras morais, sociais e individuais. Por isso o filme é tão utilizado quando o assunto é violência, aprofundando ainda mais a esfera de sua filosofia, o indivíduo criado pelo âmbito influenciável.

Alex é um jovem infrator que sai com sua gangue nas noites para aterrorizar mendigos, estuprar mulheres casadas e espancar seus maridos; nos intervalos dessas orgias sociopatas, o grupo descansa em um bar tomando leite drogado emergindo dos seios de uma boneca metamórfica. Após as atividades, o jovem líder da gangue volta para casa para escutar Beethoven, cuidar de sua cobra de estimação e se deleitar com as mentiras a fim de faltar à escola, enganar o seu guardião criminal e novamente se preparar para novas aventuras sexuais com quaisquer mulheres que ele sentir necessidade de possuir. No caso, duas!

No entanto, em uma dessas aventuras, Alex, traído por seus companheiros da conceitual ultraviolência, é preso numa casa na qual invadiu, e prazerosamente assassina a dona da casa. É pego fugindo pela polícia. Na prisão, converte-se à religião, e transforma-se numa espécie de aprendiz dos bons e respeitosos costumes, pela influência do padre/pastor/bispo (forever) local. Quando tem a oportunidade de participar de um teste que traz de volta os conceitos morais e saúde mental dos pacientes infectados pela doença social da revolta e da "consciência defeituosa" (o Método Ludovico), agarra a chance de se curar e poder sair daquela teia de repressão psicológica. No entanto, o tratamento que ele passa é bem mais violento que qualquer um de seus atos cometidos anteriormente, que o levaram a estar naquela situação. As sequências do "cinema moral" é fantástica, e a proposta de evidenciar essa cura, no "teatro de tentações", é extraordinariamente eficiente no que concerne identificar, através dos significados da pessoa doente, a devolução, ou reestruturação dos seus conceitos como pessoa pronta a residir no meio social.

Claro, tudo torna-se mais interessante vendo essas sequências acima minimamente relatadas. Os diálogos construídos, a destreza dos ângulos (belamente fotografados), os cortes, a trilha e a magnífica interpretação de McDowell são primordiais para sustentar a proposta do filme. Laranja Mecânica como nenhum outro filme, até então deleta a contribuição do homem como o simples e corrigível culpado de seus atos. Declarar a cura desses indivíduos por um tratamento dão doloroso quanto, é bem amargurante do que aceitar as disposições que assolam a sociedade de crime e porventura o castigo de suas colaborações em dignificar essas relações de culpabilidade. Muitos outros filmes tentam compreender, como este aqui, essas relações entre crime, culpa e cura (A Outra História Americana (1998), Violência Gratuita (1997), Drive (2011) ?, Clube da Luta (1999)), mas nenhum outro é tão poderoso na forma e na classe de refletir o que a sociedade se tornara diante dos olhos dos próprios espectadores (o Outro). Um filme que faz um belo tratamento das falidas instituições da família, da política, da ciência, da religião e do próprio homem corroborado pelos sentimentos e prazeres passageiros. O mesmo prazer que leva à desconstrução de seu próprio Eu.
anônimo
Um visitante
4,0
Enviada em 5 de agosto de 2013
Não diria que é o melhor filme do mundo apenas para posar de cult. Sim, o filme é um marco e bastante complexo. Mostra cenas de violência absurdas sem que essas sejam totalmente repulsivas. O protagonista é um tremendo FDP mas no final de uma maneira o de outra acabamos torcendo por ele. Justamente por isso, não curti o final. É claro, como estava na lista de clássicos não poderia deixar de assisti-lo e aceitar as críticas alheias (geralmente de perfeição). Assistiria de novo apesar das cenas cansativas. Mas concordo quando dizem que é superestimado. Atenção, isso não quer dizer que ele não seja um ótimo filme.
Gregory A.
Gregory A.

