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Vilmar O.
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357 críticas
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5,0
Enviada em 11 de abril de 2016
Filmaço. Super atual, pois até hoje a política é podre e populista. A violência ainda toma as páginas jornais, de papel ou digitais. Nada mudou. É pesado, mas vale a pena assistir.
Um amigo sempre me falava muito bem sobre esse filme, mas como ele não dava spoiler, erroneamente eu tirava conclusões extremamente preciptadas a respeito do mesmo. Nem mesmo o fato de o filme sempre ser mencionado por cinéfilos me fazia sequer pesquisar sobre o conteúdo dele. Mas eu pensei bem e resolvi ver esse clássico, só pra constatar que não adianta ter idéias pré concebidas. Eis um filme que trata de forma primorosa a realidade, contemporâneo apesar de ter sido realizado há décadas e se passar num futuro ainda distante. O tema e as formas de desenvolve-lo nos leva a ver que esse filme é atemporal; há elementos dele em todas as fases de nossa vida. Muito bem dirigido por um visionário Kubrick, roteiro muito bem montado e com uma crítica contundente a cada passo, a cada ação das personagens. Mostra claramente a hipocrisia existente em todos, o que faz o anti-herói ora ser odiado ora ser objeto de reflexão de até onde as pessoas vão para ser idolatrados, agindo da mesma forma e pior ainda do que aqueles a quem eles "combatem". Manipulação e livre-arbítrio tirado, a tal ponto que nos leva a ver o quanto é enganoso o "fazer justiça " passando por cima, ironicamente, da moral e da ética. Lembra o "guerra tendo que ser combatida com mais guerra", , como é comum no planeta em que vivemos, e lembra também as experiências da época de Hitler, tendo como meta a "raça pura". Kubrick genial, nos deixou um filme para ser visto e revisto e que não toca só no cenário criado para o filme, mas em toda forma de existir, procurar resolver problemas e reividicar da humanidade.
De certa forma tentaram tornar esse filme um todo poderoso e acho que não é isso exatamente. São explorados muitos pontos: sistema educacional, sociopatia, sistema penitenciario e politica. Pena que o filme estraga usando a trilha sonora de musica classica (não preciso dizer qual musico porque se nao estraga a graça do filme). Mas e uma mistura de critica com ação comica. E um filme bacana e nada de violento (ja vi filmes feitos de 2010 para ca muito mais vergonhosos nesse sentido e muito mais baixo calão). Mas é cult e merece o respeito.
"Laranja Mecânica" é mais uma obra-prima na filmografia de Stanley Kubrick. O cineasta conseguiu trazer ao cinema, a literatura considerada díficil de Anthony Burgess, magestralmente. Lançado em 1971, o filme é bastante futurista quanto a forma como retratou a violência, a narrativa se enquadraria perfeitamente nos dias atuais. A performance impecável de Malcolm McDowell, dando vida à Alex. E apesar de todas as atrocidades cometidas por ele, no final Alex se mostra humano - onde o espectador, é até capaz de sentir compaixão pelo personagem. Ao mesmo tempo que choca, o filme também faz nos faz refletir sobre o assunto, diversas vezes durante a sessão.
A lição que o longa nos deixa é que, da mesma forma que você usa a violência ou a Ultraviolência para ferir o próximo, pode ser vítima dela um dia.
"Laranja Mecânica" é filme mais do que obrigatório para qualquer cinéfilo ou fã de Kubrick.
Como o próprio Alex fala durante o filme, é a Ultraviolência, um filme que começa digamos assim desagrádavel e perverso, mas que depois nos mostra o porque daquilo e como isso foi usado contra Alex em sua "reabilitação" para virar um homem sem maldade e desejo na sociedade, além de que como fora cruelmente mal-tratado quando estava reabilitado e sem poder praticar o mal e ter o desejo sexual contido, sendo que também nos faz refletir de que tudo em algum tipo de excesso pode causar mau e ser considerado obra de "psicopata", desde a partir do tratamento dos outros para com ele e no sistema autoritário e cruel que a lei queria impor para diminuir a criminalidade e as superlotações em presídios. Os filmes de Kubrick não são faceis de ver e analisar e requer que o telespectador pense e reflita, pedindo um certo intelecto para compreensão, o que pode ser difícil para a geração que gosta de ver Crepusculo, Jogos Vorazes, Divergente, A Culpa é das Estrelas e 50 Tons de Cinza, ja que querem algo que faça pensar e que seja complicado. Apenas um gênio como Stanley Kubrick poderia realizar tal obra como Laranja Mecânica, um clássico majestoso!
Laranja Mecânica é um ótimo filme, porem durante o filme, ele se torna cansativo e o final nao foi muito agradável. oque realmente impressiona é o realismo.
Sei lá. Acho que filme cult não é para mim. Esse filme me foi muito recomendado e falado que era muito bom, mas eu ache um filme normal sem algo espetacular. Obviamente muito bem dirigido, porém, não me surpreendeu...
Esse filme é uma obra de arte, tem uma pegada muito teatral, acho que é um caso singular no cinema, ninguém nunca vai conseguir uma combinação tão extravagante e que no final das contas dê certo, mérito total do Kubrick nessa parte que apesar de toda a pressão em cima do filme se manteve firme e seguro quanto ao filme. Memorável também a atuação do McDowell que explorou muito bem todas as fases do personagem, o jeito de falar, as expressões.... É um dos filmes que podemos dizer que está tudo em sincronia. Adoro o cinema dos anos 70! Clássico mesmo, imperdivel.
"As queer like a clockwork orange" ou em tradução livre: "Tão bizarro quanto uma laranja mecânica" era uma expressão usada por ingleses para se referir à algo absurdo, surreal, impensável. Por isso, não poderia haver título mais propício à este livro e longa-metragem. Desde a primeira cena até a última as mensagens são propositalmente contraditórias. Em momentos de tensão os personagens usam trajes ridículos e fazem caretas, em cenas de extrema violência a câmera ganha vida de forma quase cartunesca, e em cenas de dor e sofrimento os efeitos sonoros são inomináveis. A música clássica envolve este filme punk rock com um intuito que só os mais sagazes podem perceber. A "ultraviolência", termo cunhado para se referir às cenas de até hoje sem igual agressão tem um sinônimo: Alex DeLarge. Não é como se ele fosse um vilão, ele é algo mais que isso. Ele não tem um plano malévolo, nem um alvo específico à combater. Ele não é um agente do caos, ele É o caos. Alex é simplesmente mal, de uma forma assombrosa, pura e, de certa forma, inocente. É desconcertante, como tudo nesse filme. A história mostra um futuro caricato mas não muito distante do possível amanhã. Uma sociedade sem valores tradicionais, uma juventude abastada e hedonista, um governo perverso e mascarado. Em suma, um mundo onde a vingança (seja da sociedade para os criminosos, ou dos criminosos contra a sociedade) é a única forma plausível de justiça... Bizarro, como uma laranja de metal.
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