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Carlos Castro
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3,5
Enviada em 7 de janeiro de 2020
O filme serve muito bem como um guia curioso do que foi a renúncia do Papa Bento XVI e a especulação de como teriam sido as conversas entre os Papas é incrível. Só não é perfeito porque, dentro da polarização que o mundo enfrenta hoje do conservadorismo e progressismo, faltou força nos embates. Poderia ter sido muito mais crítico, mais profundo e engrandecedor para o debate. A pincelada no passado do Papa Francisco também é bem curiosa e traz um bem-vindo respiro à narrativa que estava começando a ficar enfadonha naquele ponto do filme. Fernando Meirelles mostra um pouco da sua virtuose em grandes planos que exaltam a beleza da arte dos interiores do Vaticano e consegue manter o jogo vivo, mesmo sendo longas conversas entre dois senhores.
O filme traz um tom humorístico a um dos maiores acontecimentos da história da Igreja Católica. De fato é um filme divertido de se assistir, mas por vezes fica fantasioso demais, se distanciando da realidade. Hopkins e Pryce estão excelentes em seus papéis, trazendo emoção aos diálogos.
Sinopse: O cardeal argentino Jorge Bergoglio está decidido a pedir sua aposentadoria, devido a divergências sobre a forma como o papa Bento XVI tem conduzido a Igreja. Com a passagem já comprada para Roma, ele é surpreendido com o convite do próprio papa para visitá-lo. Juntos, eles precisam superar suas diferenças e construir um novo caminho para a Igreja Católica.
Crítica: "Dois Papas" é um filme cativante que transcende o gênero de drama histórico ao apresentar uma narrativa rica em diálogos e reflexões filosóficas. Dirigido por Fernando Meirelles, a obra se destaca não só pela habilidade técnica, mas também pela profundidade emocional das relações humanas que desenvolve, focando na interação entre o Papa Bento XVI e o Cardeal Jorge Mario Bergoglio, futuro Papa Francisco.
Um dos pontos fortes do filme é a forma como ele explora os conflitos internos e as vulnerabilidades dos protagonistas. Anthony Hopkins e Jonathan Pryce oferecem atuações impressionantes, trazendo à vida personagens que, embora influentes, não estão acima de dilemas éticos e existenciais. As suas conversas revelam nuances da fé, da dúvida e da moralidade, questões que reverberam além dos muros do Vaticano e se conectam com a sociedade contemporânea.
Apesar de abordagens criativas e dramatizações fictícias, o filme serve como um espelho para dilemas atuais que a Igreja enfrenta, como a modernização e a necessidade de renovação moral. A falta de encontros reais entre Bento XVI e Bergoglio para debater a renúncia ressalta a liberdade artística do filme, mas não diminui sua relevância. Em vez disso, provoca reflexões sobre as possíveis conversas e debates que poderiam ter ocorrido em tempos de crise.
Visualmente, "Dois Papas" é uma obra rica em detalhes, com uma cinematografia que captura a grandiosidade e a intimidade dos cenários. As transições entre passado e presente são habilidosas e contribuem para o desenvolvimento narrativo, transformando a história em uma experiência imersiva.
Em suma, "Dois Papas" é mais do que uma biografia; é uma exploração da dualidade da natureza humana e da busca incessante por significado. Ao abordar questões universais, o filme transcende as barreiras da religião, resonando com todos que têm buscado a verdade e a compreensão em tempos de incerteza. Essa capacidade de dialogar com o público torna-o uma obra significativa e impactante.
Belo filme, mas se atentem para a manipulação política, trazendo a questão da "ditadura" fora de contexto da polarização política à época da América Latina entre correntes capitalistas e comunistas. Afinal, a Agenda Global está em pleno curso, e Papa está de acordo com a Agenda 2030 da ONU. Esse filme amplia seu carisma, pois se utiliza do recurso psicológico da empatia com o populismo que sempre serviu de manipulação das massas oprimidas, desde o "pão e circo" da Antiga Roma para o poder de governos socialistas disfarçados de democracia, e só observar hoje no Brasil, políticos com altos salários e privilegios, e o povo com cada vez menos retorno de seus altíssimos impostos. Apenas uma referência Ca.nal You-Tube Alexandre Costa
A bela tática do recurso psicológico da empatia muito bem utilizado pelo populismo, o filme se mostra tendencioso, quando explora parcialmente a "ditadura" de forma opressora, sem levantar paralelo ao contexto e polarização política na América Latina entre as correntes capitalistas e comunistas. Nesse aspecto é um desastre, pura manipulação, utiliza-se de ícones cristãos populares para trazer a eterna questão da opressão de minorias, a qual o pseudo-socialismo que se diz democrático mas a história tem mostrado a sua tirania.
Os cardeais se reúnem para a escolha de um novo papa. Há rumores de que ele pode vir a ser o primeiro papa africano, Turksono (Cole) ou latino-americano, como é o caso do argentino Jorge Bergoglio (Pryce), mas a escolha cai sobre o ortodoxo e conservador Ratzinger (Hopkins), consagrado Bento XVI. Bergoglio, tempos depois, tem planos de se aposentar e compra uma passagem para o Vaticano. Mal sabe ele que o Vaticano também o deseja por lá. O papa decide se aproximar de Bergoglio
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