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Um visitante
4,5
Enviada em 25 de maio de 2018
filme sensacional. cenários muito bem montados. críticas sociais feitas de forma condensada. trilha sonora formidável. elenco afinado. enfim rasgo elogios!
Comecei a assistir o filme Laranja Mecânica, logo nas primeiras cenas eu parei de ver. Não tenho estômago para ver a forma que as mulheres são tratadas. Independentemente do seu desfecho, em minha opinião, é um filme horrível de se ver.
Um amigo sempre me falava muito bem sobre esse filme, mas como ele não dava spoiler, erroneamente eu tirava conclusões extremamente preciptadas a respeito do mesmo. Nem mesmo o fato de o filme sempre ser mencionado por cinéfilos me fazia sequer pesquisar sobre o conteúdo dele. Mas eu pensei bem e resolvi ver esse clássico, só pra constatar que não adianta ter idéias pré concebidas. Eis um filme que trata de forma primorosa a realidade, contemporâneo apesar de ter sido realizado há décadas e se passar num futuro ainda distante. O tema e as formas de desenvolve-lo nos leva a ver que esse filme é atemporal; há elementos dele em todas as fases de nossa vida. Muito bem dirigido por um visionário Kubrick, roteiro muito bem montado e com uma crítica contundente a cada passo, a cada ação das personagens. Mostra claramente a hipocrisia existente em todos, o que faz o anti-herói ora ser odiado ora ser objeto de reflexão de até onde as pessoas vão para ser idolatrados, agindo da mesma forma e pior ainda do que aqueles a quem eles "combatem". Manipulação e livre-arbítrio tirado, a tal ponto que nos leva a ver o quanto é enganoso o "fazer justiça " passando por cima, ironicamente, da moral e da ética. Lembra o "guerra tendo que ser combatida com mais guerra", , como é comum no planeta em que vivemos, e lembra também as experiências da época de Hitler, tendo como meta a "raça pura". Kubrick genial, nos deixou um filme para ser visto e revisto e que não toca só no cenário criado para o filme, mas em toda forma de existir, procurar resolver problemas e reividicar da humanidade.
"As queer like a clockwork orange" ou em tradução livre: "Tão bizarro quanto uma laranja mecânica" era uma expressão usada por ingleses para se referir à algo absurdo, surreal, impensável. Por isso, não poderia haver título mais propício à este livro e longa-metragem. Desde a primeira cena até a última as mensagens são propositalmente contraditórias. Em momentos de tensão os personagens usam trajes ridículos e fazem caretas, em cenas de extrema violência a câmera ganha vida de forma quase cartunesca, e em cenas de dor e sofrimento os efeitos sonoros são inomináveis. A música clássica envolve este filme punk rock com um intuito que só os mais sagazes podem perceber. A "ultraviolência", termo cunhado para se referir às cenas de até hoje sem igual agressão tem um sinônimo: Alex DeLarge. Não é como se ele fosse um vilão, ele é algo mais que isso. Ele não tem um plano malévolo, nem um alvo específico à combater. Ele não é um agente do caos, ele É o caos. Alex é simplesmente mal, de uma forma assombrosa, pura e, de certa forma, inocente. É desconcertante, como tudo nesse filme. A história mostra um futuro caricato mas não muito distante do possível amanhã. Uma sociedade sem valores tradicionais, uma juventude abastada e hedonista, um governo perverso e mascarado. Em suma, um mundo onde a vingança (seja da sociedade para os criminosos, ou dos criminosos contra a sociedade) é a única forma plausível de justiça... Bizarro, como uma laranja de metal.
Ouvi muito falarem deste filme por anos, achava que era uma verdadeira obra de arte ou algum muito polêmico, bom, polêmico talvez para a época que foi lançado pois não vi polêmica nenhuma, e quanto a ser uma obra fantástica, ta bom, o filme é bom, mas para mim é um filme comum como tantos outros por ai, existem melhores e piores, apenas um filme qualquer.
demorei anos para assistir pois achei que era daquele tipo de filme que a gente assisti e tem pesadelos a noite, pelo menos esta foi a impressão que tive ao ver muitos comentários por ai na web.
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