Laranja Mecânica
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4,4
3506 notas

307 Críticas do usuário

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Cinemauniversal
Cinemauniversal

37 seguidores 5 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 8 de agosto de 2013
O filme que criou e estabeleceu uma cultura cinematográfica, e definiu a obra-prima de um gênio.

Parece uma espécie de Déjà vu a filosofia que Laranja Mecânica (A Clockwork Orange) quer contar sobre a violência dos seres humanos. Apesar de ser uma adaptação do livro homônimo de Anthony Burgess (infilmável), foi somente com o filme de Stanley Kubrick, o qual ele adaptou, que o tema ganhou repercussão no mercado cultural. Na época do lançamento a obra assustou distribuidoras, foi proibida de ser exibida em muitos países e foi elogiada pelos críticos, assim como definhada por outros. Kubrick sabia o que estava fazendo quando resolveu dirigir a incrível e difícil literatura de Burgess. O resultado? A obra-prima de um diretor, e uma das maiores obras representativas da cultura cinematográfica.

A questão da violência naturalizada no filme é interpretada tanto de forma social quanto psicológica. Adentra-se na mente do sujeito sociopata, irado com tudo e cínico com as razões que o levam a espancar, estuprar e colidir com as regras sociais. O Alex de Malcolm McDowell é um ser amoral, que não respeita e desconhece as mínimas e convenientes regras da sociedade. Seu personagem é uma disposição para o que seria hoje o tema de intensas e calorosas discussões sobre juventude, violência e quebra de regras morais, sociais e individuais. Por isso o filme é tão utilizado quando o assunto é violência, aprofundando ainda mais a esfera de sua filosofia, o indivíduo criado pelo âmbito influenciável.

Alex é um jovem infrator que sai com sua gangue nas noites para aterrorizar mendigos, estuprar mulheres casadas e espancar seus maridos; nos intervalos dessas orgias sociopatas, o grupo descansa em um bar tomando leite drogado emergindo dos seios de uma boneca metamórfica. Após as atividades, o jovem líder da gangue volta para casa para escutar Beethoven, cuidar de sua cobra de estimação e se deleitar com as mentiras a fim de faltar à escola, enganar o seu guardião criminal e novamente se preparar para novas aventuras sexuais com quaisquer mulheres que ele sentir necessidade de possuir. No caso, duas!

No entanto, em uma dessas aventuras, Alex, traído por seus companheiros da conceitual ultraviolência, é preso numa casa na qual invadiu, e prazerosamente assassina a dona da casa. É pego fugindo pela polícia. Na prisão, converte-se à religião, e transforma-se numa espécie de aprendiz dos bons e respeitosos costumes, pela influência do padre/pastor/bispo (forever) local. Quando tem a oportunidade de participar de um teste que traz de volta os conceitos morais e saúde mental dos pacientes infectados pela doença social da revolta e da "consciência defeituosa" (o Método Ludovico), agarra a chance de se curar e poder sair daquela teia de repressão psicológica. No entanto, o tratamento que ele passa é bem mais violento que qualquer um de seus atos cometidos anteriormente, que o levaram a estar naquela situação. As sequências do "cinema moral" é fantástica, e a proposta de evidenciar essa cura, no "teatro de tentações", é extraordinariamente eficiente no que concerne identificar, através dos significados da pessoa doente, a devolução, ou reestruturação dos seus conceitos como pessoa pronta a residir no meio social.

Claro, tudo torna-se mais interessante vendo essas sequências acima minimamente relatadas. Os diálogos construídos, a destreza dos ângulos (belamente fotografados), os cortes, a trilha e a magnífica interpretação de McDowell são primordiais para sustentar a proposta do filme. Laranja Mecânica como nenhum outro filme, até então deleta a contribuição do homem como o simples e corrigível culpado de seus atos. Declarar a cura desses indivíduos por um tratamento dão doloroso quanto, é bem amargurante do que aceitar as disposições que assolam a sociedade de crime e porventura o castigo de suas colaborações em dignificar essas relações de culpabilidade. Muitos outros filmes tentam compreender, como este aqui, essas relações entre crime, culpa e cura (A Outra História Americana (1998), Violência Gratuita (1997), Drive (2011) ?, Clube da Luta (1999)), mas nenhum outro é tão poderoso na forma e na classe de refletir o que a sociedade se tornara diante dos olhos dos próprios espectadores (o Outro). Um filme que faz um belo tratamento das falidas instituições da família, da política, da ciência, da religião e do próprio homem corroborado pelos sentimentos e prazeres passageiros. O mesmo prazer que leva à desconstrução de seu próprio Eu.
Gera
Gera

2 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Perturbador, fantástico, um filme de 1971 e mais atual do que nunca.
ANA LUCIA DA SILVA
ANA LUCIA DA SILVA

71 seguidores 123 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
...Filme bacana,tenso.Mais não consigo ve-lo como clássico.
Jéssica F.
Jéssica F.