36 seguidores 42 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 18 de agosto de 2014
Antes de assistir Laranja Mecânica, ouvi muita gente dizer que era o melhor filme de todos os tempos, então eu não podia deixar passar em branco. Um pouco antes do filme quase estar acabando, comecei a achar que realmente era o melhor filme do mundo, mas me enganei quando chegou o final. Você torce o tempo todo para que Alex Delarge (protagonista) melhore seu espírito mas spoiler: acaba voltando a ser o corrupto que era antes.
Após ter assistido, achei que era a melhor película até o final desagradável, mas analisando esse acontecimento, o filme se torna bem realista; e essa é a intenção, pois é isso que é abordado: a violência. Não importa o controle, não importa a disciplina, não importa o cuidado, pois no futuro nunca irá acabar a corrupção, pois quando spoiler: Alex se torna uma pessoa boa, tudo de ruim que ele fez para boa parte da população, se volta contra ele, prejudicando seu destino. E não só Alex volta a ser o que era antes, como seus ex-amigos igualmente não se recuperam, porquê eles acabaram virando policiais.
Tudo isso e mais as boas atuações tornam o filme muito chocante, simplesmente um dos melhores já feitos, e é meu favorito de Stanley Kubrick. Não sei como que não levou um Oscar sequer, porquê filmes como esse levam entre 11, 10 ou 9 Oscars, este já não levou nenhum :/ lamentável!
Shy Boy
Shy Boy

44 seguidores 107 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 2 de julho de 2013
Laranja Mecânica não é uma obra superestimada, ao contrário, é uma trama de vanguarda que continua atual, mesmo já se passando mais de 40 anos. Trilha sonora fantástica, arte refinada e violência simbólica, ou seja, uma violência não explícita. Explicar Laranja Mecânica, ou melhor, interpretá-la não é uma tarefa fácil, mas seria basicamente, a exploração de um fato inusitado ou uma experiência médica questionável para fins políticos, lavagem cerebral e assemelhados. A obra-prima de Kubrick chama a atenção, porque é um filme que atiça a curiosidade do expectador sobre o que vai acontecer com o ator principal e sobretudo carrega fortes tons de crítica sem ser panfletária. Oba-prima de Stanley, que Deus o tenha.
Well S.
Well S.

10 seguidores 9 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 20 de outubro de 2013
Barbáro!! Literalmente... Nao tinha assistido este filme, mas pude constatar o porque ele eh tao bem comentado. A Violencia retratada no filme eh chocante, cômica e ao mesmo tempo tensa do começo ao fim. O personagem de Alex eh muito bem construido e seus comparsas e sua linguagem propria eh um charme a parte. O filme eh profundo no sentido de mostrar ate onde vai a mente humana e como a violencia eh inerente a todos nós em suas varias formas. Nenhum outro diretor filmaria este filme tão bem quanto Stanley Kubrick em sua forma de mostrar o futuro em pleno anos 70, com uma criatividade e uma pericia em filmar que só ele mesmo tem. Alem da tecnica detalhista de se filmar, tem a musica que eh quase um personagem do filme do começo ao fim, contrastando constantemente com a violencia desenfreada, nos fazendo mergulhar num universo ao mesmo tempo lúdico e aterrorizante. Filme bom eh assim, voce termina de assisti-lo e continua pensando e se questionando a moral do filme. A D O R E I!
anônimo
Um visitante
4,5
Enviada em 25 de junho de 2013
"Ao invés de prisões, os que cometeram algum delito deveriam ter uma "re-educação" (mesmo por meio de tortura), para aprenderem que seus erros afetam permanentemente a vida das pessoas, ainda que isso interfira em seu livre-arbítrio?"
Willer L.
Willer L.

8 seguidores 14 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 13 de abril de 2013
Cruel , Psicotico , Mal-intensionado , Politicamente incorreto e Imoral , porem uma OBRA DE ARTE , isso e tudo q posso falar sobre esse MAGNIFICO FILME , ate aonde a mente humana pode nos levar , ate q pensamentos podemos formular , e principalmente que atitudes vamos tomar , filme q com certeza retrata bem isso...
Vinipassos
Vinipassos

259 seguidores 178 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 30 de março de 2013
Fantástico. É incrível como a violência tão cruel consegue contrastar com a doçura e perfeição da música clássica, e esse é o ponto mais genial do filme.
Se olhado mais profundamente pode-se perceber o que Kubrick quis dizer. Entendo que ele quis fazer uma crítica a própria sociedade, e isso envolvia a Igreja, como é mostrado no filme de forma clara as definições do bem e do mal, o Governo e a polícia em combate a violência e é claro a Saúde, que associado ao poder público, pode usar artifícios manipuladores e dolorosos para "curar" pacientes tão atípicos, como oq foi mostrado no filme.