33 seguidores 58 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
O filme é uma puta crítica e faz você refletir muito.
Pra mim que o vi somente agora, tentei lembrar de quando foi estreiado, o que fez toda diferença. Como na década de 70 o diretor se expressou de tal forma a fazer um filme desses, criticando uma determinada parte da sociedade e expondo de forma pertubadora certos aspectos do ser humano.
O ponto principal ,é claro,é o personagem Alex. Ele consegue ser convicente,inteligente. As vezes age como uma criança rebelde e outras como alguém manipulador como só um adulto consegue ser. Entre outras ambigudades relacionadas a ele, chega uma parte do filme que eu já estava sentindo pena ao invés da aversão inicial.
Não é um filme q eu tenha vontade de rever, mas é uma grande obra cinematográfica.
Firmezão
Firmezão

1 seguidor 8 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Por causa de filmes como este não há como se discutir a competência de Kubrick! Ele consegue falar bem dos problemas sociais como a violência, consegue retratar um futuro decadente com perfeição de detalhes, consegue montar a personalidade de uma pessoa como DeLarge, consegue trazer surpresas no meio da história com reencontros impensáveis, etc... INCRÍVEL!
Juliana Aquino
Juliana Aquino

19 seguidores 3 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 21 de julho de 2014
Eu realmente não estava tão ansiosa para assistir esse filme, com tantas críticas e indicações positivas que vi sobre Laranja Mecânica, ainda sim não havia me impressionado muito, mas como de uns tempo para cá fiquei um pouco viciada em clássicos, tomei coragem e fui assistir Laranja Mecânica. O que me impressionou muito, por que é um filme tão maravilhoso, não achava que a história iria ser tão tocante e marcante para mim assim, eu realmente amei o filme, a história, os personagens, exatamente tudo. Um filme bem visto pela sociedade e crítica. A história de Alex, embora suja e triste, me emocionou bastante, e já entrou para a lista de personagens favoritos, ele é corajoso, esperto e... um marginal. Embora tenha lido sobre a história do filme e visto o trailer, não entendia por que era um filme tão inspirador para os jovens assim, mas claro, só assistindo para saber. E realmente esse filme me inspira, por saber que apesar de tantos erros que cometemos, tem uma saída, Alex em via de tantas duvidas, realmente se curou.
O filme é um tanto engraçado, triste e com bastante ação. A história se passa no futuro próximo, conta a história de Alex DeLarge(Malcolm McDowell), um sociopata cujo os interesses incluem música clássica, estupro e ultra violência. Ele é líder de uma pequena gangue de seus amigos. Alex é pego pela polícia, por violentar um escritor, estuprar sua esposa, e matar uma dona de um spa perto da cidade, ele é condenado á 14 anos de prisão, mas fica apenas 2 anos, pois é escolhido para um novo tratamento chamado Ludovico, um tratamento que o paciente, no caso Alex, é obrigado a assistir terríveis filmes, sobre assalto, violência e estupro enquanto está sob efeito de drogas, se Alex reagir mal vendo aquelas imagens, ele está curado, e poderá voltar para casa.
O decorrer do filme, é triste, emocionante e interessante, com fatos inesperados e tristes, pois Alex, embora tenha errado, ele realmente tenta se reabilitar.
Minha nota para o filme é de 9,5, pela impressionante história de Alex e produção cinematográfica. Por: Juliana A.
Weber R.
Weber R.

8 seguidores 53 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 11 de março de 2016
Assistido em 11/08/2015
Filme obrigatório para qualquer um que goste de cinema;
O filme é profundo no sentido de mostrar até onde vai a mente humana e como a violência é inerente a todos nós em suas várias formas;
Laranja Mecânica é um dos grandes clássicos do diretor Stanley Kubrick.
Diogo Maroeli Santos
Diogo Maroeli Santos

8 seguidores 168 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 17 de agosto de 2024
É um filme que conseguiu me segurar até o fim, mas não despertou muita emoção. O começo dele até é bem legal, mas depois o filme tem mais algumas cenas boas e outras mais chatas. Um filme interessante que não agrega muita coisa.
Alex D.
Alex D.

3 seguidores 9 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 30 de agosto de 2013
Simplesmente um dos melhor filmes de todos os tempos! Bem fiel ao livro, e lida com vários temas como: psicologia social, religião, ciência, livre arbítrio, politica é um filme que via te fazer refletir. O elenco é otimo(embora McDowell ofusque todo mundo) aquela fotografia linda que só o Kubrick consegue fazer, e a trilha....meu deus a trilha é excelente, foi por causa desse filme e 2001 uma odisseia no espaço que comecei a gostar de música erudita. Um filme perfeito!
Sidney
Sidney

8.996 seguidores 636 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Sensacional! Uma obra prima do cinema, um filme que mexe com seu psicológico. Linguagem, postura, trajes, trilha sonora, uma beleza de filme. Muito bom.
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