A atuação do Malcolm McDowell foi incrível, seu olhar, seu jeito de falar(" brother, sir. " - inesquecível), sua expressão corporal, tudo.

Pude concluir também que de forma alguma uma pessoa ruim possa se transformar em uma pessoa boa, a essência malvada vai permanecer para sempre. E além disso, ao meu ver, o tratamento só serviu para punir o delinquente da pior forma possível, a dor ia de encontro aos seus pensamentos e atos mais deploráveis.

Excelente filme, realmente é um clássico. Palmas a Kubrick.
Rebeca S.
Rebeca S.

8 seguidores 14 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 21 de março de 2013
Ha muito tempo eu queria falar deste filme, mas um pouco de receio sempre visitou minha mente. É que se trata de um dos meus filmes preferidos, e que na minha concepção é um dos mais característicos filmes existentes. (Aqueles filmes que você vê um slogan e lembra toda a história.). É uma trama psicológica que nos mostra um "Horrorshow" (esses termos são trabalhados no filme). Uma mescla de cinismo, hipocrisia, e tudo que você conseguir pensar só na primeira meia hora do filme.

É um filme fabuloso do início ao fim. Alex DeLarge é o chefe da gangue que tem por hábito tomar um leite drogado e sair espancando moradores de rua. O filme se passa em 2050, com cenários e roupas bem psicodélicos, com uma linguagem própria (Uma mistura de inglês, russo e gírias). Kubrick reinventa a imagem adolescente, de uma forma totalmente futurista e fora do comum. Durante as gravações, ele muda as posições dos objetos de uma tomada para outra, para causar desorientação no expectador, ele tem um cuidado incrível para que essa confusão permaneça até o último instante do filme.

Após ser pego, Alex já dentro da prisão sofre duas grandes pressões: Religiosa e Política. Não tendo eficácia com a religião, obviamente, o Estado haveria de dar um jeito. Alex é submetido como cobaia humana em um lento e desesperador projeto: "A cura da violência". Ele é exposto a imagens de comportamentos violentos antes sentidos com prazer, porém agora acompanhados de terríveis efeitos colaterais causados por uma espécie de "cadeira elétrica". Toda vez, portanto, que fora do ambiente presidiário houvesse uma cena de violência, ao invés de sentir prazer ele sentiria calafrios, náuseas, dores e tudo que fosse possível um corpo suportar.

Após esse banho de imagens de violência, o paciente/presidiário Alex é liberto. A Definição de Liberdade aqui dita por apenas sair do presídio. É interessante notar, o jogo com as músicas que Kubrick faz: A música clássica que antes era algo que o levava o jovem adolescente a redenção, após a terapia comportamental, é sentida com a mesma agonia da violência, o mesmo se aplica para a música “Singing' in the rain” antes vista como expressão da violência, agora é vista como expansão do ódio.

A violência nada mais é do que um reflexo do que há dentro de cada um. Alex estava tomado de raiva, ódio e opressão. Ele conseguia jogar com esses sentimentos colocando-os para fora na forma de socos, chutes e pontapés... Mas agora, tudo estava lá dentro, crescendo sem espaço... Até explodir.

*É engraçado ver, como o personagem de uma hora para outra, consegue cativar o telespectador. Antes o odiado violento, se torna o mocinho da trama. Alex sofre pois continua a sentir a vontade de socar, bater, estuprar. O Sistema não estava interessado em acabar com os seus desejos e sim em puni-lo por tais pensamentos.

É mais ou menos o que acontece nos dias atuais. Muito se importam em prender o criminoso, em fazer pagar pelo que fez, olho por olho e dente por dente. Porém sem pensar em exterminar o mal dentro daquele ser humano. Ou seja: Prende-se o criminoso, mas não se prende o crime. Não adianta enjaular uma pessoa violenta sabendo que a poucos meses irá sair, e continuar violenta. É necessário que ela mude, de dentro pra fora e não o contrário.

O diretor, Kubrick, é PERFEITO nesse filme, assim como em quase todos os que ele faz. É uma crítica maravilhosa ao Sistema. Não há como não olhar o filme e não se impressionar, não entender o porque tantas pessoas são fãs dessa obra prima. Eu indico não que assistam uma única vez, mas que assistam várias vezes, procurando sempre entender mais a proposta do drama. Não há como explicar, a nota só poderia ser máxima. Não vou falar mais senão posso acabar estragando a surpresa.
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